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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: A tradição ainda é o que era

Sporting 0 - FC Porto 0

Liga NOS - 17.ª Jornada

12 de Janeiro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Começou o jogo com nota artística, arriscando fintar um adversário, e evitou o golo do FC Porto que elevaria a série de vitórias consecutivas de Sérgio Conceição para 19. A rara proeza de manter a baliza inviolada (sucedera-lhe até agora em duas ocasiões, a última das quais há dois meses, em Londres, frente ao Arsenal) implicou apenas uma boa defesa ao remate em zona frontal de Soares e uma saída atempada a um mau atraso, mas o brasileiro não tem culpa de Alvalade ser a kriptonite do FC Porto, menos activo do que é habitual.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Diaby atirou os foguetes e apanhou as canas na ala direita, pelo que o lateral limitou-se sobretudo a missões defensivas, sem nunca comprometer, até que se ressentiu de um problema físico e saiu logo no início da segunda parte.

 

Coates (3,0)

Uma ou outra falha, a mais grave ao deixar passar o cruzamento para o remate de Soares, não desvirtuam mais uma boa exibição do uruguaio, desta vez poupado a assumir a falsa identidade de ponta de lança.

 

Mathieu (3,5)

Nos últimos minutos de jogo era um dos raros sportinguistas que ainda lutavam pela vitória, esquecendo-se da idade enquanto corria pelo meio-campo do FC Porto. No resto do tempo revelou a qualidade habitual na vigilância a Marega e ainda tentou o golo de livre directo.

 

Jefferson (3,0)

Levou tão a sério a missão de substituir Acuña que esteve a um passo de ser expulso ao crescer para Hugo Miguel depois de o árbitro o ter amarelado por uma falta cometida junto à linha de meio-campo. Mas a verdade é que se lhe devem três grandes iniciativas ofensivas no corredor esquerdo, desperdiçadas com assinalável diligência por Bas Dost. Espera-se que dentro de cinco jogos, quando o argentino cumprir a próxima suspensão por nova série de amarelos, Jefferson tenha mais sorte no destino dos seus cruzamentos.

 

Gudelj (3,0)

Um excelente corte junto à pequena área e um remate de muito longe que contribuiu para que Casillas tivesse (ligeiramente) mais trabalho do que Renan foram os destaques de uma exibição segura, mesmo tendo pela frente alguns dos melhores jogadores da Liga.

 

Wendel (3,5)

Policiou com brio as movimentações do adversário, recuperando bolas em zonas perigosas que poderiam ter levado o Sporting a encurtar a distância para cinco pontos se os colegas de equipa estivessem mais inspirados. Saiu cansado, mas não menos valorizado.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Antes do início do jogo recebeu os galardões de melhor médio e de melhor jogador da Liga NOS em Dezembro, arriscando-se a ir contemplá-los mais cedo, pois antes do intervalo fez uma falta pela qual poderia ter visto o segundo amarelo. Os melhores momentos foram um remate fortíssimo, desferido na quina esquerda da grande área, que Casillas defendeu para a frente, e o passe que isolou Ristovski para o que viria a ser a maior perdida do Sporting.

 

Diaby (2,0)

Toda a estratégia ofensiva da primeira parte assentou num simples princípio: passem a bola ao Diaby. E se é verdade que o maliano aproveitou a velocidade para se impor na ala direita, não menos verdade é que as suas aptidões para cruzar e rematar estiveram quase ao nível do festival de péssima execução que impediu a conquista de pelo menos um ponto em Tondela. Cedo começou a desaparecer na segunda parte, e a sua substituição pecou por muito tardia.

 

Nani (3,0)

Compensou a falta de velocidade com a classe que os seus pés deixam no relvado. E se poderia ter rematado melhor no único bom cruzamento de Diaby, fazendo embater a bola num defesa, na segunda parte criou o espaço necessário para o remate perigoso de Bruno Fernandes e fez um cruzamento perfeito que Militão tirou dos pés de Bas Dost, arriscando-se a fazer um autogolo. Ainda assim, nada se teria perdido se no último quarto de hora tivesse dado o lugar a outro cidadão português de origem cabo-verdiana, só que mais jovem e mais veloz.

 

Bas Dost (2,0)

A parte menos vazia do copo foi a supremacia do holandês nos duelos aéreos, mas naquele departamento que o levou a receber o prémio da Liga NOS de melhor avançado de Dezembro, nada de bom há a assinalar. Começou por cabecear muito por alto uma bola cruzada com peso, conta e medida para a pequena área por Jefferson, terminou a primeira parte com um remate frouxo e à figura de Casillas, ao ser servido por Jefferson à entrada da grande área, e sonegou dois pontos ao Sporting com a forma como, livre de adversários e perto da linha de golo, cabeceou o cruzamento do outro lateral que passará a estar em campo. 

 

Ristovski (3,0)

Entrou a frio, com a segunda parte a decorrer, e fez alguns bons cortes antes de combinar bem com Bruno Fernandes, entrar na grande área portista em velocidade e fazer o cruzamento que Bas Dost conseguiu, vá-se lá saber como, cabecear para fora da baliza. Digamos que o clássico não foi a melhor demonstração de que o maior problema do Sporting reside nos laterais...

 

Raphinha (1,5)

Existe um jogador no plantel leonino que tem o hábito de aproveitar dez ou quinze minutos no relvado para deixar marca, mas esse jogador não é o extremo brasileiro. Lançado tarde e a más horas, tendo em conta as limitações estruturais e a fatiga conjuntural de Diaby, Raphinha pouco mais conseguiu do que ver o cartão amarelo.

 

Petrovic (-)

Ouviu apupos e assobios aquando da sua entrada, sem ter a menor culpa de que o treinador preferisse assegurar um ponto nos descontos do que arriscar o zero ou três com cinco minutos à Jovane.

 

Marcel Keizer (2,5)

Interrompeu a série vitoriosa do FC Porto e manteve a sobrenatural tradição da invencibilidade leonina aquando da visita dos dragão, não sofreu golos pela primeira vez desde que assumiu o comando da equipa e teve mais oportunidades para chegar à vitória. Nada disto seria negativo, ou sequer mediano, não fosse o caso de o Sporting ter semeado pontos em Guimarães e Tondela que o deixam a oito pontos do líder e na quarta posição, pelo que é legítimo questionar se Keizer não percebeu a ironia de manter no banco o autor do melhor golo de Dezembro, não reparou que Diaby (escolha questionável mas compreensível pelo critério da velocidade) estoirou muito antes dos 80 minutos e não se deu conta de que, perante as circunstâncias muito particulares desta temporada, tem margem para ser menos resultadista. Sendo o título definitivamente uma miragem, resta ao holandês reflectir se não será melhor repensar algumas apostas e tirar partido dos reforços de Inverno nas próximas jornadas.

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