Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: O regresso do brunismo

Sporting 3 - Marítimo 1

Taça da Liga - Fase de Grupos 1.ª Jornada

16 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

A noite afigurava-se tão serena que o francês chegou, em mais do que uma ocasião, a fazer alívios de bola directos para os pés dos adversários, permitindo-lhes jogadas de perigo, moderado quanto baste, para evitar cair nas teias do ócio sem deixar de manter a baliza inviolada. Pena que os colegas não tenham entendido o fino equilíbrio, permitindo que um tal Correa surgisse isolado e com a firme intenção de fazer o 2-1 que Salin lhe negara antes, numa daquelas estiradas vistosas com que os guarda-redes exponenciam as hipóteses de engatar miúdas.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Começou o jogo com um músico a quem distribuíram, por engano ou maldade, uma partitura diferente da entregue ao resto da orquestra. Melhorou com o passar do tempo, sem nunca acompanhar a pedalada do companheiro de ala. Em sua defesa, muito provavelmente também Ristovski não o conseguiria.

 

Coates (3,5)

Desta vez não presenteou os adeptos com a tradicional cavalgada pelo meio-campo contrário com a bola (mais ou menos) controlada, limitando-se a cabecear pouquíssimo ao lado da baliza no final da primeira parte. Naquela que passa por ser a ocupação principal do uruguaio - impedir os adversários de fazer desfeitas à baliza da sua equipa - esteve tão imperial quanto é costume.

 

André Pinto (3,0)

Viu um amarelo por fazer a um avançado do Marítimo aquilo que as barreiras policiais fazem aos automóveis em fuga. Talvez por isso tenha estado ligeiramente abaixo do nível que tem permitido não pensar demasiado no coro de tragédia grega que recorda a propensão de Mathieu para as lesões em todas as temporadas que não ficaram marcadas por invasões ao balneário.

 

Jefferson (2,5)

Agora que um cidadão acima de qualquer suspeita como o empresário de jogadores César Boaventura afirma que Lumor, o outro lateral-esquerdo do plantel, foi contratado apenas para recompensar um hacker, talvez fosse hora de Jefferson perder o medo de ser titular a prazo. Mas a presença de Gudelj na convocatória, sinal de que a adaptação de Acuña ao miolo tem os dias contados, pode ter contribuído para mais uma oportunidade perdida de causar uma boa impressão.

 

Battaglia (3,0)

Ser titular da selecção da Argentina em nada afectou o novo sucessor de Mascherano, que voltou a portar-se com os adversários como alguns chefes se portam com os subordinados. Mais discreto do que é habitual, aventurou-se menos no ataque. Ainda bem que foi uma noite inspirada para quem tem essa incumbência no organograma.

 

Acuña (2,5)

Ser suplente da selecção da Argentina talvez tenha afectado o homem que usa a camisola nove, foi contratado para a posição onze, tem jogado na posição oito e está destinado à posição cinco. Por muito que tenha lutado no meio-campo fica como o autor de um atraso descabido que sobrou para Danny, tendo o ex-sportinguista servido Correa para o golo do Marítimo.

 

Raphinha (4,0)

Dinamizou a ala direita do ataque sportinguista sem se esquecer de flectir para a zona de tiro à baliza. Pertenceu-lhe o primeiro lance de perigo e, depois de falhar o que seria um golo magnífico, com um remate acrobático, após uma assistência de peito de Montero, inaugurou o marcador, com ajuda de um defesa contrário e parecendo estar a escorregar, após uma assistência de pé de Montero. Na segunda parte manteve o ritmo frenético, merecendo fortes aplausos das bancadas quando recolheu ao banco, a poucos minutos do apito final. Já é o expoente da alt-right sportinguista, o que não deixa de ser invulgar num imigrante oriundo de outro continente.

 

Jovane Cabral (3,5)

Além de um novo contrato teve a primeira titularidade. Pouco habituado a primeiras partes dos jogos, exagerou no diletantismo, ao ponto de provocar um raro contra-ataque perigoso do Marítimo, nascido de um ‘Deslumbramento de Jovane com a posse de bola’, como lhe chamaria decerto um pintor renascentista. Depois do intervalo regressou mais à vontade, sofrendo a grande penalidade que deu origem ao 2-0, e pôde recolher ao banco de suplentes mais ou menos à mesma hora a que costuma dele levantar-se.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Cumpriu a estatística de ser amarelado logo na primeira parte - desta vez não pelas habituais palavras e sim por uma disputa de bola que desmontaria de uma só vez um armário do Ikea. A diferença em relação aos jogos anteriores é que retirou inspiração da advertência e encarou os últimos metros do relvado como a sua ostra. Irrepreensível a marcar o pénalti do 2-0, combinou na perfeição com Montero e com a força da gravidade para fazer o 3-1, afastando os defesas do alvo antes de desferir um remate que não permitiu grandes proximidades ao guarda-redes. Ainda esteve à beira do terceiro e/ou quarto golo, com um remate inventivo ao segundo poste (aproveitando o melhor cruzamento de Jefferson nesta segunda passagem pelo Sporting) e com um livre directo que passou pouco acima da barra. Frederico Varandas assistiu na tribuna presidencial, mas o brunismo está de regresso e reinou em Alvalade.

 

Montero (3,5)

Mais interessado em vir atrás para construir jogadas do que em ocupar as coordenadas geralmente ocupadas por um cavalheiro holandês visto pela última vez a exercer o dever cívico, dir-se-ia que Montero faz uma interpretação excessivamente literal do número dez que ostenta na camisola. Mas o certo é que chegou ao final do jogo com energia para disputar lances e duas assistências para golo nas estatísticas. Já se viu muito pior.

 

Gudelj (3,0)

Estreou-se com duas dezenas de minutos de presença física assertiva e de qualidade técnica patente na roleta marselhesa com que o sérvio ganhou uns metros de terreno e uns decibéis vindos das bancadas, conquistadas pelo reforço sérvio vindo da China.

 

Wendel (2,5)

Algo hesitante entre o meio-campo e o ataque, tentou servir-se da velocidade para fazer a diferença ao saltar do banco de suplentes. Poderia ter corrido isolado para a baliza se não tivesse sido derrubado por um golpe de artes marciais mistas que valeu cartão vermelho ao perpetrador que envergava equipamento do Marítimo.

 

Diaby (-)

Pede novas oportunidades para mostrar aos sportinguistas que há goleador para lá de Bas Dost.

 

José Peseiro (3,5)

Levou a sério a estreia na única competição em que o Sporting não conseguiu implodir na época passada, limitando as poupanças no onze. Certo é que a equipa esteve mais dinâmica no ataque e acertada na defesa do que vem sendo habitual, conseguindo aqui e acolá momentos de grande futebol. Bom timing nas substituições, sobretudo na entrada de Gudelj, capaz de relegar os também balcânicos Misic e Petrovic para uma amnésia daquelas de que por vezes padecem dirigentes de certos e determinados clubes.

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D