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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (5)

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A IMPORTÂNCIA DE TER MEMÓRIA

Há cinco anos, o "grande educador da classe operária", que já consumiu mais tempo de antena do que qualquer outro até hoje e fala com a cadência dos relógios de cuco a dar horas, encarregou-se desde o primeiro instante de profetizar um percurso péssimo à selecção nacional. Talvez porque o seleccionador se chama Fernando Santos e não Carlos Queiroz, seu favorito.

 

Entre os dislates que debitou em antena, anotei estes:

«A selecção nacional está transformada no clube do Ronaldo.»

«Com todo o respeito pelos nossos adversários, a Croácia e a Polónia são boas equipas mas não são testes a sério.»

«Agora, depois das 'tangentes' perante a Croácia e a Polónia, já é tarde para despertar para o 'grande futebol'.»

«Nós não encontrámos até agora um grande adversário.»

«A França é uma equipa que me encanta.»

«A França é uma equipa fresca, que joga um futebol positivo.»

«Esta equipa [País de Gales] cultiva uma certa alegria no futebol e dá gosto vê-la jogar.»

«Nós não fomos melhores que a Croácia, não fomos melhores que a Croácia. A Croácia foi melhor que nós.»

«Eu gostei muito do futebol da Itália e lamento muito que a Itália tenha saído.»

«A Alemanha tem as dimensões todas do futebol. É uma equipa super-equilibrada, com várias soluções, poderosa fisicamente, tecnicamente muito bem dotada, com uma dimensão táctica. Os jogadores alemães são fantásticos.»

«Este é um Portugal que se afasta muito daquilo que tem sido o seu padrão do ponto de vista do comportamento desportivo.»

«Eu só dou grande mérito a Portugal quando ganhar a final.»

«A selecção nacional, na final, foi melhor sem Ronaldo do que com Ronaldo.»

 

Elogios para tudo e todos, excepto para a selecção nacional. Que acabaria por sagrar-se campeã europeia.

Construção antecipada de uma narrativa sempre a pensar no iminente desaire português. Que - para azar do narrador - jamais aconteceu.

Do princípio ao fim, um odiozinho de estimação a Cristiano Ronaldo. Que nesse mesmo ano voltaria a ser eleito melhor jogador do mundo.

Incoerência total face aos argumentos debitados em 2010, quando defendeu Queiroz com unhas e dentes apesar da medíocre prestação portuguesa no Mundial da África do Sul. Ao ponto de, no rescaldo desse certame de tão má memória para nós, ter proclamado esta pérola: «Carlos Queiroz pensa o futebol, em termos de organização, como poucos em Portugal.»

 

Este ano ainda não tive pachorra para ouvir tal pitonisa. Nem sei se ainda pontifica na pantalha. 

Valerá a pena?

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