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És a nossa Fé!

Comemorar

Não vi o jogo ontem. Melhor, fui vendo a espaços no telefone e fui recebendo notificação do resultado, por "culpa" da comemoração do aniversário da minha neta Joana, o quinto, que ela fez questão de ser num determinado restaurante de comida italiana que serve sandes redondas sem a parte de cima do pão, a que vulgarmente chamam pizzas. Cinco anos e já decide onde comemora o aniversário, senhores, onde é que isto vai parar?... 

Bom, entre umas dentadas numa coisa com queijo manhoso e um chouriço meio-picante (fizeram tanta propaganda à "potência" da malagueta que estava na carta que eu mandei vir de rajada duas imperiais, não fosse ficar "ensebucado", mas foi nitidamente publicidade enganosa), lá fui acompanhando o jogo e com tanto azar que não vi nenhum dos golos.

Como já disse aqui há uns dias, a NOS teve a cortesia de me oferecer um mês de sportv grátis, de modo que quando cheguei a casa, lá liguei a tv e procurei ver pelo menos os golos. Ainda estavam no rescaldo do jogo, a analisar os lances, três pessoas, um indivíduo que confesso não ter percebido qual o seu papel, a não ser que fazia perguntas, um técnico de vídeo presumo, porque era quem andava para a frente e para trás com a imagem, os "frames" que outro, que é um rapaz ex-árbitro que até era dos melhorzinhos, que usa o cabelo assim rapado dos lados e uma crista à moicano no meio, lhe mandava avançar ou recuar "aí, aí, mostra a bola colada ao pé". Confesso que, danado comigo próprio, consegui ver aquilo durante cerca de 15 minutos e pareceu-me entender que não foi marcado um penalti contra o Sporting (que também podia não ter sido marcado, como não foi) por causa do protocolo. O mesmo protocolo que não permitiu que um gajo do Rio Ave fosse engavetado logo ali, quando tentou arrancar uma perna ao Jefferson (e logo aquela que ainda vale qualquer coisinha, a esquerda). Fiquei portanto a saber que agora se a coisa correr mal, já não temos que culpar o árbitro, os fiscais-de-linha (eu se fosse oficial do ofício, preferia ser chamado de fiscal-de-linha do que assistente do árbitro!), ou o video-árbitro, temos é que chatear a cabeça ao protocolo. A ver pelas vezes que foi ontem falado, deve ter uma cabeçorra tipo gigantone em arraial minhoto...

Ia a coisa bastante animada e via-se que estava para durar e eu, que queria era ver os golos, fiz um FFR (fast for rear) naquilo e acabei por ver mais que os golos, fui vendo partes do jogo onde se viu que foi muito bem disputado e que poderia também ter outro resultado, não fora a grande exibição do nosso goleiro, que safou duas ou três com selo de golo (também meteu água, mas não a suficiente para afundar a barca). Bom, do outro lado também teve oposição à altura, que evitou dois ou três golos dos nossos, lembro-me de B. Fernandes e Dost e Diaby, assim de repente, que poderiam ter facturado.

Não sei se é das túlipas (de superbock), mas o B. Fernandes parece outro. Vejam bem que até me pareceu o melhor, ontem, seguido de perto pelo Nani e pelo Wendel e pelo Cabral que descobriu o caminho aéreo (só pra chatear o seu homónimo) para o canto superior direito da baliza vilacondense com um remate de tal forma simples(?) que aquilo parece coisa que o rapaz faz a todo-o-pé-passado.

É assim, a gente fez um jogo do outro Mundo? Não, seguramente que não, a determinada altura vi que o Rio Ave até tinha mais posse de bola, não foi um jogo por aí além, mas foi intensamente disputado, com muito bons apontamentos de ambos os lados e onde a qualidade individual acabou por ditar o resultado e quando assim acontece, os resultados acabam por ser justos, o que me parece ter sido o caso. Neste Sporting, por enquanto, o que mudou mesmo foi a disposição táctica e com isso vieram ao de cima as qualidades de alguns jogadores que estavam aferrolhados; Bruno Fernandes começa a ser o melhor jogador da liga do ano passado, estimo que não demorará muito a conseguir chegar lá, Gudelj, aquele cepo em quem eu próprio vim aqui descascando algumas porradas, está transformado e parece ser jogador (então se alguém lhe disser ao ouvido que joga futebol e não football, que a baliza fica abaixo da trave e não acima, poderá vir a ser um caso sério). O treinador teve também a felicidade, para além daquela que é vir treinar o clube mais eclético do Mundo, de ter à disposição Bas Dost, um gajo que marca sempre o ponto, tão regular como um Omega, ou como antigamente a CP. Mas que é diferente para melhor o próprio espírito dos jogadores em campo, ai isso é inquestionável e que o caminho parece ser o correcto, parece, pelo menos já se vê jogar à bola, que era coisa por que todos andávamos a salivar.

Se é motivo para comemorar? Talvez ainda não, que parece que dá azar contar com o ovo no cu (cloaca para os mais sensíveis) da galinha e deitar foguetório antes da festa, mas olhem, depois da comemoração do aniversário da minha neta Joana, também me deu vontade de comemorar esta volta que parece estar a dar-se no futebol leonino. Que sejam ambos muito felizes, não posso ter outro sentimento! 

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