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És a nossa Fé!

A torcer pelos vermelhos

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Acontece-me, nisto do Mundial estou a torcer pelos vermelhos - e já imagino os mais abrasivos dos comentadores brunófilos aqui a resmungarem: "bem me parecia, é lampião!".

É que nem mais, não é só influência filial (pós-Uruguai, claro), não é só isto de estar de malas feitas para emigrar para lá. Nem a paixão pela pátria (enfim, aquilo não é bem uma pátria, mas vamos aceitar por ora) de Hergé, Claus e Brel (que tanto a resmungaram), Jacobs ou Merckx ... São mesmo estes "Diabos Vermelhos". Jogadores de classe extra não lhes faltam, e quantos: De Bruyne, Hazard, ambos magos, Kompany e Lukaku monstruosos, mais um punhado de peões espantosos, para além do claro que malvado Witsel. E Courtois, um génio da baliza. Para além de que táctica e fibra não lhes faltam, como o mostra(ra)m as lágrimas nipónicas.

Na minha meninice o Benelux perdeu os dois mundiais que mereceu, verdadeiras "derrotas imorais". Que os vizinhos vão lá buscar o caneco - e que bom seria para um país estuporadamente fracturado. Allez, Diables Rouges!

5 comentários

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    jpt 04.07.2018

    Uma bela equipa essa. Terra de grandes guarda-redes, sabemos bem (até para mal dos nossos pecadilhos). Eu gostava muito de Ceulemans. E Scifo era uma pérola, excelente jogador.
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    Pedro Azevedo 04.07.2018

    José, creio que a vitória da Bélgica seria a vitória do futebol no seu estado mais puro e, como tal, deverá ser evitada a todo o custo pelos treinadores da actualidade.
    O futebol hoje é um exercício tremendamente burocrático. Toda a gente quer jogar à Guardiola, mesmo sem os jogadores que tem Guardiola. É a táctica da serpente: um passa-repassa insuportável que vai adormecendo e/ou hipnotizando o adversário até que este se desposiciona e abre um espaço. O futebol deixou de ser futebol. Hoje em dia é mais andebol - com basculação, lenta para que não desequilibre quem tem a posse (e assim nunca desequilibra, também, o adversário), para a esquerda e para a direita - ou xadrez, um jogo mental.
    Os treinadores actuais têm uma visão do jogo que, primeiramente, consiste em tudo fazer para não perder. Tudo assenta numa defesa compacta. Quem pense o jogo a partir do ataque é logo visto por eminências como o Luís Freitas Lobo como um romântico, coitado. Como se o romantismo fosse algo mau, ingénuo, inaceitável. Como se o futebol não fosse, desde a sua génese, um jogo de emoções e não tivesse um só objectivo, o golo, "goal", a meta.

    O espectáculo televisivo futebolístico hoje assemelha-se a um "reality show" com epicentro numa qualquer repartição pública. Ganha-se pouco e ninguém quer ousar, não vá perder o emprego. O adepto deve contentar-se apenas e só com a vitória final, da mesma forma realista e resultadista como se encara a vida nos dias de hoje. Os meios empregues interessam pouco, o resultado sim. Por tudo isto, equipas como a belga merecem ser valorizadas. Ela corre o risco de se desequilibrar ao tentar desequilibrar o adversário. Nela há espaço para "brasileiros" como Hazard (perigo em francês) e para defesas que atacam, como Vertonghen, Chadli ou Menier, para aceleradores como De Brujne, artífices como Mertens, mas também para arrombadores de portas como Lukaku ou dominadores do espaço aéreo como Fellaini, todos superiormente treinados por Roberto Martinez, o qual mudou o jogo Bélgica-Japão a partir do banco. Um treinador sempre desvalorizado pelos nossos "experts" do comentário.

    Assim, pese embora tenha avançado logo no início com a vaticínio no "dark horse" Inglaterra e veja a França como a equipa que joga o futebol mais equilibrado, gostaria que os Diabos Vermelhos vencessem. Seria bom porque obrigaria toda uma nova geração de treinadores saída das universidades a repensar o jogo.


    Abraço José.

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    Sarin 04.07.2018

    Ainda há pouco tempo debatia, em dois blogues que não de desporto, a falta de poesia neste mundial, e a dificuldade em escrever bonito por falta de matéria-prima.
    A seguir a tal jogo voltei-lhes à conversa para desdizer tudo: a poesia tinha voltado à bola, se bem que as palavras ainda quedas de espanto por escrever teimassem presas.
    O Pedro Azevedo sublimou-as todas!

    No meio do pragmatismo, andava a esconder que também é poeta.
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    Pedro Azevedo 05.07.2018

    Bondade a sua, Sarin.

    O último grande Mundial de que tenho memória foi o de 1982. Que jogadores! E que génio à solta! Zico, Sócrates e Falcão, Platini, Giresse e Tigana, Tardelli, Conti e Antognoni (e Paolo Rossi), Maradona, Kempes e Passarella, Boniek, Lato e Deyna, Rummenigge, Littbarski e Breitner. Quatro semifinalistas - Itália, Alemanha, França e Polónia - com equipas bem oleadas e espaço para o talento individual. Depois, em 86, Maradona, uns lampejos da "Danish Dynamite" ("we are red, we are white, we are danish dynamite), de Laudrup e de Elkjaer Larsson - que jogador! (E FUMAVA 2 MAÇOS DE TABACO POR DIA) - e a "Quinta del Buitre" (Butragueño) ajudaram a disfarçar. A partir daí foi sempre a perder...
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