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És a nossa Fé!

O dia seguinte

E aconteceu a dobradinha, 23 anos depois daquela do tempo do Boloni.

Foi um jogo muito complicado pela exibição do Benfica até se colocar em vantagem no marcador. Muito forte nas transições, com Carreras e Bruma a criarem muitos problemas nas suas arrancadas, enquanto o Sporting circulava a bola mas não criava verdadeiras situações de golo e as bolas paradas eram lançamentos para as mãos do Samuel. Depois do golo, veio outro felizmente anulado, e o Lage armou o circo: simulações de lesões, perdas de tempo constantes, substituições da treta convencido que a taça estava no bolso. Teve azar. Trincão teve uma nesga e arrancou, Gyökeres correspondeu e o recém-entrado Sanches ofereceu um penálti. Que o pobre Samuel que pouco tinha jogado na época não conseguiu defender.

No prolongamento só deu Sporting. As substituições de Rui Borges refrescaram mesmo a equipa, que passou a correr e a lutar a todo o campo. Trincão centrou para a cabeçada fulgurante de Harder e ainda marcou o terceiro numa bela jogada colectiva. 

 

E foi assim. Frederico Varandas passou a ser o presidente mais titulado da história do Sporting. São já três campeonatos nacionais, duas taças de Portugal, três taças da Liga e uma Supertaça em sete anos de mandato.

Julgo que até o Bruno de Carvalho, o Augusto Inácio e o Nuno Sousa o irão aclamar. No caso do Inácio até o departamento médico e a unidade de performance que colocou em condições o Pedro Gonçalves e o St.Juste para a final serão elogiados. O melhor presidente de sempre, dirão eles, e que os sócios que os destituiram ou recusaram tiveram carradas de razão.

Por outro lado, Rui Borges demonstrou hoje que é o legítimo sucessor de Rúben Amorim. Pela forma como mexeu na equipa, substituindo os defesas para atacar melhor, arriscando na estreia dum jovem da B que esteve na intercepção que começou a jogada que deu o golo final.

 

Melhor em campo? Trincão, pelo que fez nos três golos. Despertou a tempo da soneca.

Arbitragem? Critério uniforme. Deixou jogar, teve de ser alertado pelo VAR da patada sobre o Trincão. Só não entendi o porquê dos sucessivos "lesionados" do Benfica nunca saírem do terreno de jogo depois das intervenções demoradas da equipa médica.

E agora? Descansar e preparar o ataque ao tricampeonato. Gyökeres poderá sair, um ou outro também, mas financeiramente estaremos ainda mais fortes e o plantel poderá ser menos curto e mais equilibrado do que este ano.

 

PS: Já no final do jogo, na saída atrás da tribuna, passou por mim o Tomaz Morais. Aproveitei para o cumprimentar e agradecer o seu desempenho em Alcochete e a subida da equipa B. Ele respondeu dizendo que iria ser mais um desafio e lembrou o grande desempenho do David Moreira que tenho visto na B a central. Uma "máquina", diz ele que o conhece melhor que eu. Temos lateral esquerdo de futuro.

SL

Odeio dobradinha

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Não é treta, odeio mesmo dobradinha.

Só de pensar que aquilo é o estômago duma desgraçada de uma vaca, com aqueles entrefolhos todos, dá-me a volta ao dito, ao meu delicado estômago.

Marcham os feijões, que hoje fazem um jeitaço para o foguetário, que eu cá sou contra pirotecnia aparvalhada, sou pelo natural e orgânico.

Eu é mais pipis, vá-se lá saber porquê. Ou se calhar sei, vai daí é porque são as miudezas de galináceos e agora que acabamos de os depenar mais uma vez, iam que nem ginjas.

No entanto para que não fiquem dúvidas, da dobradinha conquistada hoje gosto tanto que até me lambuzo todo.

 

Ah! Em Agosto há mais.

 

Nota: Lampiões ressabiados vão pastar para outro lado, sff.

Nunca duvidei

 

Andei meses a escrever neste blogue que o Sporting iria conquistar o bicampeonato - primeiro em mais de 70 anos. 

Assim foi.

Andei meses a escrever neste blogue que o Sporting iria conquistar a dobradinha - primeira em 23 anos.

Assim é.

Acabamos de vencer a Taça de Portugal, derrotando o Benfica por 3-1 na final do Jamor. Festa leonina a dobrar. 

 

O melhor Sporting de que me lembro desde sempre.

O que ruge bem alto. Superior. Ninguém o controla, ninguém o detém.

Mais noção e menos comemoração

O futuro do Sporting Clube de Portugal é o que nós quisermos.

Queremos estar contentinhos e comemorativos ou queremos concentrarmo-nos na conquista da Taça de Portugal?

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O caminho, como dizia o poeta galego, faz-se caminhando.

Não podemos fazer como a lebre da fábula e deixarmo-nos ultrapassar pela tartaruga vermelha.

Estamos lembrados do que aconteceu antes da Taça de Portugal da época passada para nos desestabilizar.

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Resultou.

Fábio Veríssimo (e o VAR João Pinheiro),  Pinto da Costa, Fernando Gomes (o ex-presidente da FPF que está sob investigação da Polícia Judiciária), Roberto Martinez (empregado de Fernando Gomes) , Sérgio Conceição e o resto da malta conseguiram derrotar o Sporting Clube de Portugal.

Todos nos lembramos de St. Juste a ser expulso e de Iturralde com as mãos na cabeça a protestar, a exclamar: "Galeno é que esperou pelo contacto, o jogador do Sporting não faz falta, o brasileiro é que desistiu da bola para se atirar para o chão, a abordagem de St Juste para tentar cortar a jogada é correcta".

Todos vimos o mesmo excepto Veríssimo e Pinheiro.

Também vimos um Sérgio Conceição expulso a instruir as suas tropas, a dar indicações, isso é permitido, um treinador expulso pode continuar a orientar a equipa?

Foi isto que aconteceu o ano passado, primeiro a convocatória desestabilizadora, depois o escândalo no campo e fora do campo.

A convocatória desestabilizadora já aconteceu, o ano passado o titular do Bétis foi preterido em relação ao suplente de Svillar na Roma, agora já serve. Se eu fosse Rui Silva mandava Martinez enrolar a convocatória e enfiá-la num esconderijo, o ano passado não prestava, este ano já é bom?

Pedro Gonçalves e Trincão eram uns calhaus, não sabiam dar um pontapé na bola, não prestavam para o Europeu, Félix e Conceição, sim, fantásticos, espalha-brasas.

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Este, também, não serve para a selecção nacional.

É muito escuro.

Precisamos de alguém mais novo, mais louro, mais branco. Alguém que possa entrar na selecção sem deMora.

Geovany desconvocado, Rodrigo convocado.

Como Sportinguista gostaria muito que o Sporting Clube de Portugal e a Sporting, SAD como empresa tomassem uma atitude em relação a isto.

Gostava muito que os futebolistas do Sporting Clube de Portugal recusassem representar a selecção enquanto colegas seus são impedidos de o fazer por terem uma "cor diferente".

Gostava que existisse coragem para fazer o que está correcto.

Um forte abraço para Geovany Quenda que não merecia estar a passar por isto e um apelo ao Rui, ao Gonçalo, ao Pedro e ao Francisco, tomem a atitude correcta.

Quente & frio

 

Gostei muito de ver o Sporting carimbar a presença no Jamor como finalista da Taça verdadeira. Segunda participação consecutiva da nossa equipa na final de uma competição que conquistámos pela última vez em 2019, com Marcel Keizer ao comando do onze leonino. Garantimos agora a presença nesse decisivo desafio, a disputar no dia 25 de Maio, ao derrotarmos o Rio Ave na segunda mão da meia-final. Metade da tarefa estava feita, no encontro da primeira mão em Alvalade (vencemos por 2-0). Faltava a confirmação, concretizada anteontem, ao alcançarmos novo triunfo - desta feita por 2-1.

 

Gostei de ver Viktor Gyökeres continuar em excelente forma. Voltou a marcar: foi dele o segundo, aos 51', em oportuna recarga após Geny ter falhado o remate inicial. Este foi o seu 48.º golo da temporada - e o 57.º, se incluirmos na lista os que apontou ao serviço da selecção sueca: de verde-e-branco, nestas duas épocas, tem no seu registo 91 golos em 97 partidas. Também gostei de Gonçalo Inácio, que abriu o marcador aos 12', cabeceando na direcção certa após canto apontado por Debast - e desvio subtil de Gyökeres. Sexto da temporada para o brioso central canhoto, formado na Academia de Alcochete: protagonizou um dos momentos altos da partida. Outro protagonista, inevitável, foi Pedro Gonçalves: regressou à titularidade mais de cinco meses depois, comprovando que podemos enfim contar de novo com ele. Actuou só na primeira parte, o que se entende pois ainda recupera o melhor ritmo competitivo, já vencíamos por 1-0 ao intervalo e havia que dosear o esforço colectivo a pensar no desafio do Bessa.

 

Gostei pouco do egoísmo de Harder, jogador que aqui elogiei em fresca data. Lançado por Rui Borges aos 67', claramente para gerir o esforço de Gyökeres antes do confronto de domingo com o Boavista, o jovem dinamarquês protagonizou dois ou três momentos de ataque inconsequente, em que só pensou nele próprio e na baliza, como se jogasse sozinho. Erro maior aos 90'+1: deixou-se interceptar em posição frontal, perdendo a bola, quando tinha colegas em excelente posição para marcar - tanto à esquerda como à direita. Precisa de ganhar maturidade e responsabilidade táctica para evitar dar razão ao técnico, que já lhe chamou «muito trapalhão» em público. Melhor esteve Biel, que também saltou do banco aos 67' (substituindo Trincão). Bons apontamentos do extremo esquerdo brasileiro, nomeadamente quando revelou qualidade técnica num slalom com bola aos 86', queimando linhas e oferecendo um golo a Maxi Araújo, que desperdiçou.

 

Não gostei que o Rio Ave jogasse em terreno emprestado, no Estádio Capital do Móvel. Mas a transferência de Vila do Conde para Paços de Ferreira foi plenamente justificada: a equipa rioavista viu parte das suas instalações danificadas na recente tempestade que assolou quase todo o país. Compreensível motivo de força maior.

 

Não gostei nada de ver o Sporting desperdiçar várias oportunidades de golo, repetindo-se o que já sucedera no desafio da primeira mão. Trincão rematou duas vezes: pontapés fracos e à figura, para defesas muito fáceis. Maxi Araújo falhou golo cantado aos 86'. De Harder já falei. E o próprio Gyökeres, isolado, teve o golo nos pés logo aos 9': não falhou mas permitiu uma grande defesa do excelente guardião rioavista, o polaco Miszta. Que não ficaria mal de leão ao peito.

Pódio: Gyökeres, Gonçalo Inácio, Debast

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rio Ave-Sporting, da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Gyökeres: 27

Gonçalo Inácio: 25

Debast: 24

Geny: 21

St. Juste: 21

Diomande: 21

Matheus Reis: 21

Morten: 21

Pedro Gonçalves: 20

Fresneda: 20

Rui Silva: 20

Biel: 18

Trincão: 18

Esgaio: 17

Harder: 15

Maxi Araújo: 1

 

Três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo. O Record escolheu Gonçalo Inácio.

Ano de dobradinha

Vai ser uma época épica. É nisto que acredito. Cada vez mais.

E devo confessar que a crença e a fé nesta equipa não as reforço apenas com a qualidade de jogo que apresentámos, sobretudo, nos últimos dois desafios, nos quais a fome de vencer, a intensidade, a reacção à perda da bola, a velocidade e a concretização, todas juntas, levaram a um controlo e domínio que rapidamente ditaram a vitória; mas, dizia, não é só por causa disto. Esta confiança que tenho na conquista da dobradinha tem também agora alimento nas declarações do presidente Frederico Varandas.

Comigo os jogadores podem contar para os empurrar para a frente rumo ao bicampeonato e à conquista da Taça de Portugal. Vai ser um ano épico.

O dia seguinte

Missão cumprida ontem em Paços de Ferreira: vitória no jogo contra o Rio Ave e alargamento do plantel. 

Com Pedro Gonçalves, mesmo a 50%, o futebol ofensivo do Sporting tem outra qualidade. Ee joga e faz jogar, enquanto outros teimam em jogar sozinhos. E Biel, que entrou mais tarde, fala a mesma linguagem, passa e desmarca para receber. Outros é acelerar e rematar, não importa quem esteja ao lado desmarcado.

Com Fresneda, St. Juste e Matheus Reis no onze a equipa fica bem mais sólida na defesa. Na 1.ª parte não deu hipóteses a um Rio Ave que joga em função da qualidade dos jogadores de que dispõe, na 2.ª depois do 2-0 e com jogadores frescos do outro lado já abanou pelo lado esquerdo onde Catamo fazia que ia mas não ia e deixava ir.

Assim, primeira parte muito competente do Sporting que marcando decidiu a eliminatória, e segunda parte de gestão de jogadores e intensidade, em que foi perdendo lucidez e jogo colectivo, mas sempre esteve mais perto de alargar a vantagem do que sofrer o empate.

Melhor em campo? O do costume: um golo e uma assistência.

Arbitragem? Critério uniforme, deixou jogar, por vezes em excesso.

E agora? Faltam cinco jogos até ao final da época, entre eles dois dérbis decisivos. 

Quanto a mim, irei estar longe por uns dias rodeado de Sportinguistas. Espero quando voltar poder festejar o bicampeonato em Alvalade e no Marquês. 

SL

Quente & frio

 

Gostei muito da sexta vitória consecutiva do Sporting, anteontem em Alvalade, na primeira mão da meia-final contra o Rio Ave. Triunfo tranquilo, por 2-0 - resultado que já se registava ao intervalo, construído quase a abrir e mesmo a fechar a primeira parte. Domínio completo do onze leonino: Rui Silva fez a única defesa com dificuldade média no canto do cisne da partida, aos 90'+6, neste seu segundo jogo seguido sem sofrer golos. Rui Borges alcança nesta sequência de desafios sempre a vencer o seu melhor registo como treinador do Sporting, potenciado por ter adoptado o anterior sistema táctico, popularizado por Ruben Amorim: 3-4-3. Aquele que nos levou duas vezes ao título de campeão nacional de futebol, em 2021 e 2024.

 

Gostei da excelente forma de Viktor Gyökeres. O artilheiro sueco voltou a ser o melhor em campo, empurrando a equipa para a frente, pondo a defesa adversária sempre em sobressalto. Foi dele o segundo golo, aos 45'+1: penálti convertido "à Panenka", com paradinha - algo inédito nele, pelo menos de leão ao peito. Números impressionantes na época em curso: 43 jogos, 43 golos (além de 11 passes para golo). Dezoito foram marcados de grande penalidade, sem falhar uma - 12 na Liga. Também gostei do golaço de Geny, aos 12', em espectacular recarga após um canto. Sexto golo da temporada do moçambicano, que viu outro anulado, por 18 cm, e conquistou o penálti que confirmou a vitória e nos deixa mais tranquilos para o desafio da segunda mão, em Paços de Ferreira, onde o Rio Ave joga por empréstimo. Já de olhos postos no Jamor.

 

Gostei pouco que Harder só tivesse entrado aos 79', substituindo Trincão. O jovem internacional dinamarquês merece mais tempo de jogo. Mal entrou, agitou o ataque leonino, que estava demasiado previsível e mecanizado. Aos 81', desferiu um tiro que roçou a baliza rioavista. Aos 84', ganhou a bola junto à linha final, do lado direito, e centrou atrasado, com precisão, para Maxi Araújo desperdiçar no centro da área em excelente posição para o remate. Revela alegria a jogar e nota-se nele uma insaciável fome de golos. Merece mais minutos, muitos mais.

 

Não gostei do desperdício. Faz pouco sentido concretizar apenas dois golos com tanto fluxo ofensivo. Fresneda (aos 56') foi incapaz de aproveitar à boca da baliza uma oferta de Gyökeres, chutando escandalosamente para a bancada. Maxi Araújo conseguiu também o mais difícil -- falhar - depois de Harder a ter colocado redondinha e bem tratada aos seus pés. Aos 62'', Gyökeres disparou um tiro fortíssimo, fazendo a bola embater no ferro: teria sido um golo de antologia. Merecemos vitória mais dilatada: ficou sem efeito por falta ou excesso de pontaria, conforme os casos.

 

Não gostei nada de confirmar que a contratação de Biel foi um fiasco. Caro, ainda por cima: custou 6 milhões no chamado "mercado de Inverno". Dois meses depois de ter chegado, não restam dúvidas: o ala (?) brasileiro não conta para Rui Borges. Quase sempre fica no banco. Quando entra, como foi o caso há dois dias, mal toca na bola: substituiu Geny aos 88', voltou a dissipar outra oportunidade de mostrar aos adeptos o que vale - se é que vale alguma coisa. Outro Vladan, outro Marsà, outro Sotiris, outro Tanlongo, outro Rochinha, outro Bellerín, outro Koba, outro Pontelo? Parece. 

Pódio: Geny, Gyökeres, Debast

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave (2-0), da meia-final da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Geny: 27

Gyökeres: 26

Debast: 23

Morten: 22

Eduardo Quaresma: 22

Trincão: 21

St. Juste: 21

Diomande: 21

Rui Silva: 21

Harder: 20

Fresneda: 20

Maxi Araújo: 20

Quenda: 19

Matheus Reis: 19

Felicíssimo: 18

Biel: 1 

 

ZeroZero e O Jogo elegeram Geny como melhor em campo. O Record e A Bola destacaram Gyökeres.

O dia seguinte

Vitória clara do Sporting ontem em Alvalade contra o Rio Ave para a Taça de Portugal. Só pecou por escassa, mesmo com um show de bola do nosso sueco.

Muito ele evoluiu desde que chegou. Agora tem assistências e passes perfeitos. E defende exemplarmente nas bolas paradas.

Catamo também fez por desequilibrar: um golo, soube sofrer a falta do penálti e marcar outro golo anulado por poucos centímetros, mas esteve mal no passe e na articulação com Maxi.

 

Nota-se o dedo de Rui Borges na equipa mas também se nota a falta de treino para funcionarem na perfeição. O 3-4-3 em momento defensivo rapidamente se transforma num 4-1-4-1 com Debast a assumir a lateral esquerda e Quaresma a direita libertando Maxi e Fresneda para atacarem combinando com os avançados interiores Catamo e Trincão.

Com este esquema Hjulmand e Gyökeres jogam como melhor sabem: livres para percorrerem o campo e não existe aquele futebol de tabelinhas pelo centro condenado ao insucesso do tempo do João Pereira.

Para funcionar na perfeição é preciso mecanizar movimentações e acertar nos passes, mas a ideia de jogo diferente da de Ruben Amorim garante caudal ofensivo e segurança defensiva com perda de alguma posse de bola.

Se o adversário avança as linhas e carrega no ataque sujeita-se ao martelo sueco.

A defesa a 3 demonstra-se coesa e afinada, mesmo rodando os titulares, a que não é alheia a segurança transmitida por Rui Silva.

Enfim, estamos quase no Jamor. 

 

Melhor em campo? Gyökeres.

É caso para apostar com ele uma estátua em Alvalade se... vier a dobradinha.

Arbitragem? Uniforme, sempre a decidir mal em desfavor do Sporting, excepto no penálti, tão evidente foi. Até conseguiu substituir um livre frontal para cartão amarelo por uma posse de bola numa zona mais recuada e... cortar com a cabeça um lançamento que apanhava Maxi solto. Este é um dos Pinheiros mansos APAF.

E agora? Um fim-de-semana que pode ser decisivo. Cabe-nos ganhar ao Braga.

SL

Pódio: Debast, Rui Silva, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting, da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Debast: 24

Rui Silva: 24

Gyökeres: 22

Maxi Araújo: 22

Trincão: 21

Gonçalo Inácio: 20

Fresneda: 19

Alexandre Brito: 18

Esgaio: 17

Matheus Reis: 17

Quenda: 16

Harder: 15

Geny: 11

Kauã: 7

Afonso Moreira: 1 *

 

Três jornais elegeram Debast como melhor em campo. A Bola escolheu Trincão.

 

* A nota 1 deve-se ao Record, que pontua sempre os jogadores mesmo quando eles entram aos 90'+6, como foi o caso, e nem chegam a tocar na bola. Absurdo.

Ouviram-me!

Propus aqui no último post que publiquei que as partes passassem a ter 90 minutos, para não assistirmos aos espectáculos degradantes das segundas partes da nossa gloriosa equipa.

Alguém ("que Deus já lá tem") me ouviu, caramba. Nunca pensei ter alguma importância no ludopédio luso, mas ontem dei por mim a verificar que havendo apenas uma parte, os rapazes souberam dosear o esforço. Começaram em modo de contenção de esforços e fé em Rui Silva e na falta de jeito dos avançados do Gil, coisa que levaram até aos 45 minutos com enorme competência, não é fácil jogar tão mal durante tanto tempo, o que é que julgam? e acabaram em cima do adversário, fazendo um golo e podendo fazer praí mais uma meia-dúzia deles, tal o caudal ofensivo proporcionado por Trincão no seu modo Poço da Morte, naquele rodopiar alucinante que não sai do mesmo sítio, mas causa uma sensação de vertigem que agita o estômago, principalmente quando se perde na beira do poço e esbarra para fora dele e entrega a mota (a bola, vá) ao adversário que se limitou a estar parado até ele ficar tonto e lha tira com um sopro. Foi também interessante a inclusão de Esgaio no onze e eu não preciso que me digam porque é que o Rui Borges o fez entrar, o homem já está tão habituado a jogar com dez, que para cumprir a tradição se bem o pensou, melhor o executou. E curiosamente, Esgaio não o defraudou, manteve-se em campo como se lá não estivesse, cobrindo as jogadas dos adversários com o seu golpe de vista de milhões, como aconteceu no golo anulado ao Gil. Dei comigo a pensar que se o treinador lá tivesse colocado um poste seria mais eficaz, é que sempre poderia algum gilista chocar contra ele.

Bom, de qualquer maneira para acabar em apoteose, há que "aguentar os cavais" antes.

E não fora o olho de lince do VAR (que não viu um penálti a nosso favor por mão de um gilista, diz o ex-árbitro Pedro Henriques), estaríamos condenados a mais meia hora de grande espectáculo.

Enfim, agora mais a sério, não me recordo de uma primeira parte tão má e eu já vejo o Sporting há sessenta anos. Felizmente o que era preciso conseguiu-se, a vitória. Vamos esperar por melhores dias e que Rui Borges se deixe de inventar.

O dia seguinte

Jogo estranho, este em Barcelos, muito ao contrário daquilo que tem acontecido ao Sporting desde que chegou Rui Borges.

Primeira parte onde o Sporting foi manifestamente inferior, jogando devagar e mal, com uma dupla de médios que via jogar os adversários, muitas vezes a fazer passes em profundidade bem perigosos, e sem conseguir atacar com o mínimo de perigo, com Trincão em "modo rotunda" e Harder bem cedo castigado por um amarelo exagerado. Valeu Rui Silva, que safou duas bolas de golo.

O 0-0 era lisonjeiro para o Sporting ao intervalo, se calhar foram os piores 45 minutos  da temporada.

 

Na 2.ª parte, com Gyökeres, tudo foi diferente: pressão alta, recuperações e ataques rápidos, várias situações frustadas no último passe até ao grande pontapé de Debast dar golo, numa assistência do sueco. 

O jogo continuou só a dar Sporting. Dum grande passe a isolar Maxi veio o segundo amarelo e a expulsão do jogador adversário, e a eliminatória estava ganha.

Mas Rui Borges resolveu repetir a asneira de jogos anteriores. A ganhar por 1-0 qual foi o sentido de fazer entrar jogadores sem ritmo e vindos de lesão? Se já tem uma linha de 5 desfalcada na defesa, porque é que tirou um jogador alto e forte na direita para fazer entrar um pequeno e que não aguenta o choque ? Foi assim que Matheus Reis ficou sozinho com dois adversários e Catamo a baldar-se completamente ao lance. Safámo-nos por 3 cm.

 

Atenção ao 59 que entrou para substituir o 50. Kauã Oliveira, 21 anos, 1,82m. Temos ali o novo Matheus Nunes. Começou bem a temporada na B, sofreu uma lesão que o deixou fora alguns meses, está a agora a regressar.

O 50, Alexandre Brito, no global cumpriu, embora estando com Debast naquela péssima primeira parte naquela zona central.

Enfim, na 1.ª parte quase batemos no fundo, mas na 2.ª voltámos à tona, e agora é nadar até à praia.

Melhor em campo? Debast, pela enorme segunda parte e pelo grande golo que marcou.

Arbitragem? Entrou muito mal, com dois amarelos exagerados, depois inventou um penálti talvez para fazer passar os dois penáltis claros que não viu em Alvalade, depois foi acertando o critério e acabou em bom plano.

E agora? Ganhar ao Estoril e ter tempo para descansar.

SL

Pódio: Harder, Gyökeres, João Simões

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Santa Clara, da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Harder: 24

Gyökeres: 23

João Simões: 23

Debast: 22

Morten: 22

Geny: 21

Israel: 21

Diomande: 19

Quenda: 19

Eduardo Quaresma: 19

Matheus Reis: 18

Maxi Araújo: 17

Fresneda: 16

Trincão: 16

St. Juste: 12

Mauro Couto: 11

 

Três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo. O ZeroZero escolheu Harder.

Prova de vida

O jogo de ontem foi enorme prova de vida. Acredito que é daquelas vitórias que podem levar a viragem definitivamente ganhadora. Não é só o meu avassalador optimismo que o diz. São os factos. Ganhámos contra tudo e todos (até contra nós, e falo dos jogadores, não dos adeptos). Sublinho isto porque as minhas expectativas nunca as confirmei e a equipa, jogo a jogo, foi dando mostras da orfandade provocada pela partida de Amorim. Desde a primeira hora que esperei dos jogadores resistência, sabedoria e maturidade necessárias para superarem a perda de um norte que os guiou a tantas glórias. Não tem sido assim. Ontem, finalmente, foi. Fomos justíssimos vencedores. Contra tudo e todos.

Até aqui e daqui para a frente, as lesões são para mim o maior dos obstáculos. Faltam-nos peças-chave para a segurança, controlo e domínio dos jogos. E isso não há novo treinador que resolva.

Ontem batemos com toda a justiça a quarta melhor equipa do campeonato que 15 dias antes nos tinha batido em casa. Ainda que tímida e periclitante, a curva da equipa JP tem sido de ascensão. Melhoramos de jogo para jogo. A ida a Barcelos vai confirmá-lo. Depois venha o Benfica, que connosco líderes treme. E Alvalade é fortaleza! Vivó Sporting

{ Blogue fundado em 2012. }

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