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És a nossa Fé!

O Euro visto por mim

Do alto da minha sapiência futebolística e munido do meu diploma de nível 0 (zero) de treinador de futebol, agora que saímos bem vivos (diria até que ressuscitados) do grupo da morte, com um conhecimento acumulado de mais de 50 (cinquenta) anos a ver futebol ao vivo e nas pantalhas, cá vai a minha análise a esta fase de grupos, concretamente ao grupo onde a selecção portuguesa se exibiu:

Começou bem o grupo comandado pela dupla Santos (o Fernando e a santinha) com uma vitória expressiva, veio a confirmar-se agora, até porque um resultado por três de diferença numa fase final duma competição destas é já considerado uma goleada. Vitória tardia que não tínhamos entendido muito bem, até vermos a Hungria empatar com a França e a poderosa Alemanha empatar (esteve a perder por duas ocasiões) com os magiares. Tivessem ficado por resultado igual e não viajaríam até Sevilha para defrontar a Bélgica.

Isto confirma a teoria popular (o povo tem sempre razão) de que candeia que vai à frente alumia duas vezes e "desconfirma" a do meu amigo Maia, cigano, que diz que os da sua etnia não gostam de ver bons princípios aos filhos, ou até a que todos nós que em miúdos jogávamos à bola na rua defendíamos, quando o muda aos seis e acaba aos doze estava a correr mal, que o primeiro milho é dos pardais.

Foi esse milho que deu respaldo e energia para a equipa resistir e ressurgir depois de um tornado que apareceu com nome de Alemanha e lhe infligiu uma derrota pesada, que chegou a ter contornos e previsão de tragédia, mas que no final, sendo mau, não foi assim tão mau como a exibição. A coisa poderia ter sido pior e tememos todos por isso. Verificou-se que a teimosia, não sabemos se do Fernando se da santinha, que parece que eles às vezes não se entendem e é preciso invocar outros postos na hierarquia, desta vez tinha passado os limites, ao colocar em campo um team onde pontuaram alguns elementos, como hei-de dizer... lentos? Apáticos? Ausentes? Incompetentes? Escolham, façam-me o favor, ou juntem tudo, estejam à vontade.

A gente sabe que era a Alemanha que estava do outro lado, que vinha de uma derrota com a França, que precisava de ganhar, isso tudo, mas havia necessidade de insistir com algumas das vacas sagradas? Vamos lá ver, que andou até agora o William Carvalho, que esteve quase toda a época a aquecer o banco do Bétis, a fazer a titular que o João Palhinha não tivesse feito ontem muito melhor? Dizem as más línguas que Palhinha andou mais ontem em dois túneis que o inútil WC nos dois jogos anteriores e eu tendo em concordar. E a insistência no Rafa, que tem ar de bom rapaz, mas não chega; E continuar com Bernardo Silva, que continua a ser uma nulidade na selecção? Há coisas que só mesmo o Fernando e a santinha conseguirão entender, mas certamente não conseguirão explicar.

Mas a Alemanha viu-se à rasca para empatar com a Hungria, dirão os leitores. Pois viu! Mas quem viu o jogo, viu uma Alemanha a pressionar e os húngaros a fazer dois remates e a marcar dois golos. Durante todo o jogo alugou-se meio campo, mas na bola o que conta é a eficácia, porque se contassem outras teorias quaisquer, como nós ganhámos à Hungria e os outros apurados empataram, a gente é que devia ter ficado em "primeiros"!

Bom, o homem e a sua adjunta (a ordem dos factores é arbitrária) lá deram o braço a torcer, a custo que segundo consta são ambos teimosos que nem mulas, salvo seja, e fizeram uma autêntica revolução para este jogo com a França! Mas ó pá, Edmundo, só mudaram dois! Pois! E tenho pra mim que quem escolheu o Renato rastafari foi a santinha, que o Fernando não arriscaria tirar o diesel WC para meter o nitro. Já a entrada do jovem Moutinho, não tenho quaisquer dúvidas que foi obra exclusiva do Fernando. Vocês viram o mesmo que eu quando tocava o hino, a força que ele fazia com a mão onde ele guarda a santinha? Até ela estava esbafurida ao perceber que há um treinador no Mundo que prescinde de Bruno Fernandes num onze!

Bom, sinceramente espero que não se tenham zangado os dois, que vem aí a Bélgica e que escolham, têm até Sábado à noite, os melhores para a função. Por melhores quero dizer os mais capazes, não os com melhor estatuto, e não ter medo dos outros.

Se eles têm o Tintin, nós temos o Major Alvega!

 

Nota: Todos diferentes, todos iguais e o maior respeito pela opção religiosa de Fernando Santos. Procurei dar uma nota de humor, mal conseguido eu sei, ao texto, para aligeirar, que isto do futebol "não é um assunto de vida ou morte"...

 

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