Aposta na estabilidade
Os sócios do Sporting decidiram ontem por cerca de 90% dos votos, votando a favor ou votando nulo/branco, gostando menos ou mais da personagem de Frederico Varandas e da sua forma de ser e estar, apostar na estabilidade a nível do clube e da SAD e dar-lhe condições para um novo mandato de quatro anos à frente do Sporting Clube de Portugal.
Além dos méritos evidentes deste mandato no plano desportivo e financeiro, a verdade é que tal votação apenas é possível pela acentuada incompetência das duas listas adversárias. Uma que não se percebeu bem se andava a promover o fundo de investimento do qual aparentemente é responsável em Portugal ou outra coisa qualquer, outra que, oriunda mais de algumas "tascas" sociais do que propriamente da bancada de Alvalade ou do João Rocha, mais parecia andar a concorrer para presidente do brunismo, agora que o próprio Bruno anda absorvido com outras actividades sociais e profissionais, conseguindo reunir algumas das tristes figuras que acompanharam o ex-presidente no completo desvario que foi a recta final da sua presidência. E a sua tentativa, no próprio dia das eleições, se calhar antecipando a pesada derrota, de descredibilizar o processo eleitoral com argumentos completamente descabidos, fala por si.
Importa agora que Frederico Varandas entenda este voto de confiança como uma grande responsabilidade, não apenas para prosseguir e melhorar no rumo que está a ser seguido no plano desportivo e financeiro, mas também para avançar decisivamente na questão do relacionamento com os sócios e agrupamentos de sócios, incluindo a revisão dos estatutos e a evolução para o voto universal e descentralizado. E acabando de vez com o triste espectáculo das tochas e petardos nas bancadas de Alvalade e com as pesadas multas e danos reputacionais daí decorrentes.
SL
