Bruno tem toda a razão. Basta lembrar qual foi a verba envolvida na transferência de Luís Figo do Barcelona para o Real Madrid: 60 milhões de euros. Nesse mesmo ano (2000), Figo - um dos mais talentosos jogadores saídos desde sempre da formação leonina - viria a ser galardoado com a Bola de Ouro.
Basta esta comparação para se perceber o impacto financeiro da transferência de Bruno para o Manchester United - a maior venda de sempre de um jogador na história do Sporting Clube de Portugal, superando o anterior recorde, registado na saída de João Mário, ocorrida três anos e cinco meses antes.
Reitero, portanto, o que aqui escrevi há dois dias: foi não apenas o melhor negócio possível para o Sporting mas o melhor negócio registado este ano, até agora, ao nível do futebol europeu e provavelmente demorará a ser superado, dadas as circunstâncias que bem sabemos. Saiu pelo melhor preço na altura certa. Mês e meio depois já não aconteceria. E ele estaria agora a desvalorizar-se dia a dia, semana após semana, fechado em casa.
3 comentários
Anónimo 09.04.2020
Se tem memória, lembra-se que foi o mesmo que salvou o clube em 2013. E que trouxe este e outros bons jogadores que trouxeram competitividade ao plantel ao ponto de passarmos de um vergonhoso 7º lugar para 3 ligas dos campeões em 5 anos e pelo menos 1 campeonato usurpado que um dia a justiça irá repor. Para além de reimpulsionar as moribundas modalidades fazendo com que o clube arrasasse a concorrência interna e ganhasse mais de uma dezena de títulos europeus. Sem esquecer que trazia património para o clube com a construção do belíssimo e já emblemático pavilhão João Rocha e defendia como nenhum outro os interesses do clube negociando a Reestruturação Financeira em condições muito vantajosas. E mais haveria para dizser. Isso são os factos, o resto dito aqui sempre pelos mesmos são varandices.
O "salvador" do clube, quando abandonou funções, tinha afugentado oito jogadores. Só sobravam quatro titulares no plantel leonino. As finanças estavam no vermelho, com ameaças de exclusão das provas europeias por queixas de outros clubes e o vergonhoso falhanço do reembolso do empréstimo obrigacionista. A divisão do clube era maior que nunca, com o "salvador" a criar órgãos sociais não previstos nos estatutos e a barricar-se na sede do edifício Visconde de Alvalade com os quatro fiéis que lhe restavam. Os custos reputacionais provocados pela invasão da Academia eram brutais, com imagens que tinham dado a volta ao mundo e colocado o Sporting nas ruas da amargura.
O "salvador" foi corrido a pontapé pelos donos do clube. Nós, os sócios. E já foi tarde.