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És a nossa Fé!

Diz (e bem) o presidente

Eu nem sempre tenho estado de acordo com o discurso do Bruno de Carvalho: umas vezes preferia que não falasse tão apaixonadamente e outras preferia que não o fizesse de todo. Continuava a ter votado nele, continuava a querê-lo no lugar dos últimos presidentes do Sporting, mas nem sempre tenho concordado com posturas (relativamente a arbitragens, por exemplo) e discursos (aquela coisa do futebol português ser o anus e mais não sei quê, não vejo necessidade disso mas posso ser eu que sou esquisita) e assumo-o. 

Desta vez falou bem e na hora certa. Diz ele no primeiro parágrafo, na sua página de facebook: 
 
 
Parece dramático - e já há drama em capas de jornais e redes sociais, nada de novo -, mas faltou disto mais vezes num passado recente. Não me parece uma coisa dita de cabeça quente, e não deixa passar em branco, é assertivo e coerente. Não tem de esperar por outro 0-3 para falar, não tem de ver os lugares fugirem tabela acima para mostrar que não está ao lado da equipa nisso. Nem tem de o estar incondicionalmente. Se o presidente me representa para umas coisas com as quais nem sempre tenho concordado, também me representa para outras, nas quais me revejo. Eu não posso dizer "olha ó Maurício vê lá se acordas e percebes que não és leve e pequenino". Ou posso, mas não chega lá nada. O presidente, tendo página de facebook tinha de dizer alguma coisa sobre os dois resultados, isso era incontornável. E disse-o bem, a única coisa que acho dispensável é o pedido de desculpa, mas também não me choca, desde que fique por aqui. Nisto estou com Bruno de Carvalho, está assumido.
 
Mais abaixo diz ainda: 
 
 
Finalmente alguém trava essa parvoíce do levantar a cabeça. De tanto se dizer já ninguém acredita. 

Das saudades do estádio antigo. Também as tenho, não se pense que não

De vez em quando vejo imagens, posts, dissertações sobre o estádio antigo. Tudo em volta das saudades.

Eu também tenho algumas, mas gosto muito de ter um estádio novo. Não, eu também não acho muita piada aos azulejos mas sinceramente se não os posso mudar também já não lhes ligo. Mudou-se o amarelo que era coisa que me complicava cá com o sistema nervo-piroso e pronto. Não faço dramas em volta do resto, é o que há. Temos prioridades como relvado e fosso, antes de um azulejo que fosse.

Claro que posso ir mais longe nas saudades. O estádio antigo era o do futebol antigo, em oposição ao futebol moderno. Eu perdi-me um bocadinho com a explosão de informação por todo o lado (que ao mesmo tempo considero uma coisa boa), eu posso não saber analisar as nuances de como uma equipa funciona de tiver este no apoio àquele ou preferimos o outro a lançar acoloutro, mas acompanhava tudo, sabia golos de todo o lado numa semana e terceiros guarda-redes da Série A. E o estádio antigo era o desses tempos. Ainda assim, não o trocava. O tempo dele fica guardado, recordo-o quando me apetecer com as saudades que entender.

E o futebol mudaria tivéssemos um estádio ou outro. Vieram as cadeiras e a lotação reduziu bastante no antigo, não é argumento. Lembro-me de num Sporting - Celtic, pré-cadeiras, ver a primeira parte toda sentada de lado, tantas eram as pessoas na bancada que cada uma ocupava o espaço de meia. Tanto que ao intervalo quando revi o meu braço já não me lembrava de o ter, palavra de honra. Com o Real Madrid as avalanches nos dois golos foram tais que se diria que a bancada era uma rampa e não degraus. Mas isso não me pareceu mudar com as cadeiras.

Vieram os torniquetes e mais cedo ou mais tarde os modelo de acessos e bilheteira seriam os de hoje, não tenho dúvidas, mas num estádio antigo e provavelmente enxertado até nos fazer pena de ver. As coisas são o que são e foi melhor assim, acho.

Há uma coisa pela qual eu jamais trocaria um estádio pelo outro. E pode parecer comodismo, e dir-me-ão que se gosta do Sporting em quaisquer circunstâncias e eu sei que sim, mas eu sei do que falo porque foram muitos jogos ao ar livre em tempo de chuva. Eu não trocava a cobertura do estádio, não trocava não.  

Aborrece-me isto, pronto

Sim sim, já sei que o Sporting foi obrigado etc etc diz-me que Dier queria ir, que não queria. Não sei se queria se não. O Sporting continua e mais não sei quê. Sei tudo e está longe de ser o primeiro e último que vejo sair assim. Sei que eu gostava que tivesse ficado e não ficou. Gostava de o ver, dele gostei. Queria vê-lo crescer ali e já não posso. Era isto, como sócia não tenho só de aceitar e perceber.

Dos equipamentos. Não gosto, problema meu

Eu tenho sempre de dizer coisas sobre os equipamentos.

Um dia destes vi as camisolas. E gostei. Eu nem me importei com o amarelo, o tom era bonito e os vivos verdes também. A principal, lindíssima, verde Sporting, riscas de largura perfeita, até consegui ignorar o preto na gola.

No dia seguinte vi os calções e não gostei. Pronto, já disse.

E agora vou desabafar:


  • Não gosto dos calções enormes, nunca gostei. E não é só por serem feios, nem se prende com eu ver mais ou menos perna, acho feios e pouco práticos: com chuva é ver jogadores a descolá-los das pernas.

  • Nunca gosto que as meias não sejam todas de riscas.

  • E agora a punchline: há um ano andava eu irritada porque "que lindo" o Paços ía "para a champions de amarelo e verde". Pela boca morre o peixe não há dúvida. 


Pronto, feito o desabafo guardarei para mim quando o vir ao vivo que agora rola a bola. Felizmente resultados não estão ligados ao que eu gosto ou não, e o que importa é o que se vai passar durante o ano.

Mas que não gosto deste corte com os calções pretos (e mais curtos, será que nunca vão voltar os calções mais curtos?) não gosto.

Condensado de desabafo. Os senhores não me liguem não?

Eu já sei que estamos todos muito irritados com o Vasco Santos, que foi um incompetente sem descrição. Indiscutível.

Também já sei que toda a gente tem também muito mais anos de Sporting e de (alegadamente) roubalheira que eu. E sou muitas vezes a que não percebe, "oh tu não percebes", dizem-me. E se calhar não, mas por isso falo do que e quando me apetece.

E percebo que golo anulado após golo anulado a irritação cresça e o discernimento seja difícil. Percebo que se vá perdendo a paciência mas vejo que também a objectividade.

O que eu não percebo é onde passou a ser preferível não se distinguirem as coisas e partir-se para a acusação generalizada. E o que isso nos trará de bom. Pior, a desresponsabilização total que isso traz ao discurso das pessoas.

Outra coisa que eu sei é que poucos se lembram onde estávamos há um ano. Eu sei, estava lá. E no ano anterior. E outros. E não foi culpa de árbitros, lamento, o sétimo lugar. Lamento porque era muito mais simples justificá-lo. Atribuir resultados a erros de arbitragem é redutor para o que vi. E se eu gosto do Sporting, por Deus eu ainda perco o sono com o Sporting. Ainda espumo se me perguntam quem prefiro que seja campeão, "o Benfica ou o Porto?", mesmo quando o Sporting não está entre os três primeiros.

Eu não gosto do Porto nem do Benfica. Nem de Vitória nenhum. Abomino o Paços de Ferreira. Não gosto do Belenenses. Nem de ninguém, nesta matéria sou intolerante. Não me interessa se os favorecidos são sempre os mesmos, não consigo ver objectividade nisso quando é dito semana após semana. Eu pouco ou nada vejo jogos de outros aliás. Acho bem que se fale e até que se esperneie. Os outros ficam a ver, a gozar o prato. No fundo nisto dos clubes as reacções são como as das pessoas porque também delas vivem, quando se está bem não se quer saber dos outros. Tudo bem, são as regras com que a sociedade se entretém e há coisas mais graves que o futebol, e é-me indiferente quem está ou não ao lado do Sporting, ou o que pensam os outros.

Interessava-me sim que isso (costuma ser aqui que entra o não perceber disto) desse alento ao Sporting para fazer sempre mais e melhor. Este por-agora-segundo-lugar devia ser aproveitado, e lutado até ao fim. Sê-lo-á, espero, mas não devia ficar sujo pela generalização que já perdeu o controlo. Pode ser que resulte em indignação e raiva, motivação na equipa para se superar (aqui também costumo ouvir uns "mas isso não é assim"). Se assim for dou a mão à palmatória. De bom grado.

Acho bem que se reclame e se faça barulho. Dizer que este ou aquele lugar nos pertencia sem os erros não, não me revejo nessa postura. Porque se se fossem ver erro a erro provavelmente a tabela desandava toda, mas ninguém se vai dar ao trabalho, digo eu. Eu não estou a dizer que não há erros, e sei lá eu quem encomenda o quê. Eu sei que houve as escutas e que existe corrupção. Mas para insinuar e apontar o dedo sem certezas, expor todo um clube assim, não posso perceber.

"Eu não choro" costumo dizer. E não. Eu, se vejo um lance como o do Cedric com o Belenenses ou o golo em fora-de-jogo do Montero prefiro pensar (literalmente assim) "tá dito tá dito", por troca dos erros contra o Sporting. E não acho que isso seja compactuar com sistema nenhum, há erros que o são e pronto (não estou a falar consigo, Vasco Santos).

Detestaria que o futebol para mim fosse semana após após semana o árbitro, eu nem os fixo nem quero fixar. Vejo o copo meio cheio, sou ingénua talvez, mas vivo melhor assim. E não me vejo mudar.

Desde Setembro ou Outubro leio e ouço que "a equipa do Sporting ainda não chega lá", e não o discuto. Mas o não chega, e os erros se quiserem, trouxeram-nos a Março em segundo lugar depois de um ano como o passado (e não me digam que é por estarmos fora da outras competições porque há um ano onde é que elas já iam todas). Se isso é mau e motivo para tudo isto então sim, eu não percebo nada do assunto. Eu acreditei e até fiz campanha pelo não sermos candidatos ao título e de repente só se fala no primeiro lugar. O Pedro Correia fez a análise certa a Setúbal num post mais abaixo, e há uma crónica do Carlos Daniel no DN que diz o que penso sobre esta semana: o Sporting tem sido prejudicado sim, mas se for pelo futebol praticado também não merecia o primeiro lugar. E isto custa-me muito dizer, não se pense que não.

Denuncie-se a incompetência alheia, mas tenha-se o discernimento para ser objectivo e ver o que está mal connosco.

 

Posto isto, domingo lá estarei grandamando e a torcer para que o Porto continue sem ganhar em Alvalade.

Sintomático

Para mim taça da Liga terá sempre uma imagem: Pedro Silva e a medalha. 

Peço desculpa, os meus pais não têm nada a ver com isto, educaram-me para saber ganhar ou perder e o importante é participar e essas coisas todas. Acima de tudo há que ter nível e educação, saudar o adversázzzz.... Mas o meu subsconsciente é um bully de 9 anos e prende-se a estas coisas, o sentimentalão de fisga no bolso de trás. Pronto, é isto. 

 

Este sábado twittei ao primeiro golo do jogo "Anda pra casa Sporting, brincamos a outra coisa. Não nos querem lá mesmo". Mas depois, fraca leoa que sou, entusiasmei-me, a rapaziada até virou e bem o resultado, e eu muito contente que podia haver derby, e o que me pelo por um derby nem que seja a tostões, assim mais ou menos sem fôlego e tudo. 

E no fim foi o que foi. E eu, Pedro Silva na minha sala, tive pena de não ter medalha para atirar à televisão. 

Primeira volta. Considero missão cumprida

Adorava estar aqui a fazer um post que celebrasse o primeiro lugar. Não é possível, ontem empatou-se na Amoreira e estamos em segundo. 

E se por um lado eu sei que não se pode andar o resto da vida a gabar o presente relativamente ao passado recente, a verdade é que há um ano (e para reavivar memórias é seguir a fabulosa tag do Pedro dos posts sobre o que então se ia passando) tudo era muito diferente e para bem pior. 

Eu ainda não ouvi, talvez por distracção, que o Sporting não podia aguentar o mesmo ritmo de início ao fim, mas sei que hei-de ouvir isso. Não quero saber. Não vi o jogo de ontem e constou-me que o Estoril poderá sido superior e o Sporting não criou oportunidades. Paciência, há um ano todos os jogos terminavam assim, e ainda com derrotas. Em Setembro (Setembro, Deus meu, ainda havia tanto por jogar) de 2012 já eu via olhares tristes e desconsolados por Alvalade. Em Setembro eu pedia que Maio chegasse depressa ou que pudéssemos pedir para sair e começar logo a preparar a pré-época. Mas não pôde ser e eu também não deixei de ir ver o Sporting. Lembro-me de pensar que queria ver o fundo do poço para nunca me esquecer e dar valor ao que viesse depois. Felizmente o que veio foi o que se viu até agora. 

A primeira volta, resumida no post do Rui, correu muito melhor do que imaginei, digam o que disserem. Voltei a ver gente sorridente no estádio, a ouvir falar no Sporting com outro entusiasmo. Não digo que não tenha pena de nas horas más sermos "menos", mas isso fica lá para trás nesta fase. 

Para a segunda volta quero mais e melhor, embora consciente de que o ânimo é tramado e se pode vir por aí abaixo só porque sim. Mas isto sou eu só a preparar-me, porque não quero nem acredito.

E se no fim nos coubesse um segundo justo lugar já não me queixava mesmo nada. Mas veremos (sempre esta bandida deste fé que não me larga nem deixa falar com clareza e imparcialidade).

 

Adenda: peço desculpa, mas então eu acabava o post sem elogiar meu ric'mister Jardim? Não pode. Góstanto. Dentro e fora de campo. Adoro que o único gesto de alegria a que se permita em campo seja já à saída para o balneário um braço no ar. E espero sempre por ouvi-lo falar no fim dos jogos. Gosto muito. Pronto, já disse. 

Lembrei-me de ti (disclaimer: juro que gostei deste rapaz em tempos)

Estava entretida a pensar no primeiro lugar em Dezembro, a aproveitar o momento, a ler pelo twitter cumprimentos de Insua a nós e a Capel, a ler Miguel Lopes no facebook a felicitar o Sporting, e lembrei-me de ti. 

Pensei nas tuas palavras antes da época começar. Pensei em como a época te corre e nos corre a nós.

Pensei em ti, foi isso :) Felizmente não me deixam ter saudades tuas. 

 

Tinha esta memória adormecida, lembrei-me dela hoje

Só para nos situarmos, não que gostemos de nos lembrar, foi no Benfica - Sporting de 2005. O da semana que não aconteceu. Do Luisão e do Ricardo, esse. Estamos situados, adiante.

Combinei com um amigo, o João, ir ver o jogo ao Alvalaxia e assim foi. No meio de muita gente à espera de boas noticias que nunca chegaram, procurámos um lugar sentados. Vagou mais um lugar e sentou-se um senhor ao meu lado. Assim estivemos a ver a primeira parte.
Não sei precisar o momento, talvez tenha sido no intervalo, altura em que ainda deu para conversar um pouco. O meu vizinho do lado começou a falar connosco. Se eramos sócios, se tinhamos lugar e onde. Disse-lhe que sim e na sul. Respondeu-me que pagava três lugares, o dele e os dos dois filhos. Que tinha continuado a pagar o do mais velho apesar de tudo. Não olhava para nós enquanto falava pausadamente, frase a frase, como se se voltasse a convencer, a reconstituir tudo. O filho tinha morrido num desastre não há muito tempo. Continuou a pagar o lugar, "o Sporting era tudo para ele". Não me lembro de mais detalhes do que me disse. Ainda falou do filho um bocado, mas eu sentia-me minúscula perante este horror, ouvi-o e talvez tenha balbuciado uma ou outra palavra de conforto mas apagou-se-me quase tudo da memória. Ficou-me que continuava a pagar o lugar. Como se deixar de o fazer fosse o perder definitivamente a memória do filho, como se fosse a ultima coisa que como pai podia fazer.

Os nossos jogadores (14): Fito Rinaudo

(tirei esta fotografia no jogo a que me refiro no post, peço desculpa pela qualidade, tentei melhorá-la. No segundo a seguir a este momento foi golo do Sporting, quase o perdia) (Rinaudo dentro das linhas: adoro)

 

Ao desafio de "Os nossos jogadores" não hesitei: "Rinaudo". Não é titular, mas impossível deixá-lo de fora, é um dos nossos sem dúvida. 

Um destes dias, em jogo em casa, Capel, Dier e Rinaudo foram aquecer para a bancada Norte, e eu contente da vida, que do lugar onde estava nunca vejo aquecer de perto e gosto de os observar nessa altura.

 

O jogo decorria mas perdi alguns minutos (e praticamente um golo) a ver Fito Rinaudo. Gosto muito da postura, dentro e fora de campo. Rinaudo aquecia e incentivava os colegas suplentes, mas parava para seguir jogadas, acompanhar lances, celebrar golos. Tal como em campo, quer estar em todo o lado também fora dele. 
A certa altura, todos corriam para lá e sprintavam para cá. Rinaudo regressava por dentro da linha do campo. Isto pode não ser nada, para mim é o atrevimento e o arrojo de Rinaudo. Sou uma romântica que se há-de fazer? 

 

Esta época há - e ainda bem - alternativa melhor para trinco, mas não estou nada com aqueles que apoiam uma saída de Rinaudo. Se acontece alguma coisa a William de Carvalho - e bato na madeira - pode bem entrar. Pode perder-se em técnica, mas não se perde tudo em eficácia. William de Carvalho é uma lufada de ar fresco entre trincos, Rinaudo é o clássico. 
Não me esqueço de como foi adorado até à sua lesão com o Vaslui - raios te quebrem, Roménia, não há uma memória decente - e hoje em dia oiço e leio coisas sobre ele em que não posso crer. Adiante. É claro que William merece a titularidade, mas não se tratam de opostos em qualidade, como já tenho visto dizer. 
Rinaudo é menos harmonioso, menos perfeito e perfeccionista, tem a seu favor a vontade e a força. O querer fazer tudo por todos e isso às vezes sair-lhe caro. É um jogador faltoso duro, esforçado, voluntarioso persistente e, digamos, viril. Podem não ser qualidades consensuais, mas eu ainda gosto muito de Rinaudo.   
Tem poucos golos, mas os Rinaudos não se querem para marcar os golos, querem-se a acompanhar a bola e jogadas, de forma que a equipa possa estar sempre a jogar e sejam os primeiros a defender. Por mim está bem assim. 
Ah, e aprovo muito um capitão Rinaudo. Muito. Vê-se que é um líder. 

De ontem. Sempre irritante perder ali, mas obrigada

Lá fui. Não tenho ido sempre, mas sempre com pena, é dos jogos que mais gosto na época, seja taça ou campeonato. Ir à Luz é ir à Luz, para mim é assim há muitos anos. Nunca escondi a importância que dou ao derby. Ontem lá fui, e tenho a salientar antes de mais que fui bem recebida, estive entre amigos de Sporting e Benfica e segui depois para o meu lugar. No que diz respeito a entradas e saídas também correu tudo lindamente. Num minuto estava no meu lugar, em cinco fora do recinto (e foram cinco porque era muita gente a sair ao mesmo tempo, mas tudo correu bem). O meu lugar era próximo - mesmo ao lado - dos sectores onde ficaram os adeptos do Sporting e tratei de me juntar a quem vi ser do nosso clube. Por nada de mais, ninguém me ia fazer mal, eu é que preferi estar mais à vontade para falar, cantar, comemorar eventuais golos (e felizmente houve 3 golos a celebrar). Fiquei até toda a equipa sair do campo, ouvi o hino do Benfica até ao fim para poder aplaudir a rapaziada. Este ano tudo me correu francamente melhor que há dois anos (segunda parte aqui).

 

Sim, o Sporting perdeu. Sim, saímos da taça. E não, não gosto de nenhuma das duas. Perder com o Benfica é sempre irritante? É. Se quiserem ainda, não não gosto de ver que podia ter havido um penalty aqui ou ali, mas recuso-me a fazer como tenho ouvido, reduzir o jogo que vi ontem a má arbitragem. Nem acho que devêssemos entrar por aí enquanto instituição, mas quanto a isso não posso fazer nada, as paixões falam mais alto e nessa hora não há como pedir calma. É saudável comentar arbitragem, não ignorar, mas o jogo de ontem não merece ser reduzido a Duarte Gomes. 

 

Era um jogo a eliminar, mas ainda não mudei o modo como comecei a ver esta época: fomos ao fundo, estamos em recuperação, estamos a construir uma equipa (o primeiro golo revela alguma imaturidade, por exemplo). Correu bem logo de início e tenta-se chegar mais longe, naturalmente. Mas ainda há coisas a fazer, a consolidar, e ainda bem que assim é e acima de tudo ainda bem que Leonardo Jardim mantém essa postura. Porque só pode vir a ser melhor com estes miúdos. Acredito que depois do quarto golo o animo que se viu na segunda parte e parte do prolongamento tenha esmorecido, foi um golpe duro para todos. Do meu lugar vi o lance em camara lenta e não queria acreditar, não por culpar alguém, mas por ser tão injusto assim numa altura daquelas. Deu para tudo, ontem. 

Falando do meu lugar, o único golo que não foi na "minha" baliza foi o de Capel. É claro que o vi, mas um lugar com vista directa para 6 golos foi um prazer. Eu não gosto que o Sporting tenha perdido, juro, mas marcou três golos na Luz, e só quem lá estava sabe o que foi celebrar o terceiro já nos descontos. Só quem esqueceu um Sporting que quando só precisava de um golo falhava invariavelmente não dá valor a isto. 

 

Gosto bem mais deste Maurício, mas eu tenho uma coisa por centrais que marcam bons golos, e ele às vezes esquece-se do resto e eu também. Ainda assim, acho que pode ser grande. Já de Rojo não sei bem o que pensar, voltou a não mostrar inteligência e no seu caso não vejo perspectiva de melhoras. Houve nervoso miudinho (no pun intended) na equipa mas lá se foi conseguindo organizar, reagir e marcar. Mais que isto, só mesmo a vitória. Do meio campo para a frente todos melhores e a melhorar. É este o caminho (desculpa Rinaudo, ainda te amo). 

Das substituições embora as perceba, tenho sempre pena que a atitude de Capel saia de campo.  

  

À saída, vinha uma senhora do Benfica à minha frente a dizer "eu não venho cá mais, uma pessoa só se enerva. Fico em casa, sei os resultados e pronto". Há-de haver gente assim em todo o lado, juro que não entendo esta postura. É melhor ficar em casa, de facto. 
Regra geral saio de um derby perdido extremamente irritada, nem me apetece falar com a fúria (e se eu sou capaz de ficar horas calada, senhores), e ontem nem por isso. Fiquei triste mas não furiosa. Porque gostei muito e vibrei com a reacção e atitude que vi em campo. Lamento mas ainda tenho muito presentes as últimas épocas para só ficar triste com o que vi ontem, só quem não gosta de futebol pode ficar. Demos luta, marcaram-se três golos, houve recuperação de um 3-1 para 3-3. Gostei muito apesar do resultado e consequência.

Diz o mister: "Estou satisfeito pela atitude e qualidade. Queríamos ir ao Jamor. Não conseguimos e saímos tristes, mas com a sensação de que a equipa evolui a olhos vistos" e é muito isto para mim também. 

Damas

Na Bola diz que faz hoje dez anos, noutros sítios que foi dia 10. Francamente não sei a data certa, lembro-me do minuto de silêncio em homenagem a Damas. Dos mais comoventes que vi em Alvalade. Dobramos aqui o cantinho a assinalar os dez anos e fica assim. 

Já muito se tem dito sobre ele e eu, que era criança quando jogou no Sporting, não poderia dizer melhor que quem, adulto, o viu no auge. Mas hoje lembrei-me de uma das memórias do tempo em que vi Damas (não) jogar. E percebe-se já o não. 

Cresci, claro, a saber que aquele era o guarda-redes do Sporting, vi-o várias vezes jogar, mas nessa altura, ou nesse jogo, não era Damas o titular. Rodolfo Rodriguez (por isso eu teria 12, 11 anos) devia estar a fazer uma exibição tão boa ou tão má, que me lembro da bancada central chamar naquele tom baixinho mas assertivo: "Da-mas Da-mas". Na altura aquilo pareceu-me um bocadinho malcriado, mas a verdade é que não me lembro de ver uma bancada pedir para entrar um guarda-redes. 

 

De ontem

Copiando a ideia ali ao rescaldo do Pedro umas coisas a assinalar: 

 

Não gosto (nunca) 

 

De (não) ouvir a constituição do visitante. É sempre a correr e eu sei que passa nos ecrans, mas ontem por exemplo fiquei num lugar de onde nem os via. Fui adivinhando que jogadores do Benfica estavam em campo.

 

Do minuto de silêncio não ser em silêncio. Não sei bem como começou isto, mas virou moda de há uns anos para cá. O silêncio já é sinal de respeito, as palmas virão sempre no fim. Tentou-se, bem vi. Mas há sempre quem bata palmas e quem vá atrás. Em Alvalade assisti a dois minutos de silêncio - Damas e Jesus Correia - a que ao de silêncio se sucedeu um de palmas. Palmas em lugar de silêncio não acho muito bem, por mais que perceba que também é em sinal de respeito. Chegámos ao ponto de o speaker pedir "que se mantenham em silêncio" numa coisa que é auto-explicativa: minuto de silêncio.  

 

 

Gostei muito

 

Do agradecimento a "todos" no estádio e não só a "sportinguistas". Custava-me um pouco, estivessem 3 mil ou dez pessoas na bancada visitante, ouvir o total de espectadores e um "obrigado sportinguistas". Só nos fica bem incluir no agradecimento quem vem ver a sua equipa jogar fora. 

 

Do ambiente mais uma vez. Tinha saudades, muitas, de ver o meu estádio com esta vida. 

Destrava línguas: Bruno e Bruma

Li agora no Bancada de Leão e não podia concordar mais. Em vez de comentar no post, faço eu um em concordância.

Eu tambem não vi Bruno de Carvalho como um Messias, vi como a melhor alternativa, o discurso mais saudável e com o qual mais me identifiquei. Vi ali um sportinguista preocupado, lúcido, sem muita paciência para ser enrolado em perguntas-armadilha e identifiquei-me com isso. Apostei em si à cautela, peguei nos meus votos e a medo tentei que a coisa mudasse. Não sabemos, continuamos sem saber o que vai ser o futuro, mas até ver tenho confirmado expectativas: esperei um presidente não deslumbrado, seguro e sem aventuras e é o que tenho visto. Percebo tudo, percebo posturas e tomadas de posição, mesmo idas para o banco. Não ligo a bocas da reacção, nesta fase até isso é importante para muita gente que só olha mas não vê. Tem a ver com um estar ao lado de todos. 

No caso Bruma foi firme e teve razão, teve a razão do Sporting e esteve do lado do Sporting, é o que se espera de um presidente. Ontem ouvi Bebiano Gomes nem sei bem porquê, foi quase triste ver as desculpas e o agarrar-se ao que ainda acha possível reverter a situação. Tenho pena que Bruma tenha optado por seguir conselhos de quem seguiu. Pelo menos que tenha servido para aprendizes de agentes façam a coisa melhor feita, se não o pudermos mesmo evitar. 

 

No que a Bruma diz respeito não deixo de ter alguma pena, mas como refere o Bancada de Leão referindo-se ao jogo de hoje, e eu não tiro uma vírgula mesmo para o futuro se como se prevê for sem Bruma no Sporting: "Bruma não faz falta, porque como se costuma dizer, só faz falta quem lá está, e o jovem jogador escolheu não estar!"

Patrício, Marcelo e os guarda-redes em geral

Patrício cometeu uma falta infantil, facto. Estava suspenso por um jogo e agora já está cumprido e aparentemente pode jogar. Já tem sido comentado, e eu concordo plenamente que deveria jogar na mesma Marcelo, à cautela. Concordo mais ainda que moralmente (ou desportivamente, vá) é no mínimo desconfortável a equipa B servir para limpar estes cartões. Mas há mais que me preocupa, e é sobretudo o alívio geral que vejo por se saber que afinal Patrício poderá jogar amanhã. Assusta-me um pouco que se sustenha a respiração ao saber que Rui Patrício pode não jogar. Dir-me-ão que Marcelo não está em forma, e eu concordarei. Mas não está porque não joga, e este é o ciclo vicioso em que vivem os guarda-redes - não joga, não tem ritmo, não tem ritmo porque não joga. Lembro-me de gostar de Marcelo no Marítimo, no Sporting jogou poucas vezes, sofreu alguns golos, e está parado há mais de um ano. É costume jogar na taça ou equivalente, e Marcelo teve o azar de estar na época em que em Setembro já estava tudo perdido. Foi comprado, assinou por 5 anos e está parado. Eu sei, eu sei que é assim mesmo, mas sempre discordei desta titularidade incondicional dos guarda-redes, um dia é preciso entrar outro e fica tudo ó tio, ó tio que tem de jogar o suplente - que deveria ser sempre tão bom e ter tanta prática quanto possível como o primeiro. Ou seja, não me faz sentido que por mérito se vá buscar um jogador e ele fique no banco uma época inteira, no lugar de guarda-redes isso é ainda mais critico em relação ao ritmo. Já está, será sempre assim, eu sei. Foi assim com Tiago nos últimos anos, era assim com Sérgio Louro já. Mas não concordo com isso, e devia haver maior rotatividade. Fala-se em saída de Rui Patrício e parece que o mundo vai ruir. Tenho pena, claro, terei sempre, mas prefiro pensar que o lugar fica assegurado com uma compra que se fez precisamente para essa eventualidade. Amanhã, jogue quem jogar faça o seu melhor e tenha uma boa defesa à frente, que também faz falta (mantenho que essa quase ausência nas últimas épocas foi um bom treino para Patrício).

Hoje de volta

 

Não pude estar presente no jogo de apresentação. Irei hoje conhecer o Sporting para esta época in loco. 

  

Não vou assim que está calor e o amor é o mesmo com ou sem cachecol de lã. Cachecol que já pensei reformar, pois acompanhou-me nas últimas e piores épocas. Não sou supersticiosa, fujo de responsabilidades como me sentar sempre da mesma forma, dar a volta ao estádio pelo mesmo lado ou ter uma peça de roupa ou um acessório da sorte, fujo acima de tudo do peso de um mau resultado poder ter sido culpa minha. Pero que las hay... 

 

Vejamos pois mais este jogo em ambiente de verão que para a semana começa a sério.

Entretanto, feliz com a notícia de Arouca pela tarde. 

Taça de Honra

Isto não foi fácil, hã? Para mim, para eles foi melhor. Pensar que os que estão cá são uns, os de lá são outros, e lá estão alguns que há meses estariam cá. Pensar que não, não são os juniores, os Bs, os Bs é que eles são. Ainda estou em modo pré-pré-época e isto foi assim mesmo. 

Acompanhando os de lá com o Penarol, os de cá com o Estoril. Venceram todos, é o que é preciso. 

 

Podemos misturar todos, jogar mais com estes (ainda que eu acredite sempre nos outros) e ver o que dá? Já esqueci quem saiu, há gente ali que chegue e sobra assim o queira. Gostei de ver Betinho, Fokobo, Iuri Medeiros.  

 

Parabéns a estes miúdos, se há quem mereça são eles. Disse há uns dias que levavamos a nossa melhor equipa da época passada para jogar esta taça. Ainda bem que assim foi. 

Ainda o presidente de roxo. E as meias, as meias é que me importavam

Já sabia que o equipamento alternativo era ainda pior que o da época passada, já tinha lido e ouvido comentários com a mesma opinião que eu, e por isso quando no dia da apresentação vi Bruno de Carvalho equipado de roxo, o que me ocorreu foi que estava a mostrar que ok, é roxo, mas não morde. E não. Como alguém disse já nos comentários, o número 12 foi intencional (como é sempre que não é um jogador a usá-lo), e está mais que no sentido que tem sido dado às acções do presidente, é óbvio. A ideia é reaproximar os sócios e não o oposto. Não adianta tentar encontrar polémica em cada passo que der, já há quem o faça por nós. Faz tudo parte mas não vejo de que serve fazê-loque traz isso de bom ao Sporting.

Num passado bem recente senti vergonha de atitudes de dirigentes do Sporting, com o Bruno de Carvalho ainda não se deu o caso. Está a querer fazer-se dele uma pessoa sem noção e não o tenho nessa conta. Não vi uma atitude ridícula, não vi nada de extraordinário. O circo que se faz em volta, vende jornais, já é habitual e não lhe ligo. Argumentar que nenhum dos rivais o fez antes é andar no sentido contrário do que se pretende. 

 

A mim o que aborrece mesmo nisto dos equipamentos, é as meias não serem de riscas. Mas isto sou eu. Não me interpretem mal, gosto muito de equipamento com calções e meias pretos, mas as do Sporting para mim são de riscas de cima a baixo.

Adiante, interessam resultados que bem são precisos.  

Começou. Eu vou, mas não empurro

Começou a correria de notícias falsas, boatos, verdades assustadoras, mentiras piedosas, primeiras páginas sensacionalistas. 

Não contem comigo para desesperar a pensar quem vai sair, meu Deus agora quem fica na direita/esquerda, quem distribui, quem corta. Não estou para "Ai que pena, era o meu preferido e agora vai sair. Afinal fica. Não, vai. Não, fica".

É das coisas a que acho menos graça na pré-época e que tem vindo a tomar proporções ridículas. Bem sei que os jornais têm de vender, bem sei que nem é o Sporting quem mais sai na rifa. Mas uma vez que fosse, para mim era muito. Não tenho a mínima paciência. 

No primeiro dia logo vejo quem está e fará parte. O resto já não me importa. Desde Insúa, admito, não quero saber. 

Sortezinha a quem sair, mas muito mais fortuna a quem ficar. 

Posto isto, vamos à pré-época. Eu vou, mas não empurro. 

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