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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: BF, PH e TT foram os três tenores

Portimonense 1 - Sporting 3

Liga NOS - 3.ª Jornada

25 de Agosto de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Ficou a centímetros de defender o pénalti que impediu hora e meio de sossego aos adeptos leoninos. À parte isso, encaixou bem um remate rasteiro em zona frontal e observou como os frequentes remates da equipa da casa atingiam as bancadas.

 

Thierry Correia (3,0)

Muito seguro a defender, apesar de ter o perigoso Boa Morte na vizinhança, também se integrou bem no ataque, tirando fruto das oportunidades para avançar no terreno, mesmo que uma dessas arrancadas tenha sido aproveitada pelo videoárbitro para sonegar um pénalti a favor do Sporting. E na única ocasião em que se viu em apuros contou com a ajuda de um cavalheiro uruguaio de elevada estatura.

 

Coates (3,5)

Resolveu com um corte perfeito no timing e na intensidade a jogada mais perigosa do ataque algarvio na segunda parte. Impediu o que poderia ter sido o empate como se fosse mais um domingo no escritório e só não merece nota mais elevada por algum desafinamento na dupla com Mathieu e pela falta de pontaria quando subiu à grande área adversária.

 

Mathieu (2,5)

Ficou marcado pela falta escusada que resultou no pénalti a favor do Portimonense, revelando-se aquém da sua enorme classe em muitos lances. Mesmo assim não se coibiu de fazer circular a bola.

 

Acuña (3,0)

Livre da companhia de Diaby, trocado no onze titular por um argentino que sabe jogar futebol, Acuña venceu a maioria dos duelos com o venenoso Tabata e recorreu ao seu bom critério para construir jogadas de ataque.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Algumas perdas de bola difíceis de explicar comprometeram mais uma exibição plena de esforço. Estando Battaglia a preparar o regresso aos relvados, aconselha-se-lhe que trabalhe ainda mais para aperfeiçoar o seu futebol.

 

Wendel (2,5)

Jogou mais recuado e não se deu bem com a posição, parecendo por vezes desaparecido no relvado. Mas também é verdade que o final de tarde pertenceu aos três tenores, deixando os outros colegas de equipa na sombra. E que o jovem brasileiro saiu esgotado, cedendo o lugar a Eduardo.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Contabilizar o passe para Raphinha fazer o 0-1 como assistência tem o seu quê de exagerado, até porque o brasileiro estava colado à linha lateral, a dezenas de metros da baliza, quando recebeu a bola. Mas foi a movimentação do capitão, capaz de arrastar adversários, que permitiu ao extremo brasileiro ficar no um contra um que resultou no golo inaugural. Magnífico a desmarcar-se ao ser solicitado por Vietto, ofereceu a Luiz Phellype o 0-2 e tirou da cartola o cruzamento para Raphinha selar o 1-3. Faltou-lhe apenas o golo, pois o chapéu com que correspondeu a uma nova abertura de Vietto saiu curto e pouco ensaiou o remate de longa distância. Talvez seja a consequência da compatibilização com o argentino, que coloca dois artistas no meio-campo ofensivo leonino, mas se o capitão ficar em Alvalade após o fecho do mercado haverá muito tempo para afinar o modelo.

 

Raphinha (4,0)

Foi o melhor em campo devido à eficácia letal com que encarou as ocasiões de golo, ultrapassando o calcanhar de Aquiles das suas anteriores exibições. Perfeito na movimentação e remate cruzado do 0-1, oportuno e espectacular na abordagem da bola no 1-3, dominou primorosamente o passe longo de Vietto e ficou à beira de obter um hat-trick. Ficará para a próxima, partindo do princípio que permanece em Alvalade, rumo a sabe-se lá o quê.

 

Vietto (4,0)

Revelou-se o rei do drible, como se tivesse despertado de um encantamento de conto de fadas, mas foi mais pragmático ao juntar precisão de passe longo e visão de jogo. Deixou Bruno Fernandes duas vezes cara a cara com o guarda-redes algarvio, daí resultando o golo de Luiz Phellype e um chapéu afastado das redes por um defesa, mas ainda mais extraordinário foi o passe “coast to coast” que deixou Raphinha em condições de subir a parada para 1-4. Terceiro “tenor” dos verdes e brancos, ainda que afirme encontrar-se em adaptação ao lugar no campo, promete mais alegrias aos adeptos.

 

Luiz Phellype (3,0)

Esteve no sítio certo à hora certa, empurrando a bola ofertada por Bruno Fernandes para a baliza deserta, num daqueles “shitty goals” do ex-colega, e serviu-se da velocidade para ser derrubado no lance que começou por ser livre directo, passou a pénalti e mais tarde foi anulado. Tendo peso no resultado, não menos verdade é que demonstrou fragilidades que aconselham o Sporting a contratar alguém, mesmo que em saldos, para disputar o lugar que era de Bas Dost.

 

Eduardo (2,5)

Entrou para Wendel descansar e, ultrapassado o choque inicial, deu ares de sua graça nas incursões pelo meio-campo adversário.

 

Borja (2,0)

Jogou alguns minutos para terminar os diálogos de Acuña com a equipa de arbitragem. Nada fez de incorrecto, o que nem sempre ocorre consigo.

 

Marcel Keizer (3,0)

Recebeu o prémio por compatibilizar Bruno Fernandes e Vietto, vendo-se em vantagem desde muito cedo. As compensações entre os dois criativos, Raphinha, Acuña e Thierry funcionaram bem, sobrando a palhinha mais curta para Wendel, e pode muito bem ser que tenha ocorrido o dealbar de uma nova era em Portimão. Não deixa, no entanto, de ser preocupante o mau estado físico de uma equipa que ainda só joga uma vez por semana, o que contribuiu para que o Portimonense ganhasse ascendente na segunda parte, bem como a relutância do holandês em confiar naquelas pessoas que leva para o banco e mete a aquecer. Voltou a nem esgotar as substituições, deixando Rafael Camacho e Gonzalo Plata à espera da estreia na Liga NOS.

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