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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Iluminados pelo capitão perante a lanterna vermelha

Feirense 1 - Sporting 3

Liga NOS - 21.ª Jornada

10 de Fevereiro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Pode agradecer ao videoárbitro Bruno Esteves por não ter sofrido um golo marcado pelos glúteos de um adversário. Tenha havido ou não a obstrução que levou Manuel Mota a anular aquele que seria o 1-0, certo é que o guarda-redes brasileiro se deixou contaminar pelo desacerto generalizado dos colegas, capazes de reagir a um pontapé de canto mais ou menos da mesma forma que o bosquímano enfrentava a lata de Coca-Cola no filme ‘Os Deuses Devem Estar Loucos’. Redimir-se-ia ao longo do jogo com algumas boas defesas, permitindo adiar o inevitável golo que o Sporting sofre sempre que sai de Alvalade (e quase sempre que fica), fruto de um magnífico remate a culminar um lance em que Renan é o único interveniente sem mérito ou sem responsabilidade.

 

Ristovski (3,0)

Retomou a titularidade após os dois jogos de castigo que encolheram três horas antes do Benfica-Sporting, cumprindo aquele que seria decerto o principal objectivo: não ser expulso após ser agredido com uma cotovelada na testa. No que toca aos detalhes ligados ao futebol mostrou-se razoavelmente acertado, mais a defender do que a atacar, sobressaindo numa linha defensiva pouco inspirada.

 

Coates (3,0)

Receber a merecida braçadeira de capitão não costuma trazer-lhe sorte e a tradição voltou a ser o que é na visita ao último classificado. Lá teve que testemunhar a forma penosa como Ilori e Borja foram ludibriados no tento de honra do Feirense, sem conseguir vingar-se na baliza contrária, da qual se acercou umas quantas vezes.

 

Tiago Ilori (2,5)

Sendo certo que não marcou nenhum autogolo, ao contrário de um colega de profissão da equipa adversaria, voltou a demonstrar falhas de concentração e más abordagens que começam a ser preocupantes. Até porque quando os sportinguistas pensavam no regresso do filho pródigo ao eixo da defesa talvez estivessem mais inclinados para Eric Dier e Daniel Carriço, ou até Ruben Semedo. Para não falar naquele cavalheiro que se senta no banco de suplentes chamado Roberto Luís Deus Severo e a quem os amigos chamam Beto.

 

Borja (2,5)

A noite nem estava a correr mal ao colombiano, promovido a titular precoce para que Acuña suba no terreno em vez de subir na proximidade em relação ao Árctico. Algumas boas combinações, velocidade de execução e o centro que permitiu inaugurar o marcador ficaram, no entanto, manchadas pela tentativa de corte, decerto inspirada em coreografias de Pina Bausch, que deu origem ao 1-3.

 

Gudelj (2,5)

Podia ter corrido melhor? Decerto, mas enfrentar o lanterna vermelha tem o condão de adocicar a alma. E de conseguir chegar primeiro à bola do que o adversário mais vezes do que é habitual. Pena que a sua passagem à posição 8, após a entrada de Idrissa Doumbia, tenha voltado a recordar os adeptos das lágrimas de emoção choradas pelo avô de Miguel Luís da última vez que o neto teve a oportunidade de justificar o salário num relvado.

 

Wendel (3,0)

Naquele vale das sombras da morte a que se convencionou chamar primeira parte foi aquele que mais vezes pegou na bola e avançou pelo relvado, sujeitando-se à complacência com o sarrafeirismo feirense com que Manuel Mota contrabalançou o tal golo anulado. Houve um pingo de justiça poética na forma como o seu cabeceamento extremamente disperso foi direccionado para a baliza pelo braço de um adversário, e também bastante justiça keizeriana nos minutos de descanso a que o jovem brasileiro teve direito, pois na quinta-feira aparece o Villarreal e no domingo há que tentar pôr Abel a dar murros na mesa e com os dentes todos de fora.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Quis o destino que Jorge Andrade não advogasse qualquer malfeitoria perpetrada contra as suas pernas, pelo que uma entrada assassina que sofreu antes dos dois minutos de jogo não teve direito àqueles cartões amarelos que podem ser exibidos a qualquer altura do jogo. Refeito do atropelamento, sério ao ponto de Francisco Geraldes começar a aquecer antes de iniciar um capítulo do romance nobelizado que decerto levou para o banco de suplentes, o capitão na ausência de Nani viu-se forçado a recuar bastante, suprindo as dificuldades de condução de bola de Gudelj. Só pôde adiantar-se na segunda parte, e com magníficos resultados: após fazer o 0-2 de cabeça, à ponta de lança, como os adeptos leoninos costumavam ver outra pessoa a fazer, repetiu aquela sua gracinha dos livres directos cobrados de forma perfeita. Resultou, mau grado a ausência de Svilar, e teve a recompensa de vinte e poucos minutos de descanso. Que lhe façam bom proveito.

 

Diaby (3,0)

Facto 1: o maliano fez a assistência para o 0-2, num cruzamento perfeito vindo da direita. Facto 2: o maliano sofreu a falta que permitiu marcar o 0-3, arrancando tão depressa pela esquerda que só o puderam travar à margem das leis, ficando provavelmente um cartão vermelho por mostrar. Será mesmo preciso exigir qualidade técnica e discernimento táctico a quem contribuiu de tal modo para a vitória que reduz o atraso em relação ao líder para módicos nove pontos?

 

Acuña (3,5)

Começa a parecer que ficará pela ocidental praia lusitana mais alguns meses, o que deveria justificar sacrifícios de nacos generosos de picanha argentina. Combativo até mais não, dotado de uns pés que não desmereceriam a um astro do tango e capaz de vislumbrar jogadas como aquela que resultou no 0-1, Acuña é ele e mais oito, acrescidos de Coates e Bruno Fernandes.

 

Bas Dost (2,0)

Teve uma única oportunidade e permitiu a defesa do mesmo André Moreira que permitiu um golo marcado por um colega, sofreu outro num cabeceamento praticamente à figura e nem se mexeu no livre directo de Bruno Fernandes. Por muito que se tenha esforçado a combinar com os colegas, nem sempre da forma mais brilhante, dir-se-ia que anda distante da melhor forma. Ao ponto de ter sido apanhado por Bruno Fernandes enquanto goleador verde e branco da Liga NOS.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Nem o amarelo que recebeu por ter sido empurrado por um adversário na formação de uma barreira impediu o reforço de Inverno de ser mais interventivo no meio-campo do que Gudelj. Sobretudo mais rápido e com melhor critério a fazer circular a bola, mas convirá entregar-lhe a titularidade de vez em quando para apurar se é preciso gastar mais uns milhões de euros num trinco daqui a poucos meses.

 

Francisco Geraldes (2,0)

Lançado aos 75 minutos, pela primeira vez desde que regressou do semestre passado a familiarizar-se com a Escola de Frankfurt, logo mostrou ao que vinha. Um toque de bola superlativo e excelente visão de jogo encalharam, todavia, na falta de entrosamento com os colegas. Espera-se que os merecidos melhores dias venham a caminho.

 

Raphinha (-)

Tanto tempo demorou a entrar que talvez nem valesse a pena aumentar a pegada ecológica da lavagem de equipamentos do Sporting. Volta a ficar para a próxima.

 

Marcel Keizer (3,0)

Regressou às vitórias, ainda que sem levar taças no autocarro, tirando proveito da visita ao último classificado. Nada que o tenha livrado de passar calafrios, pois não só as rotinas defensivas da equipa parecem ter-se evaporado como a dinâmica ofensiva anda pelas ruas da amargura. Vendo-se a ganhar inequivocamente quase sem saber como, desatou a fazer descansar elementos mais sobrecarregados, o que vem a calhar quando se aproxima dois objectivos do género “série B”: amealhar mais uns pontos para o ranking na Liga Europa e reduzir para os dedos da mão de Lula da Silva os pontos de desvantagem em relação ao Sporting de Braga.

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