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És a nossa Fé!

Alcochete nunca mais

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Os jogadores começaram a ser ouvidos no Tribunal de Monsanto e os seus testemunhos permitem perceber a dimensão dos danos causados, bem como explicar em que condições chegaram ao Jamor para perderem ingloriamente uma final da Taça de Portugal e serem insultados nas escadarias por alguns adeptos do próprio clube.

Foi todo um plantel atacado, jogadores de diversas origens e idades, cada um reagiu à sua maneira, mas se calhar os jogadores da formação, os jogadores da casa, sentiram bem mais que os outros.

Por exemplo, João Palhinha revelou em tribunal que, após o acontecimento, desabafou ao pai que "não queria voltar mais à academia" e que só queria "ir embora" do clube.

Acrescentou: "Os primeiros tempos não foram fáceis. Tive pesadelos por causa desse ataque, mas agora está completamente ultrapassado. Mas esse ataque à academia retirou um pouco da segurança que tinha dentro daquele clube. Fica-se com receio de que as coisas voltem a acontecer."

E a verdade é que João Palhinha não voltou, seguiu emprestado para Braga. E diz-se que poderá ir fazer companhia a William no Bétis.

Como não voltaram, estes duma forma mais radical, Rui Patrício, William, Podence, Gelson Martins e Rafael Leão. Enquanto Sousa Cintra conseguiu convencer Bruno Fernandes, Battaglia e Bas Dost a voltarem, com os da casa que rescindiram não teve hipótese.

Como também depressa saíram emprestados - muitos também por vontade própria, com ou sem opção de compra - Matheus Pereira, Francisco Geraldes e até Demiral (o melhor dos sub-23). 

Não podemos saber o que sentiram os restantes jogadores dos sub-23 e das camadas jovens, os então emprestados que pensavam regressar ou os jovens craques em vias de optar pelo Sporting, bem como as respectivas famílias. Desses não há testemunhos em Monsanto.

O único jogador da formação ainda no plantel presente no balneário aquando do assalto é Max. No seu testemunho disse que ficou "bloqueado e sem acção".  Antes disso tinha comentado a sua admiração por Rui Patrício. Para alguns passou rapidamente de bestial a traidor. Nos Açores foi, como os restantes, ameaçado de que "as coisas poderão mesmo de novo acontecer". É caso para dizer: só ele sabe porque ficou no Sporting.

Concluindo, o assalto terrorista a Alcochete constituiu antes do mais um atentado sem precedentes à nossa Academia, concebido, facilitado e executado por gente do próprio clube, do qual o Sporting vai levar muito tempo a recuperar.

No meu entender e de quase todos os Sportinguistas, o dia mais negro da história do Sporting Clube de Portugal.

Que a justiça tenha mão pesada.

SL

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