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És a nossa Fé!

As claques, os árbitros, os sonsos e o pesadelo

Quase tudo o que terá levado 36,84% dos sócios representantes de 43,46% dos votos a votar na atual direção do Sporting Clube de Portugal foi pelo esgoto, está confrangedoramente atrasado, é invisível ou não passa de rumor que tarda em concretizar-se.

O último bastião foi hoje derrubado: não criticar publicamente a arbitragem, em especial após uma derrota.

Infelizmente, a tática do bom aluno já havia sido testada e ridicularizada por quem "manda" no futebol e nos media vezes sucessivas, ajudando a queimar direções anteriores.

A tática do queixoso tonitruante foi igualmente ineficaz, note-se. Ainda assim teve o condão de oferecer um discurso populista e identitário que, enraizado em uma boa dose de justiça, uniu genuinamente uma larga maioria do universo leonino durante vários anos.

Ver a atual direção insurgir-se contra a arbitragem após a 13.ª (d é c i m a   t e r c e i r a) derrota da temporada (sete delas no campeonato) trouxe-me à memória o timing serôdio com que a atual direção resolveu hostilizar definitivamente e atuar contra as duas principais claques oficiais de clube.

Perdoem-me se estou a ser injusto mas já não consigo encarar estes golpes de asa como algo mais do que atos de desespero para encontrar um inimigo comum que fidelize um pouco as hostes após a confirmação de mais um passo rumo a uma das piores épocas desportivas da nossa história no futebol profissional sénior masculino.

Entretanto, restam 17 jogos (talvez 19 se eliminarmos os turcos) até ao final da época.

Alternativas vocais só as que ventilam a já estafada "venda da SAD", um bizarro milagre que supostamente nos colocaria no rumo certo! É caso para perguntar sarcasticamente: onde estariam os nossos rivais se não tivessem vendido a SAD?

Que surjam outras alternativas, mais bem venturosas e que ajudem a dar segurança a quem já percebeu este filme.

A verdade é que, infelizmente, por mais que se renove, todas as semanas, a esperança na vitória, o mais provável é que se repitam e abundem as duras provas de como a incompetência e impreparação refletida em péssimas decisões tomadas na preparação de época, se convertem em pesadelo centenário para mais de 3 milhões de adeptos.

O tempo é de crise profunda e quem quer fazer parte da solução que tenha cuidado com os calculismos. Tudo se pode precipitar e quem não estiver na arena pode ajudar, por omissão, a sindicar um futuro não necessariamente melhor do que este que vivemos em jeito de triste fado.

De positiva só esta certeza: os sócios estão mais exigentes e, ao contrário do que alguns condores advogam, isso é parte da nossa força e não da nossa fraqueza. Haja competência e saber fazer que as críticas ajudarão a construir o que merece crédito!

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