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És a nossa Fé!

A força do Sporting

O debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI/CNN Portugal, foi visto por uma média de 2,8 milhões de pessoas. Número cerca de meio milhão abaixo do protagonizado por António Costa e Rui Rio nas eleições legislativas de 2022, que registou 3,3 milhões.

Motivo: o Sporting jogava à mesma hora, em Moreira de Cónegos. Fez toda a diferença.

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 29 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Pedro Gonçalves 13 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense)

Trincão 7 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 5 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Nuno Santos 5 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga)

Daniel Bragança 4 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Morten 1 (Moreirense)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Pódio: Gyökeres, Morten, Trincão

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Young Boys, para a Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 18

Morten: 18

Trincão: 16

Diomande: 16

Pedro Gonçalves: 15

Eduardo Quaresma: 14

Esgaio: 14

Adán: 14

Daniel Bragança: 14

Edwards: 14

Matheus Reis: 14

Gonçalo Inácio: 13

Nuno Santos: 13

Koba: 12

Fresneda: 6

Neto: 5

 

O Record e A Bola elegeram Gyökeres como melhor em campo. O Jogo optou por Morten.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O Porto está em desagregação interna, o Porto está a perder os seus poderes invisíveis, o Porto começa a já só ter a retórica de há 30 anos: o inimigo exterior. Um discurso velho, gasto, esclerosado. É como gamar auto-rádios, se me faço entender: já ninguém gama auto-rádios. Poderá ser um meteorito ou causa natural, mas o Porto está à beira de ter a espinha partida. Por mim, ajudarei no que conseguir.»

 

Alexandre Poço: «Empates embaraçosos. Derrotas humilhantes. Treinador medíocre. Uma equipa zombie. Lugares à disposição. Votos de confiança. O título a parecer uma miragem. Confusão à porta do estádio. Presidente a perder a cabeça. Jornalistas agredidos. PSP a sugerir percursos alternativos. Insultos e assobios dos adeptos. Lenços brancos nas bancadas. Crise.»

 

Edmundo Gonçalves: «Tem-me dado algum gozo ver a equipa a virar resultados, coisa de que já até me tinha esquecido o que era, reveladora duma forte mentalidade, responsabilidade todinha de Leonardo Jardim. Que também se engana, é humano! mas que trouxe à equipa outro estofo e nos faz sonhar com coisas boas (como diria Artur Jorge).»

 

José da Xã: «Um grupo de miúdos (saídos de Alcochete), treinados por um jovem ilhéu e dirigidos por um presidente, também ele muito novo, conseguem paulatinamente escalar esta escarpa que é o campeonato e estar a dois pontos (que podem ser três ou cinco, amanhã por esta hora!) do primeiro classificado. Quem diria?»

 

Luciano Amaral: «Até agora, a jornada foi excelente. Dizem que não se deve gozar com a desgraça alheia. Pois... Eu sou do Sporting e tive de suportar, nos últimos anos, muita gente a molhar na sopa da desgraça do Sporting com grande alegria e refinada vontade de humilhar. Nos piores momentos do ano passado, até tive de ouvir um benfiquista dizer-me: “o Sporting? Quero é que desapareça!” Pedem-me, portanto, para que não me alegre com o espectáculo de “sportinguização” dado pelo FCP, que incluiu ameaça de porrada do presidente a um jornalista. Vão dar uma volta. Alegro, com certeza.»

 

Tiago Cabral: «Habituados como estamos, nestas últimas décadas no futebol cá do burgo, foi com pavor que assistimos, domingo à noite, à queda de mais um mito. A norte ficou provado que a famosa estrutura blindada do fcporto apenas o é em papel. A estrutura, onde ratos não fogem (ia jurar que uma vez vi um a fugir para a Galiza, mas se calhar sonhei), afinal tem pés do barro mais frágil que existe. Blindados na comunicação social por correspondentes escolhidos a dedo, que questionam apenas o que podem e não o que querem, foi com surpresa que vimos o sumo pontífice a vacilar perante uma questão dita pertinente que lhe foi colocada. Em seu socorro veio um funcionário, antigo jornalista, que o levou para fora da improvisada conferência de imprensa.»

 

Eu: «Sendo os golos a festa do futebol, e tendo o Sporting marcado dois grandes golos que todos festejámos, admira-me (ou talvez não) que certos sportinguistas prefiram falar do que não se fez. Dos passes que falhámos, dos golos que não conseguimos, da goleada que não chegou a acontecer. Como se em 2012/13 não tivéssemos perdido os três jogos em que defrontámos o Rio Ave. Sob o comando de Sá Pinto, Vercauteren e Jesualdo Ferreira. Marcando apenas um golo e sofrendo seis nessas partidas. Como se a nossa anterior vitória no estádio de Vila do Conde não remontasse já ao remoto mês de Setembro de 2011.»

A voz do leitor

«Com atenção, nos jogos muitas vezes o vemos [Pedro Gonçalves] a compensar na ala esquerda as subidas de Nuno Santos. É também um extraordinário jogador de equipa. Se mantiver o nível dos últimos jogos, curiosamente ou não, desde que passou a jogar no meio-campo, parece-me difícil que Martínez não o leve ao Europeu - Horta ou Otávio não são melhores.»

 

Luís Ferreira, neste meu postal

UEFA recua: vamos jogar no dia 6

Afinal o Sporting-Atalanta, primeiro desafio da nossa participação nos oitavos-de-final da Liga Europa, irá disputar-se na próxima quarta-feira, dia 6, em Alvalade (17.45) e não na véspera. Inicialmente a UEFA estipulou que o jogo seria na terça, o que forçaria o adiamento do Sporting-Farense, a disputar 48 antes.

Seria péssimo, pois já nos basta termos o Famalicão-Sporting ainda por disputar. Menos mal assim.

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «Grande jogo de Dier, Maurício (apesar daquele azar), William Carvalho (a partir dos 60 minutos), Slimani e Mané. Nem tanto dos de Wilson Eduardo, Heldon e André Martins. Adrien parece estar fisicamente mais em baixo. E esse tem sido, na minha opinião, o grande problema do Sporting nos últimos jogos. O meio-campo não está ao mesmo nível que já esteve esta época. E, aparentemente, não existem grandes opções. Faz-nos falta no plantel um jogador com características semelhantes ao Adrien para o substituir quando este não está ao seu melhor nível. Infelizmente não temos ninguém.»

 

Tiago Cabral: «Conseguimos a vitória e foi inteiramente merecida. Não foi a nossa mais vistosa exibição, tal não tira qualquer mérito a mais esta conquista. Estamos a conseguir aguentar a pressão que estar a discutir com o porto e benfica os lugares cimeiros acarreta. A recta final do campeonato aproxima-se e contra todas as expectativas aqui estamos, ombro a ombro com os nossos adversários naturais. Infelizmente ainda vemos alguns de nós a levantar todas as pedras para tentar descobrir algo que manche o brilhante campeonato que estamos a realizar.»

 

Eu: «Ouço por aí alguns rancorosos reclamar contra a exibição do Sporting na vitória de ontem em Vila do Conde. Se calhar queriam goleada. Não vi nenhum deles, curiosamente, falar assim durante toda a temporada anterior, quando sofremos três derrotas contra o Rio Ave. Irritam-se mais quando vencemos do que quando perdemos. Há dois anos e meio que não ganhávamos a esta equipa. Ultrapassámos mais este obstáculo, continuando a marcar diferenças com a pior época de que temos memória. Jornada após jornada. Com um plantel em construção: dez dos onze jogadores mais utilizados actuam esta época pela primeira vez como titulares no Sporting.»

Os melhores prognósticos

Sinal dos tempos: houve muitos leitores a antever goleadas. Mas o Moreirense-Sporting terminou sem goleada: não pode ser sempre.

Três acertaram no resultado e também em Pedro Gonçalves como marcador de um dos nossos golos:  Fernando, Maximilien Robespierre e Nuno Pinto. Estão de parabéns.

Fica o registo daqueles que também previram o 0-2 final, embora sem conseguirem antever quem marcaria: Fernando LuísJorge LuísJosé SilvaLeão 79Manuel Oliveira e Pedro Batista.

Amanhã há mais.

O dia seguinte

Foi um jogo quase perfeito ontem em Alvalade contra o líder da Liga Suíça, com um onze inicial sem metade dos titulares, equilibrando cargas físicas e moralizando jogadores menos utilizados.

Não foi perfeito porque três dos melhores em campo falharam em momentos críticos, Gyökeres falhou o penálti, Diomande falhou o corte e Edwards falhou o encosto para golo e foi à dobra com o braço levantado. E assim, com mais dois ou três golos falhados por eles e por Bragança, se chegou ao resultado final: 1-1.

Na primeira parte o Sporting jogou muitíssimo bem, com a bola sempre a circular entre os jogadores com critério, todos a defender e todos a atacar, pormenores de excelência dum ou doutro, o Young Boys foi reduzido a um Tondela da 2.ª Liga.

Na segunda parte, já com Inácio a descansar, os suíços, sem nada para perder, foram para frente, aumentaram o ritmo com jogadores frescos vindos do banco e começaram enfim a criar problemas à defesa do Sporting. Mas com isso também deixaram espaço para contra-ataques e oportunidades de golo que o Sporting foi ingloriamente desperdiçando.

E se as entradas de Nuno Santos, Koindredi e Pedro Gonçalves fizeram sentido do ponto de vista do jogo, já as de Neto e Fresneda enfraqueceram o lado direito da defesa. Quaresma e Esgaio, particularmente o primeiro, estavam muito bem, a substituição naquela altura do ponto de vista do resultado seria a entrada de Morita e Catamo para  as saídas dos cansados Bragança e Esgaio.

Não foi esse o entendimento de Rúben Amorim. Percebo bem as razões, mas pusemo-nos a jeito para deixar fugir a vitória.

 

Melhor em campo? Diomande, mesmo com aquele corte às cegas a evitar o canto. Voltou um colosso, teríamos ali claramente o sucessor de Coates por muitos e bons anos, mas duvido que o consigamos segurar. Depois dele, todos os do onze inicial a nível muito alto. Koindredi teve dois ou três apontamentos de excelência, mas também alguns tiques de facilitismo que vai ter de mudar. Uma aposta que tem tudo para dar certo.

Arbitragem? De altíssimo nível, explicando muito bem aos jogadores e ao público através de gestos as suas decisões. Mais uma prova da falta de categoria dos "putativos" melhores árbitros portugueses, mais um exemplo para os mais novos para seguirem pelo caminho certo e não se tornarem Pinheiros ou Dias.

E agora? Atalanta, dia 5 de Março em Alvalade. Duas equipas que já se conhecem, dois grandes treinadores, vão ser dois jogos do "gato e do rato", o Sporting está bem melhor do que estava há uns meses, o Atalanta não sei.

SL

Quente & frio

 

Gostei muito da passagem do Sporting aos oitavos da Liga Europa, ontem confirmada ao eliminarmos o Young Boys, líder incontestado do campeonato suíço, que fora repescado da Liga dos Campeões. Em boa verdade a eliminatória ficara assegurada uma semana antes em Berna, onde fomos vencer sem margem para dúvida (1-3). Em Alvalade, bastou-nos gerir o resultado e dosear o esforço físico dos jogadores, que depois de amanhã voltam a competir - desta vez para a Liga portuguesa com uma difícil deslocação a Vila do Conde. Foi uma partida tranquila, dominada quase por completo pela nossa equipa, embora muito perdulária em situações de golo. 

 

Gostei que Gyökeres voltasse a marcar - e bem cedo, logo aos 13'. Infiltrou-se na grande área e disparou uma bomba, indefensável, muito perto da marca dos 11 metros. Foi o 29.º golo pelo Sporting do internacional sueco, que também já protagonizou 11 assistências na temporada. A partir daí, os quase 30 mil espectadores deste desafio ao vivo no nosso estádio ficaram com a certeza de que a passagem à fase seguinte da Liga Europa estava assegurada. Mas destaco Trincão como melhor em campo: foi dele a assistência para Viktor nesse lance, com um passe perfeito. E foi também ele a sofrer o penálti aos 55' que podia e devia ter resultado no nosso segundo golo: infelizmente Gyökeres permitiu a defesa do guarda-redes. Nunca antes tinha falhado uma grande penalidade de Leão ao peito.

 

Gostei pouco de algumas exibições. Esgaio, incapaz de ganhar duelos e sempre receoso de progredir com a bola, fez-nos sentir saudades de Geny - um dos poupados, tal como Coates e Morita (Nuno Santos só fez a segunda parte, por troca com Gonçalo Inácio, e Pedro Gonçalves entrou apenas aos 63'). Outros jogadores que não me impressionaram favoravelmente foram o recém-chegado Koba (substituiu Morten aos 63', com óbvia diminuição da dinâmica colectiva da equipa) e o recém-recuperado Fresneda (substituiu Esgaio aos 85' sem mostrar ainda os atributos que terão levado à sua contratação). 

 

Não gostei que tivéssemos desperdiçado pelo menos quatro flagrantes oportunidades de golo, além do penálti que Gyökeres foi incapaz de concretizar. Em parte devido à competência do guarda-redes e do sector defensivo suíço, onde brilhou Amenda, "polícia" do nosso goleador. Daniel Bragança destacou-se neste capítulo menos positivo com duas perdidas escandalosas, aos 63' e aos 90'+4. Mas o maior falhanço - quase digno dos "apanhados" - foi de Edwards aos 45'+1, com a baliza escancarada e a dois metros da linha de golo. Servido de bandeja por Gyökeres, trocou infantilmente os pés e deixou a bola fugir.

 

Não gostei nada do golo que sofremos, aos 84', fixando o resultado final (1-1). De penálti, a punir falta cometida por Edwards em trabalho defensivo, num lance que estava controlado e em que a bola aparentemente até se encaminhava sem perigo para a linha de fundo. Os suíços conseguiram assim empatar sem terem construído uma só oportunidade de golo em lance corrido numa partida em que, excepto naquele momento, voltámos a demonstrar muita consistência defensiva - com merecido destaque para Diomande, que não jogava de verde e branco desde 30 de Dezembro e regressou em boa forma do Campeonato Africano das Nações, ao serviço da Costa do Marfim, vencedora da prova.

A Europa connosco ou "sennosco"?

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Hoje é dia de Liga Europa.

Todos queríamos que Sporting, Benfica e Braga continuassem em prova por causa do "ranking", do patriotismo e blá, blá, blá.

O que pensam que acontecerá na realidade?

Das três equipas, qual ou quais seguirão em frente na prova?

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Ataque, será verdade?

Gestão cautelosa, dará para golear?

Reviravolta, a sério?

Adenda às 18h00:

As minhas previsões

A - Jogo do Sporting / 3-0

B - Jogo do Benfica / 2-0

C - Jogo do Braga / 1-0

Nós, há dez anos

 

José da Xã: «Esta noite... sofri como há muito tempo não me acontecia. Mas valeu a pena! Gostava apenas de perceber porque é que a equipa dá sempre 45 minutos de "borlas". Já foi em Arouca, agora em Vila do Conde...»

 

Eu: «Gostei das mexidas na equipa feitas por Leonardo Jardim. O treinador acertou em cheio nas substituições: a segunda parte do Sporting foi muito melhor do que a primeira, em que não tivemos uma oportunidade de golo. A entrada de Slimani, para o lugar de Wilson Eduardo, pôs a equipa a jogar num dinâmico 4-2-3-1 baralhando por completo as marcações do Rio Ave.»

A voz do leitor

«Viktor Gyökeres, imparável jogador que jogo após jogo vai fazendo a diferença com a força de vontade de sempre e sem o menor sinal de cansaço. Confesso que inicialmente tive sérias dúvidas acerca da sua contratação e adaptação ao clube, mas equivoquei-me ao ponto de pensar que não deveríamos desfrutar antes da festa, pois se é verdade que não há campeões pré-anunciados também não é menos verdade que hoje o Sporting está com mentalidade de campeão.»

 

Tiago Oliveira, neste meu postal

Amanhã à noite em Alvalade

Depois da vitória por 3-1 em Berna, o Sporting recebe amanhã em Alvalade o líder da Liga Suíça. Os golos fora de casa não valem mais do que os outros. Perdendo por dois golos de diferença, temos prolongamento e eventualmente penáltis.

Não será nunca um jogo fácil, mas a prioridade está na 1.ª Liga e haverá mudanças no onze relativamente ao Moreirense.

Não custa assim adivinhar que a base do onze será a do jogo da primeira mão indicada abaixo, talvez com Diomande em vez de Quaresma, descansando Coates, Catamo, Morita e Trincão para Vila do Conde:

Adán; Quaresma, Inácio, Matheus Reis; Esgaio, Hjulmand, Bragança, Nuno Santos; Edwards, Gyökeres e Pedro Gonçalves.

O Young Boys é uma equipa diferente das portuguesas: intensidade nos duelos, corridas frenéticas e remates prontos. Importante, por isso, ter a zona central à frente da defesa bem fechada para evitar dissabores. Mas é também uma equipa que, projectando muitos jogadores no ataque, arrisca na defesa e os contra-ataques do Sporting farão necessariamente mossa.

Chegando ao intervalo em vantagem, haverá então espaço para fazer descansar mais alguns dos titulares para Vila do Conde: Inácio, Hjulmand, Gyökeres e Pote, e talvez até dar alguns minutos e confiança a Fresneda e St. Juste.

Acredito que seja mais ou menos isto que vai na cabeça de Rúben Amorim. A verdade é que a gestão do plantel que ele tem feito é do melhor de sempre do Sporting.

Todos são importantes no plantel do Sporting, e é com todos que vamos lutar pelos objectivos da época.

SL

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 28 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Pedro Gonçalves 13 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense)

Trincão 7 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 5 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Nuno Santos 5 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga)

Daniel Bragança 4 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Morten 1 (Moreirense)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Campeo4 nacional, 22/34

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Uma jornada sem história.

Os quatro da frente venceram (o Sporting foi o único a vencer fora).

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A história mais relevante desta jornada terá sido a cara lavada do Benfica, A Bola fez uma excelente lavagem.

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Aqui vemos Neres, de cara lavada, a ultrapassar um jogador do Vizela, sentado no chão, com a cara suja, presumo.

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Termino com uma constatação, Rúben Amorim, ao contrário de Filipa Reis, não será grande apreciador de "slalons, cuecas, nós cegos, valeu tudo". Para Rúben (para mim, também, não, como escrevi na altura) não vale tudo.

Desta vez Edwards ficou a reflectir qual é o objectivo de um jogador de futebol:

1. Marcar golos?

2. Tropeçar no guarda-redes adversário?

Vencer e convencer onde o SLB empatou

Moreirense, 0 - Sporting, 2

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Geny cumprimenta Morita, que abriu o marcador logo ao terceiro minuto do jogo

Foto: Hugo Delgado / Lusa

 

Nada melhor, para começar a crónica de mais um jogo do nosso contentamento, do que descrever um belo lance de futebol colectivo. Precisamente aquele que deu origem ao golo da tranquilidade, confirmando o total domínio do Sporting sobre o Moreirense, sexto classificado do campeonato, num estádio onde raras equipas têm facilidade em jogar.

Aconteceu ao minuto 23.

Morten recupera a bola, na linha divisória, e atrasa-a para Coates. O capitão, pressionado, devolveu-a com o pé esquerdo. O dinamarquês, apertado por dois adversários quase em cima da linha esquerda, faz um exímio passe de calcanhar, para Gonçalo Inácio, que logo a adianta uns 20 metros, pondo-a em Gyökeres. Este toca atrasado para Trincão, no corredor central, e o minhoto, após grande recepção no peito, coloca a "redondinha" nos pés de Geny, que progride na ala direita. Trincão desmarca-se entretanto com velocidade, proporcionando uma linha de passe ao jovem moçambicano já perto do limite do campo e num toque subtil entrega-a a Pedro Gonçalves, bem posicionado, e que no interior da área, muito à sua maneira, a introduz na baliza. Mais em jeito do que em força.

Neste excelente lance colectivo - um hino ao futebol - intervieram sete dos nossos dez jogadores de campo. Proporcionando a quem viu o jogo esta certeza cada vez mais inabalável: estamos perante a melhor equipa já treinada por Rúben Amorim. Superior até à que conquistou o campeonato há três anos.

 

Os números não deixam lugar a dúvidas. Com esta vitória por 2-0 em Moreira de Cónegos, anteontem, Amorim cumpriu o oitavo desafio seguido da Liga 2023/2024 a vencer: ainda não perdeu qualquer ponto neste ano civil.

Marcámos 28 golos nas últimas seis partidas que contribuíram para a nossa classificação actual: 55 pontos. A par com o Benfica, por enquanto, mas com menos um jogo disputado. E sem esquecer que o SLB ainda terá de visitar Alvalade.

Desde a época 1975/1976 não havia uma equipa portuguesa a marcar tantos golos à 21.ª jornada. Temos melhores marcas do que tínhamos, nesta fase, na época 2020/2021, em que fomos campeões. Há três anos, 17 vitórias e 4 empates; com 42 golos marcados e 10 sofridos. Agora, 18 vitórias, um empate e duas derrotas; com 60 golos marcados e 19 sofridos.

 

Convém lembrar: o FCP foi a Moreira vencer à tangente, por 0-1 e o SLB tropeçou lá (0-0). Nós, aos 23', já tínhamos o jogo resolvido. O primeiro, marcado logo aos 3' por Morita na sequência de um canto apontado por Trincão, o melhor em campo.

Depois, houve que gerir o resultado - mas sem baixar linhas, controlando sempre as operações com o estado-maior instalado na linha do meio-campo, confiado ao capitão Morten, bem auxiliado pelo tenente Morita. Sem o sapador Viktor insistir nas missões de infiltração em terreno adversário, desta vez num estádio menos ajustado à sua acção desequilibradora. Mas cheio de adeptos leoninos que não se cansaram de incentivar e aplaudir a nossa equipa. Verdadeira equipa de todos nós.

 

É sempre assim quando o Sporting marca golos. E tem marcado em todos os jogos das competições internas na temporada em curso. E há cerca de meio século que não marcava tantos golos.

É sempre assim, quando o Sporting ganha. E há muitos anos que não ganhava tanto.

Estamos aptos a receber amanhã o Young Boys. Sem lesões: até nisto a estrelinha de Rúben voltou a reluzir. Porque não há campeão sem sorte.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Ao contrário do que ele certamente suporia, teve pouco trabalho nesta partida. Só fez a primeira defesa, aliás fácil, ao minuto 88. O único calafrio aconteceu no minuto final, após um canto, aos 90'+6.

Eduardo - Mais contido do que nas partidas anteriores, o que em nada prejudicou a nossa organização colectiva. Quando a linha defensiva avançava, ficava ele a resguardar a retaguarda. Missão cumprida.

Coates - Um pilar de estabilidade. Após um jogo em que foi poupado, tendo em atenção este intenso calendário de Fevereiro, voltou em grande forma como patrão da defesa. Cortes cirúrgicos, concentração total.

Gonçalo Inácio - Inesperadamente, foi o mais intranquilo do nosso sector mais recuado. Nem sempre acertou nos passes e teve uma perda de bola comprometedora. Mas interveio bem no segundo golo.

Geny - Já sentou Esgaio como titular da nossa ala direita. Muito mais ofensivo do que o nazareno, pôs o lateral adversário sempre em sentido durante toda a primeira parte. Só lhe faltou o golo. Mas vai tentando sempre.

Morten - Joga sempre de cabeça bem levantada, com visão panorâmica do terreno. Teve pormenores de inegável classe. Dominou o corredor central, impondo voz de comando. Vital para o equilíbrio da equipa.

Morita - Complemento ideal do dinamarquês no controlo do meio-campo. Menos subtil do que o companheiro, não hesitou em usar o corpo para travar investidas do Moreirense. E foi dele o golo inaugural.

Nuno Santos - O batalhador do costume em missão atacante. Foi tentando o golo. E esteve prestes a conseguir aos 32', num remate ao canto da baliza que o guarda-redes travou com brilhantismo.

Pedro Gonçalves - Regressado ao trio mais ofensivo, é lá que exibe os seus melhores atributos. Confirmados com o golo da tranquilidade, aos 23'. Já marcou 13 nesta epoca. E ainda mandou uma bola ao poste (47'). 

Trincão - Melhor em campo: está a ser uma das grandes figuras do Sporting. Embora sem marcar, assistiu duas vezes. Ao cobrar o canto que deu golo e ao pôr a bola bem redondinha nos pés de Pedro Gonçalves.

Gyökeres - Esforçou-se muito, num campo menos comprido do que os restantes, o que lhe condicionou alguns movimentos. Tentou o golo, desta vez sem conseguir. Mas sem nunca baixar os braços.

Matheus Reis - Em campo desde o minuto 82, substituindo Nuno Santos, já amarelado. Muito concentrado, demonstrou a sua utilidade com um corte oportuníssimo aos 90'+5.

Daniel Bragança - Substituiu Morita ao minuto 89. O nipónico estava muito fatigado, havia que refrescar o meio-campo para evitar desequilíbrios. Funcionou.

Edwards - Rendeu Pedro Gonçalves aos 89'. Entrou sobretudo para segurar a bola no tempo extra, que durou seis minutos.

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Eles, suas excelências, são coveiros! Eles, suas excelências, são todos juízes. Mas são coveiros! E ainda há quem se admire com o estado em que está a justiça neste país.»

 

Luciano Amaral: «Os benfas lá ganharam àquela equipa da treta, com o já proverbial golo "à Lima", i.e. para aí dois metros em fora-de-jogo. Uma arbitragem à portuguesa, portanto, como a do Pedro Proença no dia anterior, que deixou o jogo transformar-se numa espécie de homenagem aos 100 anos da I Guerra Mundial. Os andrades nem isso. Não fora a formação do Sporting (Quaresma e Varela), que o Sporting deixou ir no tempo do saco roto, nem sei bem o que lhes aconteceria. Espero que sejamos capazes de fazer melhor figura para o ano.»

 

Tiago Cabral: «A impunidade está a 383€ o quilo.»

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