Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Ide-vos catar

Este foi um desafio que os jogadores não quiseram ganhar. Sempre mais uma fintinha, mais um toquezinho, mais um passinho, e ao cabo da primeira parte de 19 ataques resultaram 5 remates - uma miséria. Alguém que ensine uma lei básica da física a Edwards e Pote: os sólidos são intransponíveis, marrar contra os adversários ou rematar contra eles, não resulta. Também haja alguém que explique a Chermiti a lei do fora de jogo. E os defesas que comam bifes, trocar bolas com passes flácidos de mosca morta à bica de serem cortadas, ou esperar que o adversário esteja em cima para ficar aflito e passar de qualquer maneira é estúpido, mas foi o passatempo de Gonçalo Inácio na primeira parte e Matheus Reis na segunda.

Este foi o jogo mais irritante do ano, estava no papo, mas eles não quiseram. Se eu mandasse, os jogadores pagavam de multa ao clube o equivalente ao prémio do jogo que receberiam se tivessem ganho.

CR7 de regresso aos golos em Alvalade

Cristiano marcou dois dos quatro ao Liechtenstein

descarregar (1).webp

Cristiano Ronaldo marcou, toda a equipa celebra: festa da selecção no nosso estádio

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Aqueles imbecis que já o consideravam "reformado", incluindo alguns (coisa para mim incompreensível) adeptos do Sporting, ficaram decerto muito decepcionados.

Cristiano Ronaldo, muito aplaudido, regressou ontem ao Estádio José Alvalade. E marcou mais dois golos, contribuindo com meia goleada da selecção de Portugal ao Liechtenstein (4-0). Um de penálti, outro de livre directo - um golaço. Quem disse que CR7 não sabe marcar desta forma?

 

Num estádio quase cheio, com mais de 45 mil pessoas nas bancadas, ele satisfez o público em 12 minutos de grande produção ofensiva, metendo-a lá dentro aos 51' e aos 63'.

Batendo novos recordes: passou a ser o futebolista mais internacional de sempre à escala planetária (197 participações); tornou-se o português com mais golos marcados na equipa das quinas, sendo 120 já; e o Liechtenstein foi a 47.ª selecção a sofrer golos do nosso maior artilheiro dos relvados.

 

Noite de orgulho também para nós, sportinguistas.

Vimos vários dos nossos regressar a Alvalade (Bruno Fernandes, Palhinha e Rui Patrício, por exemplo), contribuindo para a goleada. Vimos Gonçalo Inácio estrear-se na selecção A, actuando durante os 90 minutos deste desafio que marcou igualmente a estreia do seleccionador Roberto Martínez ao comando da turma nacional. Vimos enfim o topo norte e o topo sul do nosso estádio preenchidos com adeptos de futebol.

Portugal começa da melhor maneira a campanha para o Europeu 2024. Já seguimos no comando do Grupo J.

Há um quarto de século que não entrávamos a ganhar numa qualificação europeia.

 

Tudo perfeito? Não.

Considerei uma estupidez aqueles assobios a João Mário, quando saiu do banco, a escassos minutos do fim do jogo. Sintoma de clubite doentia. Visando um jogador que há dois anos foi um dos obreiros do título de campeão nacional para o Sporting.

Nunca pactuarei com o fanatismo daqueles que imaginam as bancadas dos estádios como trincheiras de guerra.

Muito menos quando os alvos são alguns daqueles que serviram com zelo e competência o emblema leonino enquanto estiveram entre nós.

 

ADENDA. Grande João Palhinha: «É muito triste ouvir assobios ao João Mário.»

Pódio: Gonçalo, Edwards, Adán, St. Juste

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Arsenal, da Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Gonçalo Inácio: 19

Edwards: 18

Adán: 18

St. Juste: 18

Paulinho: 15

Coates: 15

Diomande: 14

Matheus Reis: 14

Esgaio: 13

Morita: 13

Pedro Gonçalves: 13

Trincão: 12

Chermiti: 11

Nuno Santos: 11

Fatawu: 1

 

Os três jornais elegeram Gonçalo Inácio como melhor em campo.

Quente & frio

descarregar.webp

Gonçalo Inácio foi um dos heróis da noite ao marcar o primeiro ao Arsenal em casa

Foto: António Cotrim / Lusa

 

Gostei muito da nossa exibição ontem, em Alvalade, contra o Arsenal, com 36 mil espectadores no estádio e apoio entusiástico das bancadas. Antes deste desafio frente ao líder isolado da Liga inglesa, muitos pensariam que um empate seria o melhor resultado possível face ao desequilíbrio entre os dois conjuntos - desde logo por se tratar da equipa mais difícil que nos poderia ter calhado no sorteio e contra a qual nunca havíamos sequer marcado um golo. Depois do jogo, que empatámos 2-2, este resultado acabou por saber a pouco. Ficou a sensação de que podíamos ter ganho. E a verdade é que tivemos o triunfo na mão quando vencíamos por 2-1 e Paulinho, só com o guarda-redes Turner pela frente, atirou para a bancada, desperdiçando um golo que Pedro Gonçalves lhe ofereceu de bandeja. O nosso n.º 28 interveio também no segundo golo, aos 55', num remate em posição frontal que, mal defendido, permitiu a recarga bem-sucedida do mesmo Paulinho. Aos 62' num lance de enorme infelicidade para nós - aliás precedido de falta, ainda sobre o buliçoso Pedro Gonçalves, que o árbitro não quis assinalar - a turma inglesa empatou. Mas o resultado mantém em aberto as nossas possibilidades nestes oitavos-de-final da Liga Europa - agora transferidas para o encontro da segunda mão, em Londres.

 

Gostei das exibições de vários jogadores nossos neste Sporting-Arsenal - que chegou ao intervalo empatado 1-1. Desde logo Gonçalo Inácio, que foi lá à frente marcar o nosso primeiro golo, construído em dois tempos. Primeiro com forte disparo de meia-distância, que Turner defendeu para canto; depois, na conversão deste lance de "bola parada", elevando-se sem marcação e desviando-a para o fundo das redes - confirmando aqui, aos 34', que não é só útil a defender: é também bom executante nos lances ofensivos. Além dele, destaco Edwards: é dele o passe para golo no primeiro, somando já 11 assistências nesta temporada e destacando-se como o nosso maior desequilibrador lá na frente, sempre de olhos na baliza, que alvejou num remate fortíssimo aos 39' (Turner defendeu também). Destaco igualmente St. Juste, com uma exibição impecável tanto como central como ala direito após a saída de Esgaio: salvou um golo arsenalista com um corte espectacular aos 38'. E ainda Adán: intervenções preciosas aos 27' (amortecendo tiro de Zinchenko) e aos 48' (tirando o golo a Martinelli).

 

Gostei pouco do nosso meio-campo muito remendado. Sem Ugarte, ausente por castigo, Rúben Amorim viu-se forçado a apostar em dois jogadores fora das respectivas posições naturais. Morita fez de Ugarte e Pedro Gonçalves fez de Morita, actuando grande parte do tempo como médio de contenção em vez de actuar em zonas de criação, onde pode exibir os seus melhores recursos técnicos. A linha média é, de longe, o nosso maior problema após a defesa se ter reforçado com a recuperação de St. Juste e a vinda de Diomande (grande contratação), e a promoção de Chermiti à equipa principal ter atenuado parte das nossas dificuldades em zonas mais dianteiras. 

 

Não gostei do amarelo que Coates viu, logo aos 23', sem qualquer necessidade - o que impede o treinador de contar com ele no desafio da segunda mão, no próximo dia 16. A esta ausência irá somar-se a de Morita, igualmente amarelado ontem (58'). Também não deveremos contar com o prometedor Bellerín, que ficou fora da convocatória, horas antes da realização do jogo, devido a um inesperado traumatismo no joelho esquerdo. 

 

Não gostei nada de Trincão. Depois do brilharete há oito dias, quando marcou um golaço, voltou às exibições pálidas e sem chama, abusando dos dribles inconsequentes, como se estivesse a jogar sozinho. Só um remate (aos 47') para ficar como registo desta partida frente ao mais sério candidato ao título de campeão inglês. Manifestamente pouco. É um jogador que tarda em encontrar-se com as grandes exibições que prometia ao ser contratado pelo Sporting.

Gonçalo, Pedro Gonçalves... e Trincão

GI.webp

 

Ter o novo seleccionador nacional de futebol a assistir ao jogo, na tribuna de Alvalade, pode constituir um factor adicional de motivação. E se calhar foi mesmo, nesta segunda-feira, em que dominámos por completo e vencemos o Estoril por 2-0.

Sob esta observação intensa do espanhol que sucedeu a Fernando Santos no comando da equipa das quinas, Gonçalo Inácio foi seguramente um dos nossos jogadores que mais terão aproveitado esta oportunidade. Com a linha central à direita agora bem preenchida com St. Juste e Diomande, pode enfim actuar na sua posição natural, à esquerda, como canhoto que é. O que potencia a sua utilização no onze nacional.

Pedro Gonçalves é, naturalmente, outro jogador sob escrutínio. Este nem terá sido dos seus melhores jogos, mas Roberto Martínez - com uma capacidade de observação muito acima da média, até por ter liderado a selecção belga durante seis anos - sabe com certeza que o ex-Famalicão terá de constar das próximas convocatórias.

Resta quem? Nuno Santos, claro. Mas a concorrência é fortíssima: não ignoramos como a ala esquerda está bem servida na equipa nacional. 

Claro que há sempre lugar para uma surpresa. Quase apostaria que Rúben Amorim falou disso a Trincão ao intervalo, lembrando-lhe quem estava na tribuna a tomar notas sobre o jogo. Às vezes estes pormenores fazem toda a diferença. Talvez isto contribuísse para o enorme contraste da exibição do ex-Braga do primeiro para o segundo tempo - exibição coroada com um golo de antologia.

Pode ter sido coincidência. Ou não.

 

Entrar o ano da pior maneira: assim não dá

Marítimo, 1 - Sporting, 0

descarregar.webp

Sporting tropeça no "caldeirão" dos Barreiros: tudo se torna cada vez mais difícil

Foto: Homem de Gouveia / Lusa

 

Tinha tudo para dar certo. Mas deu errado. Desde o primeiro minuto neste embate com o Marítimo, anteontem, no Funchal. A equipa da casa, que ocupa o penúltimo lugar do campeonato e só tinha registado uma vitória (fora) até esta 15.ª ronda da Liga, encostou o Sporting às cordas, impossibilitou-nos de sair com a bola controlada, condicionou a táctica de Rúben Amorim e derrotou-nos com um golo de penálti - castigando falta infantil, totalmente escusada, de Mateus Fernandes.

Entrámos assim da pior maneira em 2023. Perdendo (0-1) contra uma equipa que ainda não tinha vencido no seu estádio, jogando a meio-gás, sem vitalidade nem ânimo. Como se receássemos progredir na tabela classificativa após termos visto o Benfica perder com o Braga (na jornada anterior) e o FC Porto empatar frente ao Casa Pia (nesta ronda).

Está visto que não temos equipa para situações de pressão alta. Parece que estes jogadores comandados por Rúben Amorim se dão melhor quando andam quase a meio da tabela, sem o stress dos lugares de topo. Algo incompatível com o lema fundador do clube - ser «tão grande como os maiores da Europa». Algo inconcebível para um emblema que tem como senha estas quatro palavras de ordem: «Esforço, dedicação, devoção e glória».

 

O esforço andou ausente do relvado funchalense. A dedicação foi mínima, a devoção foi residual, a glória foi nula.

Quinta derrota em 15 jornadas - perdemos uma em cada três. Temos agora o Benfica 12 pontos à nossa frente. o Braga seis pontos acima de nós, o FCP com mais cinco. E atenção ao Casa Pia, que continua a morder-nos os calcanhares: está apenas com menos um.

Rúben Amorim parece ter abdicado daquela ideia do «jogo a jogo», que tão bom resultado teve há dois anos, quando vencemos o campeonato. Desta vez abdicou totalmente ou parcialmente de três titulares, já a pensar no desafio seguinte, contra o Benfica. Pedro Gonçalves fez-se "amarelar" na jornada anterior para limpar os cartões nesta, Nuno Santos só saltou do banco de suplentes aos 57' e Coates saiu aos 75' - estes dois também estão à queima.

A verdade é que o Sporting, para não tropeçar na Luz, naufragou nos Barreiros. Péssima opção do treinador.

 

Morita, que chegou do Catar lesionado e ainda não recuperou, é outro titular indisponível. St. Juste, um dos "reforços" mais dispendiosos de sempre, até hoje só cumpriu um jogo inteiro: desta vez actuou só nos 20 minutos finais. O argentino Talongo, médio defensivo recém-chegado, assistiu à partida do banco de suplentes sem calçar. 

A inédita dupla Ugarte-Mateus Fernandes foi impotente para travar o ímpeto ofensivo do Marítimo - com novo treinador, novo guarda-redes e um novo ala esquerdo (o brasileiro Leo Pereira) que promete brilhar na Liga portuguesa. A célebre "saída em construção" do Sporting começa a ser neutralizada por qualquer equipa adversária que saiba estudar a lição: voltou a acontecer. Sem plano B, enquanto o Rúben Amorim assistia, com aparente resignação, ao péssimo desempenho dos seus jogadores.

 

Nos minutos finais, o desespero do costume: todos à frente, a ver se pingava uma bola perdida que pudesse entrar. Até Adán lá foi. Quando o mais experiente nestas situações, Coates, já não estava em campo. E víamos mais três jogadores amarelados por protestos: Porro, Matheus Reis e Esgaio (este, caso insólito, no banco de suplentes).

É verdade que o árbitro Helder Malheiro fez vista grossa a um penálti sobre Porro, ao minuto 50. Mas a derrota do Sporting frente ao antepenúltimo não se explica por isto. O problema é muito mais profundo e parece ser bastante mais grave.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Passou parte do tempo a jogar com os pés, tentando aliviar a bola da nossa área. Sofreu o golo solitário da marca dos 11 metros: continua sem conseguir defender penáltis.

Gonçalo Inácio - O mais seguro e tranquilo dos nossos jogadores, com cortes providenciais, compensando falhas dos companheiros. Competente nos passes longos, desaproveitados.

Coates - Transmite segurança: não foi por ele que a equipa claudicou. Quando poderia ser mais útil, impondo a sua estatura na busca de um golo de bola parada, já tinha saído.

Matheus Reis - O mais audaz dos nossos centrais, mas também o mais intranquilo. Alterna momentos de bom futebol com lapsos de desconcentração difíceis de entender.

Porro - Veloz, combativo, fez um centro primoroso aos 17', afastando a pressão adversária com um centro milimétrico para Paulinho marcar. Foi sempre um dos mais inconformados.

Ugarte - Regressou após castigo. Competente como médio defensivo, fracassou na parceria com Mateus Fernandes: faltou-lhe Morita para fazer a diferença. Continua infeliz no remate.

Mateus Fernandes - Estreou-se como titular na Liga. Tentou mostrar serviço, sem conseguir. Falhou passes, intercepções, ligação com o ataque. Fatal, o penálti que cometeu aos 53'.

Arthur - Substituiu Nuno Santos, poupado a pensar no clássico do próximo domingo. Tão discreto como ineficaz. Foi anulado como ala esquerdo. Saiu aos 57': o lugar é de Nuno.

Edwards - Recebeu um amarelo muito cedo, logo aos 11. Parece tê-lo afectado. Foi-se retraindo, sem fazer a habitual diferença, até se tornar inoperante e ser substituído.

Trincão - Uma das suas piores exibições pelo Sporting. Nada lhe saiu com precisão. Também não fez grande esforço nesse sentido. Ou passava mal ou recebia mal a bola.

Paulinho - Teve uma oportunidade (17'), travada por grande defesa do guarda-redes Carné. Depois revelou fragilidades no posicionamento, desaproveitando o pouco que lhe surgiu.

Nuno Santos - Só aos 57' Amorim se convenceu que era mesmo preciso colocá-lo em jogo. Ele correspondeu, aguerrido como sempre. Mas sozinho não conseguiu fazer a diferença.

Rochinha - Rendeu Mateus Fernandes aos 65'. Frágil nos confrontos individuais, movimentou-se muito mas foi quase sempre inofensivo. Falta-lhe envergadura física.

St. Juste - Após longa ausência, provocada pela quarta lesão desde que chegou, substituiu Coates (75'). Actuou mais à frente, quando o Marítimo já não saía do seu reduto. Em vão.

Jovane - Substituiu Edwards (75'). Displicente, desconcentrado, parece apostado em não vingar no Sporting. Marcou um canto de modo caricato, atirando a bola para fora.

Muitas dúvidas, algumas perguntas e poucas respostas

Ontem à noite saí de Alvalade irritado, aziado com uma derrota que nos deixa a 8 pontos da liderança, com muitas perguntas e poucas respostas, a escassos dias do encerramento da presente janela de transferências, não sei se ainda vamos a tempo de salvar algo, mas aqui vou partilhar com os leitores o meu estado de espírito:

-Por razões de contabilidade, o SCP não poderia deixar de vender Matheus Nunes por 45+5 milhões de euros, mesmo que a oportunidade tenha surgido em vésperas de clássico. Alguém já contabilizou quanto se irá perder, em caso de não presença na fase de grupos da UCL na próxima época?

-Por que razão não havia um plano B? A saída de Matheus Nunes não deveria implicar uma substituição imediata? Para mais, sabendo que o substituto natural, Daniel Bragança, está desde há várias semanas afastado dos relvados por um longo período.

-A saída de I. Slimani do plantel, não vou aqui alimentar polémicas ou teorias conspirativas, estou completamente ao lado do treinador nesta matéria, mas sabendo que se perdeu um dos dois avançados mais importantes do plantel, não teria sido avisado, atempadamente, substitui-lo? Para cúmulo do azar, goste-se ou não de Paulinho, o único avançado lesiona-se, ficando a equipa privada de jogar num dos dois sistemas tácticos que treinou, passando a frente móvel no ataque a ser plano único, sem alternativa.

-A não ser que algo de muito extraordinário aconteça, como por exemplo a chegada de D. Sebastião de Manchester, só poderemos tirar a conclusão que houve má gestão na construção do plantel. E mesmo que tal acontecesse, não apagaria a má-gestão do dossier meio-campo. Por muitas culpas que possam ser atribuídas a Rúben Amorim, que não está isento, a verdade é que o nosso treinador está longe de ter os poderes dos treinadores da Premier League.

-Quanto ao jogo de ontem, para além do factor sorte e azar, que não nos favoreceu na primeira parte, poderíamos ter chegado ao intervalo com o jogo resolvido, foi um daqueles jogos que pedia mesmo uma referência na área. Que falta fez ontem Paulinho. Mas a falta de alternativas levou a jogarmos com vários jogadores móveis na frente de ataque, que desequilibraram, mas não finalizaram. E como alguém sempre diz, quem não marca, arrisca-se a sofrer.

-Não compreendi algumas mexidas na equipa. Para começar, o recuo de Pedro Gonçalves, para a entrada de Rochinha, implicando a saída de Morita. O meio campo perdeu clarividência. Depois a substituição de Luís Neto no início da segunda-parte, que quanto a mim decidiu o jogo, porque intranquilizou a defesa, que até aí chegava e sobrava para as investidas dos flavienses. Refiro-me à entrada de Matheus Reis e passagem de G. Inácio da esquerda para a direita, quando para substituir L. Neto estava no banco, em condições de jogar, tanto assim é que acabou por entrar mais tarde, St. Juste. O futebol também é simples, tirar um central de pé direito e colocar outro com as mesmas características, teria sido preferível.

-Após os golos do D. Chaves, foram dois seguidos, o segundo resulta de erro dos nossos defesas, antes de marcarem o primeiro, já A. Adán havia feito uma enorme defesa, o SCP deixou de existir. Tivéssemos tido um agitador no banco, poderia ter sido Rochinha se não tivesse sido aposta inicial, talvez hoje estivéssemos a criticar algumas opções, a falar da necessária abordagem ao mercado, mas não a lamentarmos a perda de pontos em Alvalade.

A época 2019/2020 ainda está relativamente perto, não foi uma época para esquecer, bem pelo contrário, convém sempre revisitá-la, para que não se repita. Desde logo agora com o mercado a encerrar, precisamos reforços, mas não como então, quando vimos chegar, Fernando, Jesé e Bolasie.

Também não faz sentido algum pedirmos a cabeça do treinador. Já percebemos que também erra, a estrelinha nem sempre o acompanha, mas colocou-nos num patamar que há muito não alcançávamos. Precisamos estabilidade. E que os responsáveis se sentem à mesa, analisem o que está a faltar e corrijam.

 

P.S. – Os comentários estão moderados, não publicarei comentários insultuosos, sejam para quem forem, nem irei tolerar linguagem inapropriada. Para explanar uma ideia ou criticar, não é necessário ofender seja quem for.

O dia seguinte

Em Alvalade a cores e ao vivo e depois revendo pela TV com os comentários de alguém que sabe ver o jogo pelos olhos dum ex-praticante, sem palas clubísticas nem estúpidas vaidades que servem apenas para esconder a ignorância, o ex-defesa esquerdo do Benfica, o Pedro Henriques, o que posso dizer é que foi mais um confronto de pré-época muito bem conseguido.

Entre Vilarreal, Roma e agora Sevilha, o Sporting encontrou adversários de nível Champions / Liga Europa com um futebol próximo daquele que é praticado na nossa Liga e que puseram a nu as suas limitações em termos de plantel e desempenho individual e obrigaram os jogadores a suplantar-se. No final das contas, foram dois empates e uma vitória. Após o próximo confronto com o Wolves, penso que ficaremos em condições de entrar nos jogos a doer com o pé direito.

 

Talvez o clube mais próximo do FC Porto em Espanha seja o Sevilha. É um clube regional, com grande "aficción", grande cobrança em termos de atitude em campo, grande competência nas competições europeias.

Claro que não passa pela cabeça do Sevilha sonhar no controlo da Federação, da arbitragem espanhola, a fruta e o chocolate andaluz se calhar não têm o mesmo efeito, além dos dois grandes da capital existem o Barcelona, o Desp. Corunha e o Atl. Bilbau, enfim de Portugal a Espanha vai uma grande distância. Nenhum idiota presidente de Real Madrid e Atlético de Madrid morre de amores pelo Sevilha, por muito bom que seja o "solomillo" local.

Mas ontem, com Lopetegui, Fernando, Torres e Corona, parecia que era o FC Porto do outro lado, o que ainda tornou mais amarga a primeira parte, onde fomos completamente trucidados pelo tikitaka do Sevilha. Claro que a lesão de Ugarte logo a abrir o encontro contribuiu para isso, o meio-campo deixou de existir, e toda a equipa ficou desorientada, um pouco como aconteceu em Alvalade contra o Ajax na época passada com a lesão de Inácio.

O Sevilha fez o que quis, defendeu, controlou e atacou com perigo embora sem eficácia nos finalmentes. 

Foi uma primeira parte do pior da era de Rúben Amorim, digamos que era motivo para saírem os onze e entrarem outros onze, se não houvesse o problema de... onde estavam outros onze de valor idêntico?

 

Amorim fez a coisa certa. Perante um Sevilha a fazer descansar os titulares, apostou nos seus, a equipa correu mais, pressionou mais, a inferioridade numérica no meio-campo deixou de ser notada, os espaços começaram a existir e o empate aconteceu num grande remate de Paulinho solicitado por um ainda melhor passe do Pedro Gonçalves.

Depois veio a marcação dum penálti a favor do Sporting justamente revertido após advertência do VAR, só é pena que o sr. árbitro não tenha visto e marcado penálti em dois lances da primeira parte onde o contacto existiu. De certeza que não seriam revertidos.

Terminado o jogo empatado, vieram os penáltis muito bem marcados por um lado e outro, até Fatawu quase partir a trave com a potência do remate. Temos ali um ala esquerdo de excelência, vamos com calma que ele ainda só tem 18 anos, mas para marcar penáltis...

 

Este jogo demonstrou uma coisa: Pedro Gonçalves pode voltar às origens, mesmo que pouco acerte nas balizas actualmente, e ser um médio de excelência. E com isso ajudar a resolver o grande problema existente no meio-campo do Sporting com a saída de Palhinha, a lesão de Bragança e a cabeça à roda de Matheus Nunes.

 

Melhor em campo? Para mim, Gonçalo Inácio que esteve muito bem e evitou piores males. 

Prémio de resiliência? Tabata, largos minutos a aquecer para apenas render Paulinho a 10 minutos do fim ainda marcar um penálti de forma irrepreensível.

Prémio da melhor raça argentina? Acuña. Paulinho estava no chão, mas quem tinha obrigação de parar o jogo era o árbitro. Os dois que disputavam o lance, Trincão e Acuña, olharam para o árbitro, ele nada fez, Trincão continuou a olhar, Acuna seguiu a jogar, completamente no seu direito. Depois vieram as bocas, ele reagiu mal e armou-se a confusão.

O fair-play é uma treta, já dizia o JJ, apenas serve para premiar os batoteiros e é mais uma prática estúpida do futebol português. Para mim esteve muito bem Acuña em prosseguir com o lance e muito mal Trincão em alhear-se do mesmo. Depois foi o depois. Mais uma vez e depois do que aconteceu com o Rui Patrício as claques envergonharam o clube, a insultar a pobre senhora mãe dele. Mas enfim, são as contas do assalto a Alcochete para saldar, enquanto o presidente dessa altura já partiu para outra e confessa que agora consegue mergulhar graças ao novo amor.

Mas com Acuña e depois daquela cena da emboscada da seita do Sérgio Conceição (penso que com Corona em plano de destaque) no Dragão para colocá-lo fora da final da taça que seria uma semana depois, ele ter conseguido aguentar-se à bronca, chegar ao Jamor e centrar para o golo de Bas Dost e levar o batoteiro mal educado a fazer aquela triste figura na tribuna, eu não consigo dizer mal do homem, até acho que o Sporting devia procurar urgentemente na Argentina dois ou três iguais a ele. Ou no Uruguai dois ou três iguais a Ugarte, já agora. Gosto muito do rapaz, embora como o Coates e o próprio Acuña sejam viciados em erva (no caso o mate). Um destes dias provo a mistela.

SL

Sarabia por Gonçalo?

Consta que o Paris Saint-Germain gostaria de receber Gonçalo Inácio, estando disponível para pagar 30 milhões de euros pelo nosso central, formado em Alcochete. A SAD leonina já terá mandado dizer que Gonçalo só sai pela cláusula de rescisão, fixada em 45 milhões.

Deverá mudar de posição, aceitando a proposta do clube parisiense, se a negociação incluir o regresso de Sarabia a Alvalade, novamente por empréstimo?

É um cenário talvez não tão improvável como possa parecer. Veriam isto com bons olhos?

Balanço (8)

image.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GONÇALO INÁCIO:

 

- Paulo Guilherme Figueiredo: «A lesão de Gonçalo Inácio no início do jogo é um azar enorme, de que a equipa nunca recuperou (nem Amorim parecia preparado para gerir). Mas também levanta sérias questões, porque indica que o jogador não estava em condições de entrar em campo.» (16 de Setembro)

- Edmundo Gonçalves: «Hoje foi o dia mau do Gonçalo Inácio. Perdemos muito por culpa dele.» (23 de Janeiro)

- Luís Lisboa: «Mais uma vez gostei bastante de Gonçalo Inácio, que tem tudo para vir a ser o futuro comandante da defesa do Sporting.» (30 de Janeiro)

José Navarro de Andrade: «Nesta época o Sporting já confirmou a maturidade de Matheus Nunes e Gonçalo Inácio que há um ano eram apenas debutantes.» (11 de Março)

Eu: «Merece o destaque sobretudo pelo magnífico golo que marcou, num fortíssimo disparo rasteiro com o pé esquerdo, a 30 metros das redes. Desmentindo aqueles que se queixam de "não haver remates de meia-distância" neste Sporting.» (10 de Abril)

O dia seguinte

Era um jogo em que nada havia a perder mas que não era evidente o que valia mais a pena ganhar.

Rúben Amorim escolheu ganhar o respeito por si mesmo e pelos seus jogadores, mostrar que o resultado da primeira volta aconteceu mas não reflecte de forma nenhuma a diferença entre as duas equipas, deixar a melhor imagem do Sporting na Europa e no exigente mercado inglês.

E conseguiu isso com um onze desfalcado de quatro titulares, com uma dupla de médios inédita e numa fase de evidente desgaste de vários jogadores importantes do plantel.

Obviamente que o Man.City vinha dum dérbi desgastante, tinha a eliminatória resolvida e não tinha necessidade de dar o máximo, mas ainda assim teve aqueles movimentos característicos duma das melhores equipas do mundo: parece que jogam de olhos fechados, todos sabem o que os outros vão fazer, o perigo para o adversário é constante.

Depois duma primeira parte em que o Sporting defendeu bem mas teve imensa dificuldade a sair a jogar, e dum início da segunda marcada pelo golo anulado ao adversário, a troca dum ausente Sarabia por um motivado Edwards transformou a equipa, tornou-a muito mais incisiva e as oportunidades para marcar aconteceram, a mais flagrante das quais desperdiçada por Paulinho frente ao guarda-redes.

E o jogo terminou com o Man.City a desperdiçar também ocasiões para sentenciar o resultado.

Grande jogo de Inácio e Ugarte no tempo todo e de Edwards enquanto jogou. Todos os pesos-pesados - Adán, Coates, Neto, Paulinho e Slimani - estiveram muito bem, Matheus Reis também. Tabata demonstrou que o lugar dele é no meio e não nos lados, Porro está ainda a recuperar o tempo perdido pelas lesões. E mais um miúdo de 16 anos se estreou, agora o Rodrigo Ribeiro. Esgaio devia recordar-se dos tempos em que foi o melhor marcador da equipa B e sentir-se mesmo mal com aquele pontapé de ressaca para o 4.º anel do estádio.

Assim o Sporting encerrou com final mais ou menos feliz a sua campanha na Champions deste ano, terminando com 3V 1E 4D e encaixando uns 40M€ que muita falta fazem. Agora só tem é de lá estar na próxima. E se possível fazer ainda melhor, aproveitando tudo o que conseguiram aprender nos confrontos com as grandes equipas que defrontámos este ano.

E agora mudar o chip, pois temos de ir a Moreira de Cónegos na segunda-feira. E só a vitória vai servir.

 

#JogoAJogo

SL

O dia seguinte

Alguém disse, e com razão, que as finais não são para se jogar, são para se ganhar.

O Sporting ganhou mais esta final porque foi muito mais tudo que o Benfica. Mais equipa, mais mentalidade ganhadora, mais controlo do jogo, mais ocasiões de golo, mais individualidades a destacar-se.

O Benfica só disfarçou a coisa porque marcou na única vez em que ameaçou a baliza de Adán, um belo golo dum Cebolinha que anda a perder tempo naquela confusão de sítio quando poderia explodir no 3-4-3 de Amorim.

Tudo isto não quer dizer que o Sporting tenha feito uma grande exibição. As duas derrotas fizeram mossa, a articulação do tridente ofensivo deixou muito a desejar, voltaram a esconder-se atrás dos defesas contrários e Paulinho... mais uma na trave. Pode não ganhar a Bota de Prata, mas o Poste de Prata ninguém lho tira.

Gonçalo Inácio e Ricardo Esgaio estiveram muito bem, demonstraram mais uma vez a raça de que são feitos, e a injustiça de como foram tratados por alguma escumalha das redes sociais depois das noites infelizes que tiveram. Se calhar ao jeito que ainda ontem em plena primeira parte num sítio conhecido se desancava sem piedade nos jogadores do Sporting e se sugeria que o lampião Amorim conspirava para fugir para o outro lado da 2.ª circular.

Mais um título ganho nestes últimos três anos: 1 CN, 1 TP,  1 ST, 3 TL. E continuamos na luta para mais dois. Sabendo reconhecer quer as forças visíveis e invisíveis, algumas mafiosas, dos rivais, quer as falhas proprias, sem bazófia, concentrados, jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Melhor do que selecção: eis uma equipa

Foi uma das melhores exibições de sempre da selecção sub-21. Acabo de ver o jogo, transmitido pelo canal 11: uma lição de futebol. Com desenvoltura, compromisso e alegria. 

Vencemos Chipre 6-0 nesta partida, disputada em Faro. Estivemos mais perto de fazer o sétimo do que os cipriotas de conseguirem o primeiro. 

Vamos muito bem lançados para carimbar o apuramento para o Europeu sub-21. Cem por cento vitoriosos até agora: cinco jogos, cinco triunfos, nem um golo sofrido.

Parabéns ao técnico Rui Jorge (hoje ausente do banco, por ter Covid-19), parabéns a todos os jogadores. Em especial aos nossos meninos: Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio, defesas centrais titulares. Eduardo inicia o lance de que resulta o quarto golo e Gonçalo marcou o segundo, de cabeça, à Coates, na sequência de um canto. O seu primeiro golo pelos sub-21, logo à segunda internacionalização.

Recomendo a todos os leitores: se puderem, vejam todo o lance do nosso sexto golo. Antecedido de 30 passes seguidos sempre com posse de bola do nosso lado. Digno de antologia.

Eis a diferença entre uma selecção e uma equipa. Estes sub--21 formam uma verdadeira equipa.

O árbitro bem tentou, mas o campeão voltou!

Nem preciso recorrer ao critério utilizado no SCB-SCP da época passada, ao Gonçalo Inácio, essa missa foi celebrada por outro padre. Hoje, durante a primeira parte, Raul Silva teve duas entradas por trás, qualquer delas a merecer o cartão amarelo. O padre Godinho entendeu avisar na primeira e mostrar amarelo na segunda.

Durante a segunda parte, Mateus Reis cometeu idêntica imprudência, mas o árbitro não utilizou o mesmo critério. Nem vou falar nos protestos de Galeno, que teriam merecido outra atitude, pelos constantes protestos.

Em Braga, assistimos à celebração de missa, provavelmente encomendada pelo bafiento tuga soccer. Mesmo assim, vencemos...

O campeão voltou!

Balanço (7)

image.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GONÇALO INÁCIO:

 

José Navarro de Andrade: «Se cá atrás Max voltar e Gonçalo Inácio se afirmar, que é o que deve ser, da linha de meio-campo em diante com este plantel as combinações são infindáveis.» (7 de Outubro)

- Luís Lisboa: «Mais uma vez gostei bastante de Gonçalo Inácio, que tem tudo para vir a ser o futuro comandante da defesa do Sporting.» (16 de Dezembro)

- Francisco Vasconcelos: «Apesar de um tremendo potencial, parece-me ainda verde e a precisar de rodar.» (13 de Janeiro)

Eu: «Grande exibição do jovem promovido por Amorim à equipa principal. Para este jogo, o treinador atribuiu-lhe uma pesada responsabilidade: substituir Coates no eixo defensivo, ficando Neto (regressado ao onze titular, como capitão) à direita e Feddal à esquerda. Ele cumpriu com brilho e distinção» (21 de Março)

Zélia Parreira: «Vi o primeiro amarelo de Gonçalo Inácio e comecei a ficar sem vontade de nada. Aos 18 minutos, a expulsão. A minha superstição de não ver os jogos na tv falou mais alto e mudei de canal.» (26 de Abril)

{ Blogue fundado em 2012. }

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D