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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Serviços mínimos chegaram para resultado máximo

Sporting 2 - LASK Linz 1

Liga Europa - Fase de Grupos 2.ª Jornada

3 de Outubro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Antes de o primeiro minuto chegar ao fim já tinha impedido o golo dos visitantes duas vezes na mesma jogada. Deixado à sua sorte pela inadaptação da defesa ao esquema táctico dos três centrais, só não conseguiu chegar ao fortíssimo remate de Raguz. Teve direito à sorte dos audazes noutros lances, mas na segunda parte foram mesmo os seus braços a impedir que os austríacos retirassem do inquestionável domínio um dividendo de um ou três pontos.

 

Neto (2,5)

Convirá referir que dos três centrais até foi aquele que menos falhou. Debalde, coube-lhe ficar no balneário ao intervalo quando Silas percebeu que teria de fazer novas todas as coisas. Ossos do ofício de quem é a terceira opção, atrás de uma dupla que nesta temporada nem sequer parece estar rotinada.

 

Coates (2,5)

Conseguiu não cometer grande penalidade aos primeiros segundos de jogo, mas nem por isso demonstrou mínima concentração na tenebrosa primeira parte. Melhorou ligeiramente depois do intervalo, sem nunca deslumbrar e muito menos deixar descansados os adeptos.

 

Mathieu (2,0)

Quando ofereceu a bola para o golo do LASK Linz já levava uma série de erros ainda sem consequências graves. Poderia perfeitamente ter sido sacrificado ao intervalo, mas estatuto e rotinas com Acuña mantiveram até ao apito final um veterano que aparenta estar cansado.

 

Miguel Luís (2,5)

Encontrou algum propósito enquanto responsável por uma ala direita que tem andado inoperante e azarada desde a célebre Supertaça. Há que lhe fazer a justiça de que não fez pior do que Rosier, mantendo uma qualidade mínima garantida ao recuar definitivamente para lateral-direito.

 

Acuña (3,0)

Invejosos dirão que poderia ter sido expulso (um deles, com coluna na imprensa, experiência de apito na boca e odiozinho incontido ao Sporting, assacou-lhe um amarelo, um vermelho e um pénalti, o que chegaria para encher o cartão de bingo), mas o argentino voltou a ser a garantia de classe que vai faltando a esta equipa. Incansável na esquerda, onde foi saco de pancada dos adversários, executou cruzamentos que fizeram os adeptos suspirar por Bas Dost. Saiu  com o resultado feito, para a entrada de Borja, cansado e dorido do amor demonstrado pelas chuteiras do adversário.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Pareceu perdido, quando não submerso pela vaga austríaca, durante a primeira parte. Melhoraria após a saída de Wendel, mas ainda terá de tomar muitos suplementos de vitaminas para chegar aos pés outrora considerados pesados de William Carvalho.

 

Wendel (2,0)

Recuperou a titularidade sem ter recuperado a razão de ser titular. Sem grandes argumentos para travar os visitantes e ajudar a construir ofensivas lusitanas, quando saiu deixou a leve impressão de que já ia tarde.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Ser o melhor também significa que se consegue fazer a diferença mesmo estando naquele tipo de noite que se convencionou chamar pouco sucedida. Tantas iniciativas não deram em nada, tantas bolas ficaram por casar com o destinatário desejado, mas na hora das decisões estava no lugar certo, desmarcou-se e rematou para o golo da vitória com uma frieza que mais ninguém teria naquele plantel.

 

Bolasie (2,5)

Começa a ser evidente que o franco-anglo-congolês será sempre desconcertante, tão potencialmente útil como tendencialmente desastrado. Encaremo-lo como um mistério da fé cujas aparições deixarão de ser vistas pelos pastorinhos em maio.

 

Luiz Phellype (3,0)

Assentou os pés de milhões de sportinguistas no chão ao falhar o 3-1 que tornaria os minutos derradeiros próprios para cardíacos. Isolado, e com colegas ainda mais isolados a seu lado, permitiu a defesa ao guarda-redes. Talvez nunca seja um ponta de lança de 20 ou 30 milhões de euros (facilmente conversíveis em seis ou sete desde que o negociador seja especialmente astuto), mas ninguém lhe tira o golo de cabeça que empatou o jogo e a assistência perfeita para Bruno Fernandes resolver.

 

Vietto (2,5)

Perdeu a oportunidade de fazer figura nas redes sociais ao desaproveitar o adiantamento do guarda-redes num remate de muito longe. Entrado ao intervalo para mudar o jogo, contribuiu para a melhoria na circulação de bola e para os efémeros minutos em que o Sporting dominou a pera-doce do seu grupo.

 

Eduardo (2,5)

Retomou o lugar que voltou a ser de Wendel a meio da segunda parte e o mínimo que se poderá dizer é que trouxe sorte aos colegas. E também vontade de virar o jogo, já agora.

 

Borja (2,0)

Chamado a substituir Acuña na hora do aperto, cumpriu dentro das suas limitações para que o Sporting não perdesse três pontos conquistados em serviços mínimos.

 

Silas (2,5)

Continua a fazer experiências e a contar com a relativa boa vontade dos adeptos. Na sua maioria serão capazes de perdoar-lhe o descalabro provocado pela tentativa de jogar em

3-5-2, ainda que entregar 45 minutos de jogo não conste em nenhum manual de obtenção de sucesso. Pelo menos acertou nas alterações, e na forma como mexeram com a equipa. Mas há muito caminho a percorrer antes de entrar no túnel que terá luminosidade ao fundo.

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