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És a nossa Fé!

A força dos adeptos

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O Sporting entrou da melhor forma nesta nova temporada, conquistando mais um troféu frente a um adversário sempre complicado, e para isso foi muito importante o apoio entusiástico e incondicional dos adeptos que tiveram a sorte de estar presentes em Aveiro. Dada a distribuição de bilhetes efectuada, presume-se que na esmagadora maioria desses adeptos seriam sócios com antiguidade de gamebox considerável, independentemente de serem ou não membros das claques, e poucos seriam não sócios. A verdade é que, pelo menos pelo que pude observar na TV, a equipa contou sempre com o seu apoio, particularmente quando sofreu um golo que poderia ter complicado muita coisa e comprometido o resultado final. Pena tenho eu de não ter podido lá estar, mas desta vez tinha mesmo de rumar para Sul.

No meio parece que apareceu um ou outro adepto que resolveu estar numa final da Supertaça - apenas possível porque o Sporting com Varandas ganhou a Liga e assegurou as condições para apresentar uma equipa para ganhar - com máscaras #VarandasOut. Se calhar foram aos saldos de fim de estação da claque DirectivoXXI que já renovou o catálogo. E agora que se pagou há que usar. 

Uma nota dissonante foi o comunicado doutra claque que se recusou a ir, uma claque que foi andando por cima do muro entre a direcção eleita e as duas claques desmamadas, a Torcida Verde, e que aparentemente trocou o seu dever de apoio incondicional ao Sporting pelo amor à sua identidade, a causa Ultra, seja lá isso o que seja. Se não querem não vão, só faz falta mesmo quem vai.

 

No fundo é esta a situação normal. A equipa precisa do apoio dos adeptos, os adeptos precisam que a equipa corresponda e estão dispostos a tudo para que isso aconteça. Fazendo muitos quilómetros, gastando muito dinheiro, seguindo a equipa por todo o lado. Aconteceu o mesmo no Jamor há pouco mais dum ano, aconteceu o mesmo em Londres frente ao Arsenal, aconteceu o mesmo em Alvalade e em muitos estádios deste país e no estrangeiro.

Aconteceu desde sempre em palcos onde as claques tiveram um papel predominante nesse apoio, aconteceu desde sempre em palcos onde não passaram duma minoria ultrapassada pela multidão anónima de adeptos. As claques do Sporting não são os adeptos, são apenas uma muito pequena parte deles, que se tornam dominantes no palco muitas vezes apenas porque conseguem ultrapassar os adeptos anónimos no acesso aos bilhetes ou criar um ambiente no estádio em que muitos adeptos desistem de lá ir.  

 

Mas o Sporting viveu recentemente uma anormalidade. Poucos meses depois daquela jornada gloriosa do Jamor, e muito por causa da degradação de resultados decorrentes dum erro de casting tremendo para treinador do Sporting, um jogo em Alvalade foi antecedido de manifestação à porta do estádio e várias vezes no decorrer do mesmo o apoio à equipa por alguns, obviamente os das duas claques em guerra contra o clube, foi substituido por cânticos e insultos contra o presidente eleito.

Pouco tempo antes, o estádio do Tondela estava rodeado duma companhia de GNR pelos vistos disposta a tudo, eram cavalos, eram cães, era unidade de intervenção, parecia o Afeganistão... pelo menos para quem nunca lá pôs os pés.

Ainda um pouco mais atrás no tempo, o autocarro do Sporting era recebido em Vila da Feira por um banco de alucinados, um deles agitando um lençol branco, a insultar a comitiva. Não li nos jornais, não vi na TV, em todos os casos relatados estava lá e vi a cores e ao vivo.

 

Imaginemos o que seria daquele final de época, com Rúben Amorim a testar jogadores. alguns deles muito jovens num novo sistema de jogo, outros que tinham passado pelo assalto a Alcochete, e a ter que levar com um clima de guerra civil nas bancadas, que até incluia petardos e tochas de vez em quando, e fora dele com tarjas em viadutos sempre a recordar a bomba-relógio em que viviam.

Pior ainda: o que teria sido a época passada, depois duma abertura com uma derrota humilhante com o Lask, o Sporting fora da Europa, a equipa a precisar da concentração máxima para ganhar desafios mesmo que no final dos mesmos, e as aquisições sistematicamente enxovalhadas, do Adán ao Feddal, como ainda agora continuam a dizer do Paulinho ou do Esgaio nalgumas tascas cibernéticas?

Obviamente que não é possível reinventar o passado. O que se passou passou e o resto são conjecturas, mas cá para mim, que posso estar enganado, devemos o título da época passada a muita coisa, e já por aqui falei em muitas, mas incluindo... as bancadas vazias.

 

Mas isso é passado. O que importa agora é esta nova época, o regresso dos adeptos aos estádios duma forma controlada pela antiguidade de sócio assíduo à bancada, o controlo sanitário, a preocupação do governo em pôr cobro à marginalidade através do cartão do adepto (se vai funcionar ou não é outra questão) e, especificamente no que respeita ao Sporting, um estádio de cara mais ou menos lavada das cosméticas foleiras do Taveira, um estádio mais igual ao fantástico pavilhão João Rocha, um estádio que me transmite uma vontade IMENSAAAA de lá voltar.

Também ainda não vai ser neste Sporting-Vizela, estarei num evento Sportinguista a sul, mas vou-me desforrar durante a época...  "Take it to the bank".

 

#OndeVaiUmVãoTodos (ou quase...)

SL

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