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És a nossa Fé!

Adeptos já com tarjas para Rúben ficar

Gil Vicente, 0 - Sporting, 4

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Francisco Trincão marcou dois golos em Barcelos: melhor em campo, herói do jogo

Foto: José Coelho / Lusa

 

Nem parecia um embate entre as mesmas equipas que há um ano, no mesmo estádio, se saldou por uma medíocre prestação leonina, incapaz de conseguir melhor do que um empate a zero. Este Gil Vicente-Sporting confirmou, até junto daqueles mais reticentes em reconhecer tal facto, como o conjunto verde-e-branco da época em curso está a ser muito mais competente. Com os resultados que sabemos.

Foi em jeito de rolo compressor que o onze comandado por Rúben Amorim iniciou o desafio de sexta-feira em Barcelos, disposto a garantir os três pontos no prazo mais curto. Asfixiando à nascença todas as iniciativas da equipa anfitriã em libertar-se da sufocante pressão que lhe fizemos.

O desígnio estratégico concretizou-se com brilhantismo: ao quarto de hora já vencíamos por 2-0. Golos de Francisco Trincão (com o pé direito!), aos 7', escassos segundos após Morita ter feito a bola embater na barra. Duas oportunidades, um golo. Diomande ampliou a vantagem num cruzamento perfeito, após a marcação de um canto, com assistência de Pedro Gonçalves.

 

O entusiasmo nas bancadas era tão audível que até parecia estarmos a jogar em casa. Nada como as vitórias para cimentar a relação entre os adeptos e a equipa - e reconduzir as claques à função primordial que lhes deu origem: apoiar os jogadores. 

Foi nesta atmosfera festiva que surgiu o terceiro golo. Novamente apontado por Trincão - herói da noite em Barcelos, sem dúvida o melhor em campo. Nascido num lance rápido, com bola ao primeiro toque, em tabelinha com Daniel Bragança - outra exibição de inegável qualidade no relvado minhoto. Aconteceu aos 31': ficava claro que a vitória já não nos fugia. Enquanto a turma da casa continuava sem possibilidade de invadir o nosso meio-campo.

Gyökeres, incansável, procurava também o golo. Quase conseguiu, aos 38', num petardo em que fez pontaria à trave e a bola resvalou para as costas do infeliz guarda-redes Andrew, entrando na baliza. Ficou creditado como autogolo: foi o quarto desafio seguido do craque sueco sem a meter lá dentro. O que não invalida o seu excelente saldo da temporada: 37 golos apontados, 23 dos quais na Liga.

 

Prometia terminar em goleada - e terminou mesmo. Mais uma, após o Sporting-Estoril (5-1), o Vizela-Sporting (2-5), o Sporting-Casa Pia (8-0), o Sporting-Braga (5-0) e o Sporting-Boavista (6-1). Isto só para o campeonato

Construída ao intervalo, esta vitória robusta de há três dias permitiu-nos descansar com bola durante toda a segunda parte, já a pensar no desafio de amanhã em Famalicão. Que ninguém imagina vir a ser fácil. Deu para trocar Gonçalo Inácio por Coates, Pedro Gonçalves por Edwards, Trincão por Paulinho, Geny por Fresneda (enfim recuperado da prolongada lesão que o afastou dos estádios) e Daniel Bragança por Koba.

Quem mais brilhou, nesta etapa complementar, acabou por ser Israel. Que manteve a nossa baliza inviolada, numa aparatosa defesa a negar o tento de honra à turma gilista.

 

Levamos 127 golos marcados desde o início da temporada. E a sexta melhor marca goleadora de sempre na história do Sporting - e a melhor desde os tempos já muito recuados de Fernando Peyroteo. Marcamos há 37 jornadas seguidas. Reforçamos o comando isolado do campeonato, agora com 74 pontos - tantos quantos fizemos em toda a época anterior, quando ainda temos seis jogos por disputar. Cumprimos o 15.º desafio da prova sem perder. Cumprimos uma série de 17 jogos consecutivos a marcar pelo menos dois golos, tendo agora 83 na Liga. Tantos quantos o Benfica apontou em todo o campeonato 2022/2023.

Não admira, por isso, que nas bancadas do estádio barcelense surgissem várias tarjas onde se lia: «#ficaAmorim». Exprimem o desejo de todos os adeptos. Ou quase todos, para ser mais rigoroso. Há sempre algumas hienas no reino do leão.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Exibe mais segurança de jogo para jogo. Não teve muito trabalho, mas quando foi chamado a intervir revelou brilhantismo, impedindo o golo gilista, aos 64'.

Eduardo Quaresma - Cumpriu, vencendo duelos enquanto se desdobrava entre central à direita e a posição de lateral, permitindo assim Geny actuar como extremo.

Diomande - Destacou-se como patrão da defesa, no lugar do onze que costuma estar reservado a Coates. Mas o momento alto foi lá na frente: marcou muito bem, de cabeça, o golo 2.

Gonçalo Inácio - Continua algo desconcentrado, errando mais do que nos habituou. Mas colocou a bola com critério. De um passe seu, ao desmarcar Pedro Gonçalves, nasce o quarto golo.

Geny - Desta vez não foi ele o herói. Nem sequer marcou. Mas soube criar desequilíbrios, mantendo a defesa adversária em sentido. À direita na primeira parte, à esquerda na segunda.

Morita - Temos de volta o talentoso médio que brilhou antes da mais recente chamada à selecção. Deu o primeiro sinal de vida numa bola ao poste (7'). Muito combativo nos duelos.

Daniel Bragança - Capitão inicial, compôs parceria perfeita com Morita, em sucessivas altenâncias de posição que dinamizaram o corredor central. Assistência perfeita no terceiro golo.

Esgaio - Com Matheus lesionado, comprovou a sua versatilidade alinhando como ala esquerdo. Devolvido ao corredor oposto na segunda parte, teve lapso defensivo que podia ter saído caro.

Trincão - Marcou duas vezes, o primeiro e o terceiro, e podia ter levado novamente a bola ao fundo das redes em remate que rasou a trave (19'). Cada vez mais influente. Melhor em campo.

Pedro Gonçalves - Imprescindível como titular, a colocar bem a bola e a desposicionar a defesa. Mais duas assistências: no segundo golo e no quarto - este com o pior pé. Ou o menos bom.

Gyökeres - Dele, os adeptos esperam sempre golos. Mas ainda não foi desta que quebrou o breve jejum. Esteve quase, no quarto golo: rematou à trave e a bola tabelou no guarda-redes. 

Coates - Entrou aos 62', substituindo Gonçalo Inácio. Já quando a equipa fazia gestão de esforço, "descansando com a bola". 

Edwards - Substituiu Pedro Gonçalves aos 62'. Continua errático, lento a decidir. Aos 89', de frente para a baliza, perdeu oportunidade de marcar o nosso quinto golo.

Paulinho - Entrou para o lugar de Trincão aos 70'. Sobretudo com a missão de segurar a bola e fixar defesas com as suas movimentações na linha avançada.

Fresneda - Em campo desde o minuto 70', rendendo Geny. Nunca tinha jogado tanto de leão ao peito no campeonato. Como ala esquerdo, de pé trocado. Perdeu três duelos. 

Koba - Substituiu Daniel Bragança ao 78'. Melhor momento: bom transporte de bola no minuto seguinte. Mas continua a pecar por falta de intensidade.

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