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És a nossa Fé!

E a revelação (não verde-e-branca) da temporada é...

Prestes a chegar ao fim de uma atribulada temporada, a equipa do És a Nossa Fé votou na revelação verde-e-branca 2019-2020. E também na revelação fora do universo leonino.

Comecemos pela segunda...

 

Tem 21 anos apenas e, apesar de ter sido internacional nas camadas jovens pelo seu país, chegou a Portugal como um ilustre desconhecido. 

Rapidamente se impôs como titularíssimo na sua equipa e chega ao final da Liga com 36 jogos, 9 golos e 9 assistências. Ou seja, esteve directamente em 18 golos da sua equipa (mais de um terço dos 53 marcados). O suficiente para ser quase certa uma mudança para um clube de maior dimensão. E é um jogador para palcos imponentes. 

Mais do que os números, impressiona a velocidade e o drible, associados a visão de jogo, qualidade de passe e até de remate. É um desequilibrador nato, um jogador dificílimo de parar do meio campo para a frente. Fez coisas absolutamente mágicas ao longo da época. Percebe-se porque, no seu país, haja quem lhe chame o "Messi inglês".

 

 

Por margem confortável, Marcus Edwards, do Vitória de Guimarães, é, para a nossa equipa, a revelação da Liga 2019-20. 

Bateu uma concorrência de respeito, em que estavam os também muito talentosos jovens Trincão (Braga) e Pedro Gonçalves (Famalicão).

Nos próximos dias revelaremos quem, de leão ao peito, mais encheu o olho à equipa do És a Nossa Fé...

Os prognósticos passaram ao lado

Alguns quase acertaram na quase vitória do Sporting em Guimarães. Mas o jogo terminou empatado. Não um empate a zero, como sucedera há quatro épocas, com o experiente Jorge Jesus ao leme da nossa equipa, mas um empate a duas bolas, agora com o novato Rúben Amorim a orientar o onze leonino.

Falta de pontaria em campo de um Vietto, por exemplo, que desperdiçou duas assistências de bandeja de Jovane. Falta de pontaria deste último, também, ao cabecear à figura na sequência de um excelente cruzamento de Camacho. 

Falta de pontaria, enfim, dos nossos leitores: os prognósticos passaram ao lado. Mas daqui a poucos dias há mais.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da aposta clara e deliberada na formação. É um reiterado apelo dos adeptos: o Sporting só reencontra o melhor da sua vocação como equipa vencedora se apostar mais nos jovens que são formados na Academia de Alcochete. Foi precisamente o que aconteceu ontem, frente ao V. Guimarães. Rúben Amorim escalou um onze titular com cinco destes jovens: Luís Maximiano (21 anos), Eduardo Quaresma (18 anos), Matheus Nunes (21 anos), Rafael Camacho (20 anos) e Jovane Cabral (21 anos). E ainda fez entrar Gonzalo Plata (19 anos). Uma equipa virada para o futuro, como se exige para honrar as melhores tradições leoninas. Só isto faz a diferença. 

 

De Eduardo Quaresma. Entre os dois estreantes no campeonato nacional (o outro foi Matheus Nunes), sobressaiu este jovem, sobre quem (permitam-me a autocitação), eu já havia escrito há quase um ano, na pré-temporada 2019: «Ainda júnior, revelou alguns pormenores que atestam a sua qualidade futebolística não apenas como central mas até como lateral improvisado. Nome a reter num futuro próximo.» Assim foi, colocado na ala direita do sistema de defesa a três concebido por Amorim, dando boa conta do recado. Não se atemorizou sequer ao ter pela frente o extremo Davidson, um dos melhores elementos do plantel vitoriano. E acabou até por permanecer os 90 minutos em campo.

 

De Sporar. Temos artilheiro: já regista cinco golos. Ontem, mais dois. Aproveitando da melhor maneira duas das três oportunidades de que dispôs: a primeira aos 18', aproveitando uma fífia incrível do experiente guardião vitoriano Douglas; a segunda aos 52', dando a melhor sequência a um excelente passe de Jovane a rasgar a defesa adversária. O esloveno merece ser considerado o homem do jogo. Falta-lhe pouco para ter direito a música própria entre os adeptos.

 

De Jovane. Grande exibição do jovem ala nascido em Cabo Verde, aproveitando da melhor maneira esta oportunidade para se firmar no onze titular. Foi o elemento mais desequilibrador durante a partida, revelando excelente condição física e sem nunca perder a noção de que importa acima de tudo trabalhar para a equipa. Protagonista de lances dignos de registo aos 37', 39', 45', 52', 59' e 76' - neste, levou à exibição de um cartão vermelho ao adversário. Nem o facto de sofrer faltas sucessivas lhe travou o ímpeto. E quase marcou, aos 84', num lance bloqueado por Douglas, autor da defesa da noite em Guimarães.

 

De Camacho. Actuando um pouco mais recuado na direita, em evidente apoio à manobra defensiva da equipa na defesa a três - tanto mais que actuava na ala do estreante Eduardo Quaresma -, revelou combatividade e disciplina táctica, ajudando a fechar o corredor. Mas só quando recebeu autorização para progredir no terreno se viu melhor a sua utilidade na criação de desequilíbrios, partindo os rins a quem encontrava pela frente. Dos pés dele saíram os melhores cruzamentos leoninos, aos 84' e aos 88'. Ele próprio esteve quase a marcar aos 89'. Também parece ter agarrado a titularidade.

 

Da condição física dos jogadores. Havia os maiores receios neste capítulo, tanto mais que a equipa vinha de uma longa paragem competitiva, após quase três meses sem jogos - uma paragem duas vezes mais longa do que o habitual defeso do Verão. Mas neste capítulo o teste não podia ser mais positivo, tanto entre os veteranos (Mathieu, com 36 anos, actuou 90 minutos em missão de contínuo desgaste, cabendo-lhe a ala esquerda da defesa a três) como entre os mais jovens. Ao ponto de Amorim não ter sequer esgotado as substituições: limitou-se a trocar Matheus Nunes (já amarelado) por Idrissa Doumbia, aos 66', e o apagado Vietto por Plata, aos 73'.

 

Da qualidade do jogo. Foi até agora, de longe, a partida mais intensa e bem disputada desde o recomeço deste insólito campeonato, cuja "25.ª jornada" se vai desenrolando em dias consecutivos, ao ritmo de duas partidas diárias. Num estádio sem público, com quase todos os elementos da equipa técnica com máscaras (incluindo Amorim) e os adeptos deixados do lado de fora, acompanhando certamente o jogo através dos dispositivos tecnológicos. A qualidade do futebol praticado não se ressentiu desta estranha circunstância ainda em tempo de pandemia.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora onze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses onze tenham sido ao serviço do Braga.

 

 

Não gostei
 
 

Do resultado. Empatámos 2-2 em Guimarães. Bem sei que no mesmo estádio em que havíamos perdido 0-3 na temporada 2014/2015, com uma equipa onde se integravam seis futuros campeões da Europa (Rui Patrício, Cédric, William, Adrien, João Mário e Nani). Mesmo com essa memória ainda fresca, foi frustrante vermos o Sporting colocar-se por duas vezes em vantagem e não saber aproveitá-la ou mesmo ampliá-la no momento próprio. Bastaria que Douglas não tivesse defendido com tanta competência o remate à queima de Jovane. Ou que Mathieu tivesse dado a melhor sequência aos dois livres directos que apontou. 

 

De Vietto.  O elemento mais apagado do nosso onze. Pareceu quase sempre alheado do jogo, com índices de concentração muito reduzidos. Precipitou-se aos 27', rematando por cima, quando tinha todas as condições para dar a melhor sequência a esse lance ofensivo. Desperdiçou duas ocasiões de golo oferecidas por Jovane, aos 39' e aos 45'. Acabou por dar lugar a Plata - uma substituição que pareceu só ter pecado por tardia.

 

Da falta de intensidade inicial.  Demorámos meia hora a sacudir a pressão vitoriana, que impedia a progressão da nossa equipa logo a partir da primeira fase de construção. Amorim quer que os jogadores saiam de trás sempre com a bola dominada, sem chutões para a frente. Um bom princípio mas que pode desmoronar-se ao enfrentar um muro de adversários, como ontem sucedeu. Foi numa destas constantes trocas de bola entre a defesa e o guarda-redes, quando já vencíamos por 1-0, que nasceu um deslize fatal: jogando mal com os pés, Max acabou por colocá-la num adversário em zona proibida, logo aproveitando o Vitória para empatar.

 

Do segundo golo sofrido.  Se o primeiro resultou de um erro individual, desculpável num jovem guardião em início de carreira, o segundo ocorre na sequência de uma tremideira colectiva da nossa defesa, numa confusão de protagonistas à molhada, sem que ninguém soubesse ou conseguisse atirar a bola, de qualquer maneira, dali para fora. Acabou por sobrar para Edwards, que não perdoou, fuzilando a nossa baliza. Naquele lance víamos a nossa vantagem por 2-1 atirada borda fora. E mais dois pontos a voar. O facto de o FC Porto ter perdido três na deslocação a Famalicão e o Benfica ter perdido dois em casa frente ao modesto Tondela não pode servir de circunstância atenuante. 

 

De termos desperdiçado a vantagem numérica. Jogámos os últimos 20 minutos com mais um jogador. Mas a exibição não esteve em linha com a aritmética: nesse período abusámos das trocas de bola em vez de visarmos a baliza contrária em ritmo incessante.

 

Da ausência de público. Futebol sem assistência ao vivo não chega a ser espectáculo. Não se entende nem se aceita como é que as bancadas dos estádios, ao ar livre, continuam sem espectadores nesta fase de "desconfinamento" do País. Quando já cinemas, teatros, salas de concertos, restaurantes e centros comerciais estão de portas abertas.

Esperança reforçada

Encheram-me a alma sportinguista e os olhos, o emblema do leão a cintilar e as listas verdes e brancas a brilhar. Um reforçado orgulho leonino que cedo transformou o estádio vazio numa enchente das antigas.

Podemos sorrir. Hoje e, seguramente, amanhã. É a minha convicção. Podemos esperar por vitórias. Muitas. Podemos, sobretudo, acreditar que vamos reconciliar-nos com a nossa equipa. No sentido em que vamos deixar de esperar dela o que ela não nos pode dar; porque dela receberemos o que ela nos pode e poderá dar. E isso é muito. Proporcional à dimensão dos talentos que temos na equipa e na academia é imenso. Estamos cheios de talento. Temos futuro.

Rúben Amorim é bom treinador e é um líder. Os jogadores gostam dele. Foi com ele, finalmente, que as palavras passaram aos actos e jogámos com as pérolas. Com os nossos verdadeiros activos. E eles, tal como o emblema leonino e as listas verdes e brancas, brilharam no Minho. 

Em crescendo (porque assim vamos ver a nossa equipa) alinharam ontem em Guimarães: Eduardo Quaresma (18), Gonzalo Plata (19), Rafael Camacho (20), Matheus Nunes (21), Jovane Cabral (21), Max (21). Seis craques. Mais de metade de um onze!

Se isto não dá razão para esperança, não sei o que dará. 

Acredito que Rúben Amorim vai formar uma grande equipa porque saberá potenciar o nosso DNA que, vimos ontem, está vivo e faz viver!

É a dar apoio a essa crença que dedicarei o meu sportinguismo. Quando houver eleições farei o meu juízo. Até lá não lutarei para que haja um sufrágio antecipado.

Antecipar, hoje, prefiro antecipar as vitórias.

Amanhã à noite em Guimarães

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A última vez que fiz um post assim foi há quase três meses, em 7/3/2020. O Sporting acabou por ganhar por 2-0 contra o Desp. Aves no primeiro jogo de Rúben Amorim à frente da equipa.

Foi um jogo estranho, muito marcado pelo ferrolho legitimamente montado pelo adversário devido à desvantagem numérica com que se confrontou bem cedo na partida, mas também por uma nova forma de jogar a que os jogadores se tentaram adaptar da melhor forma, nem sempre conseguindo, com a equipa disposta num 3-4-3 que exige grande disciplina táctica e inteligência de jogo dos executantes. 

Um modelo de jogo nas antípodas daquele outro com que derrotámos o Guimarães na 1ª volta por 3-1, numa partida que podia ter acabado por 4-4 ou algo assim, marcada pela anarquia táctica, desorganização defensiva e transições perdidas porque uns ficavam estáticos a ver o que o outro ia fazer sem lhe oferecer linhas de passe.

Passados três meses, com um confinamento e uma readaptação competitiva pelo meio, vamos com certeza ver uma equipa mais de acordo com as ideias de Rúben Amorim. Não são ainda conhecidos os convocados, mas prevê-se que, na ausência de Renan, LP29 e Wendel, sejam mais ou menos os seguintes:

 

Guarda-redes: Maximiano e Diogo Sousa.

Defesas Centrais: Coates, Mathieu, Neto e Ilori (ou Quaresma ?)

Alas: Rosier, Ristovski, Acuña e Borja

Médios Centro: Battaglia, Francisco Geraldes, Doumbia e Eduardo (ou Matheus Nunes ?).

Avançados: Camacho, Jovane ,Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

 

Sendo assim, prevejo que Amorim apresente um onze muito próximo daquele de há três meses, com Battaglia a assumir-se como o patrão da equipa no miolo. A grande incógnita será quem vai substituir Wendel, ou seja, quem vai estar próximo de Battaglia para "esticar o jogo" pelo centro do terreno. Eduardo, Doumbia, Geraldes ou Matheus Nunes? Gostava de ver este último. 

A guarda-redes, Max. Pena o que aconteceu com Renan, o Sporting deve-lhe duas taças.

Na defesa, não havendo lesões, dúvidas também não há, estamos bem servidos.

Na frente Vietto aparentemente tem lugar cativo e pode ser que jogando próximo de Acuña se consiga montar na esquerda uma dupla bem mecanizada, potencialmente o ponto mais forte desta equipa.

Do outro lado Plata, um jogador versátil com imenso potencial, difícil de marcar, tem mesmo de jogar. Mais atrás Rosier ou Ristovski? Eu penso que ainda não vimos o verdadeiro Rosier. 

No centro, inevitavelmente Sporar. Alternativa: Pedro Mendes?

Fica então aqui o meu onze,

Max; Neto, Coates e Mathieu; Rosier, Battaglia, Matheus Nunes e Acuña; Plata, Sporar e Vietto.

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite, em Guimarães, o Sporting vai entrar em campo para vencer e assim manter-se na corrida com o Braga pelo 3.º lugar. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze? 

SL

Prognósticos antes do jogo

Vai (re)começar o mais estranho campeonato nacional de futebol das nossas vidas. Numa inédita e insólita "terceira volta" que algumas boas almas apelidam de "nova normalidade" mas que é tudo menos normal.

Um campeonato que esteve parado quase três meses, que tenta mudar as regras da competição a meio como se isso não atentasse contra a elementar ética desportiva. Com uma equipa açoriana a jogar voluntariamente muito longe de casa, transformando numa farsa o discurso contra a macrocefalia lisboeta. Com a perspectiva inicial de se disputar "no menor número possível de estádios", que começaram por ser apenas nove mas que afinal serão dezassete - tudo e o seu contrário sempre a pretexto do novo coronavírus.

Um futebol que assume o divórcio compulsivo entre jogadores e público, embora ainda lhe chamem espectáculo, apesar de proibirem sócios e adeptos de frequentar as bancadas dos seus estádios, enquanto se permite que a malta acorra ao Campo Pequeno para aplaudir o humorista Bruno Nogueira, com a complacente presença do primeiro-ministro. 

Mas não era de nada disto que vos queria falar. Vim aqui só para retomar a ronda dos prognósticos, interrompida na segunda semana de Março. Pedindo-vos vaticínios para o V. Guimarães-Sporting, que se joga amanhã, à porta fechada, a partir das 21.15.

E agora como vai ser?

Três jogadores do Vitória de Guimarães infectados com Covid-19. A três semanas do recomeço daquilo a que alguns ainda ousam apelidar de "campeonato". Num modelo que fere elementares regras de equidade da competição, dando a umas equipas a garantia antecipada de jogarem em casa enquanto outras sabem de antemão que só farão jogos fora.

Há quatro dias, a propósito desta pandemia que abala o mundo, interrogava-me aqui: «Na Alemanha surgiram agora dez jogadores infectados com o coronavírus. O que vai suceder se o mesmo acontecer cá?»

Não tardaremos a saber a resposta.

O que é ser Vitória?

Não sei, mas espero que não seja nada disto:

- pioneiros a expulsar uma rádio que fazia um relato desportivo no seu estádio (ver aqui);

- pioneiros a invadir o centro de treinos do clube e agredir jogadores (ver aqui);

- ter um presidente da Assembleia Geral que recomenda uma ida ao psiquiatra ao jogador que, com “tomates de betão”, fez frente a insultos racistas proferidos por alguns energúmenos da claque deste clube!

 

Por se ter passado no Estádio D. Afonso Henriques, nome – obviamente - alheio a tudo isto, deixo um conto de Alexandre Herculano para esta gente ler: O Bispo Negro.

 

Ao jogador, todo o nosso apoio!

Os melhores prognósticos

Retomámos as vitórias em casa para o campeonato, mais de dois anos depois. E em boa hora isso aconteceu, contra uma equipa que se encontrava à nossa frente na tabela classificativa e foi ultrapassada pelo Sporting.

A pontaria esteve também acertada aqui no blogue, onde não faltou quem previsse o 3-1 final. Aconteceu com três comentadores: Horst Neumann, Leão de Queluz e Leão do Fundão.

Aplicado o critério de desempate, a vitória final nesta ronda cabe a um duo: Horst Neumann e Leão do Fundão. Ambos mencionaram Acuña como marcador de um dos golos. E assim foi.

Match Point (parte 2)

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E o Mr. Murphy tirou folga. Mesmo com grande dificuldade e baixa nota artística, a bola... passou a rede.

Posto isto e esquecendo o "casual outsider", o Famalicão, estamos na posição da época passada, atrás dos rivais e à frente dos candidatos ao 3.º posto. Na Liga Europa também, em 2.º lugar no grupo, com grandes hipóteses de passar à fase seguinte, mas a Taça de Portugal já foi e a Taça da Liga está no ir também.

Fazendo um balanço aos reforços da era Varandas/H.Viana, o único que se tem revelado de classe superior chama-se Vietto. Depois vêm uns utilitários a roçar a mediania: Rosier, Doumbia, Quaresma, Borja, Bolasie, Neto, Luiz Phellype, uma jovem promessa que precisa de enquadramento táctico, Plata,  um ex-craque em recuperação (Jesé) e alguns casos enigmáticos: Ilori, Camacho e Fernando, que convinha alguém explicar. Com as saídas de Gudelj, Bas Dost e Raphinha e com tão pouca quantidade de qualidade, torna-se complicado competir com Benfica e Porto. Estamos bem mais perto de Guimarães e Braga no que ao plantel diz respeito.

Silas está a fazer pela vida, a equipa está lentamente a melhorar a sua produção, mas parece-me que é a equipa técnica (incluindo o "team manager") mais fraca que o Sporting tem desde há muito tempo (não contando com os treinadores transitórios, considerando apenas Keizer, Peseiro, Jesus, Marco Silva, Leonardo Jardim, Jesualdo Ferreira) e que ainda se deu ao luxo de dispensar os serviços do treinador de guarda-redes mais qualificado da Liga, Nelson Pereira, com resultados (negativos) já visíveis em Renan. Foi sem dúvida uma jogada de alto risco do presidente.

Agora vamos ter três jogos consecutivos fora de casa com equipas menores que poderão consolidar a melhoria da qualidade de jogo desta equipa, e possibilitar-lhe outra capacidade e ambição.

Sobre o mercado de inverno, se calhar começar por manter Acuña e Wendel e exportar Hugo Viana para um mercado a seu gosto não era mal pensado.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da importante vitória conseguida em Alvalade frente ao V. Guimarães. A equipa minhota, que dias atrás fizera tremer o Arsenal em Londres, mostrou-se bem organizada no relvado leonino e chegou a dominar a partida durante parte do primeiro tempo, mas o Sporting impôs-se com uma vitória por 3-1 que não merece contestação. Com golos de Jesé (que foi titular e se estreou a marcar aos 29'), Acuña (aos 32', também em estreia como goleador nesta Liga) e Coates (aos 74'). Pormenor a assinalar: não ganhávamos desde 18 de Agosto no nosso estádio para competições de âmbito nacional.

 

Da exibição. Este foi, quanto a mim, o jogo em que o Sporting se mostrou mais organizado, seguro, compacto e confiante de todos quantos já disputámos na temporada 2019/2020. O primeiro jogo em que se nota claramente a influência de Silas, que venceu quatro das cinco partidas cumpridas sob o seu comando desde que chegou para substituir Leonel Pontes. Desta vez deixou de fora Wendel, apostando em Eduardo, e optou por Jesé como titular em vez de Luiz Phellype, que só entrou aos 73'. A organização defensiva funcionou e a transição ofensiva, com contra-ataques acutilantes, também produziu frutos. Pormenor a destacar: foi também o primeiro jogo em Alvalade, nesta época, em que conseguimos marcar três golos.

 

Da subida na classificação. Mercê da derrota do Famalicão, que liderava o campeonato desde a quarta jornada, reduzimos a distância para o duo da frente - Benfica e FC Porto, que levam mais sete pontos. E subimos ao quarto posto, ultrapassando precisamente o V. Guimarães e também o Tondela. Todos os triunfos são bem-vindos - e, nestes tempos turbulentos, ainda mais importantes se tornam.

 

De Mathieu. Foi, para mim, o melhor em campo. Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos. Contabilizei acções defensivas que travaram os atacantes adversários aos 14' (dois), 35', 40', 56', 63' (dois), 76', 84' e 90'+4. Fez um soberbo passe em profundidade para Bruno Fernandes aos 16'. E é dos pés dele que começa a jogada que culmina no nosso primeiro golo.

 

De Coates. Funcionou como complemento perfeito do internacional francês: juntos, voltaram a formar uma barreira de centrais quase intransponível (excepto no lance do golo vitoriano, aos 67'). Protagonizou cortes aos 8', 70', 85', 87' e 90'+5. E ainda foi à frente, marcar o nosso terceiro - que tranquilizou enfim os sportinguistas.

 

De Vietto. Estará encontrado o futuro substituto de Bruno Fernandes no onze titular leonino? É a impressão que o criativo argentino tem dado, de jogo para jogo. Desta vez voltou a destacar-se com uma exibição digna de todos os elogios. Basta dizer que os dois golos iniciais do Sporting são construídos por ele - no primeiro a servir Jesé com um soberbo passe de ruptura, o segundo ao introduzir-se na área com a bola dominada e colocando-a em Acuña, que não se fez rogado.

 

De Acuña. O internacional argentino começou a lateral e subiu no terreno com a entrada de Borja, a partir do minuto 68. Em qualquer das posições revelou-se incansável. Marcou o nosso segundo golo, com um primoroso recorte técnico, metendo-a ao primeiro poste. E foi ele a apontar o livre de que resultou o nosso terceiro. Muito combativo, nunca dá uma bola como perdida e jamais desiste dum confronto individual. A intensidade que coloca em cada lance constitui um excelente exemplo para todos os colegas. Se todos fossem como ele, estaríamos bem mais colocados na tabela classificativa.

 

Da aposta de Silas em Rodrigo Fernandes. Aos 88', já com o resultado em 3-1, o treinador mandou sair Eduardo Henrique e fez entrar o jovem internacional júnior, que deu os primeiros passos no futebol em Alcochete. Aos 18 anos, Rodrigo estreou-se assim na equipa principal, sob os aplausos e o forte incentivo de colegas e adeptos. Este é, sem dúvida, o bom caminho.

 

Do jogo. Partida bem disputada, com velocidade e técnica, doses elevadas de emoção e incerteza quase até ao apito final. Estes são os melhores ingredientes do futebol. E é melhor ainda quando o Sporting ganha, como agora sucedeu.

 

 

Não gostei

 
 

Uma vez mais, do horário. Num domingo em que jogaram as três maiores equipas portuguesas, facto cada vez mais raro, coube-nos novamente a fava: o Tondela-Benfica disputou-se às 15 horas, o FC Porto-Famalicão começou às 17.30 e este Sporting-V. Guimarães só teve início às 20 horas. Isto contribuiu para haver só 28.135 espectadores em Alvalade. Hoje é dia de trabalho e sobretudo para quem mora longe de Lisboa estas deslocações tardias tornam-se inviáveis para milhares de adeptos.

 

De Idrissa Doumbia. O jovem marfinense revelou-se o elemento mais fraco do meio-campo, com claras dificuldades posicionais e uma confrangedora incapacidade de construir jogo. Pior ainda: destacou-se pela negativa, com vários passes errados em zonas comprometedoras, por exemplo aos 26', 34' e 43'. Melhorou um pouco no segundo tempo mas continua a fazer muito pouco por merecer a titularidade.

 

Dos assobios a Renan. Mesmo a ganharmos 2-0, resultado que se registava ao intervalo, houve no estádio quem xingasse o guarda-redes por alegada demora em colocar a bola em jogo. Acontece que na maior parte dos casos estes protestos são injustos: o problema não está em Renan, mas nos colegas que tardam em posicionar-se no centro do terreno, dificultando a construção do processo ofensivo com a bola controlada a partir de trás.

 

Dos imbecis no topo sul. Apesar de se ter registado mais uma vitória do Sporting, os deserdados da Juventude Leonina, saudosos de tempos que já não voltam, mandaram pelo menos uma tocha incendiária para o relvado, além de insistirem em exibir lencinhos brancos e gritar impropérios ao presidente Frederico Varandas ainda antes do fim do jogo. Receberam o troco que mereciam: uma vaia imensa de quase todo o estádio. Há um divórcio cada vez maior entre os adeptos e as claques. Não custa vaticinar quem sairá a perder.

 

Da música ensurdecedora. Algo quase tão estúpido como os gritinhos injuriosos das claques é a decisão da Direcção leonina de aumentar os decibéis do hino do Sporting até níveis ensurdecedores - e passíveis de sanções legais - na tentativa de "amortecer" os protestos. Isto não é prova de força, mas de fraqueza. E totalmente desnecessária. Porque para calar os energúmenos do topo sul, como voltou a ficar evidente, bastam os sonoros assobios dos sócios que se concentram no resto do estádio.

Match Point

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São por demais conhecidas as dificuldades por que passa o nosso grande Sporting Clube de Portugal, com uma Direcção legitimamente eleita acossada por uma "formação espontânea" de brunistas, ricciardistas e claquistas, todos a aproveitarem um momento negro do futebol profissional (causado por uma incompetente e autista preparação da temporada e improvisão absoluta no que se seguiu) e a congeminar uma geringonça que faria o albergue espanhol de Godinho Lopes corar de vergonha. 

Estão então criadas todas as condições para que a visita do Vitória de Guimarães amanhã a Alvalade nos faça recordar o famoso filme de Woody Allen. 

E a primeira pessoa que sabe isso mesmo é Silas. As grandes ideias e ilusões cederam lugar à triste realidade das exibições deprimentes e da eliminação na competição que há pouco tínhamos ganho, o "risco na construção", a "posse da bola para controlar o jogo", o é "o futebol em que acredito e o que gostava de jogar", ao mais pragmático "não tenho tempo para treinar" e o "este jogo vai ser muito complicado".  

Sendo assim, o resultado de amanhã vai ser tremendamente importante para o resto da temporada. Irei lá estar, como mais 30 e tal mil, a torcer pela vitória do Sporting seja com o pé seja com o rabo.

A minha fé no Bruno (no Fernandes) e o prevísivel cansaço do opositor depois dum grande jogo no Emirates levam-me a acreditar que vamos passar o difícil obstáculo e que vamos (todos) poder ganhar alguma tranquilidade e confiança para o que se segue.

Vamos ver e depois falamos...

 

PS: E espero que o Mr. Murphy meta férias:

"THE TOP OF A TENNIS NET WILL ATTRACT THE BALL TOWARDS ITSELF.

This is the only explanation for a ball that meets the net that would otherwise sail over it. All the laws of motion indicate that the ball should reach the other court but the law of attraction between the net and the ball has the final word!"

SL

O Vitória Sport Porno

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Eu não sou moralista. Nem fui. Vive e deixa viver, o primado do livre-arbítrio, sob a tutela da lei, ainda que esta matizada pelo bom senso. E nisso ainda mais no que toca ao domínio do pessoal, das questões íntimas. E a pornografia, e a relacionada mas diferenciada prostituição, são áreas preferenciais nesse matizar. Eu não pago para foder, nunca o fiz, nestes meus 55 anos. Andei por cabarets, quantas vezes bordéis, muitos, nas noites austrais. Fiz amigas, paguei copos. Até financiei a reforma de uma amiga, proporcionando-lhe o sonho de se estabelecer como patroa de "barraca", vender copos e galinha na noite. E outras coisas, "que fazes tu aqui, princesa?" resmungo já com a sensibilidade etilizada diante da Fatinha, vinda do Norte. Está ali perdida, dou-lhe o dinheiro para regressar à origem, onde a conhecera, então resplandecente, mas agora ali ao engano. Encontro-a depois, afinal ficou, nada comigo, eu apenas dera o dinheiro, o critério foi o dela. Mas é uma pena, pois a pobreza extrema, material e/ou de expectativas, não é o forno do livre-arbítrio, como querem, aldrabões, os hipócritas. Eu gosto de pessoas - eu não gosto de comentadores anónimos, mas gosto de pessoas -, e quando mulheres muito mais ainda. Fui boémio. E na noite, fora dos sítios finos da burguesia lisboeta, a vida vai como vai.

E o porno? Em Portugal? Não, apenas uma vez que me lembre, um tal de D. Fradique, espelunca ali à Sé de Lisboa visitada numa despedida de solteiro. Quinze tipos impulsionados por uma patética tradição, ainda quase vigente nos inícios dos 1990s. Quando começou o show erótico, sexo lésbico ao vivo, aquilo tornou-se demais, escorropichámos os uísques e "vamos onde?". E Plateau connosco, ainda que keke, pois era dia de semana, tarde, e íamos dançar, e a onda não era o nosso Tokyo (ou Jamaica) e o Kremlin era tantantantan em demasia. Porno? Sim, desde novo, ali aos 14 anos no Olympia, eu e o Raul fomos lá com o Fanã, mais velho, esse nos seus já 17, belo pé esquerdo, bom jogador da bola aqui no Maracangalha da rua, sempre o primeiro a ser escolhido, conhecido pelo "Fuça, fuça e não se cansa", glosando o anúncio do Optilon, fecho-éclair, que o rapaz levava tudo à frente no seu driblar e depois era só dar ao gajo que estava à mama, para este marcar. Lá nos levou, aos putos, ao tal Olympia, para vermos um porno, afinal só "lite", como vim a saber depois, umas mamas à vista e pouco mais. No ano seguinte lá voltámos, o mesmo plantel, mas já para ver um "hard", cricas e pilas, estas gigantescas - porra, como é possível?, instrumentos daqueles? Um tempo depois, ainda adolescente, entristecido a olhar para a pobre oferta que Deus  ou o azar genético me concedera, li a biografia de Hemingway, de Carlos Baker: o Fitzgerald com o mesmo problema que eu - e não vira filmes porno, presumo - a perguntar ao biografado sobre o palmo que lhe faltava, preocupado, e o arquétipo do escritor-rústico a dizer-lhe "vai ao Louvre ver os gregos e deixa-te de coisas". Eu fui, não ao Louvre mas aos livros. E era verdade, os sacanas dos gregos, que se enrabavam uns aos outros - pelo menos os filósofos e escritores - não apareciam lá muito dotados. Sosseguei. E segui a vida. Talvez desiludindo algumas senhoras mas quem faz o que pode a mais não é obrigado. Depois, nos meus 40s, apareceu aquilo da internet, que eu passara incólume a cena dos videoclubes - que quereis, o porno desinspirava-me a juventude - e fui ver a pornografia de agora. É como antes, as tipas mamalhudas (francamente, a velha página 3 não é o meu anseio), proto-varizes à mostra, os gajos de pilas monstruosas, uma canseira. Vi isso, as garotas umas com as outras, línguas linguarudas, os gajos uns com os outros - não me digam fóbico mas esteticamente aquilo é terrível, deus nosso senhor os tenha na sua santa guarda ... Não me lixem, chamem-me o que quiserem, mas neste meu estertor cinquentão (e até antes) dá-me mais alento uma foto a preto-e-branco da Katharine Hepburn, um laivo de memória da Lange, um sorriso da Bassett, ou, e muito mais, um mero meneio da vizinha cinquentona, do que meia hora de truca-truca (meia hora?, era o que faltava) num qualquer ecrã. Esta verborreia é só para resmungar, eu não consumo dessa tralha mas se gostais será convosco, desde que não seja eu obrigado a assistir. E não sou. Cada um como cada qual, e se há quem se anime, porque não? Desde que, claro, e já agora, se perceba que há coisas que não são para ser vistas. Não pelo que mostram mas pela forma como os participantes são induzidos ou forçados.

Mas agora esta célebre Mia Khalifa é algo diferente. De repente soube da sua existência, figura pública, a cicciolina d'hoje em dia. Googlei. Nada de especial na rapariga. Muito afã nos filmes, é certo. Mas nada de peculiar no físico. Eu não me vou pôr a fazer um ensaio semiológico mas o que a tornou uma estrela não foi a sua gulodice vaginal ou a capacidade gargarejadora. É ser Mia ... Khalifa. Funcionou como catarse no mercado americano. Os espectadores a ver foder, enrabar, a árabe Khalifa, a fazê-la chupar. "Éh tu, árabe, taliban, fodemos a tua filha!", foi esse o segredo para catapultar a curta carreira fílmica da actriz. Sim, ela não é árabe, nem sequer islâmica. Mas funcionou no (sub)consciente espectador como tal ...  A rapariga retirou-se, e é bom, haverá melhor forma de ganhar a vida do que se fazer filmar a fazer sexo. E mais do que tudo o retirar-se mostra autonomia, ela podia sair daquilo - o que não é a regra universal no mundo porno e ainda menos no da prostituição, já agora, e sempre convém lembrar isto para matizar a suspensão dos juízos críticos. A rapariga quis sair, saiu. E ganha dinheiro, como sei lá, mas vai aparecendo por aí afora. Maravilhoso mercado global, magnífico "marketing"! Tudo bem, vive e deixa viver, repito.

Mas, caramba, por razões lá do seu "métier", ofício actual, seja lá qual for, veio resmungar contra o Arsenal de Londres. E lá em Guimarães entusiasmam-se, tornam-na uma do plantel, dão-lhe visibilidade, imprimem-lhe camisola e tudo ... O que é isto? Que javardice é esta? O mundo da bola acabou nisto? Os vimaranenses são só isto, um miserável filme porno, um paupérrimo bordel? É isso a cidade? E, mais do que tudo, é isso uma "instituição de utilidade pública"?

 

Os melhores prognósticos

Não me lembro de haver tantos prognósticos certos numa jornada só. Ainda bem: é um excelente sinal. Desde logo de confiança no mérito da nossa equipa.

Aqui fica a menção a todos quantos acertaram no resultado do Sporting-V. Guimarães: Fernando Albuquerque, Fernando Luís, Frederico, João Santos, Pedro Batista, Ricardo Roque e Verde Protector

Quase todos acertaram também no nome de pelo menos um marcador, ficando apenas excluídos Fernando Albuquerque, Frederico e Ricardo Roque. Mas todos estão de parabéns.

Todos ao Jamor

Mais uma vitória do Sporting, que foi apenas por 2-0 porque entre bolas nos ferros, bolas a rondar os ferros e boas defesas do GR se perderam mais meia dúzia de golos. Para aí uns 6-1 estariam bem para o que foi o jogo.

Mais uma boa exibição colectiva, futebol simples, prático e eficaz, a defender e a atacar, com vários jogadores a fazer coisas nunca vistas em Alvalade, Renan a colocar bola com precisão à distância, Doumbia a fazer de grande trinco, LP9 a desviar magistralmente de cabeça, Raphinha a dar cabo daquilo tudo. Mesmo o "pé-frio" Diaby teve o mérito de estar no sítio certo para falhar da melhor forma.

Mais 3 pontos de vantagem para o Braga, consolidando o 3º lugar.

Esta equipa do Sporting começa a demonstrar o tal ADN de campeão que o Futsal, o Andebol e outras modalidades já conseguiram atingir, grandíssima vitória a do Futsal só possível pela aposta continuada na modalidade, reforço criterioso do plantel e estabilidade da estrutura técnica, será isso que Frederico Varandas terá de fazer também no futebol, mantendo a estrutura técnica, os principais jogadores e ir buscar mais alguns que façam também a diferença, obviamente não esquecendo o estado problemático das finanças da SAD e as naturais ambições dum ou doutro craque.

Segue-se o Belenenses no Jamor, vamos lá todos apoiar a equipa na sua caminhada para a entrada directa na Liga Europa e para o regresso vitorioso àquele palco na final da Taça.

Para fazer esquecer de vez a vergonha que foi aquele dia em que uma equipa assaltada e fragilizada teve que levar não apenas com o adversário, mas também com a sombra negra dum alucinado a intrigalhar de véspera desde o sofá e com o comportamento miserável das claques, acabando insultada por alguma escumalha oriunda dessa área nas escadarias do estádio.

Sendo assim,

Todos ao Jamor. Em dose dupla.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

De ver concretizada a vingança. Na primeira volta, perdemos por 0-1 em Guimarães e fomos totalmente dominados pela equipa minhota. Nada disso se repetiu no jogo de ontem, em Alvalade: indiscutível superioridade leonina, materializada em dois golos sem resposta. E os nossos jogadores ficaram a dever-nos mais meia dúzia de golos, em parte devido às boas defesas do guardião Miguel Silva, em parte pelo facto de as bolas terem embatido quatro vezes nos ferros da baliza.

 

De termos somado a nona vitória consecutiva. Oito jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somado ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer acaba de igualar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Raphinha. Claramente o melhor em campo na partida de ontem. Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.

 

De Luiz Phellype. Começa a ser difícil adjectivar o desempenho do brasileiro, que marcou o sexto golo em cinco jogos consecutivos no campeonato. Igualando assim as marcas de Jardel, Slimani e Bas Dost. Ontem foi dele o nosso segundo, correspondendo da melhor maneira a um centro de Raphinha, com um desvio subtil na grande área vimaranense, à ponta-de-lança clássico. Aos 32', de cabeça, ia marcando também: a bola embateu no poste.

 

De Idrissa Doumbia. Desta vez foi titular, no lugar de Gudelj, ausente por acumulação de cartões. E revelou-se bem superior ao sérvio: competente como médio defensivo, não se confinou ao jogo posicional, arriscando várias incursões ofensivas, confiante e com bom domínio da bola. Vai caminhando a passos largos para se assumir como titular da posição 6 no Sporting.

 

De Renan. É dos pés dele, num passe longo muito bem medido para Raphinha, na ala direita, que começa a ser construído o nosso segundo golo. Esta reposição de bola, que se revelou decisiva, é certamente resultado de muitas horas de treino. Mérito da equipa técnica, naturalmente. E também do guarda-redes brasileiro, cada vez mais firme como titular da baliza do Sporting.

 

De terminar mais um jogo sem qualquer golo sofrido. Desde 3 de Março, dia em que disputámos a 24.ª jornada, frente ao Portimonense, mantemos a nossa baliza inviolada nos jogos realizados no estádio José Alvalade.

 

De ter visto escapar aos cartões os nossos jogadores que se encontram em risco. Ristovski, Coates, Acuña e Bruno Fernandes vão poder disputar o próximo jogo. Nenhum deles foi alvo de sanção disciplinar. 

 

De ver as bancadas quase repletas. Ontem registou-se a terceira maior afluência de espectadores ao nosso estádio nesta temporada, com 44.107 pessoas nas bancadas. Mais uma péssima notícia para o que resta da tribo carvalhista, que desde Setembro adoptava como lema a frase "quanto pior, melhor."

 

De retomar a esperança, embora ténue, de subirmos ao segundo posto. Beneficiando do empate do FC Porto em Vila do Conde, recuperámos dois pontos à equipa portista. Se vencermos no Dragão e o onze treinado por Sérgio Conceição sofrer nova derrota, ascendemos a um lugar que nos dá acesso à Liga dos Campeões. É difícil, mas não impossível. Quem diria, no início da época?

 

 

 

Não gostei

 
 

Do primeiro quarto de hora. Claro predomínio vimaranense neste período da partida, com a equipa visitante a instalar-se sem cerimónia no meio-campo leonino. Não foi fácil sacudir esta pressão.

 

Dos golos desperdiçadosSó na primeira parte, levámos quatro vezes a bola a bater nos ferros: Raphinha aos 18', Bruno Fernandes aos 20', Luiz Phellype aos 32' e aos 45'+1. Raphinha podia ter marcado aos 58', Bruno Fernandes ameaçou fazê-lo aos 45'+3, aos 50' e aos 60'. Mathieu marcou superiormente um livre aos 30' que levava selo de golo e foi defendido in extremis, em voo, por Miguel Silva. Soube a pouco.

 

De DiabyMarcel Keizer continua a apostar nele como titular, mas o maliano teima em não corresponder à confiança do treinador, mantendo uma relação problemática com a baliza. Desta vez desperdiçou dois golos apesar de ter sido muito bem servido por Bruno Fernandes aos 16' e aos 35'. Foi claramente o elemento mais fraco da nossa equipa.

 

Do árbitro Rui Costa. Aos 38', fez vista grossa a uma evidente falta de Acuña, quase em cima da linha da nossa grande área e da qual devia ter resultado um livre directo contra o Sporting. Confirma-se a sua falta de competência para arbitrar jogos do primeiro escalão no futebol português.

Não havia necessidade

 Rui Costa é um péssimo árbitro, creio que ninguém que lê estas linhas terá dúvidas disso, portanto a culpa de Rui Costa continuar a apitar jogos de futebol não é dele, é de quem o deixa continuar de apito em riste.

Posto este considerando, a 90 metros eu vi que houve falta de Acuña sobre um vimaranense. Confesso que àquela distância não posso afiançar que foi fora da área (não sendo agarrão, a falta deve ser marcada onde começa), mas pareceu-me e parece que o meu olho de lince não me enganou. Acresce dizer que o VAR não pode actuar aqui e uma vez que depois deste lance a bola foi recuperada pelo Guimarães e depois perdida para o Sporting, o golo, do ponto de vista do VAR é, como diria o outro, limpinho, limpinho.

Do que eu acho que não havia necessidade, era da reacção dos elementos do banco do Guimarães e até dos jogadores, tão mansinhos uns e outros com outros emblemas. Em bom francês, a diferença entre refilar por lhe meterem um dedo no sim senhor e se deliciar com o braço todo no dito cujo, if you know what I mean...

Também não havia necessidade de nos fazer sofrer quinze minutos no início do jogo, para depois fazer durante quarenta e cinco minutos uma exibição muito consistente, talvez a melhor da época, podendo até ter acontecido uma goleada das antigas, se têm entrado as três ou quatro para golo que o GR do Vitória negou aos nossos rapazes e se a baliza sul tivesse só mais um bocadinho assim de largura e altura e já lá não batiam com estrondo quatro bolas (antigamente a bola teria lá batido quatro vezes, mas agora há mais bolas que jogadores, de modo que é mais correcto dizer que foram quatro bolas... adiante!) que seriam outros tantos golos. Marcaram dois, o primeiro de Raphinha muito bom e o segundo, de P...Filipe, pleno de oportunidade, numa jogada que começou em Renan, passou por Raphinha e este serviu com "açucar" para o compatriota fazer um belo golo, também.

Depois alguém se lembrou que o Porto ontem deixou perder dois pontos "sem jeito nenhum" e o jogo mudou, para pior do ponto de vista exibicional, mas para melhor do ponto de vista da consistência defensiva. Não me lembro de qualquer defesa digna desse nome por parte de Renan e de a defesa perder qualquer lance no "um-para-um". A equipa está hoje melhor do que a que perdeu o jogo em Guimarães e até melhor, apesar de menos entusiasmante, que a equipa dos primeiros jogos de Keiser no banco, porque está mais consistente em todos os sectores, apesar de alguns erros de casting que o holandês teima em convocar, em detrimento dos jovens da formação. Controlou pois o jogo e o resultado de forma superior.

Estivemos lá hoje mais de 40 mil, numa festa bonita que trouxe os núcleos a Alvalade. Por acaso à minha volta os meus vizinhos de bancada foram todos para a praia mas, hoje como ontem, os lugares de época foram e bem contabilizados.

Para terminar, quem diria que ainda podemos, num golpe de sorte é certo, chegar ao segundo lugar?

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