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Bruno de Carvalho: tempo de balanço

 

3. CASA ARRUMADA

Mostrar quem manda e falar a uma só voz

 

Um dos maiores defeitos do Sporting, nos anos anteriores à entrada em funções de Bruno de Carvalho, foi não funcionar a uma só voz. A hierarquia diluía-se com o passar dos meses, figuras secundárias assumiam posições preponderantes, membros do Conselho Leonino assumiam-se com frequência como uma espécie de poder paralelo, as vozes sportinguistas multiplicavam-se como cogumelos nos órgãos de comunicação abafando por completo a estrutura oficial do clube.

Esta tendência, que já vinha de longe, agravou-se durante o mandato de Godinho Lopes, pontuado por inúmeras divergências com elementos da sua equipa directiva, da Mesa da Assembleia-Geral (que tinham sido eleitos numa lista diferente da sua) e do comando desportivo da SAD.

O primeiro a romper foi o vice-presidente Carlos Barbosa, que logo no início do mandato se destacara pelas promessas de carácter megalómano, como a que imaginava o Sporting a bater-se de igual para igual com equipas como o Barcelona e o Real Madrid. Outra figura polémica, por motivos muito diversos, foi o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão: também ele não tardou a abandonar Alvalade num consulado horribilis, marcado igualmente pelos afastamentos de Luís Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência e Ricardo Sá Pinto.

 

Bruno de Carvalho sentiu-se na necessidade de arrumar a casa. Repondo a hierarquia, estabelecendo uma clara cadeia de comando, assumindo-se como único porta-voz autorizado do clube. Para o melhor e para o pior, é ele quem dá a cara. É remunerado para o efeito com um salário considerado justo: cinco mil euros mensais, quantia devidamente avalizada pelos sócios, que a aprovaram em assembleia-geral. E não hesita em invocar a sua autoridade, como sucedeu no episódio que levou à demissão de um membro do Conselho Leonino que havia sido eleito na sua lista.

A articulação com Augusto Inácio, director-geral leonino para o futebol profissional, tem sido perfeita. O que se reflecte na própria organização da equipa, que deixou de ser uma plataforma giratória de treinadores e jogadores.

 

Esta organização não se concretizou sem algumas dificuldades de percurso - várias delas impostas pelo acordo com a banca, que forçou o clube a tomar drásticas medidas de contenção de custos. Isto implicou o afastamento de 30 funcionários, envolvidos num processo de despedimento colectivo - incluindo um nome histórico do Sporting, o grande capitão Manuel Fernandes, que meses depois reapareceu como comentador permanente de um programa desportivo na SIC Notícias.

As medidas produziram resultados. O Sporting, que há um ano gastava cerca de 42 milhões de euros em salários, passou a gastar 25 milhões. "Aprendemos a fazer muito melhor com menos recursos. Está mais do que provado que isso é possível", declarou o presidente na recente entrevista à TVI 24 destinada a assinalar o primeiro aniversário da sua posse. Também com obra para mostrar neste domínio.

 

Balanço: muito positivo

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