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És a nossa Fé!

Bruno Fernandes e os outros

Tenho lido por aqui muitos agradecimentos a Sousa Cintra por ter "resgatado" Bruno Fernandes. Cada um opina conforme quer, que opiniões cada um bota as que bem entender. A minha opinião (e por maioria de razão deveria ser a de quem apoiou a destituição do presidente) é que, se não fosse para fazer melhor, não valeria a pena, portanto fiquemos por o Cintra não ter feito mais que a sua obrigação. Eu até concedo que o ter concordado em aumentar o ordenado a Bruno Fernandes  é normal, o melhor jogador da Liga da época finda e um líder em campo merece ter um ordenado de topo, afinal em muitos jogos, em que alguns colegas se arrastaram em campo, ele levou a equipa às costas. O facto de ser o atleta a recusar um aumento não retira pedaço a Sousa Cintra. Aliás, se as condições são as mesmas, e não tenho razão nenhuma para crer o contrário, no final da época será justo, continuando o atleta a mostrar os níveis que mostrou, colocá-lo no patamar dos mais bem pagos da equipa.

Passado o intróito, confesso que me custa a engolir o regresso de Bruno Fernandes. Esta lenga-lenga de que eles são profissionais e procuram o melhor para si, comigo não cola neste caso. O futebol é um mundo à parte, apesar de o quererem por vezes comparar com o mundo empresarial normal e as relações laborais têm pelo meio um mundo de sentimentos onde a razão a maior parte das vezes anda arredia. Não se pode comparar Bruno Fernandes a um quadro de topo de uma empresa dita normal, porque um clube de futebol não é uma empresa normal, por muito que as regras legais por que se rege sejam semelhantes, ou as mesmas até. E é esse meu lado emocional que me sussurra ao ouvido que mande o Bruno pó caralho, que o que ele fez não tem desculpa e que pode ir para o raio que o parta, que o clube não se trata como ele o tratou. Será certamente o sentimento de milhares de sportinguistas e confesso que não lhes posso levar a mal por isso.

Depois paro, e penso que o Sporting não se pode dar ao luxo de prescindir de um jogador da qualidade de Bruno Fernandes e apesar da minha animosidade para com os suores de que foi acometido, vejo-me na obrigação de o aceitar de volta. Digo bem, vejo-me na obrigação, porque provavelmente o seu destino seria um dos rivais e mais vale aceitá-lo contrariado que vê-lo a jogar contra nós. Não juro que se o vir a marcar um golaço ao Benfica ou ao Porto ficarei indiferente, certamente vibrarei com o golo. É que eu, ao contrário de Bruno Fernandes, não confundo o Bruno com o Sporting.

Que venha então o Bruno e que venha com vontade, que até gostei das suas declarações e o seu regresso vem dar-me razão: As rescisões não têm pés para andar e serão todas ganhas se forem a tribunal. Não me restam dúvidas de que a resolução dos assuntos deve passar por acordos que defendam os interesses do Sporting, antes de se chegar a tribunal, mas não esperem que me cale com vendas tipo aquela que corre por aí em relação a Gelson (ainda por confirmar), ou que não exija que Podence pague tudo até ao último "tostão", afinal foi para um clube calminho num campeonato calminho como o grego (onde entram presidentes de pistola em riste campo a dentro) e pode pagar em suaves prestações aquilo que nos deve.

Tenho alguma preocupação com as relações no balneário, os que optaram por ficar e tinham certamente colocação noutros bons clubes poderão ter alguma animosidade para com os que eventualmente acompanhem Bruno Fernandes no regresso. Se for apenas ele, como parece ser o caso, talvez seja pacífico. Vamos ver. O jogador que teria a braçadeira de capitão garantida com a mais que provável saída de Patrício (mesmo sem crise), na minha opinião, hipotecou o seu crédito junto dos colegas. Afinal não é boa companhia um gajo que, perante a adversidade, abandona o barco.

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