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Bruno de Carvalho: tempo de balanço

 

1. FUTEBOL

Presidente-adepto trocou tribuna pelo banco

 

Bruno de Carvalho tomou posse há um ano, sufragado pela maioria absoluta dos votos expressos dos sócios, num cenário muito diferente do que sucedera em 2011, no controverso escrutínio que levou Luís Godinho Lopes à liderança do Sporting por escassas quatro décimas pontuais, em virtual igualdade com o candidato derrotado.

A diferença de oito pontos percentuais face ao segundo candidato mais votado era, à partida, o único trunfo visível de Bruno de Carvalho. Tudo o resto parecia jogar contra ele. Sobretudo no domínio desportivo - aquele em que costuma decidir-se o destino das lideranças no futebol.

O presidente leonino não fez grandes promessas. Mas os seus gestos apontaram, desde o início, na direcção certa. Manifestou confiança no treinador que estava em funções, Jesualdo Ferreira. Sem deixar dúvidas de que a orientação do Sporting, na área do futebol, lhe caberia a ele, coadjuvado por Augusto Inácio, campeão verde-e-branco enquanto jogador e treinador. E actuou desde logo no domínio simbólico, sentando-se durante os jogos no banco da equipa técnica. Era a forma de estar mais próximo da equipa. Algumas almas mais sensíveis torceram o nariz à inovação, proclamando aos quatro ventos o seu espanto e o seu enfado. Mas a verdade é que a medida resultou: nascia Bruno de Carvalho, o presidente-adepto. Que vibrava e se alegrava e se irritava como qualquer de nós.

 

Não havia nada de relevante a fazer naquela época futebolística, a nossa pior de sempre: ficámos na sétima posição, um lugar impensável. E dissemos adeus às competições europeias pela segunda vez na nossa história.

Mas abria-se um novo ciclo. Face à indisponibilidade de Jesualdo para permanecer no comando técnico, Bruno tomou a melhor opção: contratou Leonardo Jardim. A 20 de Maio - o dia seguinte ao fim da Liga - o técnico madeirense era apresentado em Alvalade. E tudo mudou a partir de então. Com uma aposta ainda mais decisiva na formação e o aproveitamento de jogadores que estavam emprestados a outros clubes, em Portugal e no estrangeiro.

Formou-se um onze-base maioritariamente português, com uma idade média muito jovem, e no qual sobressaíram William Carvalho, desde o início, e Carlos Mané, um pouco mais tarde. E vários reforços trouxeram o selo da qualidade: Jefferson, Maurício, Montero e Slimani merecem menção especial.

Mas não só eles: jogadores que estiveram apagadíssimos na época anterior - como Adrien, Cédric e André Martins, sem esquecer Rojo - passaram a exibir mais qualidade. Tudo num plantel muito mais barato: a nova direcção leonina reduziu em cerca de 40% a despesa fixa com a equipa de futebol. E não tardou a ganhar um título oficial, aliás o primeiro da temporada: a Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

 

A diferença é abissal. Há um ano estávamos em décimo, agora vamos em segundo. Há um ano tínhamos o Porto mais de 30 pontos à frente, agora levamos o Porto cinco pontos atrás. Com o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa. Alimentando expectativas fortíssimas de garantirmos o acesso directo à Liga dos Campeões, o que nos vale à partida 8,7 milhões de euros. Entretanto, nunca mais ninguém estranhou ver o presidente no banco: agora o estranho seria se não o víssemos lá.

E - esta é talvez a diferença essencial - agora não temos apenas um conjunto de jogadores. Temos uma equipa a sério. Honrando os melhores pergaminhos da história do Sporting.

 

Balanço: muito positivo.

{ Blogue fundado em 2012. }

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