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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Ninguém teve passe para entrar no autocarro sobrelotado

Sporting 0 - Vitória de Setúbal 0

Liga NOS - 33.ª Jornada

21 de Julho de 2020

Luís Maximiano (3,0)

Muito raramente foi chamado a intervir, e mesmo os habituais alívios foram rareando à medida que o Sporting açambarcava cada vez mais a percentagem de posse de bola. Esteve, ainda assim, no local certo para resolver o que poderia ter sido um balde de água gelada, pois um passe displicente de Wendel deixou os visitantes perto de marcar em tempo de descontos.

Eduardo Quaresma (2,5)

Parece atravessar um período de ressaca após a retumbante conquista da titularidade, patente na forma menos esclarecida e decidida como assume as transições. Mas nas tarefas defensivas esteve à altura, sem beliscar a aura de “golden boy” que se vai criando em seu redor.

Coates (3,0)

Era o jogo n.º 200 do uruguaio promovido a capitão, mas foi Coates quem tentou oferecer como presente aos sportinguistas o terceiro lugar na Liga NOS que asseguraria a entrada directa na fase de grupos da Liga Europa, com a entrada de 2,9 milhões de euros nada simbólicos na actual realidade do clube e facilitação na abordagem ao mar nunca dantes navegado que será a próxima temporada. Ainda serviu Vietto para um remate certeiro, mas antes já o inconfundível apitador Nuno Almeida discernira uma falta ofensiva de Pedro Mendes. Em missões defensivas recordou o motivo para Ruben Amorim o considerar intransferível, o que é um indício que poderá vir a deixar Alvalade durante o defeso.

Acuña (3,0)

Pertenceu-lhe o remate mais perigoso do Sporting numa das muitas jogadas em que pôde subir à grande área contrária, mas a bola esbarrou num dos muitos “passageiros” do autocarro sadino que se deslocou a Alvalade. Tendo pouco para fazer enquanto central descaído para a esquerda, mostrou a classe que rareia no plantel que por enquanto integra. Nos passes longos deu cartas, mesmo sem chegar perto do escalão Bruno Fernandes.

Ristovski (1,5)

Mais uma exibição medíocre do macedónio que, sem comprometer, também nada de positivo trouxe ao jogo até voltar a ser substituído. Começa a tornar-se um hábito desde que Ruben Amorim assumiu o comando da equipa.

Matheus Nunes (2,5)

Um médio defensivo tende a ser tão necessário num jogo contra uma equipa interessada em defender e queimar tempo quanto uma viola num velório. Mesmo acabando naturalmente substituído, o jovem brasileiro voltou a demonstrar uma capacidade de choque no um-contra-um que faz de si um projecto de jogador interessante.

Wendel (2,0)

Começou o jogo com uma dinâmica que foi desaparecendo à medida que os minutos passavam, vendo-se mais intimidado pela floresta de pernas à sua frente do que os bandeirantes perante a selva brasileiro. O duplo "pivot" constituído com Francisco Geraldes deu-lhe novas oportunidades, mas este não era o seu dia.

Francisco Geraldes (2,5)

Titular do Sporting pela primeira vez aos 25 anos, o que é o tipo de coisa que acontece a esperanças adiadas, “Chico” arrancou com fulgor e vontade de deixar marca. Pena é que tenha pecado demasiadas vezes por falta de coragem no instante de tentar o remate de longe, provável única solução para o esquema táctico dos sadinos, e pelo défice de critério nos passes de desmarcação dos colegas.

Gonzalo Plata (1,5)

Era supostamente o desequilibrador-mor que restava na ausência de Jovane Cabral, mas nunca cumpriu tal função, perdendo-se quase sempre em adornos. Quando foi chamado a assumir toda a ala direita também não primou pela clarividência, mantendo-se as portas do autocarro bem fechadas no seu flanco.

Tiago Tomás (1,5)

Teve uma grande oportunidade logo no arranque do jogo, calculando muito mal o chapéu ao guarda-redes do Vitória de Setúbal. A partir daí começou a perder-se no relvado até a sua exibição tornar-se uma vitrine penosa das limitações do plantel do Sporting no que toca a “ratos de área” quando comparado com todas as equipas da primeira metade da tabela... e algumas das outras também.

Vietto (2,0)

Regressou de prolongada lesão para revolucionar o jogo e nos primeiros minutos da segunda metade parecia que o poderia conseguir. Alguns bons passes e muita visão de jogo esgotaram-se rapidamente, tornando-se mais um dos futebolistas de leão ao peito sem garras para conquistar os três pontos que garantiriam o terceiro lugar e a entrada directa na fase de grupos da Liga Europa.

Joelson Fernandes (1,5)

Chamado a tomar conta da ala esquerda, procurou fazer algo que surpreendesse os adversários, sem grande sucesso. Um remate em arco directo para as mãos do guarda-redes vitoriano não é o melhor cartão de visita para um adolescente que tanto pode “explodir” em Alvalade na próxima temporada como gerar um encaixe financeiro daqueles que hão-de aparecer carregados de asteriscos.

Pedro Mendes (1,5)

O “proscrito” do ataque do Sporting teve direito a um quarto de hora de jogo na hora do total desespero. Só conseguiu ganhar uma bola na entrada da área que Coates endossou para Vietto, permitindo ao argentino rematá-la para o fundo das redes. Pena é que o árbitro Nuno Almeida, que infelizmente não seguirá o exemplo de Carlos Xistra e Jorge Sousa, pendurando o apito no final da temporada, tenha presumido uma falta do jovem ponta-de-lança e apitado antes de poder ser desmentido pelo videoárbitro.

Ruben Amorim (1,5)

Não tinha Jovane Cabral e Sporar disponíveis, e a falta de alternativas no banco levou a que só tenha feito três das cinco substituições possíveis. Mas isso não desculpa a incapacidade que o Sporting demonstrou para chegar aos três pontos que garantiriam o encaixe modesto de 2,9 milhões de euros, e sobretudo a necessidade de desgastar a equipa em viagens e testes para aceder à segunda divisão da UEFA. Sendo claro que o Vitória de Setúbal iria estacionar o autocarro na grande área, não se lembrou de carregar o passe a tempo, vendo os seus jogadores hesitar na longa distância e demonstrar pouca clareza e pragmatismo na movimentação ofensiva. Agora tem pela frente um teste reputacional, pois o resultado que irá obter na Luz é a derradeira oportunidade de o Sporting deixar uma última boa impressão numa época que arrancou precisamente com a humilhação do 5-0 na Supertaça, prenúncio de um sem-fim de amargos de boca e recordes negativos que esvaziou Alvalade muito antes do confinamento e deveria levar os seus responsáveis a retirar as devidas ilações.

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