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És a nossa Fé!

A história repete-se

Sem uma frase de mea culpa, sem o reconhecimento de um erro, sem um traço de humildade, [o presidente] invoca a sacrossanta "estabilidade do clube" enquanto lança litros de gasolina para uma fogueira que não cessa de arder. Diz não ter medo de "enfrentar os sócios" mas recusa reconhecer que ele próprio é o maior foco de instabilidade num clube que tem sido um contínuo vaivém de treinadores, jogadores e dirigentes desde o início do mandato deste Conselho Directivo. Vem invocar as proezas registadas nas modalidades sem admitir que no futebol profissional o Sporting vive a página mais negra do seu longo e prestigiado historial. Diz que nunca fez promessas, já esquecido das abortadas garantias de "dinâmica de vitória", das "estratégias de internacionalização" jamais concretizadas e do clube "independente da banca" que não passou de miragem, usadas como chamariz eleitoral para captar os votos dos sócios.

Afirma querer unir os adeptos sem reparar que nunca a desunião entre os sportinguistas foi tão notória.

 

De um texto meu neste blogue, datado de 1 de Fevereiro de 2013

2 comentários

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    Pedro Correia 30.05.2018

    É muito fácil perceber o vosso argumentário.
    Baseia-se em duas linhas de raciocínio, seguida de um apêndice:

    1. Diabolizar até à exaustão (tipo cartilha) a gestão anterior - que eu critiquei duramente aqui. Esquecendo que já não estamos em 2013: estamos em 2018. Carriço, Wolfswinkel, etc. Tudo foi dissecado na altura. Esse tempo passou. Quem está agora em julgamento é Bruno de Carvalho, não é Godinho Lopes.

    2. Avaliar o mandato do actual presidente como se ele só fosse responsável pelos factos positivos: atribuem-lhe todos os êxitos e negam-lhe a menor responsabilidade nos fracassos. Os campeonatos conquistados nas modalidades, por exemplo, resultam da intervenção do presidente. Já o fracasso total no futebol profissional - o maior factor de projecção nacional e internacional do clube - em nada depende dele. Não foi ele quem contratou Jorge Jesus, o treinador mais caro de sempre. Não foi ele quem despediu Marco Silva, um treinador que acabara de conquistar a Taça de Portugal e fora contratado um ano antes por quatro temporadas, com um plantel três vezes mais barato do que o actual. Não foi ele quem despediu o Abel Ferreira, que foi bater-se taco a taco com o Sporting no campeonato, ao serviço do Braga, enquanto a nossa equipa B descia de divisão. Não foi dele a menor parcela de culpa pelo facto de nestes cinco anos termos ficado sempre atrás do Benfica. Não foi ele a depreciar o valor dos nossos jogadores ao fazer-lhes críticas públicas, de viva voz e no facebook.
    Quem fala em "caos" e em "juntar os cacos" é o próprio Inácio, novo director desportivo leonino. Isto diz tudo sobre o Sporting actual. Quem será o primeiro e principal responsável por tal "caos" senão o presidente?

    3. Quando as linhas argumentativas anteriores falham, por manifesta falta de adaptação à realidade, retira-se do saco a vitimização, o calimerismo, o lamento por ver tão delicada personagem cercada de gente hostil, que lhe lança "fattahs" e o quer "derrubar". É um raciocínio ainda mais frágil dos que os anteriores: Bruno de Carvalho, ele sim, foi lançando anátemas a tudo e a todos desde que iniciou funções, abrindo guerras simultâneas em todas as frentes. Fraco ou nulo leitor dos clássicos: se tivesse leituras, saberia que nunca se iniciam guerras sem a certeza prévia de que podem ser ganhas nem se combatem duas (ou mais) frentes inimigas ao mesmo tempo.

    Hoje imagina-se cercado de inimigos, como o retratei neste texto:
    https://sporting.blogs.sapo.pt/os-inimigos-4039483
    Os mais recentes são Daniel Sampaio, Ferro Rodrigues, Fernando Mendes, Eduardo Barroso, José Eduardo. E, claro, o Jorge Jesus.
    Além do Presidente da República - ele também.

    Já se percebeu que não chegará a lugar nenhum.
    Não por causa destas legiões de "inimigos" imaginários. Mas por causa dele próprio, obviamente.
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