Como vi esta época
Em Abril deste ano escrevi este texto em que lamentava que aos inúmeros golos de Bas Dost não estivesse outrossim associada uma melhor classificação do Sporting. E adiei para outra prosa algumas considerações sobre a época já finda (pelo menos para o Sporting).
Então vamos lá…
A 28 de Agosto o clube de Alvalade era líder. Estávamos na terceira jornada e ainda haveria muuuuuuuuito caminho para calcorrear. Nessa altura escrevi que o discurso deveria ser moderado tanto por parte do treinador como dos dirigentes.
Não me deram ouvidos e a 18 de Setembro o Sporting sofre a primeira derrota que o atirou nessa jornada para o segundo lugar. Lembro-me bem desse jogo em que em apenas 15 minutos houve uma espécie de apagão na defesa do Sporting encaixando com isso três golos.
A partir desse jogo foi um penoso caminhar até ao fim. Com mais baixos que altos a equipa de Jorge Jesus jamais conseguiu erguer-se do lodaçal onde se enfiara. E nem mesmo aquela história do jogo da Luz com casos, é desculpa suficiente para a má época que o Sporting presenteou os seus adeptos.
A verdade é que o Sporting vinha duma época onde jogara muito bom futebol (o melhor para muitos entendidos!). Portanto, com mais tempo para preparar a equipa, mesmo com a ausência de algumas pedras-chave devido ao Europeu, de boa memória para Portugal, a matriz teria de ser forçosamente outra e o Sporting deveria ter lutado para ser campeão até muuuuuuuuito mais tarde.
Depois há a velha questão das contratações. Exceptuando o ponta-de-lança holandês, que foi assim uma pérola… o resto que veio… foi um “flop”. Chamo aqui Campbell, Castaignos, Meli ou André Filipe. Nenhum deles mostrou ser reforço, o que me leva a perguntar como aparecem estes atletas no plantel. Pior… com a sua chegada atiraram alguns jogadores da Academia para a segunda liga ou para outras equipas. Um erro que foi demasiadamente caro.
Não vale a pena agora chorar sobre o sangue derramado. É realmente necessário, para a próxima época, que Bruno de Carvalho se muna de um treinador (seja JJ ou outro qualquer) com um discurso assertivo e menos demagógico. Os sportinguistas são gente paciente, mas detestam ser enganados.
O Sporting é obviamente muito grande. Ora se um treinador não consegue lidar com a pressão de estar à frente de uma equipa destas a lutar por um título, é bom que o diga de antemão e não aceite ser treinador só porque sim. Fica ele melhor e nós também.
As contas desta época são claramente negativas e nem mesmo o melhor marcador nacional ser da nossa equipa ameniza a má época.
Aprendem-se muitas lições com os erros cometidos. A primeira é não voltar a repeti-los.
Será bom que a estrutura do futebol do Sporting nunca se esqueça disso. Nós, sportinguistas, estaremos muito atentos.
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