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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Goleiro valeu por dois numa equipa que entrou a jogar com dez

Sporting 2 - Sp. Braga 1

Liga NOS - 2.ª Jornada

18 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (4,0)

Mesmo sem evitar que Wilson Eduardo voltasse a marcar ao clube que o formou, emprestou sucessivamente e pouco ou nada aproveitou antes da cedência final, o goleiro brasileiro fez o tipo de jogo em que é da mais elementar justiça atribuir-lhe os três pontos correspondentes à primeira vitória do Sporting de Marcel Keizer no espaço de três meses. Uma sucessão de grandes defesas na primeira parte foi concluída com a obra de arte que resolveu (mais uma) falha colectiva que deixou Hassan isolado frente à baliza. Capaz de concorrer com o portista Marchesín pelo título de guarda-redes mais impressionante a jogar em Portugal, Renan esteve menos certeiro nas reposições de bola, dirigindo-a repetidas vezes para zonas do terreno desprovidas de futebolistas de leão ao peito. Mas ainda assim foi mais certeiro do que um certo e determinado colega de plantel.

 

Thierry Correia (2,5)

Esforçou-se visivelmente por não cometer nenhum daqueles erros que resultam em golos do adversário. Cumpriu tal desiderato com brio, ainda que tenha beneficiado de incompetências alheias num ou noutro cruzamento. Com a bola rente ao relvado teve maiores hipóteses de impor a sua presença. Já no ataque pouco ou nada fez, até porque a sua convivência na ala com Raphinha é mais um daqueles detalhes que não devem andar a ser muito trabalhados nos treinos.

 

Coates (3,0)

Ficou bem perto de voltar a marcar, primeiro de cabeça e depois num remate cruzado desferido dentro da grande área. Falhou esse intento, tal como mais tarde faria no corte que permitiu o golo do Braga – mais clamorosa foi a má abordagem que deixou Hassan isolado na primeira parte, mas nesse momento Renan resolveu –, o que retira brilho a uma noite em que serviu de força de contenção a avançados bastante mais inspirados do que aqueles que costuma encontrar nos treinos.

 

Mathieu (3,0)

Anda um homem já próximo da “retraite” a correr pelo relvado para que um maliano estrague tudo? Assim terá decerto pensado o francês na segunda parte, vendo o seu esforço para sossegar os adeptos com um terceiro golo esfumar-se devido às más companhias a que o sujeitam no onze titular. No resto do tempo esteve à altura dos muitos apuros que os visitantes trouxeram a Alvalade até que observou impotente e resignado o ressalto que entregou a bola à chuteira pródiga de Wilson Eduardo.

 

Acuña (3,0)

Prova cabal do seu cada vez melhor feitio foi a ausência de gritos e cotoveladas no fulano que insistia em partilhar a ala esquerda consigo. Limitado pela inutilidade de Diaby, o argentino fez o que pôde, recorrendo à habitual garra e classe para resolver problemas na defesa e lançar a confusão no ataque. Imagine-se o que poderá fazer se Keizer lhe der a benesse de  lhe dar um parceiro que não suscite participações à ASAE e à APAV sempre que toca numa bola...

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Muitas vezes atabalhoado no controlo de bola, mesmo sendo um bailarino do Bolshoi quando comparado com Diaby, regressou ao onze titular após cumprir o jogo de suspensão decorrente do duplo amarelo na Supertaça. Incansável e cheio de vontade de ajudar, deu o seu precioso contributo para o regresso do Sporting às vitórias. Ainda tem muito para aprimorar, mas nada indica que tenha atingido o topo da sua curva de aprendizagem.

 

Wendel (3,5)

Inaugurou o marcador numa excelente combinação com Luiz Phellype, esticando o pé esquerdo para rematar de biqueira. Dificilmente poderia arrancar melhor numa exibição de pleno compromisso com a equipa, excelentes movimentações no meio-campo e muita solidariedade para com os colegas da linha defensiva. Uma das chaves para que o Sporting possa ter resultados acima das suas possibilidades é a manutenção do jovem brasileiro naquele selecto grupo de jogadores capazes de garantir que a equipa pula e avança.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Tirou um golo da cartola ao surripiar a bola a um adversário, partindo os rins ao adversário seguinte para poder fuzilar as redes e fazer o 2-0. Outras marcas poderia ter deixado, sobretudo na segunda parte, mas falhas de Luiz Phellype, Raphinha e Diaby inviabilizaram o aproveitamento das aberturas que lhe saem dos pés predestinados. Caso se mantenha em Alvalade em Setembro haverá razões objectivas para não temer o regresso dos leões aos tempos gloriosos do sétimo lugar conquistado a ferros.

 

Raphinha (2,0)

Persiste em não cumprir o potencial inegável que poderia catapultar a sua equipa para mais altos voos. Após o festival de desperdício de oportunidades frente ao Marítimo primou pela inoperância, deixando como principal marca no relvado um cruzamento mal medido que Luiz Phellype conseguiu aproveitar para uma assistência que valeu o 1-0 a Wendel. Também voltou a demonstrar uma bizarra incapacidade de combinar com Thierry Correia na direita, seja a atacar ou a defender. Talvez seja de recorrer à mediação das Nações Unidas.

 

Diaby (0,5)

Tivesse o avançado maliano falta de auto-estima e sabe-se lá o que teria feito após sair do relvado sob um coro de assobios e vaias dos trinta e tal milhares de sportinguistas que observaram uma das exibições mais nulas de que há memória no estádio. Mais de 75 minutos chegaram para que Diaby se cobrisse de vergonha à medida que falhava passes fáceis, estrangulava contra-ataques prometedores e dirigia os poucos cruzamentos que fazia para o lado errado da linha lateral. Pouco tempo demorou até os espectadores temerem os sentimentos para lá de negativos que a actuação do ilustre velocista contratado por Sousa Cintra lhes suscitava. Daí que as cinco décimas de ponto acima atribuídas recompensem a experiência psicossocial perversa, já que o desempenho futebolístico foi absolutamente nulo, como as estatísticas denunciam (tirando o caso do amarelo que lhe foi mostrado por simulação, visto que é possível que tenha sido mesmo derrubado na grande área do Braga), afastando a hipótese de Marcel Keizer ser o único imune a uma alucinação colectiva daquelas que até envolvem azinheiras. Manter Diaby no plantel principal do Sporting é um insulto àqueles que estão a ver o seu desenvolvimento cortado pela insistência do treinador holandês e um ultraje para os talentos que já envergaram a camisola verde e branca.

 

Luiz Phellype (3,0)

Menos dotado do que Bas Dost para o jogo aéreo, demonstrou igualmente escassez de “killer instinct” quando solicitado pelos colegas. Terá sido uma ocasião perdida, nos antípodas da série de jogos consecutivos a marcar no final da época passada, não fosse a engenhosa assistência para o golo de Wendel. Caso o holandês esteja mesmo de partida para Frankfurt precisará de mostrar bastante mais para justificar a titularidade. A não ser, claro está, que o orçamento não contemple alternativas para a posição 9.

 

Neto (2,0)

Entrou em campo para o regresso dos três centrais numa altura em que a equipa visitante aproveitava o “estouro” físico dos sportinguistas para tentar virar o resultado. Não conseguiu evitar o golo de honra do Braga, mas também ele contribuiu para os três pontos amealhados. E foi profusamente aplaudido aquando da entrada, até porque implicou a saída de Diaby, deixando a equipa a jogar com onze quando o cronómetro se aproximava do apito final.

 

Eduardo (2,0)

Entrou para segurar o resultado e dar merecido repouso a Wendel, destacando-se na muralha de aço erigida frente à baliza de Renan.

 

Vietto (1,0)

Apanhou a equipa completamente partida e nada conseguiu fazer para justificar o abatimento de tantos milhões na oficialização da perda de Gelson Martins para o Atlético de Madrid.

 

Marcel Keizer (2,0)

Conquistar três pontos frente a um adversário directo (pena que seja na luta pelo segundo ou terceiro lugar) deveria justificar nota positiva, mas todos aqueles que viram mais uma exibição desgarrada e à beira do precipício não puderam deixar de perguntar até que ponto o Sporting venceu apesar de Keizer. Um treinador capaz de entregar a titularidade a uma nulidade como Diaby, mantendo-o em campo contra todas as leis do mérito e da lógica, não anda longe de fazer gestão danosa. Pior ainda, como se fosse possível, foi a conferência de imprensa, repleta de elogios ao maliano e insinuações pouco veladas de total divórcio em relação aos dirigentes e aos gestores do futebol profissional do clube. Caso os seus jogadores vençam em Portimão, o Famalicão tropece e o FC Porto trave o Benfica na Luz ainda se arrisca a ser o primeiro treinador despedido quando se encontrava à frente da classificação desde “Sir” Bobby Robson.

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