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És a nossa Fé!

Saídas inglórias

A selecção saiu na fase de grupos, o Pedro Proença nos oitavos: ambos inglórios. À selecção sugiro uma renovação profunda, a PP uma viagem a Mexico City, onde será certamente recebido com muito carinho e amizade. Eu acho a Holanda uma selecção mais interessante, e mais capaz de "coisas bonitas" (Artur Jorge dixit) do que a do México: mas o que eu acho (ou qualquer outro ache) sobre o assunto, vale zero: porque o futebol não é um jogo a pontos mas sim a golos, e, pelas leis do Association, qualquer equipa de m. tem o direito de ganhar a outra melhor se souber defender um resultado - e o árbitro (arbitrariamente) não a desapossar desse direito no último minuto de jogo, com um penálti igualmente de m. Por isso, Pedro, fizeram bem em mandar-te para casa, porque o beautiful game não é um jogo para habilidosos como tu (embora muitas vezes pareça).

O fim do jejum

 

Mais de dois anos depois, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo no estádio da Luz: está nomeado para apitar o Benfica-Porto de hoje. Termina assim o veto decretado pelo presidente benfiquista ao "melhor árbitro do mundo" em Março de 2012. "O senhor Pedro Proença, se se sente condicionado a apitar o Benfica, não apite mais nenhum jogo do Benfica. É um favor que presta a todos os benfiquistas e presta ao futebol. (...) Ele não está à altura de apitar um jogo", disse na altura Luís Filipe Vieira. Mostrando assim a Vítor Pereira quem manda na arbitragem portuguesa.

E a verdade é que Proença não apitou mesmo. Assim foi durante vinte e cinco longos meses. Um favor prestado a todos os benfiquistas.

Um obituário ainda em vida

 

A forma é a costumeira nestes tempos: música de fundo para melhor enquadramento dramático, a câmara em cima do entrevistado, dando a ideia de uma maior proximidade ou mesmo familiaridade para quem vê, depois passando para planos gerais onde pudemos observar imagens a lembrar séries americanas de grande audiência. Embora gasta, é a forma que hoje se usa. E capta a atenção do espectador.

Sobre o conteúdo, o que de facto interessa numa reportagem, temos duas dimensões: por um lado a parte mais pessoal do árbitro, e nesta incluo as suas considerações sobre a sua maneira de estar na arbitragem, e o lado reactivo dos seus amigos/colegas. Impressionou-me positivamente a forma como Pedro Proença e a sua equipa preparam os jogos, o método meticuloso como estudam todas as variantes e possibilidades que lhes possam surgir no jogo seguinte. Não me parece que haja muitos a fazer o mesmo.

Não gostei da forma como Pedro Proença é apresentado, digamos, à sociedade. Estamos na presença de um triunfador sem mácula, sem erro, com um percurso de vida exitoso. Esta imagem é ainda mais reforçada com o depoimento de colegas e outros actores do futebol. Não há ali defeito, o trilho do sucesso foi feito com dedicação extrema, a família, humildemente aceita e resigna-se perante a sua ausência. O trabalho vem como prioridade sobre o lado pessoal, o paradigma actual.

É-nos dado também a conhecer o outro lado da vida profissional de Pedro Proença. Também aqui, estranho é que não fosse, o sucesso impera naturalmente: de gestor de várias empresas a administrador de insolvências, a sua vida desmultiplica-se e flui de forma tão fácil que julgamos estar perante, pelo menos, duas pessoas, tal o volume de actividades que tem. E, pasme-se, tem ainda tempo para desfrutar na sua (?) quinta do Alentejo, qual actor sex-symbol a vaguear pensativo na sua moto 4 pelos estradões alentejanos.

Na vertente meramente desportiva acho que se tentou por um lado humanizar a figura do árbitro, um paradoxo enfim, entrando na sua vida e expondo-a. Houve também, e essa parte foi descarada, a tentativa de elevar a profissão de árbitro a um patamar na qual ninguém a vê.

Em resumo: os elogios, adjectivos, em excesso matam a mensagem. Ao longo da entrevista vieram-me à memória os obituários, onde os elogios são a única regra: marido extremoso, pai dedicado, profissional exemplar. Ao Pedro Proença fizeram-lho em vida.

Cartão encarnado para Duarte Gomes

 

A "excelente arbitragem" que Jorge Magoo Jesus tanto enalteceu acaba de ser classificada como a terceira pior desta época: Duarte Gomes, o benfiquista assumido que suprimiu dois penáltis ao Sporting na Luz, ascende à galeria da fama com esta nota negativa agora atribuída pelos observadores. Confirmando-se o que aqui ficou assinalado no rescaldo imediato do Benfica-Sporting.

Duarte Gomes é até capaz de gostar de receber este cartão encarnado. Pelo menos é da cor de que ele mais gosta.

Uma classificação que também atesta o péssimo critério de avaliação do senhor Pedro Proença, autêntico poeta da bola. Quando está calado.

Cuidados Intensivos (2)

Buster Keaton

 

O Sr. Pedro Proença disse nesta Terça-Feira, a acreditar no Record, que Sei que o que vou dizer pode parecer polémico, mas o Duarte [Gomes] fez uma excelente arbitragem. Teve de tomar perto de 150 decisões naquele jogo e se errou numa ou noutra não é isso que fará uma arbitragem negativa. Está no lote dos melhores árbitros portugueses e assim continuará. Algum conselho? Não, Duarte Gomes tem muita experiência e não precisará que o aconselhe. Para o Sr. Pedro Proença, os meus mais vivos e sinceros votos de um pronto restabelecimento.

Sobre arbitragens

1. Se Pedro Proença não se tivesse associado às comemorações do 120º aniversário do FC Porto, oferecendo uma grande penalidade ao clube de Pinto da Costa, o Sporting era agora líder do campeonato.

 

2. Os limpinhos andam "revoltados" com as arbitragens. Os mesmos que na época passada beneficiaram da mais escandalosa arbitragem do campeonato e ainda vieram elogiá-la, como já tinham feito numa tristemente célebre taça da liga.

Deviam ter vergonha.

Tira-teimas

Hoje, sobre o penálti que selou a vitória do FCP contra o V. Guimarães, reina a unanimidade no Tribunal d'O Jogo:

 

Jorge Coroado: "[Grande penalidade] mal assinalada. Foi Quintero que se projectou sobre o adversário, ludibriando a atenção do árbitro. Talvez este lance faça jurisprudência, porque foi decidido pelo melhor do mundo."

 

Pedro Henriques: "Luís Rocha tem a posição ganha e limita-se a rodar o corpo para proteger a bola, e é Quintero que força a passagem e choca com o jogador do Vitória de Guimarães. Não houve por isso motivo para grande penalidade."

 

José Leirós: "Em velocidade, Quintero entra na área pelo meio de dois adversários. Luís Rocha vira de direcção, a procurar a bola, sem cometer obstrução. Quintero choca contra Luís Rocha, sendo mal assinalada a grande penalidade."

 

NOTA: Lamentavelmente, a equipa redactorial do diário O Jogo, que alberga esta rubrica - uma das raras que fazem a diferença no pouco imaginativo panorama da imprensa desportiva portuguesa - foi incapaz de criticar Pedro Proença. Na crónica do jogo de ontem, assinada por Carlos Pereira Santos, o "melhor árbitro português" é apenas contestado por... não ter admoestado o guarda-redes vimaranense, Douglas, demasiado lento na reposição de bolas!

Títulos da imprensa de hoje

"Erro de Proença"

Manchete do Record

 

"Dragão vence com erro de arbitragem"

Antetítulo de capa d'A Bola

 

"Penálti inexistente livra campeão de segundo empate consecutivo"

Antetítulo de capa do Record

 

"Depois da jornada anterior de falhas dos árbitros, a 'doença' contagiou o melhor do mundo"

Chamada de capa d'A Bola

 

"Penálti salva campeão"

Título da crónica do jogo, no Record

 

"O 'penalty' assinalado pelo Pedro que o Paulo não tinha visto bem"

Título da crónica do jogo, n'A Bola

Como o mundo muda em cinco dias

"Quero dar os parabéns ao Jorge Jesus porque ganhou em três campos."

Paulo Fonseca, treinador portista, usando a ironia para queixar-se da arbitragem após o empate do FCP com o Estoril (22 de Setembro)

 

"Pareceu-me que este, pelo menos, foi dentro da grande área. Ainda não tive oportunidade de rever o lance na televisão."

Paulo Fonseca assobiando para o ar após o FCP ter vencido o Guimarães com um penálti que só o árbitro viu (27 de Setembro)

E mais uma breve observação

 

No bizarro mundo do futebol português, não é surpreendente surgirem questões que iludem mesmo a minha muito fértil imaginação. Isto, ou então sou eu que analiso o estado das coisas de modo muito oblíquo. Somente uma pessoa distraída ou desinteressada é que não ficaria intrigada com o propósito de Pedro Proença ao vir novamente manifestar o seu apreço por Luisão e, ainda, lamentar o polémico golo de Maicon no Benfica 2 FC Porto 3 da época passada, quase como se tivesse sido o evento do século. Como não há duas sem três, o seu auxiliar Ricardo Santos também sentiu a necessidade de fazer «mea culpa» e explanar que o erro resultou de um «momento de desconcentração» e que ficou triste por ter tido «influência directa no resultado». Pela sua inesperada confissão, fiquei na expectativa de também ler a sua explicação sobre a grande penalidade não assinalada - nem por ele nem por Proença - no pontapé de canto que viu Cardozo levar as duas mãos à bola. Pelos vistos, esse lance não invoca grande significância.

Mas o que eu mais estranho, face às ondas de honestidade em voga, é nunca ter surgido um árbitro ou auxiliar a admitir e a lamentar erros que prejudicaram o Sporting. Ou não existiram nenhuns - ????? -  ou então o nosso Clube não é merecedor desse tipo de franquezas e generosidades morais. Afirmou ainda Ricardo Santos: «foi o culminar de uma época longa, que teve bons e maus momentos e com os quais é preciso saber conviver». Aqui deve existir alguma referência ao Sporting, dado que nós já convivemos com os «maus momentos» das arbitragens há muitos anos. Não justifica tudo, mas vai longe para explicar muita coisa.

   

Pedro Proença na Champions

Boa a arbitragem de Pedro Proença e sua equipe na final de Munique. Foi a prova provada de que uma coisa é apitar no campeonato portugues e outra na Europa. Sob o olhar da Uefa, ele foi contido, sem arrogância, parco nos amarelos, firme mas não autoritário, deixando jogar e sem interferir no resultado. Aqui, vidé o último Porto-Sporting, é todo o contrário. Que mistério de dualidade é este? Porque se não aplicam, ao campeonato português, os mesmos critérios que nas competições europeias?

Talvez o ex-árbitro Vitor Pereira possa explicar isso. Se o quiser - porque saber o porquê da dualidade, ele sabe. A verdade é que a arbitragem de Munique, a meu ver, deu razão plena à insatisfação e às interrogações dos sportinguistas. Tal como o seu chefe, Proença saber de arbitragem, sabe. Tal como o seu chefe, ele sabe também o porquê da diferença de critérios. Nós também o sabemos. De resto, venceram os azuis... como ele tem gostado (e, neste caso, apenas neste caso, eu também).

Agora venha a Taça

O Sporting despediu-se desta época em Alvalade da melhor maneira: mantendo a invencibilidade em casa da era Sá Pinto e oferecendo ao público uma belíssima exibição. A claque do Braga, pequenita mas brejeira, quis associar-se à festa e fazer humor: trouxe da terra uma faixa onde se lia: "Paciência: para ir à Champions é preciso competência". Depois do banho de bola que a sua equipa levou, enrolou-a bem enroladinha e não se voltou a vê-la, mas ainda assim merece um pequeno esclarecimento: é que quem mostrou competência, no caso vertente, não foi o Sporting de Braga, que nos três jogos que disputou esta época contra o SCP perdeu dois, incluindo o da Taça, de que foi categoricamente eliminado, e joga um futebolzinho que não chega aos calcanhares do nosso, conforme ontem também se viu; houve competência no seu apuramento, é um facto, mas foi de Pedro Proença - e fica feio aos "guerreiros do Minho" tentarem fazer seus os louros alheios. Agora venha a Taça.

Pedro Proença tem condições para representar Portugal no Campeonato da Europa?

 
 

Parece fácil manipular a realidade. Parece fácil condicionar as opiniões. Querem ver? Pedro Proença não reúne condições para representar Portugal no Campeonato da Europa. Admito que sim, admito que tenha condições para representar os árbitros internacionais portugueses em espectáculos de natureza variada, mas não é disso que se trata no Campeonato da Europa: trata-se da imagem de Portugal e do desporto português. Trata-se até da natureza dos Portugueses.

 

 

Primeiro, a competência técnica. Factos: Pedro Proença marcou um penalty fantasma sobre Lizandro que evitou a derrota do Porto na Luz. Facto: Pedro Proença validou um golo ilegal que permitiu a vitória do Porto contra o Benfica. Facto: Pedro Proença expulsou dois defesas centrais do Sporting que empurraram o Porto para a vitória. Três exemplos que apontam no mesmo sentido, não apontam? Vista a competência técnica em três factos que ajudam a decidir quem vence o campeonato e quem corta no orçamento da época da seguinte, uma primeira nota sobre o contributo de Pedro Proença para a imagem da arbitragem: Pedro Proença envolveu-se no movimento de árbitros que ameaçou paralisar o campeonato português e assim comprometer a credibilidade da competição e do deporto em Portugal. Segunda nota: Pedro Proença estava entre os árbitros que adulteraram resultados de uma prova de aptidão física em solidariedade com um árbitro que, para penalizar o Sporting, acabou por lesar o desporto em Portugal.

 

 

Muito bem, depois de três factos sobre a competência técnica e de duas notas sobre a toxicidade do espírito corporativo dos árbitros internacionais no desporto em Portugal, mais duas referências, agora, à preparação física e psicológica. Uma referência inicial: Pedro Proença abandonou um jogo em Coimbra ao fim de dez minutos devido a uma indisposição. E ainda outra: Pedro Proença recolheu aos balneários em Milão para receber uma massagem cardíaca.

É fácil adulterar a realidade? É fácil condicionar as opiniões? Sim. Mas a pergunta, essa, continua a valer: Pedro Proença reúne condições para representar Portugal no Campeonato da Europa?

A festa do título

   

 

Caro presidente, estas três imagens pertencem ao mesmo jogo: o jogo em que o árbitro internacional Pedro Proença afastou o Sporting da Liga dos Campeões e depois festejou o título neste ambiente familiar. Eu sei, não há almoços grátis, presidente, tem razão, mas escute, e ao mail da UEFA, já chegou alguma coisa? Presidente, não me diga, estamos a preparar a próxima época sem resolver esta? Se for assim, lembre-se, por favor, que começámos esta época mal resolvida com uma greve dos árbitros internacionais e terminámos com o seu representante no Campeonato Europeu a festejar no Dragão. Não quer olhar novamente para as três imagens, presidente?

Estas fotos já chegaram à UEFA?

 

Qual é a distância entre estas fotografias cúmplices de Proença na  vitória de 11 jogadores Porto contra 9 jogadores do Sporting? Qual é a distância entre estas fotografias cúmplices de Proença na  vitória dos 11 jogadores do Porto contra o Sporting sem 2 defesas centrais? Qual é a distância entre estas fotografias cúmplices de Proença depois de ter tirado o Sporting da Liga dos Campeões? Este árbitro é do Benfica, mas o Benfica não gosta dele porque favorece mais o Porto do que o seu clube. Este árbitro vai representar a corporação dos árbitros internacionais portugueses no Euro e assim fica tudo disto sobre isto: a credibilidade dos árbitros portugueses, a credibilidade da classificação do campeonato português. A credibilidade, eu sei: é zero, mas estas fotos já chegaram mesmo à UEFA ou ainda não?

Descuidado, incongruente, displicente

Nisto de arbitragens, o melhor é dar a palavra a quem sabe. Aqui transcrevo portanto, com a devida vénia ao insuspeito jornal O Jogo, a análise hoje feita nas páginas centrais deste diário por Jorge Coroado à actuação do árbitro Pedro Proença, sábado à noite, no FC Porto-Sporting:

 

«Presenciou-se partida interessante dirigida de modo incongruente, sem critério disciplinar, descuidada na avaliação técnica. Pedro Proença, recém-chegado de formação destinada pela UEFA aos seleccionados para o Europeu, exibiu-se estilo: "Isto pouco interesse tem. Seleccionado que estou para o Euro' 2012, sou superior e indiferente." Comportamento impróprio, merecedor de reflexão por parte de filiados e responsáveis.»

 

«[Aos 16 minutos de jogo] Carrilho, ainda no terço defensivo do terreno da casa, perdeu o domínio da bola. Precipitadamente, agarrou o adversário para o impedir de prosseguir, acabando ambos por cair. Falta simples. O livre directo foi apropriado, o cartão amarelo jamais se justificaria

 

«[Aos 20 minutos] Onyewu tentou evitar que Moutinho continuasse de posse da bola, razão por que foi ao chão e ensaiou um corte. O portista, inteligente, sem sequer ter necessidade de fugir ao contacto, por este não ter sucedido, deixou-se cair, simulando falta que não existiu. Displicentemente, o árbitro assinalou livre directo de forma indevida e exibiu cartão amarelo ao gigante americano.»

 

Os sublinhados a azul, naturalmente, são meus.

{ Blogue fundado em 2012. }

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