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És a nossa Fé!

Isso não se faz ao primo!

 

Hoje, nas páginas de "a Bola", Eduardo Barroso "acusa o toque" deste post do seu primo e nosso colega de blog, José Manuel Barroso, e responde-lhe. Confesso que vi apenas duas novidades na resposta de Eduardo Barroso: a primeira foi a de saber que ele acompanha este blog, directamente ou através do seu filho, o também nosso colega de blog, Eduardo; a segunda, bem mais impactante, foi a de termos tido conhecimento que o nosso colega de blog, José Manuel, não vai ter direito a sobremesa no próximo jantar de família! Há punição mais severa para um suposto delito de opinião?

O Cabotino

 

Da entrevista do sobrinho do dr. Mário Soares já algo foi dito neste blog, e ela é o suficientemente explícita. Defendendo eu o que o título dessa entrevista anuncia e entendendo eu o que Barroso afirma (atendendo ao que se passou sob a sua presidência, mesmo para continuar Godinho Lopes tem que se legitimar através de eleições) gostaria de realçar o ponto central dessa entrevista. Logo no início quando o ilustre cirurgião refere que o seu filho o aconselhara a não conceder a entrevista.

 

Para mim a questão é outra: o que passa na cabeça de alguém para convidar este cabotino absurdo para presidente da mesa da assembleia-geral do clube? Muito me diz sobre a sua fragilidade. Pois este homem não serve. E alguém que o convoca também não tem o tino suficiente para servir.

Pobre Sporting!

Tal como eu previ há dias atrás, o Sporting entrou em 'guerra civil'. Já não bastavam os inimigos externos - entre os quais o jornal A Bola - agora temos lutas fraticidas entre o presidente da AG e o presidente do clube. Já não bastavam os resultados desportivos dececionantes do futebol, agora temos entrevistas que só servem para dar mais argumentos a quem nos quer ver mais nas lonas. Uma coisa é ter opinião crítica sobre a situação do clube, outra diferente tornar tudo mais difícil e depressivo pela mão de membros dos órgãos sociais. Na entrevista do presidente da AG a A Bola, só não entendi uma coisa: ele quer ou não que GL termine o mandato, como começou por dizer na entrevista? Se sim, porque lhe pediu (na mesmissima entrevista) que se demitisse e se recandidatasse? Se sim, porque disse ser inevitável (na mesmissima entrevista) convocar uma AG, embora confesse não saber ainda como o fazer estatutariamente? E se convocar uma AG, em que qualidade a presidirá? Na de presidente da mesa da AG ou na de co-líder da oposição interna? Será representante de todos os sportinguistas ou líder de facção? Pobre Sporting! O FCP, o SLB e o clube de Braga agradecem emocionados... Tantas prendas de Natal!

O Siderurgião

Eduardo Barroso é, ao que me dizem amigos e familiares do seu meio profissional, um excelente cirurgião, com uma reputação acima de quaisquer dúvidas ou suspeitas sobre as suas qualidades técnicas e científicas. O que não quer dizer que faça a mais pálida ideia do que são as funções e o comportamento exigíveis a um Presidente da Mesa da Assembleia Geral, seja do que for. É como se eu, não que queira arvorar-me em especialista na condução de tais assembleias, me pusesse agora a fazer transplantações de fígado. Algo correria mal, pela certa. Eduardo Barroso está na mesma. Como titular deste órgão social, parece  ter é competências de ferrador. Para retomar uma piada já antiga,é mais um siderurgião.

O que dizer a isto?

Eu, deito as mãos à cabeça. Já nem falo da questão do "ego" porque isso é matéria mais do âmbito do Dr. Daniel Sampaio, mas, entre outras "pérolas", ter dito isto sobre um treinador correcto e pacato como Franky Vercauteren é que me "tirou do sério": (Sobre Vercauteren) "Quando soube lá me explicaram que tinha sido um jogador internacional e lá me lembrei. Mas um treinador belga? Mas quantos treinadores belgas há em bons clubes no Mundo? Que escola tem a Bélgica?"

Quando a declarada ignorância e o assumido preconceito se juntam, o resultado é este...

Como é possível, é a pergunta que faço? É isto que se espera de um Presidente da Mesa de Assembleia Geral do Sporting? Ser parte do problema? Do restante conteúdo nem falo mais, apenas por respeito à época em que nos encontramos, menos propicia a actividades beligerantes. Assim sendo, por aqui me fico. Direi apenas que, a cada dia que passa, este meu post ganha actualidade. Depois não esperem que fique tudo na mesma. Porque, no que me toca, não vai ficar. Ai não vai, não!

Um ego do tamanho do mundo...

Eduardo Barroso, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, não é capaz de parar para pensar. Mais grave do que isso, ou bem que fala de menos, ou bem que lhe dá para usar e abusar das suas duplas funções de comentador/PMAG do Sporting, despejando diariamente nos media uma inusitada e incontida verborreia que em nada prestigia as funções que ocupa, que se quereriam discretas. Mas ainda mais grave do que dar pública nota do seu ego universal, é a incapacidade de constatar que desempenha de forma muito deficitária as funções em que foi empossado. Explicitando: antes de sequer pensar marcar uma assembleia Geral, Barroso deveria ter como principal preocupação a de saber se, de um ponto de vista meramente burocrático, ou seja, de conformidade com os Estatutos do clube, está, entre outras, garantida o número q.b. e a fiabilidade das assinaturas e o facto de os seus proponentes terem, ou não, as quotas em dia. Para além, evidentemente, de cuidar de saber se os pressupostos financeiros previstos nos Estatutos para a convocação de uma assembleia deste tipo se verificam. Só chegado a esse ponto é que Barroso se poderia pronunciar mas sempre em nome do colectivo "Mesa" a que preside e não a título individual, como amiúde faz. De resto Barroso confunde funções e revela, também, uma incontida vontade de extravasar as competências estatutárias que lhe cabem, quiçá por não se sentir aproveitado, como bastas vezes afirmou, ao se dirigir, de forma insólita, e directamente, aos credores do Sporting, ao invés de cuidar de o fazer junto do seu colega Presidente do Conselho Fiscal do clube, órgão que dispõe de toda a informação sobre contas e que, esse sim, pode estabelecer as referidas pontes. 

Espera-se, pois, que a época natalícia traga alguma calma ao conhecido cirurgião e que, entre o bacalhau e as rabanadas, seja capaz de reflectir, de forma menos ligeira do que habitualmente faz, acerca do modo como desempenha as suas funções no nosso SCP.

Um Sporting em 'guerra civil'

Parece haver muita gente a confundir discordância ou oposição à atual direção do nosso clube com o direito a, sem mais consequências, qualquer dos membros da mesa da AG manifestar publica e militantemente ser oposição ao presidente Godinho Lopes. Se querem ser oposição declarada (leia-se a entrevista do do dr. Daniel Sampaio ao Record e siga-se o ziguezague opinativo do dr. Eduardo Barroso no Prolongamento), demitam-se e atuem como oposição. Porque, no momento em que assumirem - de facto - o papel de liderança da fação que quer o dr. Bruno Carvalho como presidente (e nada a opor, se o processo for eleitoralmente democrático), os membros da mesa da AG deixam de ser representantes do TODO para serem representantes de UMA PARTE dos associados. E, ao fazê-lo, declaram - já declararam! - o clube em guerra civil. Na minha opinião, de tudo o que o nosso clube menos necessita, neste preciso momento, é de isso: de uma guerra civil declarada. E, se o PMAG quer realmente «salvar» o Sporting, como vem afirmando, deveria aproveitar a particular circunstância de ser amigo 'institucional' do presidente Godinho Lopes e amigo e aliado 'político' do putativo presidente Bruno de Carvalho para unir os sportinguistas numa plataforma de 'salvação nacional' (?!). Começando por pôr os dois a conversar sobre os 120 milhões de euros de investidores que BC afirmou ter no bolso em recente AG do nosso clube e que nunca mais aparecem - e talvez sobre outras coisas. Que diabo! Quantos Sportings há no Sporting? No clube em que (ainda) me entendo julgo haver apenas UM.

Demissão inevitável

Durantes semanas ameaçou demitir-se. Avançou, recuou, voltou a avançar, voltou a recuar. A verdade é que acabou por ficar tudo na mesma. Ontem voltou a falar. Não se sabe muito bem se foi o Eduardo adepto ou o Eduardo Presidente da Assembleia-Geral do Sporting ou, mesmo, o Eduardo comentador. A verdade é que Eduardo Barroso falou e, como sempre, com o coração "ao pé da boca", falou demais. Reconheço a Eduardo Barroso o seu sportinguismo. Mas o Presidente da Assembleia-geral do Sporting, de seu nome Eduardo Barroso, reputado médico, não pode dizer o que disse. Aliás, poder pode, tem é de ser consequente com o seu pensamento. A última coisa que se espera de um Presidente de uma Mesa de Assembleia-Geral, e digo-o por experiência própria, é tomar partido. Seja por quem for. Isso é algo que está vedado ao Presidente de todos os associados, da mais modesta à mais importante agremiação, sendo que o SPORTING não pode ser excepção. Não o pode pois fazer, por muito que isso lhe custe. Mas foi exactamente isso que Eduardo Barroso ontem fez. E fez mal. Em primeiro lugar porque, se tivesse escutado bem a entrevista de Luiz Godinho Lopes, teria ouvido que o presidente do Sporting deixou bem claro que, quando falou de 100 médicos, não se referia a Eduardo Barroso. Mas Barroso, "tomado de dores", mas dores mais próprias de um malade imaginaire, encarou isso como uma referência directa e pessoal. Em segundo lugar porque não cabe ao presidente da Assembleia Geral dizer se devem ou não existir eleições, tarefa que é exclusivamente reservada aos sócios, de que ele é "apenas" um "premium inter pares". Em terceiro lugar porque Barroso falou exactamente na altura mais inoportuna, quando uma nova esperança no sentido da recuperação da equipa surge por via da feliz contratação para manager de Jesualdo Ferreira.

Agora, o mínimo que se espera de Eduardo Barroso, e fazendo mesmo apelo ao seu sportinguismo, é que seja consequente com o seu pensamento. E, sem dramas de espécie alguma, se "limite" ao seu papel de comentador e de torcedor de bancada. Só isso já será uma grande ajuda para o SPORTING.

O fim

Contradigo-me, ainda ontem aqui fiz profissão de fé em não falar da direcção do clube. Mas as notícias de agora mesmo, com a chegada de um "civil" para gerir o futebol do Sporting e a contratação do treinador que foi despedido quando este presidente chegou ao clube mostram um total desnorte. Insustentável.

 

Uma coisa é a legitimidade formal, que Godinho Lopes tem. Outra coisa é a legitimidade associativa, "política". Godinho Lopes ganhou umas eleições tangencialmente. Fruto da distribuição de votos no colégio eleitoral sportinguista, excessivamente desigual, como o poderá dizer qualquer pessoa crescida em democracia. E fruto da simpática memória que alguns membros da sua lista despertavam, por via dos triunfos que conduziram na última década.

 

Godinho Lopes já não tem essa direcção. Está dizimada. Sem, entre outros, o ex-polícia enriquecido, com práticas inaceitáveis no clube, e os responsáveis do futebol que ele agora decapitou, o presidente está praticamente só se pensarmos na equipa com chegou. Só e desnorteado.

 

E fragilizado. Sensível até a um presidente da Assembleia Geral. Que pode ser uma excelente pessoa e um excelente profissional. Mas que é, em termos públicos, um puro cabotino. Não me esqueço da sua zanga com a anterior direcção, pois não tinha sido convidado para uma qualquer tribuna presidencial. O que arengou na TV por causa disso. Homem sem espelho, sem noção do ridículo próprio. Incomensuravelmente cheio dele próprio. E, obviamente, como Godinho Lopes, desnorteado.

 

Não há condições para que estas lideranças do clube continuem. Não é uma opinião. É uma mera constatação.

 

O meu primeiro postal aqui foi invocando João  Rocha. Que deixou o clube em meados dos anos 80s com enorme património e julgo que sem défice. Amado de Freitas, grande sportinguista, deixou algum défice mas nada gravoso. Sousa Cintra, tão gozado pelos bem-pensantes pela sua maneira de ser, foi crucificado à saída pela pré-falência em que deixou o clube, ao que diziam 5 milhões e 400 mil contos. Depois vieram os notáveis, nomes sonantes oriundos da banca e da construção civil, a gente a que os basbaques chamam de "boas famílias", nada mais do que dinheiro "algo velho" que sabe onde o multiplicar. Agora o clube deve, sei lá, mais de 60 milhões de contos e não tem património. Isto é um estupro. E é exactamente o que a banca e a construção civil fizeram ao país. Arruinaram o país, arruinaram o clube.

 

O que o Sporting precisa? Que a bola entre. E que estes notáveis, este grupo sociológico, sejam afastados. De vez. E não me venham falar do "sportinguismo" como se sacro seja. Principalmente quando o deste conglomerado que escangalhou o clube. E, pior ainda, de gente que escangalhou o país, o vendeu à revelia da lei, torneando as leis, forçando as leis. Influenciando a justiça, esmagando a justiça.

 

No meio disto ... que se lixe a taça!

 

Três conselhos a Godinho Lopes

  1. Demitir Luís Duque. Independentemente de Duque até poder nem ser responsável pelo impasse (suicidário) na escolha do novo treinador, foi da sua responsabilidade a escolha (que se revelou desastrosa) do adjunto do Pedro Caixinha para treinador principal do Sporting. A equipa é boa mas não rende, o dinheiro investido é muito e os resultados são paupérrimos. O líder do futebol tem de ser responsabilizado.
  2. Resgatar Domingos Paciência. A demissão de Domingos foi extemporânea e muito mal explicada. Uma vez concretizado o ponto 1), estariam reunidas as condições para voltar ao posto que ocupava originalmente, com a missão de, até ao fim da época, obter a qualificação para a Liga dos Campeões e ter uma boa presença na Liga Europa e na Taça da Liga, tentando mesmo ganhá-las. Domingos ainda é funcionário do clube, e teria, concretizado o ponto 1), condições para mostrar o que vale. 
  3. Cortar relações institucionais com a Mesa da Assembleia Geral. A direção (recuso-me a usar a designação cretina de "Conselho Diretivo" - o Sporting não é uma escola secundária) não pode demitir a AG, mas pode (e deve) declarar que esta não merece a sua confiança. Ou pelo menos o seu presidente, que tem agido de uma forma inconsequente, irrefletida, irresponsável e desestabilizadora, como um vulgar adepto. Eduardo Barroso nunca teve vocação, e presentemente já não tem condições, para ocupar o cargo que ocupa. Mas isso só ele pode concluir. Godinho Lopes só pode dar-lho a entender mas, uma vez mais, antes disso precisa de fazer alguma coisa no futebol. O ponto 1) parece-me indispensável e o 2) o mais sensato.

Adenda: escrevi este texto antes de saber os desenvolvimentos  mais recentes. O ponto 1) já se concretizou (tenho pena da saída de Carlos Freitas). Restam o 2) (que, reitero, deveria ser seriamente ponderado) e o 3).

O que dizem eles

 

« Falhou a escolha do treinador Domingos e a hipótese Sá Pinto, que no final parecia mais preocupado com a sua imagem do que levar a equipa para a frente ».

 

-    Eduardo Barroso    -

 

Observação: Fui crítico da escolha de Ricardo Sá Pinto logo à partida - pela sua inexperiência - mas nunca questionei a sua dedicação, devoção e o seu querer vencer. Aparentemente, o seu «coração de leão» não convence todos.

 

As mágoas do meu coração sportinguista

É difícil descrever as mágoas profundas que sinto no meu coração sportinguista, pelas palavras do presidente da Assembleia Geral do Sporting, proferidas, ontem, numa festa do núcleo de Almoçageme:

 

« Não fui inconsciente quando marquei o Conselho Leonino. É preciso que o Sporting comece a discutir o presente e o seu futuro, a começar pelos orgãos sociais. Estou muito preocupado com o futuro de meu clube. Os dirigentes têm de repensar o presente e o futuro porque a situação é mais complicada do que podemos pensar. A nível financeiro a estratégia está a esvair-se, a situação é trágica e o financiamento do clube pode estar em causa pelas dificuldades dos bancos. A estratégia desportiva também falhou. Domingos, Sá Pinto e agora um grande sportinguista à frente da equipa, mas não será por esse caminho que o Sporting ficará mais forte. Basta recordar as suas palavras após o clássico. O presidente terá o nosso apoio se conseguir uma nova estratégia. Assim, podemos ser condenados a desaparecer, pois o que está em jogo é o futuro do nosso clube. E a SAD está a conduzir o nosso clube para uma tragédia ».

 

E pensava eu que a campanha eleitoral em curso estava a decorrer no outro lado da Segunda Circular !... O momento não é propício para pormenorizar o discurso proferido pelo dr. Eduardo Barroso, mas existindo causa legítima para recear uma autêntica «tragédia», como as suas palavras bem sublinham, limito-me a questionar o seu sentido de responsabilidade, como sportinguista e como presidente do designado orgão supremo do Sporting, em levantar o impensável espectro de extinção numa festa de um núcleo e não nos locais próprios, como teve ampla ocasião de fazer a) na reunião do Conselho Leonino do dia 26 de Setembro, b) na Assembleia Geral do dia 30 de Setembro c) na reunião dos orgãos sociais realizada em Alvalade no dia 15 de Outubro e, em último recurso, pela convocatória de uma Assembleia Geral Extraordinária, onde o «estado da nação» poderia ser devidamente exposto aos sócios e estes teriam ocasião de serem ouvidos. Em última análise, o que é o Clube se não os seus sócios e adeptos ?... Em boa fé e pela minha profunda preocupação - que, de certo, será partilhada por todos os sportinguistas - gostaria de compreender tudo aquilo que, evidentemente, ilude as minhas capacidades racionais.

Ainda sobre a reunião do Conselho Leonino

Mais alguma informação relevante - em diversos aspectos, até curiosa  - sobre a reunião do Conselho Leonino agendada para a próxima quarta-feira, dia 24 de Outubro, sob o lema de «ajudar a Direcção a encontrar soluções para resolver os problemas financeiros e desportivos do Clube». Deixo ao critério dos leitores a apreciação da mesma:

 

- O presidente Godinho Lopes que era para viajar com a equipa para a Bélgica, onde o Sporting joga com o Genk para a Liga Europa, cancelou a viagem para poder estar presente na referida reunião.

 

- O presidente da Assembleia Geral, dr. Eduardo Barroso, que convocou a dita reunião, estará ausente por motivos profissionais.

 

 - O presidente Godinho Lopes expressou surpresa pela convocatória urgente do orgão social do Sporting e pela tomada de posição do dr. Eduardo Barroso.

 

- O vice-presidente da Assembleia Geral, Daniel Sampaio, que irá coordenar a reunião, afirmou: «Vamos começar por ouvir o presidente, a quem foi comunicada (posteriormente) esta decisão e que concordou».

 

- O presidente Godinho Lopes estranhou o todo da situação, uma vez que na segunda-feira os órgãos sociais estiveram reunidos em Alvalade para fazer um balanço do momento do Clube e não houve contestações às explicações apresentadas.

 

- O vice-presidente da Assembleia Geral, Daniel Sampaio, entre outras coisas, afirmou: «Os grandes sportinguistas não podem ficar alheados deste momento do Clube. Têm de apontar caminhos e conhecer os planos da Direcção em pormenor».

 

 - O ilustre conselheiro leonino e comentador do programa televisivo «Trio de Ataque», comentou a ocorrência: «Não é normal o Clube estar há duas semanas a analisar, conversar e eventualmente a negociar e ainda não tem novo técnico».

 

- Pergunto eu: Fervor sportinguista e ansiedade por novidades à parte, desde quando é que existe um qualquer guia que explicita o tempo de ponderação e negociação para contratar um treinador de futebol ?...Quais são os conhecimentos de Rui Oliveira e Costa para se pronunciar sobre a contenda ?...Quem lhe disse a ele que o Conselho Directivo «ainda não tem um novo técnico», salvo que nenhum foi anunciado ?... Será ele e os seus colegas conselheiros leoninos que irão resolver os complexos problemas financeiros  do Clube e ainda contratar um novo treinador ?...Como é possível que o promotor desta inédita reunião não vá estar presente na mesma ?...Apesar das conhecidas dificuldades, a quem se deve a asserção que existe uma crise directiva, financeira e desportiva ?...A que propósito surgiu o comentário de Daniel Sampaio: «Cenário de eleições não é conveniente» ?...Reconhece-se a legitimidade estatutória desta reunião, mas em que se assenta a legitimidade moral e o efeito pragmático da mesma ? Por fim, quantos minutos após o termo da reunião irão surgir perante a comunicação social as usuais vozes da oposição ?

 

Mais uma lamentável finura

É de admitir que o nosso Sporting nunca nos deixa de surpreender, mais pelo negativo do que pelo positivo, de há uns tempos a esta parte. Como se o estado financeiro do Clube e o seu actual momento desportivo de menor agrado não sejam causa suficiente para preocupação, surgem diariamente as indevidas e intrusas acções de próprios sportinguistas a debilitar uma situação que, em si, já não é muito saudável. 

O dr. Eduardo Barroso será, com certeza, um grande médico e cirurgião, mas, pela evidência à vista, semanalmente, pouco ou nada percebe de futebol e, por sua própria admissão, ainda menos de gestão de clubes. Isto, no entanto, não o impediu de convocar uma reunião de carácter urgente do Conselho Leonino para o próximo dia 24 - sem solicitação da Direcção - a fim de debater, segundo ele, questões relacionadas com o «futuro extra futebol» do Clube, nomeadamente a situação financeira.

A função do Conselho Leonino, em si, já é muito discutível e surgir agora o presidente da Assembleia Geral a convocá-lo, à revelia da Direcção, e sob o (falso) pretexto de questões extradesportivas, é uma ofensa à inteligência colectiva dos sportinguistas. Em primeiro lugar, dá para questionar o propósito da reunião desse mesmo orgão há cerca de três semanas, se não para ponderar essa exacta disposição. Segundo, fica no ar a dúvida se o dr. Eduardo Barroso está a agir por influência dos seus filhos - quem ele cita frequentemente como a fonte das suas informações sobre o Sporting - ou se é apenas e tão só mais um acto indecoroso instigado pelo seu colega do acto eleitoral, o «candidato derrotado», numa das suas sucessivas tentativas de provocar uma crise institucional no Sporting e, por essa via, na sua óptica, desbloquear o caminho para a sua usurpação do «trono».

Ninguém está satisfeito com o actual momento de impasse quanto à contratação de um novo treinador e, ainda, pela indefinição do rumo a seguir para uma melhor e maior aproximação ao sucesso que todos nós desejamos, mas não é através de actos desta natureza que esses objectivos serão concretizados. Muito embora o dr. Eduardo Barroso esteja no pleno exercício dos poderes que lhe são conferidos pelos estatutos, a sua acção só resultará em provocar maior polémica e instabilidade em torno do Sporting. Para uma pessoa obviamente inteligente, essa consideração deveria ser deveras óbvia, incontornável e, sobretudo, preponderante.

 

Nota: Este meu escrito apenas pretende complementar o visionário post desta manhã do meu colega de blogue Tiago Cabral.

 

 

Bem aproveitado é quem conhece as suas funções

Eduardo Barroso afirma que não quer ser um presidente da assembleia geral “igual aos de Benfica e FC Porto”. Mas as funções de um presidente de uma assembleia geral, seja de que coletividade for, não são muitas, de facto: dirigir os trabalhos das assembleias sempre que elas são convocadas, ordinária ou extraordinariamente; coordenar os processos eleitorais; escrever as atas, e pouco mais. Talvez Eduardo Barroso se sinta mal aproveitado enquanto presidente da assembleia geral, e gostasse de ter outras funções mais executivas. É legítimo que assim seja, mas para isso deveria candidatar-se a essas funções na altura devida, e não falar assim agora. Mas se quer ser tomado a sério nessas suas intenções, convinha que procedesse de outra maneira: que fosse consequente nas suas palavras, não se limitando a desestabilizar com atitudes do género “agarrem-me senão eu vou”; que atendesse o telefone quando é contactado pelo presidente do clube, ao contrário do que fez aquando do despedimento de Domingos.

Os adeptos do FC Porto, dos seus corpos sociais, só conhecem o seu presidente: é o único que aparece nos jornais. A falarem em nome do Braga aparecem o presidente do clube e o presidente da câmara. No Benfica também aparece o presidente e pouco mais (talvez um porta voz e mais alguém ligado ao futebol). No Sporting são manchete de jornais o presidente da direção do clube (triste ideia essa do “conselho diretivo”), alguns ex vice presidentes, o presidente da assembleia geral do clube, o presidente do conselho fiscal do clube, os dirigentes da SAD, o presidente da assembleia geral da SAD, o presidente do conselho fiscal da SAD, o presidente do conselho leonino, alguns membros do conselho leonino, o presidente do “Grupo Stromp”... É assim o nosso clube.

Só eu sei a indignação que sinto

Há um sportinguista que representa um pouco de todos nós, sportinguistas, chama-se Eduardo Barroso. Isto é dito com todo o respeito: nós, sportinguistas, somos umas crianças grandes, andamos sempre apaixonados e acreditamos sempre que as coisas vão melhorar. Somos roubados, ofendidos e maltratados e reagimos com um suspiro. Quando oiço Eduardo Barroso, o primeiro dos sportinguistas, lamentar que seja tão fácil fazer  mal ao Sporting, quando oiço Eduardo Barroso desafiar os árbitros a mostrarem se têm ou não tomates, é isso, tendo a concordar com ele. Mas não quero. Quero discordar. Quero que deixemos de ser pueris. Um dia, caro Eduardo Barroso, teremos de lhes dar nas trombas, com todo o respeito e sentido de Estado que a situação merece. Mas um dia, teremos de crescer.

{ Blogue fundado em 2012. }

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