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És a nossa Fé!

Coitado do Beto...

 

... saiu do Sporting, onde era suplente do Rui Patrício, para poder jogar e assim lutar por um lugar na selecção para o próximo 'Mundial’.

Adivinho uma grande pressão por parte dos clubes e seus ‘avençados’, para que os outros guarda-redes escolhidos para essa prova sejam o Varela, do Benfica, e o José Sá, do Porto.

Vejo o primeiro golo que o Porto ontem sofreu e …

Parece que terá azar, o Beto, daí o meu lamento:

Coitado do Beto!

Um abraço, poderia ser ao sportinguista, mas prefiro que seja antes ao jogador com valor.

 

O fantasma da bola

Se no futebol há algo com que lido mal é com a questão de se usarem as grandes penalidades para se decidir um jogo. É certo que não tenho melhor solução para os empates, mas que não gosto, não gosto. Ponto final.

Seja como for, Rui Patrício tem sido um baluarte na baliza do Sporting e na selecção no que respeita às grandes penalidades. Ou esqueceram-se de 2016?

Posto isto parece-me um tanto absurdo que o Porto venha agora queixar-se da presença - talvez indevida, assumo - de Nelson Pereira, o treinador de guarda-redes do Sporting, atrás da baliza onde os penaltis foram marcados.

Eu percebo que quem perde - ou neste caso foi eliminado - pretenda arranjar desculpas para a coisa que correu menos bem. Curiosamente o Brahimi até rematou à trave e o Casillas também defendeu dois remates.

Terá sido tudo culpa de Nelson?

O blogue “O Artista do Dia” trouxe à superfície os penaltis de 2016 contra a Polónia onde Ruí Patrício defendeu um que ditou a passagem de Portugal à eliminatória seguinte. E não é que Nelson também lá estava… atrás da baliza a ajudar o Rui?

 

(Com a devida vénia ao Tweet do “Artista do dia”).

Faz toda a diferença

Tenho ouvido hoje equiparar o nosso Rui Patrício ao Casillas. Até em conversas de adeptos do Sporting.

"Ah e tal... defendeu dois penáltis. Mas o espanhol do Porto fez o mesmo."

 

Desculpem lá, mas não estão a ver bem o filme.

 

O Rui defendeu mesmo os penáltis marcados pelo Herrera e pelo Aboubakar.

Já o Casillas limitou-se a receber dois passes - do Coates e do William.

 

Não tem nada a ver. Faz toda a diferença.

Patrício, Varela e Svilar

Começo com uma auto-citação:

"Neno explica bem a questão que se está a passar com Bruno Varela, ele (Neno) frangou num jogo da Taça e foi afastado da equipa, num jogo depois Silvino (adjunto de Mourinho) sofreu 7 golos e Alvalade e continuou".

Hoje é dia analisarmos o nosso Sporting mas, também, pode ser dia de olharmos de forma global para o fenómeno futebol, especificamente, para a ingrata posição de guarda-redes.

Passei muitas tardes e noites em Alvalade a criticar (numa das vezes quase cheguei a "vias de facto") quem ao meu lado assobiava Rui Patrício.

Acabei de reviver esses momentos, ao ver um miúdo a frangar.

Já "mataram" Bruno Varela, não façam o mesmo a este; errar faz parte do processo de crescimento.

Um verdadeiro campeão

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Demonstraste toda a tua fibra nos relvados franceses. Contrariando o sacrossanto masoquismo nacional, incapaz de reconhecer mérito nas nossas proezas. Enquanto lá fora transformam derrotas em empates e empates em vitórias, por cá não falta quem veja tudo ao contrário, encarando cada empate como se fosse uma derrota e cada triunfo como se fosse um empate.

Se saímos do Europeu de Futebol sem derrotas, isso em grande parte a ti se deve. Ultrapássamos a Polónia no decisivo teste dos penáltis, tendo sido inegável o teu contributo para atingirmos tal meta ao defenderes aquela grande penalidade que desfez qualquer vestígio de dúvida sobre o teu imenso talento. Trouxemos a Taça da Europa para casa após o emocionante embate contra a França porque soubeste figurar na primeira linha dos conquistadores com três defesas monumentais. 

"O Rui joga de tal forma concentrado que para ele tanto faz o estádio estar cheio ou vazio, nunca se deixa condicionar pelo ambiente", dizia há dias alguém que bem te conhece, citado nas páginas de um diário desportivo. É verdade. Por isso levaste a melhor no Euro 2016 ao ser comparada a tua actuação com alguns dos mais credenciados guarda-redes da actualidade: o alemão Neuer, o espanhol DeGea, o belga Courtois, o italiano Buffon, o checo Čech, o francês Lloris, o inglês Hart. Por isso Dino Zoff, campeão mundial e europeu por Itália, acaba de declarar que tens qualidades para  "jogar em qualquer clube de topo". Mas ninguém como nós, sportinguistas, tem a noção tão exacta do teu valor.

Estás de parabéns, meu caro Rui Patrício. Por seres um verdadeiro campeão.

O seu a seu dono

Neste último Domingo, dia do Trabalhador e dia da Mãe foi também o dia para reflexão e análise profunda do jogo da tarde/noite anterior entre o Porto e o Sporting, especialmente pelos costumados comentadores.

Não tenho por hábito ver televisão mas tendo em conta o resultado do dia anterior e as suas vicissitudes acabei por tentar perceber qual seria a opinião dos ditos comentadores. Fui escutando aqui e ali e de repente ouvi esta espécie de conclusão:

- Os guardas-redes das grandes equipas valem mais ou menos por época entre 10 a 13 pontos…

Não necessitei ouvir mais nada!

E de súbito, vá lá saber-se porquê, lembrei-me de José Mourinho e da sua passagem pelo Real Madrid… E da forma como o treinador português percebeu quem era Casillas e o que ele valeria em pontos para a sua equipa. E logo que teve alguém à altura atirou o antigo campeão do Mundo e da Europa para o banco dos suplentes. Com a consequente onda de protestos à qual o setubalense não ligou.

Posto isto e não obstante cada vez mais se valorizar, e bem, os “slimanis” do nosso futebol, é certo que sem um grande e bom guarda-redes não há equipa que se aguente.

Neste pretérito jogo Rui Patrício nem foi posto muito à prova… Mas quando foi necessário disse presente. Já o guarda-redes do Porto parece alguém que está muito longe de ser um esteio para a defesa. E não dá confiança.

Nesta história o que ainda mais me custa perceber é como o Presidente do Porto caiu na esparrela da contratação do antigo guarda-redes do Real Madrid. Ele que conhece bem José Mourinho não devia ter-lhe perguntado a opinião sobre o jogador?

Finalizo com a ideia, também de Mourinho, de que uma equipa se faz de trás para a frente. Mesmo que isso não agrade a muita gente.

Deste modo só tenho que dizer: obrigado, Rui Patrício!

Ainda Marcelo, para um interlúdio musical

A propósito do post "Marcelo" do Edmundo e do "Suplente Conformado" do David Pereira, deixado cá pelo Pedro Correia, lembrei-me de já ter escrito no "És a Nossa Fé" sobre Marcelo Boeck.

O post tem dois anos e pouco, e eu mantenho tudo, continuo a perceber mas não concordo que seja esta a vida de um suplente. O resultado está à vista. 

 

Mas há mais que me preocupa, e é sobretudo o alívio geral que vejo por se saber que afinal Patrício poderá jogar amanhã. Assusta-me um pouco que se sustenha a respiração ao saber que Rui Patrício pode não jogar. Dir-me-ão que Marcelo não está em forma, e eu concordarei. Mas não está porque não joga, e este é o ciclo vicioso em que vivem os guarda-redes - não joga, não tem ritmo, não tem ritmo porque não joga. Lembro-me de gostar de Marcelo no Marítimo, no Sporting jogou poucas vezes, sofreu alguns golos, e está parado há mais de um ano. É costume jogar na taça ou equivalente, e Marcelo teve o azar de estar na época em que em Setembro já estava tudo perdido. Foi comprado, assinou por 5 anos e está parado. Eu sei, eu sei que é assim mesmo, mas sempre discordei desta titularidade incondicional dos guarda-redes, um dia é preciso entrar outro e fica tudo ó tio, ó tio que tem de jogar o suplente - que deveria ser sempre tão bom e ter tanta prática quanto possível como o primeiro. Ou seja, não me faz sentido que por mérito se vá buscar um jogador e ele fique no banco uma época inteira, no lugar de guarda-redes isso é ainda mais critico em relação ao ritmo. Já está, será sempre assim, eu sei. Foi assim com Tiago nos últimos anos, era assim com Sérgio Louro já. Mas não concordo com isso, e devia haver maior rotatividade. Fala-se em saída de Rui Patrício e parece que o mundo vai ruir. Tenho pena, claro, terei sempre, mas prefiro pensar que o lugar fica assegurado com uma compra que se fez precisamente para essa eventualidade. Amanhã, jogue quem jogar faça o seu melhor e tenha uma boa defesa à frente, que também faz falta (mantenho que essa quase ausência nas últimas épocas foi um bom treino para Patrício).

André, Ricardo, William e Carlgren

O primeiro e o último.

Ao primeiro não é permitido aquilo que se permite ao último.

As regras são iguais. No futebol. No futsal.

As regras para André Sousa são iguais às regras para Patrik Carlgren.

Os pés; os dois pés em cima da linha no momento em que a bola parte.

André não cumpriu e o Sporting de Portugal não foi campeão em futsal.

Patrik não cumpriu e a Selecção de Portugal não foi campeã de futebol em sub-21.

Há um clube português que ri; ri-se de Ricardo Esgaio, ri-se de William Carvalho, ri-se das regras que são ou não cumpridas consoante aqueles que são beneficiados.

Há um clube português que é campeão em sub-21.

Campeão à benfica...

Parabéns!

Minimal

Claro que tendemos a evocar a classe do artístico quando no futebol a destreza se compara à de um bailarino ou de um funâmbulo, quando a habilidade é complexa e tremendista. Mas num Mundial que nos tem oferecido uma compilação das melhores defesas ao alcance da elasticidade e dos reflexos humanos, graças ao supino e inspirado lote de guarda-redes que o acaso das gerações juntou, talvez o suprassumo, o verdadeiramente difícil, seja – tal como nas artes – o contrário do virtuosismo.

Um braço como uma viga, apenas um braço, erguido no instante preciso, medido ao centésimo de segundo, um braço a prolongar um corpo que toda uma vida ensinou a posicionar no ângulo certo, foi o suficiente para Manuel Neuer deflectir um torpedo de Benzema. Se fosse pintura seria um desenho de Agnes Martin, se fosse música seria uma peça de Philip Glass, mas foi apenas a melhor defesa deste Mundial – e não faltaria por onde escolher.

A ver o Mundial (21)

Este está a ser o campeonato do mundo dos guarda-redes. Ochoa, do México. Bravo, do Chile. Navas, da Costa Rica (virá mesmo para o Porto?). Buffon, de Itália. M'Bolhi, da Argélia. Neuer, da Alemanha. Até Júlio César, do Brasil (quando um guarda-redes brasileiro é considerado o melhor do jogo numa fase final de um Campeonato do Mundo isso não é nada lisonjeiro para o escrete canarinho).

Mas nenhum tão bom como Tim Howard, um herói de carne e osso no desafio que esta noite opôs a Bélgica aos Estados Unidos. Uma exibição histórica em que foi batido o recorde de defesas por parte de um guarda-redes em meio século de mundiais: aos 90 minutos regulamentares já tinham sido doze. Com as redes norte-americanas mantidas intactas.

No final, foram registadas dezasseis.

 

A Bélgica pressionou muito - no primeiro tempo sobretudo pelos pés da sua estrela, o extremo-esquerdo Hazard - mas esbarrou por sistema na barreira defensiva dos EUA, de que o guardião titular do Everton foi expoente máximo. Como se os 35 anos não pesassem já nas pernas de Howard. E pelos vistos não pesam mesmo.

Um exemplo de tenacidade e resistência que deve ser mencionado a todos quantos se apressaram a ridicularizar o empate conseguido pela selecção portuguesa perante esta equipa adversária, como se fosse o obstáculo mais fácil de superar. Não era, como bem confirmámos hoje frente à Bélgica, tantas vezes apontada como uma das favoritas à conquista do Campeonato do Mundo. Foram precisos noventa e tantos minutos para os belgas marcarem o primeiro golo, graças ao inegável cansaço físico dos norte-americanos.

Ao golo seguiu-se logo outro, mas os EUA ainda reduziram - tudo no prolongamento, um dos mais emocionantes de que há memória em torneios deste género, confirmando a excelência deste Mundial do Brasil.

 

Os belgas suaram imenso para levar os americanos de vencida. Foi justa, a recompensa da selecção mais jovem do Campeonato do Mundo que agora terá de bater-se nos quartos-de-final com a Argentina, também hoje com motivos para sorrir após uma vitória arrancada a ferros à Suíça, perto do fim do jogo, graças a um golo marcado por Di María. Messi desta vez ficou em branco. Com Cristiano Ronaldo já ausente, talvez tenha perdido alguma motivação para jogar.

 

Bélgica, 2 - EUA, 1

Argentina, 1 - Suíça, 0

 

Tim Howard, uma exibição para a história deste Mundial

Damas

Na Bola diz que faz hoje dez anos, noutros sítios que foi dia 10. Francamente não sei a data certa, lembro-me do minuto de silêncio em homenagem a Damas. Dos mais comoventes que vi em Alvalade. Dobramos aqui o cantinho a assinalar os dez anos e fica assim. 

Já muito se tem dito sobre ele e eu, que era criança quando jogou no Sporting, não poderia dizer melhor que quem, adulto, o viu no auge. Mas hoje lembrei-me de uma das memórias do tempo em que vi Damas (não) jogar. E percebe-se já o não. 

Cresci, claro, a saber que aquele era o guarda-redes do Sporting, vi-o várias vezes jogar, mas nessa altura, ou nesse jogo, não era Damas o titular. Rodolfo Rodriguez (por isso eu teria 12, 11 anos) devia estar a fazer uma exibição tão boa ou tão má, que me lembro da bancada central chamar naquele tom baixinho mas assertivo: "Da-mas Da-mas". Na altura aquilo pareceu-me um bocadinho malcriado, mas a verdade é que não me lembro de ver uma bancada pedir para entrar um guarda-redes. 

 

Patrício, Marcelo e os guarda-redes em geral

Patrício cometeu uma falta infantil, facto. Estava suspenso por um jogo e agora já está cumprido e aparentemente pode jogar. Já tem sido comentado, e eu concordo plenamente que deveria jogar na mesma Marcelo, à cautela. Concordo mais ainda que moralmente (ou desportivamente, vá) é no mínimo desconfortável a equipa B servir para limpar estes cartões. Mas há mais que me preocupa, e é sobretudo o alívio geral que vejo por se saber que afinal Patrício poderá jogar amanhã. Assusta-me um pouco que se sustenha a respiração ao saber que Rui Patrício pode não jogar. Dir-me-ão que Marcelo não está em forma, e eu concordarei. Mas não está porque não joga, e este é o ciclo vicioso em que vivem os guarda-redes - não joga, não tem ritmo, não tem ritmo porque não joga. Lembro-me de gostar de Marcelo no Marítimo, no Sporting jogou poucas vezes, sofreu alguns golos, e está parado há mais de um ano. É costume jogar na taça ou equivalente, e Marcelo teve o azar de estar na época em que em Setembro já estava tudo perdido. Foi comprado, assinou por 5 anos e está parado. Eu sei, eu sei que é assim mesmo, mas sempre discordei desta titularidade incondicional dos guarda-redes, um dia é preciso entrar outro e fica tudo ó tio, ó tio que tem de jogar o suplente - que deveria ser sempre tão bom e ter tanta prática quanto possível como o primeiro. Ou seja, não me faz sentido que por mérito se vá buscar um jogador e ele fique no banco uma época inteira, no lugar de guarda-redes isso é ainda mais critico em relação ao ritmo. Já está, será sempre assim, eu sei. Foi assim com Tiago nos últimos anos, era assim com Sérgio Louro já. Mas não concordo com isso, e devia haver maior rotatividade. Fala-se em saída de Rui Patrício e parece que o mundo vai ruir. Tenho pena, claro, terei sempre, mas prefiro pensar que o lugar fica assegurado com uma compra que se fez precisamente para essa eventualidade. Amanhã, jogue quem jogar faça o seu melhor e tenha uma boa defesa à frente, que também faz falta (mantenho que essa quase ausência nas últimas épocas foi um bom treino para Patrício).

Uns têm, outros nem por isso

 

O guarda-redes tem uma missão particularmente inconciliável no futebol. Um momento é herói, passados meros segundos é vilão. A exigência física e psicológica que enquadra a sua actividade é incomparável à de qualquer outro jogador. Sob constante pressão, todos os seus movimentos são examinados minuciosamente e um qualquer desacerto pode ser fatal, tanto para si como para a sua equipa.

Comecei a minha modesta carreira futebolística precisamente como guarda-redes. Com um 1,88 m de altura, ágil e bom atleta, tudo indicava que possuia os indispensáveis dotes para esse fim. Só anos mais tarde, já como dirigente, é que me foi possível identificar a falibilidade que sempre me iludiu enquanto jovem. Tive ocasião de trabalhar com um sábio treinador que me elucidou: «um guarda-redes que não tenha «pancada» - o seu termo para uma personalidade excêntrica e temerária - nunca dará um bom guarda-redes». Deduzi eu, então, que quanto maior a «pancada», melhor o guarda-redes, mas, aparentemente, até nisso há limites.

Uma retrospectiva do futebol nacional rapidamente confirma a exactidão deste discernimento; só no Sporting tivemos diversos casos exemplares que me vêm prontamente à ideia: o histórico Carlos Gomes e o saudoso Vítor Damas, ambos com vincada excentricidade, Ricardo - quem mais se ofereceria para marcar aquele célebre penálti no Euro 2004 ? - e aquele que mais me marcou pela sua espectacular extroversão, já para não mencionar o seu enorme talento, o lendário Peter Schmeichel. Sempre que o seu nome vem à conversa, a primeira imagem que me surge é a de Rui Jorge, entre outros, a escudar-se da sua fúria, por qualquer erro cometido ou golo sofrido. Não há muito tempo tive ocasião de trocar impressões com o actual seleccionador nacional do sub-21, sobre o gigante nórdico. Com um grande sorriso, disse-me ele: «grande profissional, excelente colega no balneário, humilde e brincalhão, mas quando entrava em campo transformava-se, era um intenso competidor que não admitia falhanços».

O nosso Rui Patrício também chama a si uma boa dose de «pancada» que ainda não terá atingido total maturidade. O seu semblante nos momentos cruciais, a sua ainda por aperfeiçoar arte de repreender os colegas, a sua temeridade e, sobretudo, o seu «sacríficio» em passar a bola à mão, quando o seu primeiro instinto, hoje e sempre, é de a pontapear para os céus ou, em última instância, para a bancada central.

O guarda-redes de futebol é uma espécie de jóia na coroa real, alvo da cobiça de todos os inimigos e defendida até à morte pela guarda da corte. Para quem desejar passar pela experiência, é aconselhável determinar primeiro o respectivo grau de «pancada»; uns têm, outros nem por isso.

{ Blogue fundado em 2012. }

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