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Bruno de Carvalho: tempo de balanço

 

 

2. FINANÇAS

Um braço-de-ferro bem sucedido

 

Não faltou quem vaticinasse - incluindo diversos sportinguistas - que Bruno de Carvalho ficaria sujeito a pressões insuportáveis da banca mal decorressem as primeiras duas semanas do seu mandato.

Ao assumir funções, a dívida global do Sporting ascendia a 354 milhões de euros, 268 milhões dos quais à banca, com o BES e o BCP como principais credores. Os problemas de tesouraria acumulavam-se. "Quando aqui cheguei não havia dinheiro absolutamente nenhum, nem para pagar ordenados. Tivemos de iniciar de imediato o processo de reestruturação", lembrou esta semana o sucessor de Godinho Lopes, em entrevista à TVI 24.

Estava fora de causa a existência de novas linhas de crédito. E a possível entrada de dinheiro fresco no clube - que já tinha sido anunciada, em vão, durante a gestão anterior - continuava a parecer uma miragem.

Vender jogadores ao desbarato, ainda por cima com grande parte dos respectivos passes na posse de outras entidades, também não era solução. Nem fazia parte dos planos do novo presidente, empossado fez ontem um ano.

 

A verdade é que as negociações produziram bons resultados. Após um duro braço-de-ferro com os credores, que constituiu o primeiro grande teste à sua capacidade de resistência, o líder leonino atingiu o essencial dos seus objectivos. Incluindo a conversão da dívida aos angolanos da Holdimo em capital da SAD, no valor de 20 milhões de euros, e a entrada de mais investidores, com um reforço de 18 milhões, o que permitiu resgatar o passe de 20 jogadores. O plano global de reestruturação da dívida foi aprovado em assembleia-geral, a 30 de Junho, com 97% dos sócios a pronunciar-se favoravelmente.

Para isso muito contribuiu a concretização da promessa eleitoral de manter o clube com maioria na SAD, mesmo com a abertura a capitais estrangeiros. Era uma promessa eleitoral tornada realidade, tal como a realização da auditoria de gestão, que já se encontra em curso.

 

"A seguir à reestruturação vamos ter um passivo de cerca de 175 milhões. Houve uma redução muito grande do serviço da dívida", sublinha Bruno, lembrando o primeiro papel que assinou na qualidade de presidente do Sporting: um pagamento de emergência por questões de licenciamento. "Era esta a prenda que eu tinha reservada para o início de mandato", ironiza a um ano de distância. O pior parece já ter passado.

Tem motivos para estar satisfeito. Até porque o resultado operacional do primeiro semestre da presente temporada (Julho-Dezembro) teve um saldo positivo de 3,7 milhões de euros para o qual muito contribuiu também o plano de redução de despesas correntes acordado com a banca. No mesmo período do ano anterior tinha-se registado um prejuízo de 21,9 milhões de euros.

Sabe que ainda há muito por fazer até as contas estarem equilibradas e o passivo financeiro deixar de ser o pesadelo que ainda é. Mas ninguém nega que todos os passos dados no último ano foram na direcção correcta. Quem o reconhece, desde logo, é um gestor da banca insuspeito à partida de alimentar simpatias por Bruno de Carvalho: o sportinguista José Maria Ricciardi. "Houve trabalho duro e corajoso na diminuição de custos. Fiquei surpreendido não por este presidente: seria difícil para qualquer um."

 

Balanço: muito positivo

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