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És a nossa Fé!

A ver o Mundial (27)

A selecção brasileira que compareceu neste Mundial não chegou a funcionar como uma verdadeira equipa. Com jogadores como Marcelo, suplente de Fábio Coentrão no Real Madrid, David Luiz, que parece jogar quase sempre fora da sua posição natural, e Fred, a ineficácia personalizada no campo ofensivo.

Como era de esperar, as principais críticas centram-se no seleccionador Luiz Felipe Scolari. O empresário de Neymar, segundo declarações transcritas pelo jornal O Globo, recorre mesmo ao insulto para o contestar, chamando-lhe "velho arrogante e asqueroso".
E no entanto - não esqueçamos - esta foi a mesma selecção que já sob o comando de Scolari, após o despedimento de Mano Menezes, venceu no ano passado a Taça das Confederações batendo na final a Espanha, então orgulhosa campeã mundial em título e bicampeã europeia, com fama e proveito no desporto-rei.
O facto é que os dois únicos jogadores que hoje fazem realmente a diferença na selecção brasileira - Thiago Silva e Neymar - estiveram ausentes da meia-final contra a Alemanha. Não há coincidências.

 

As análises que tenho ouvido e lido dão no entanto demasiada ênfase aos erros do Brasil sem atribuírem o devido destaque ao mérito alemão. Já havia sucedido o mesmo, aliás, após o jogo Alemanha-Portugal.
Convém sublinhar uma evidência, como realcei aqui, logo após a histórica meia-final de ontem: a selecção alemã beneficia, e de que maneira, das rotinas e dos automatismos propiciados pelo facto de grande parte dos seus elementos actuar diariamente em conjunto, formando a espinha dorsal do poderoso Bayern de Munique.
Também aqui não há coincidências. A selecção portuguesa de 1966, que ficou em terceiro lugar no Campeonato do Mundo, tinha por base a equipa do Benfica. A selecção comandada por Scolari que foi à final do Euro-2004 tinha por base a equipa do FC Porto. Nada a ver com a manta de retalhos do nosso onze-base deste Mundial, por exemplo. E a avaliar pelo que já se percebe da pré-época, com a aposta deliberada em jogadores estrangeiros por parte dos principais clubes portugueses, esta tendência só irá acentuar-se.

Temos de mentalizar-nos para isso desde já.

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