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És a nossa Fé!

Com o Sporting não se brinca

 

Há um ano, Bruma era ídolo em Alvalade e apontado como um dos mais promissores talentos da novíssima geração do futebol português. Em época de vacas magas, bastou-lhe ter marcado um golo e concretizado três assistências na equipa principal, ao longo de três meses, para colher rasgados aplausos e preencher manchetes que lhe subiram demasiado cedo à cabeça. Manipulado por empresários e advogados pouco escrupulosos, na mira do lucro fácil, o jovem avançado fez tábua rasa do seu compromisso com o Sporting: faltou a reuniões com o presidente, começou a abandonar os treinos e um belo dia declarou que queria mudar de ares alegando que o vínculo contratual com o clube estaria já fora de prazo.

 

Bruno de Carvalho não foi em cantigas. Bruma só saiu quando houve um clube disposto a pagar por ele um preço que o presidente do Sporting considerou justo. E o jovem lá rumou ao Galatasaray há oito meses, a troco de 12 milhões de euros. Isto só depois de a Comissão Arbitral Paritária, numa decisão tomada por unanimidade, ter considerando "totalmente improcedentes" as teses alegadas pelo advogado e pelo tutor do dianteiro formado na academia de Alcochete, dando inteira razão ao nosso clube no braço-de-ferro entretanto gerado.

A sorte foi madrasta para o rapaz nascido na Guiné-Bissau. Marcou um golito em Dezembro, lesionou-se com gravidade em Janeiro e acabou emprestado ao modesto Gaziantepspor até ao final da temporada. Um clube que luta para não descer: encontra-se em quarto lugar do campeonato - a contar do fim.

 

Não voltei a ouvir falar dele. O que só confirma como é volátil a idolatria no mundo do futebol. E como são frágeis os espíritos incapazes de lidar com ela.

Se tivesse sabido resistir ao canto das sereias, Bruma estava hoje na antecâmara da Champions ao serviço do clube que fez dele um futebolista profissional. E com passaporte garantido para o Campeonato do Mundo a disputar dentro de semanas no Brasil.

Saber esperar é uma rara virtude. No futebol como na vida.

Mas há males que vêm por bem. Pelo menos este folhetim permitiu sublinhar uma evidência: com o Sporting não se brinca.

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