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És a nossa Fé!

Alvalade: temos um problema

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A conferência de imprensa de Rúben Amorim de hoje voltou a pôr a nu um problema interno no Sporting Clube de Portugal, que urge resolver: a comunicação estratégica. Quando falo da comunicação não quero pôr em causa, longe disso, o trabalho do Miguel Braga, muito meritório, aliás, e sempre muito assertivo. Falo antes da comunicação enquanto estratégia da direção do clube e da SAD. Portanto, mais do que comunicação, falamos aqui da estratégia corporativa e dos objetivos a atingir pelo SCP, objetivos que devem inserir-se num plano mais vasto do atual mandato do Presidente Frederico Varandas.

É preciso ter aqui em conta os valores do SCP, o mercado global onde o clube agora se movimenta (e isto inclui, claro, a compra e venda de jogadores, que são uma parte importante dos seus ativos) e o prejuízo para os negócios que um aumento do ruído interno e externo pode trazer, depois com influência na reputação da instituição e no seu reconhecimento perante os diversos stakeholders. Na definição de uma estratégia corporativa, e o clube deve ter a sua, cada um deve saber muito bem o seu papel na estrutura e qual o impacto que pode ter uma declaração fora do contexto.

Por isso, as declarações de Amorim deviam cingir-se ao jogo com o FCP de amanhã, porque a conferência de impresa de antevisão de um jogo serve para isso mesmo: antever o jogo. Não está aqui em causa o trabalho de Amorim e o que já fez por este clube - fez muito e acredito que pode fazer mais ainda -, mas custa-me vê-lo a pronunciar-se sobre a saúde financeira do Sporting, como fez na antevisão do jogo com o Rio Ave. Ou agora, dizendo que continua a ser coerente, dando a entender que outros dentro do clube não serão ou não terão sido, por exemplo no caso da saída de Matheus Nunes para o Wolverhampton.

Claro que Rúben Amorim não podia deixar de falar de Matheus Nunes e da falta que o médio faz, ainda por cima em vésperas de um jogo decisivo com o atual campeão nacional. Mas há frases que podem deixar marcas. A mim preocupa-me que um treinador de futebol num clube como o Sporting possa vir dizer "Não temos mais um euro para gastar", numa semana, ou, na semana seguinte, "O que mudou, não sei, sabia que ele podia sair. Apareceu outra vez esta proposta, a direção faz as suas escolhas e isso eu não controlo. Arranjaremos soluções para que o próximo que se sentar aqui não passe por estes problemas no início da época".

Amorim é um enorme treinador e é genuíno, essa é uma das suas muitas mais-valias. Até aqui era sempre certeiro nas conferências de impresa. Agora, não sei muito bem porquê, tem exagerado e tem ido mais longe. Espero que seja só revolta por ter visto sair um dos seus 'meninos de ouro' e que não seja algo mais. O Sporting não se pode dar ao luxo de perder Amorim, mas também tem que começar a ter estratégia. Quem fala do estado das finanças do clube não é o treinador, quem decide os encaixes necessários a dada altura para equilibrar as contas e manter o clube como cumpridor perante a banca, a AT, a Segurança Social, os trabalhadores e os seus fornecedores, também não é o treinador. A este estão-lhe atribuídas outras tarefas, sendo a mais importante ganhar jogos.

Posto isto, também já vi Jorge Jesus e Sérgio Conceição muito revoltados com a saída de jogadores seus. Faz parte. Rúben Amorim está descontente, é natural. Tem que refazer a estratégia e o Matheus Nunes era mesmo um ponto nuclear dessa estratégia. Outros irão ocupar o lugar, como aconteceu com a saída de Bruno Fernandes, por exemplo, que tinha uma enorme influência no jogo do Sporting. Isto vai ao lugar, mas por favor pensem estrategicamente o SCP e não deixem que cada um fale por si e diga o que lhe vai na alma, sobretudo se isso implicar um embate com a estrutura.

Mais importante que tudo isto: vamos ao Dragão para ganhar!

 

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