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És a nossa Fé!

Construir a casa pelo telhado

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Andam por aí uns senhores a recolher assinaturas para a convocação de uma assembleia geral extraordinária com vista à destituição dos actuais membros dos corpos sociais do Sporting. Não da SAD, que gere o futebol, mas do clube.

Isto no momento em que lideramos os campeonatos nacionais de andebol, voleibol e basquetebol (modalidade reintroduzida no clube por Frederico Varandas), comandamos a Liga Revelação em futebol, seguimos em segundo em futsal e futebol feminino, e mantemos aspirações intactas no campeonato de hóquei em patins, na quarta posição mas apenas a dois pontos do primeiro posto.

 

Devo andar distraído: não detectei nenhuma irregularidade estatutária cometida por estes dirigentes nem muito menos algo equivalente à grosseira violação das normas internas do clube, como aconteceu na triste Primavera de 2018, quando Bruno de Carvalho decidiu criar "órgãos sociais" não previstos nos estatutos para lá colocar uma pequena legião de yes men (e pelo menos uma yes woman, entretanto eclipsada).

Tambem ainda não me apercebi da existência de clivagens nos órgãos sociais. Para já, tanto quanto sei, não se registou nenhuma demissão.

Tão distraído ando que nem reparei sequer em qualquer movimentação de João Benedito - o segundo candidato com mais votos no escrutínio de 2018 e único de todos eles com legitimidade eleitoral para contestar Frederico Varandas.

Ou muito me engano ou Benedito continua remetido ao silêncio.

 

Devo concluir, portanto, que estes cavalheiros das assinaturas pretendem construir uma casa pelo telhado. Algo inaceitável, seja em que circunstância for.

Se querem mudança de poder no Sporting, comecem por apresentar uma alternativa - de preferência com nome e rosto. E, já agora, também com algumas ideias programáticas que funcionem como alternativa ao cenário vigente.

Derrubar só porque sim, ou porque uns meninos das claques estão chateados, ou porque dá jeito a alguém que espreita na sombra, é grossa asneira. Mais uma, a somar a tantas que se vêm sucedendo nestas duas décadas.

Enquanto andarem a acumular telhas sem lançar alicerces, direi como o poeta: «Sei que não vou por aí.» Como ensina a velha sabedoria popular portuguesa, para pior já basta assim.

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