Edmundo, Joaquim Carvalho, nasceu no mesmo ano de meu pai (1937) com 19 dias de diferença (Carvalho era mais novo). Estive com o meu pai no fim-de-semana passado a comemorar os seus (dele) 85 anos, a recordar os cinco violinos, a vê-lo a brincar com o neto e são esses momentos que ficam. Estas notícias são sempre tristes, é por isso que devemos ter e proporcionar aos nossos a maior qualidade de vida possível. Um abraço póstumo para Carvalho, que a terra lhe seja leve.
Um dos gigantes da baliza leonina. Antecessor imediato de Damas, ainda coexistiram no plantel durante uma ou duas épocas. Será sempre um dos nossos heróis da conquista da Taça das Taças, em 1964. Alguns felizmente permanecem connosco. Carvalho era dum tempo em que bastava um nome ou um apelido para denominar para sempre um futebolista - e eternizá-lo junto dos adeptos. Hoje todos são tratados por dois nomes, às vezes mesmo por três, quase parecem enfeites de árvore de Natal. Mas esta singeleza nunca o diminuiu, só o tornou maior ainda. Leão dentro do campo e fora dele.
Concordo com essa observação final. Agora qualquer jogador (alguns 80% do total) são nomeados/identificados por 2 nomes ou às vezes 3. Que estupidez, isso era a excepção no século XX, mas agora parece bem tratar tudo o que mexe por nomes.
O Eusébio e o Maradona, por exemplo, sempre foram tratados assim. Só. Nos últimos anos, desatou tudo a chamar-lhes Eusébio da Silva Ferreira e Diego Armando Maradona. Disparate.
Oh Pedro Correia, por amor da Santinha, não chame enfeites de Natal a Pedro Gomes, José Carlos, Alexandre Baptista, Mário Lino, Frenando Mendes, Osvaldo Silva, Ferreira Pinto, Durval Carvalho, Augusto Martins e outros que agora não me lembro dos nomes, todos eles aos companheiros de Carvalho na célebre equipa que ganhou a Taça das Taças.
Dos que refere, e sou desse tempo eram tratados por: Lino, Mendes, Durval, Augusto, apenas. Se quiser pode comprovar isso nos jornais desse tempo. Nenhum referia Hilário da Conceição, Ernesto Figueiredo, Joaquim Carvalho, etc..
Alguns eram tratados por dois nomes. Como o Manuel Fernandes.
Muitos, a maioria, só por um. O Hilário, o Morais, o Figueiredo, o Damas, o Peres, o Dinis, o Yazalde, o Manoel, o Jordão, o Oliveira, o Figo, o Balakov.
Dos 5 Violinos, quatro eram conhecidos só por um nome: Albano, Travassos, Peyroteo e Vasques. A excepção era o Jesus Correia.
Agora são TODOS tratados por dois nomes. E alguns até por três. Parece um manual de etiqueta onomástica, caramba.
Sim, que saudades dos jogadores conhecidos por um só nome. E depois havia os Manuel Fernandes, Carlos Pereira, Mario Jorge.... de certa forma até parecia exótico. O meu (primeiro) idolo de juventude era o Damas. O meu dizia-me também que o antecessor deste era o Carvalho. Nunca vi jogar, mas depois informei-me bem e realmente este faz parte dos melhores redes do Sporting e Portugal. As minhas homenagens. SL Carlos Oliveira
A minha homenagem a Carvalho, um dos grandes guarda-redes da história do Sporting, que tive oportunidade de ver jogar muitas vezes e com quem tive o gosto e a honra de conversar num período, nos anos sessenta, em que a nossa equipa de futebol costumava estagiar, antes dos jogos, num hotel perto de minha casa. Eu era um miúdo e ele tinha paciência para me dar atenção e conversar comigo. Nunca o esquecerei, como nunca esquecerei a valentia e a qualidade com que defendia a baliza do Sporting. Era do Barreiro, como o Azevedo e o Carlos Gomes, constituindo com eles um trio de enormes guarda-redes que ficarão para sempre na nossa história e nos nossos corações. Memória eterna a todos eles e, em especial neste dia, a Carvalho. Que repouse em paz.
Tenho 68. Sou certamente mais velho que o Eduardo. Lembro-me que nesses estágios estavam jogadores como Pedro Gomes, José Carlos, Alexandre Baptista, Hilário, Morais, Figueiredo e outros, bem como treinadores como Otto Glória e Juca, por exemplo. O director para o futebol era Abraham Sorin.
Sim, peço desculpa. Sou mais velho que o Edmundo, o que até se vê nestas pataroquices, que começam a atacar-me, de confundir nomes e chamar-lhe Eduardo...
Ó Mundinho, o Senhor Carvalho foi titular absoluto da nossa baliza até 1968, tu do alto dos teus 8 anitos, já ias à bola? Tu entraste para a escola com 6 anos feitos, em 1968 andavas na 2ª ou 3ª classe? Precoce e fino como és, já sabias ler e escrever na 1ª classe.
Curioso, em 1966, quando entraste para a 1ª classe, o Sporting foi campeão, com o Senhor Juca (substituiu Otto Glória, e com glória porque foi campeão, com apenas 37 anos), dessa equipa, jogava, e bem, o teu conterrâneo, o Altafini de Cernache, aliás, foi o melhor marcador desse campeonato, a par de Eusébio. Olha lá, também viste jogar o Seminário?
Do Seminário não tenho memória, mas de Carvalho sim, vagamente. O Figueiredo lembro-me bem dele a jogar pelo Matrena, já no final de carreira. Os jogos que davam na televisão eram raros, dava a final da Taça de Portugal e pouco mais, não dá para ter grandes memórias.
Edmundo: Naquele tempo quase todos tinham alcunhas. O Manecas (Manuel Pedro Gomes) era o "Monas", o Alexandre Baptista era o "Migalhas", o Osvaldo Silva o "Fumanchu" e o Carvalho o "Cavalo"! Mas só o Capitão (Fernando Mendes), se atrevia a chamar-lho, cara-a-cara. Um dia num jogo-treino o Carvalho na grande área batia a bola e não a punha em jogo e o Figueiredo (Altafini de Santa Cita), impaciente gritou : Chuta a bola Cavalo! O Carvalho chutou a bola para para o peão do antigo Zé de Alvalade e correu para o meio-campo, na direcção do Figueiredo a perguntar quem é que era o cavalo! O Fernando Mendes que era um "Senhor" e Capitão segurou-o e no fim do treino foram os três beber umas imperiais ao Magriço! Leão do Fundão
Nunca o vi a jogar mas o meu pai, que é de 1941, viu-o algumas vezes ao vivo e só tem coisas boas a dizer sobre o Carvalho. Eu, pelo pouco que sei e conheço, tendo a concordar.
Saudações Leoninas, especialmente neste acontecimento.
Paz à sua alma. Vi-o jogar duas ou três vezes, mas o meu falecido pai dizia que tinha sido um bom guarda-redes (GR) e deveria ter sido o titular da nossa baliza no mundial de 1966. Curiosamente o meu avô paterno dizia que o melhor GR que viu jogar foi Azevedo, o meu pai Carlos Gomes e eu Vítor Damas. Não é clubite, mas eram todos do Sporting e eram os melhores da sua época, sem dúvida. Saudações leoninas.
A dinastia da baliza no Sporting e por ordem cronógica: Azevedo, Carlos Gomes, Carvalho e Vítor Damas. Perpassaram 5 décadas distintas na baliza do Sporting. Na linha da sucessão, todos coextistiram, Carlos Gomes sucedeu a Azevedo, Carvalho sucedeu a Carlos Gomes, e Vítor Damas sucedeu a Carvalho.
Esses eram os tempos em que os futebolistas permaneciam mais de uma década no mesmo clube, Rui Patrício nestes tempos modernos foi a excepção, e se isto fosse mais natural e menos "indústria", o Max seria o sucessor natural do Patrício.
E foi o titular no 1º jogo contra a Hungria (3-1), mas acho que nesse jogo fraturou um ou 2 dedos da mão e passou o Zé Pereira a titular. SL Leão do Fundão
Nunca poderei esquecer aquelas saídas aos cruzamentos de joelho à frente! Um guarda-redes à antiga e "Imperador da pequena área". Também nunca esquecerei que foi ele e o Manuel Fernandes, que me colocaram na lapela o emblema dos 25 anos de sócio e que nessa tarde estivemos algum tempo à conversa com o Professor Moniz Pereira!
Vi muitos jogos do Carvalho O Sporting teve sempre grandes GR. O meu pai tinha uma grande admiração pelo Azevedo (que já não vi). Contava muitas vezes que num jogo com o Benfica partiu um braço e mesmo assim quiz voltar para a baliza .
Só para acrescentar que num outro debate sobre os nomes para as portas do nosso estádio eu sugeri que em vez do também malogrado Jordão (pela razão que apresentei que também representou o Benfica) deveria estar o nome deste grande guarda redes mas se calhar por já la estar um o Damas não quiseram por mais 1