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Armas e viscondes assinalados: Renan defendeu direito pela arbitragem torta

Sporting 1 - Sp. Braga 1 (4-3 nos pénaltis)

Taça da Liga - Meias-finais

23 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (4,0)

Ainda mal chegara à baliza e já tinha sofrido um golo, como lhe está sempre a acontecer desde que foi emprestado ao Sporting. Mas o certo é que resolveu uma segunda ocasião flagrante, beneficiando da má execução de Wilson Eduardo, e engrenou para uma noite positiva, ainda que tenha sido o videoárbitro a anular novo golo no primeiro lance da segunda parte e que nada pudesse fazer num cabeceamento de Raul Silva que embateu no poste. Foi depois do apito final que se tornou o herói do jogo, garantindo o acesso à final da Taça da Liga com uma sucessão de defesas nas grandes penalidades que compensaram o desacerto de Bas Dost, Coates e Nani.

 

Ristovski (2,5)

Mostrou aos habituais especialistas da equipa como se marca uma grande penalidade e esteve seguro a defender ao longo do jogo. Mas desta vez não conseguiu apoiar tanto o ataque quanto é seu hábito.

 

Coates (3,5)

Seria o herói da noite caso o árbitro Manuel Oliveira não fosse um renomado especialista na avaliação visual da intensidade de agarrões nas camisolas de adversários que se fazem à bola dentro da grande área, ignorando o pénalti que foi cometido sobre o uruguaio mesmo depois de ser convidado a visionar imagens inequívocas. Foi o seu poder de impulsão a permitir o empate que levou à decisão por grandes penalidades, voando sobre os centrais como Jardel para um cabeceamento indefensável. Na defesa teve muito trabalho e decidiu quase sempre bem, lamentando-se apenas que no desempate por pénaltis tenha acertado em cheio no poste.

 

Mathieu (2,5)

Saiu ao intervalo, com claros problemas físicos e o estigma de ter deixado Dyego Sousa à vontade no lance do 1-0. Pela idade e pelas particularidades físicas é um dos mais necessitados de maior rotatividade nos onzes por parte de Marcel Keizer.

 

Acuña (3,0)

Poucos minutos antes de ceder o lugar a Jefferson, numa fase em que a sua cara poderia servir de emoji para designar exaustão, conseguiu chegar ao passe de Nani e rematar contra um adversário dentro da grande área contrária. Já na primeira parte desperdiçara outra oferta do capitão leonino, rematando para a pedreira à entrada da área, pelo que as finalizações foram o calcanhar de Aquiles de mais uma exibição cheia de raça do internacional argentino, responsável acidental pelo chilique colectivo de Abel Ferreira e António Salvador ao sofrer uma falta de Dyego Sousa que levou à anulação daquele que seria o segundo golo dos bracarenses.

 

Gudelj (2,5)

Voltou a denotar carências no arranque de jogadas de ataque e foi um dos responsáveis por um domínio dos adversários no meio-campo que prometia impedir o Sporting de revalidar um dos dois únicos títulos que (pelo menos até agora) resultaram do investimento multimilionário na contratação de Jorge Jesus. Assim como está, não pode ficar.

 

Wendel (2,5)

Ninguém precisa de VAR para ver que o jovem brasileiro não está a conseguir manter a intensidade neste ciclo interminável de jogos, mas Marcel Keizer aparenta não confiar em Miguel Luís ou Francisco Geraldes. Sem virar a cara à luta, Wendel foi bastante menos esclarecido do que é habitual, e o Sporting ressentiu-se disso.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Também pareceu ligeiramente fora, perpetrando uma sucessão de passes descalibrados quando pretendia servir os colegas. Sem bons resultados nesse campo durante os 90 minutos, honra seja feita ao facto de ter sido o primeiro jogador leonino a conseguir marcar a Marafona no desempate por grandes penalidades.

 

Raphinha (3,0)

Prometeu ser o herói da noite quando se desenvencilhou de dois adversários, entrou pela grande área do Braga e desferiu um remate forte, rasteiro e colocado que foi desviado para canto. Aliando técnica e velocidade (assim como um Diaby com técnica), o brasileiro tinha tudo para provocar calafrios aos adversários, mas houve um ponto de viragem no lance, ainda na primeira parte, em que se isolou para receber a abertura perfeita de Nani e, completamente à vontade, fez mais um passe do que um chapéu a Marafona. Talvez afectado pelo desperdício daquilo que seria o golo do empate, perdeu fulgor e até ao apito final não mais electrizou a noite.

 

Nani (3,5)

Três grandes passes, diligentemente subaproveitados por Acuña e Raphinha, marcaram uma exibição em que o capitão do Sporting foi o cérebro que faltou a outros e esteve em melhores condições físicas do que a maioria. Também ele ficou em branco nos pénaltis, mas se no sábado a equipa revalidar o título frente ao FC Porto já terá cumprido o primeiro objectivo deste segundo regresso.

 

Luiz Phellype (2,0)

Teve a oportunidade para demonstrar o seu valor, rendendo Bas Dost no onze titular, e não convenceu treinador e adeptos de que é uma alternativa credível. Muito encaixado na combativa defesa bracarense, pouco ou nada fez de útil para os seus e de perigoso para os outros.

 

André Pinto (3,0)

Entrou no início da segunda parte, como sucede quando Mathieu não pode continuar em campo, e desta vez foi o bom “understudy” que na maioria das vezes consegue ser. Um corte a um remate perigoso de Wilson Eduardo, já dentro da área, e outro desarme providencial à entrada da dita, após grande disparate do recém-entrado Jefferson, foram os destaques de uma exibição em que teve de vigiar Dyego Sousa, actual melhor marcador da Liga - e, a avaliar pelo estado de forma de um certo holandês, candidato a manter tal estatuto até ao fim.

 

Bas Dost (2,0)

Até a expressão do avançado denuncia que não está em condições físicas e anímicas. Dos poucos minutos que esteve em campo destaca-se a incapacidade de desviar um bom cruzamento rasteiro de Jefferson. Deixou claro que precisa de ‘reboot’ quando marcou o primeiro pénalti contra o corpo de Marafona mesmo após o guarda-redes se ter atirado nessa direcção.

 

Jefferson (2,5)

Entrado para o merecido descanso de Acuña, o quinto brasileiro de leão ao peito nesta meia-final só pecou por um atraso mal medido que não teve piores consequências graças à intervenção de André Pinto. Quando chegou a sua vez de bater o pénalti rematou com tanta força que talvez tivesse sido golo mesmo que o ex-colega que conhece da temporada passada em Braga agarrasse a bola em vez de apenas lhe tocar.

 

Marcel Keizer (3,0)

Chegou à primeira final e está a 90 minutos de ganhar o menos desejado título do futebol português. São motivos para ter ficado menos triste num dia que, anunciou o presidente do Sporting, foi dramático para o treinador holandês por motivos pessoais. No entanto, a baixa de forma de vários elementos-chave permite questionar o que levará Keizer a não dar oportunidades a outros jogadores do plantel. Lá por Luiz Phellype ter feito fraca figura, nada impede Geraldes ou Jovane Cabral de abanarem algo que começa a estar demasiado parado.

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