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És a nossa Fé!

A "rica herança" de Carvalho

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 Foto: Nuno Fox / Lusa

 

«O novo presidente do Sporting recebe uma SAD em falência técnica, sem tesouraria, com prejuízos, elevados custos salariais e receitas futuras já antecipadas.»

«Corte de custos, incluindo da massa salarial, venda de jogadores e negociação de um empréstimo obrigacionista são as prioridades para iniciar o reequilíbrio de uma SAD que deu um passo maior que a perna na equipa de futebol.»

 

«Com um prejuízo de 20 milhões, a SAD voltou a ter capitais próprios negativos. As dívidas a fornecedores amontoam-se e a pressão de tesouraria é evidente.»

 

«De 2014 para 2018, Bruno de Carvalho triplicou a massa salarial, ao passá-la dos 25 milhões do tempo da míngua para 74 milhões na última época, fazendo do plantel do Sporting mais caro que o do Benfica e próximo do FC Porto.»

 

«Doumbia, que saiu agora, custava quase cinco milhões por ano ao Sporting; e a equipa técnica de Jorge Jesus, que custava quase dez milhões de euros por ano, foi trocada pela de José Peseiro, que custa perto de três milhões por ano.»

 

«O Sporting hoje abre a gaveta da caixa e não tem lá notas, só algumas moedas. As necessidades de tesouraria oscilam entre 100 milhões e 200 milhões de euros.»

 

«Para ir pagando as contas, Bruno de Carvalho foi antecipando receitas, num total de 80 milhões de euros. Incluindo os próximos dois anos de receitas da NOS, que paga 30 milhões por ano.»

 

Do Expresso de hoje

9 comentários

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    Pedro Correia 16.09.2018 09:57

    Varandas vai, necessariamente, estabelecer acordos com os clubes onde agora jogam Gelson, Podence e Rui Patrício. Porque o Sporting necessita como de pão para a boca de dinheiro em caixa, sem o qual não poderá fazer contratações cirúrgicas em Janeiro.
    Isto porque a milionária equipa técnica contratada por Carvalho -- por preços que mais triplicam o custo desta equipa de Peseiro - foi incapaz sequer de colocar o Sporting na rota de acesso à Liga dos Campeões. Aumentando assim ainda mais o fosso financeiro que nos separa dos nossos principais adversários internos.
    Não haver acordo implica aguardar provavelmente três anos por decisões da justiça desportiva, tanto na FIFA como no TAS. O Sporting não pode esperar tanto tempo, face aos esquálidos trocos que a sagaz equipa de Carvalho deixou em caixa. Aliás, como todos os juristas sabem, é sempre preferível um mau acordo do que uma boa demanda, de desfecho mais que incerto.
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    JHC 16.09.2018 10:57

    O empréstimo obrigacionista do final do ano garante o pagamento do anterior e financiamento para o cumprimento das obrigações e contratações cirúrgicas para a época.
    Os compromissos maiores são de médio /longo prazo e se o Sporting estivesse tão desesperado, Sousa Cintra não teria recusado os valores que agora parecem querer aceitar os novos responsáveis.
    Frederico Varandas afirma hoje no Record que a situação não lhe tira o sono e apresentou durante a campanha 4 mecanismos para resolver os nossos problemas. Que o discurso financeiro que andam a pregar não sirva para ajudar os "amigos" que rescindiram e prejudicar o clube. O caso das rescisões é para levar até ao fim.
    SL
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    Pedro Correia 16.09.2018 12:12

    Cintra fez o que lhe competia: entendeu que aqueles valores eram inegociáveis e que não podia fechar uma decisão com sérios reflexos para a Direcção prestes a ser eleita. Mais um motivo para merecer elogio.
    A nova Direcção, já em funções, decidirá em função não de estados de alma mas do quadro financeiro existente e das perspectivas realistas de evolução dos processos, sem bravatas inúteis e ridículas.
    Varandas foi eleito para resolver problemas, não para fazer propaganda de si próprio. Este é um problema que exige solução de curto prazo, não pode ser empurrado com a barriga, durante anos, aguardando o que decidirá a justiça.

    Recordo, aliás, o precedente do chamado caso Miguel, quando este jogador rescindiu unilateralmente com o SLB e rumou ao Valência.
    Se bem me recordo, Vieira & Gonçalves tiveram só uma vitória neste diferendo: na primeira etapa, quando a Comissão Arbitral Paritária deu razão ao clube.
    Foram derrotados em todas as outras instâncias judiciais, pois o jogador entendeu recorrer para a justiça civil, que anulou a decisão anterior. Vieira & Gonçalves accionaram entretanto o internacional português junto do Tribunal de Trabalho, que anulou igualmente a decisão da CAP, dando razão a Miguel. Seguiram-se acórdãos do Tribunal da Relação e do Supremo, com idêntico resultado.

    E assim decorreram nove anos, entre 2005 e 2014.
    Isto - tanto quanto recordo - sem agressões, sem injúrias, sem tochas incendiárias, sem ameaças de morte, sem invasão do centro de estágio.

    Eis um quadro expectável, quando se bate no peito a proclamar que «o caso das rescisões é para levar até ao fim».
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    JHC 16.09.2018 12:42

    Cintra fez, e muito bem, a defesa do Sporting alicerçado pelo parecer jurídico de que a CG dispunha.
    O caso Miguel nada tem a ver com este.
    O facto de termos visto regressar os jogadores que mais sofreram com as agressões na Academia, e ouvirmos Battaglia agradecer ao Sporting o regresso que lhe permitiu chegar à Selecção Argentina, dão ainda maior poder ao Sporting no caso das rescisões.
    A prova de que a situação do Sporting não é desesperada são os 10.000 euros oferecidos de prémio ao plantel (e na minha opinião bem pela situação excepcional que passamos neste período) pela liderança à quarta jornada.
    Qualquer cedência será por outras razões que não o interesse do Sporting. A união do Sporting também passa por aqui.
    SL
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    Pedro Correia 16.09.2018 13:08

    Então se a situação financeira do Sporting fosse folgada, como apregoam os cerca de nove brunistas que restam, para que seria necessário o tal empréstimo obrigacionista, que você dá como garantido dois ou três comentários mais acima?
    É mandá-lo bardamerda. Ao tal empréstimo. O Sporting nada em prosperidade. Esta é, aliás, a palavra mais certa, falando em finanças leoninas - a palavra nada.
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    JHC 16.09.2018 15:22

    A situação financeira do Sporting é aquela que está expressa no R&C e o empréstimo obrigacionista já estava previsto desde que foram conhecidos os números de Dezembro e a anterior direcção antecipou que estava previsto um novo empréstimo para Abril de 2018.
    Não havendo venda de jogadores os empréstimos obrigacionistas são substituídos por outros. No nosso caso temos um. Nos rivais são três e de valor muito superior!
    Penso que não é necessário ser nenhum mago da alta finança para olhar para tudo o que tem sido escrito a meses. Frederico Varandas também foi claro em relação a isso, ontem à noite no Solar do Norte. Não lhe tira o sono. Então que esteja quietinho e deixe que os clubes que aceitaram os jogadores apresentem propostas honestas e consentâneas com o valor dos jogadores.

    SL
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    Jorge Santos 17.09.2018 12:46

    Caro JHC, não me leve a mal a observação, mas...o que é que nós temos a haver com o que se passa na casa dos outros? Já aqui li inúmeros comentários, a criticar a inveja publicamente demonstrada pelos rivais, nas reacções que tiveram relativamente à renegociação que o Sporting conseguiu no caso da recompra das VMOC. Aí, achamos mal e perguntamos o que é que têm a haver com isso! E dizemos que, em vez de criticarem, tenham melhor capacidade negocial para conseguirem o mesmo! Mas no entanto, quando nos dá jeito, já sabemos dizer que os outros devem mais, têm mais empréstimos, etc.
    Deixem-se lá de comparações. Não me interessa minimamente o que passa na casa dos outros, o que devem e se pagam ou não pagam! Só me interessa se for alguma coisa bem feita e que nos dê jeito copiar. Porque aprender com quem sabe também é prova de inteligência!
    Por isso, o que me preocupa é que o meu Clube cumpra as suas obrigações, ponto! E tem a obrigação(!) de demonstrar que é uma entidade credível e cumpridora (porque estes são pressupostos que fazem toda a diferença quando de futuro recorrer à banca), fazendo o possível por abater passivo, porque, embora a maioria das pessoas seja da opinião que pagar a dívida à banca deve ser a última das prioridades, nada é mais errado.
    Há pessoas aqui no blog, com muito mais conhecimento do que eu na área financeira e que poderão reiterar ou desmentir o que aqui vou escrever (e espero que o façam, nomeadamente o Pedro Azevedo): quanto mais conseguirmos abater o valor da dívida, menos pagamos de juros, certo? Logo, reduzimos as nossas despesas, podendo mesmo essa redução ser significativa, dependendo do valor a abater. Por conseguinte, podemos estar a falar de uma (considerável) folga financeira.
    Por fim, e ao contrário do que pensa, nos dias de hoje, é mesmo preciso ser um mago da finança para gerir um grande clube de futebol. Não é por acaso nem por coincidência, que todos sem excepção, quer seja em Portugal ou noutro qualquer país, têm gestores profissionais e todos eles muito bem pagos!
    E como já aqui li, para ter sucesso num empréstimo obrigacionista não basta lança-lo, é preciso haver quem invista e para isso, quem o lança tem que mostrar credibilidade, coisa que o Sporting não demonstrou quando "empurrou com a barriga" para Novembro o pagamento dos dividendos do último! E os investidores não esquecem...
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    Anónimo 17.09.2018 16:55

    Caro Jorge Santos,
    Não quero saber da casa dos outros e com os problemas deles posso eu bem.
    A comparação surge na sequência de diversos comentários de sportinguistas (bitaiteiros como eu) que acreditam que a situação real do Sporting é anormal em relação aos rivais e emprenham pelos ouvidos sem confirmar os factos.

    Não sei onde leu qualquer opinião minha a respeito de não necessitarmos de profissionais competentes a gerir a nossa áera financeira...

    Bruno de Carvalho abateu dívida bancária em dezembro de 2017 utilizando(aparentemente) uma parte do valor antecipado da NOS. Os rivais fizeram o mesmo mas numa escala maior.

    Por fim concordo com o seu último parágrafo. O empréstimo obrigacionista de maio falhou por não estarem reunidas as condições que garantissem o sucesso da operação como a instabilidade vivida com a “guerra” entre presidente e jogadores e a invasão de Alcochete. Foi um “empurrar de barriga” obrigatório! E o que tem de ser tem muita força!
    Neste momento não há qualquer razão para não acreditarmos no sucesso do empréstimo obrigacionista de 60 milhões. Não há jogadores a ameaçar com rescisões, o futebol e as modalidades estão a avencer, temos um plantel valioso, uma nova direcção credível e Salgado Zenha a frente do nosso departamento financeiro, continuamos a ser uma marca valiosa com um contrato televisivo de centenas de milhões (nunca esquecer, muito importante!). Só um mau negociador não seria capaz de conseguir levar o empréstimo adiante.
    Os investidores esquecem tudo desde que lhes cheire a dinheiro. E a juros de 6%...

    SL
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