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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Em equipa que não se mexe, e na qual não mexem, não se mantém a liderança (só não dizer que não falei dos três penáltis de Coates)

Sporting 2 - Rio Ave 3

Liga NOS 4.ª Jornada

31 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Num jogo em que o adversário pouco ou nada lhe deu para fazer que não passasse pela marca dos 11 metros – com a excepção da boa defesa que abriu a segunda parte –, o guarda-redes brasileiro pouco mais tem a ser apontado para lá de uma enorme quantidade de bolas despejadas para zonas do campo sem rapaziada vestida de verde e branco. Mas a alguém que já valeu taças ao Sporting em desempates por grandes penalidades exigir-se-ia (meio a sério meio a brincar) que defendesse pelo menos um dos três que foram assinalados.

 

Thierry Correia (2,0)

O cruzamento que permitiu o segundo golo leonino foi o melhor cartão de apresentação num final de tarde sombrio em Alvalade. Tendo ganho bastantes duelos, o lateral-direito pecou acima tudo pela atitude não interveniente com que contemplou a desmarcação que levou Coates a cometer o primeiro dos três pénaltis. Seria preciso mais para assegurar que Rosier poderá prosseguir a sua recuperação em suaves prestações semanais antes de assumir a titularidade justificada pelos milhões de uma contratação que talvez tenha custado mais do que rendeu a transferência de Bas Dost.

 

Coates (0,0)

Os dois autogolos que Roberto Deus Severo marcou a favor do Benfica há 20 anos, quando ainda Beto, foram superados enquanto pior pesadelo de um central leonino, pois os três pénaltis assinalados ao uruguaio – dois dos quais cometidos sem ser preciso recorrer a ângulos mágicos para confirmar a enérgica convicção do árbitro João Pinheiro – selaram a derrota, a perda da liderança (agora entregue “a solo” ao recém-promovido Famalicão) e o reacendimento da crise latente em Alvalade. Claramente em má forma, com dificuldades em chegar à bola antes dos adversários, um dos melhores defesas centrais que até hoje representaram o clube fez uma exibição para esquecer, “coroada” com o segundo amarelo que o deixa de fora do próximo jogo. Mas convém não esquecer, além do valor intrínseco de Coates, as responsabilidades que os colegas, bem como o senhor holandês que é pago para os orientar, tiveram nos lances desgraçados que fizeram a história do jogo.

 

Mathieu (2,0)

Pouco ajudou o seu infeliz colega de eixo defensivo, tendo muita culpa no lance da terceira grande penalidade, pois já não teve pernas para recuar após uma tentativa mal sucedida de lançar um contra-ataque. Teme-se que o problema se agrave quando o Sporting começar a jogar duas vezes por semana.

 

Acuña (2,5)

O cruzamento rasteiro que resultou no golo de Bruno Fernandes, com quem o argentino tinha combinado no início da jogada, destacou-se numa actuação em que Acuña deu demasiado espaço aos adversários e fez alguns centros indignos de quem tem os seus pés. Tudo compensou com ímpeto, borrando a pintura quando já estava a jogar como extremo, após a saída de Vietto e entrada de Borja para lateral-esquerdo: tendo a baliza do Rio Ave à mercê, cabeceou ao poste aquilo que poderia ter sido o 3-2. Depois foi o que se sabe.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

A bola saiu-lhe sempre oval nos pés, tamanha foi a dificuldade para lidar com a posse do esférico, e o posicionamento também não foi brilhante, o que ajudou a que o Rio Ave fosse tomando conta das ocorrências.

 

Wendel (2,0)

Tremendamente fatigado e posicionalmente difuso, o jovem brasileiro viu-se dominado pelos adversários, o que se tornou mais gritante na segunda parte, sem que disso se compadecesse Marcel Keizer, que o manteve em campo. Ainda introduziu a bola na baliza do Rio Ave na primeira parte, mas encontrava-se fora de jogo quando recebeu a bola desviada num defesa após remate de Vietto.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Melhor do Sporting em campo, mais uma vez, merecia melhor cenário para a homenagem pelos 50 golos marcados ao serviço do Sporting do que adeptos descontentes a abandonarem as bancadas, um coro de assobios à equipa e as claques a ensaiarem o apelo à queda de Frederico Varandas. Fez tudo por manter o Sporting na liderança, fuzilando as redes no lance do 1-1, a que deu início, esteve perto de garantir a reviravolta com um toque em esforço que Kiesczek defendeu, e combinou com os colegas com a classe de sempre. Mas também ele não foi alheio à tremenda quebra física na segunda parte, sucedendo-se longos minutos de adormecimento até ao que, também mais uma vez, poderá ou não ter sido o último jogo ao serviço do clube.

 

Raphinha (2,0)

A exibição de gala em Portimão não teve continuidade, pois tendeu a complicar o que poderia ser mais fácil e também não teve engenho e arte para levar a bom porto as suas iniciativas no ataque. De igual modo, pôde ser empurrado na grande área adversária, após um passe de ruptura de Bruno Fernandes, sem que João Pinheiro e o videoárbitro resolvessem dar conta da ocorrência. Mesmo assim esteve quase a contar com uma assistência para golo, mas Acuña desperdiçou o cruzamento que se destinava a Luiz Phellype.

 

Vietto (2,5)

Os dribles não lhe saíram tão bem quanto na última jornada, mas foi a eficácia de remate o busílis: além de um remate cruzado, bem encaixado por Kiesczek, faltou-lhe pontaria para fuzilar as redes num lance parecido com o do golo de Bruno Fernandes (ainda que, reconheça-se, meia-dúzia de metros mais longe da linha de golo). Contribuiu para o 2-1 com uma abordagem desastrada ao cruzamento de Thierry e depois viu-se sacrificado, sem que daí adviesse especial vantagem à equipa.

 

Luiz Phellype (3,0)

Teve uma oportunidade flagrante de golo e aproveitou-a, colocando o Sporting a vencer com um tiro à queima-roupa. Nada mau para quem tem as suas funções em campo, ainda que se tenha deixado antecipar noutro cruzamento promissor, dessa feita vindo da esquerda. Nada havendo de estruturalmente errado no jovem brasileiro, não menos verdade será que causa arrepios a ideia de que seja a única opção do Sporting para a posição 9 a dois dias do fecho do mercado.

 

Borja (1,5)

Entrou para refrescar a defesa e ficou ligado à reviravolta que deu os três pontos ao Rio Ave. No lance da terceira grande penalidade é ele quem coloca o avançado adversário em jogo, “obrigando” Coates a arriscar um corte que já seria difícil caso estivesse nos seus dias.

 

Gonzalo Plata (-)

Teve direito a estrear-se na Liga NOS (algo que o mais dispendioso Rafael Camacho ainda não teve...) quando o jogo se encaminhava para um fim cada vez mais triste. Só teve tempo para fazer duas ou três faltas e controlar mal a bola na última jogada de relativo perigo urdida pelos leões.

 

Marcel Keizer (1,0)

Perdeu a liderança do campeonato com estrondo, em contraste com o silêncio dos sepulcros com que assistiu à hecatombe física e anímica da sua equipa na segunda parte.  A hesitação do holandês no que toca a mexidas (mais uma vez nem sequer esgotou as substituições), mesmo vendo que quase todos os jogadores não podiam com uma gata pelo rabo, é uma demonstração clássica daquilo que separa o actual treinador do Sporting de alguém que possa ser campeão nacional. À falta de melhores soluções, incluindo a convocação de Pedro Mendes, o ponta de lança dos sub-23, até aquele seu antigo talismã chamado Diaby poderia ter dado algum jeito em campo. Keizer vollta a ter o lugar em perigo, por culpa própria.

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