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És a nossa Fé!

A representação mais precisa do caos

As recentes (como hei-de chamar?) peripécias protagonizadas pelo presidente-demitido Bruno de Carvalho não surpreendem, pois para o clube, para o Sporting, ele pretende o caos.

A propósito de caos…

 

Prokofiev, Concerto para Piano n.º 2, Finale

Evgeny Kissin, Piano

 

Serguei Prokofiev foi um dos grandes revolucionários do mundo da música. Compôs a sua primeira ópera aos nove anos, e quando era adolescente e frequentava o Conservatório de São Petersburgo já era considerado um dos grandes enfants terribles da música, compondo peças virtuosas e ferozmente dissonantes que deitavam por terra as convenções existentes relativas à tonalidade e conduziam inexoravelmente a música para um novo rumo.

Aprecio-o ainda mais porque recebeu críticas como esta no New York Times: «Os grilhões das relações entre acordes normais são ignorados. Ele é um psicólogo das emoções mais pérfidas. Ódio, desprezo, fúria – sobretudo fúria -, repulsa, desesperança, escárnio e provocação servem legitimamente de modelos para os estados de espírito.»

Genial.

Em 1912-1-1913 Prokofiev compôs um concerto para piano em memória de um amigo que se suicidou depois de lhe enviar uma carta de despedida. A música é tão surpreendente, tão irada tão irresistivelmente insana que, aquando da estreia, muitos dos presentes pensaram que ele estava a troçar deles. Continua a ser umas peças musicais mais difíceis do seu repertório, havendo apenas um punhado de pianistas suficientemente corajosos para a interpretar. Um chegou a partir um dedo ao interpretá-la ao vivo.

É a representação musical mais precisa do caos que jamais ouvi.”

 

In: RHODES, James - Instrumental. 1ª ed. [S.l.] : Alfaguara, 2017. p. 37

 

 

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