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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (8)

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Está encontrado o adversário de Portugal nas meias-finais do Campeonato da Europa, a disputar na quarta-feira em Lyon: será o País de Gales, selecção que no início do torneio raros imaginavam a chegar tão longe.

Foi uma vitória justíssima dos galeses num encontro em que a Bélgica se adiantou cedo no marcador, iam decorridos 13', mas que quase nunca fez por merecer o triunfo. Mais compacta, mais solidária, mais acutilante, mais veloz, a selecção de Gales nunca esmoreceu nem virou cara à luta numa partida intensa e emotiva, digna de uma fase final de uma grande competição de futebol.

Os belgas pareceram demasiado confiantes logo após a marcação do seu golo, apontado pelo Naingolan. Um golaço disparado à distância de 35 metros que fez levantar o estádio, sem hipóteses para o guardião Hennessey.

Outros teriam ficado abalados, mas os galeses não. A desvantagem pontual parece ter-lhes dado ânimo suplementar: foram crescendo rumo à baliza defendida por Courtois. E não se limitaram a ameaçar: passaram das intenções aos actos. Aos 31' empataram num lance de bola parada muito bem finalizado pelo capitão Ashley Williams - defesa central que também gosta de marcar golos. E assim se chegou ao intervalo.

 

Percebia-se a intranquilidade belga no início da segunda parte, em que Ferreira-Carrasco já não regressou ao relvado, substituído por Fellaini - sem notória vantagem para a equipa. Hazard limitava-se a rematar ao lado. E De Bruyne procurou remar contra a maré, mas também ele ficou à porta, incapaz de penetrar no reduto defensivo galês, que lançava o contra-ataque mal recuperava a bola.

Numa dessas manobras ofensivas, iniciada por Gareth Bale, Robson-Kanu desequilibrou o marcador a favor de Gales com um belíssimo golo: recebeu a bola de costas para a baliza, fez a rotação afastando três belgas do caminho com uma finta de corpo e fuzilou as redes adversárias aos 55'. Um golo que deve ser visto e revisto pela selecção portuguesa: eis aqui um artilheiro que merece ser levado a sério apesar de jogar na segunda divisão do futebol inglês.

A Bélgica procurou o empate, mas com lances demasiado denunciados que mal perturbaram a muralha galesa. E o contra-ataque voltou a funcionar, desta vez aos 86', com um cabeceamento de Vokes, acabado de saltar do banco. Estava arrumada a partida.

 

Portugal que se cuide: Gales é muito mais do que o campeoníssimo Bale, colega de Ronaldo no Real Madrid - um desequilibrador nato. A defesa, onde pontificam Williams e Chester, é fortíssima. O meio-campo, organizado e comandado por Joe Allen, merece respeito. E a movimentação atacante da equipa, capaz de conduzir a bola em três toques para zonas letais, não pode ser menosprezada.

Que o digam os belgas. Que o digam os russos, que levaram 3-0 desta selecção, caloira no Europeu. A anterior participação de Gales numa fase final de uma grande competição remontava a 1958, quando atingiu os quartos-de-final, saindo derrotada frente ao Brasil de Pelé.

A única boa notícia para nós propiciada por este jogo é o cartão amarelo exibido a Aaron Ramsey, figura fundamental do meio-campo galês e autor da assistência para o segundo golo: vai ficar fora do confronto com Portugal.

Mas mesmo sem ele convém ficarmos muito atentos. Que ninguém se iluda: frente ao País de Gales não serão favas contadas.

 

Bélgica, 1 - País de Gales, 3

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