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És a nossa Fé!

Um padrão

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).

Os nossos jogadores, um a um

As deslocações do Sporting a Guimarães têm sido complicadas. Há cinco épocas que não marcávamos pelo menos dois golos no Estádio D. Afonso Henriques. Na Liga 2014/15, com Marco Silva ao leme da equipa, perdemos lá por três golos sem resposta. Na época passada, já com Jorge Jesus como treinador, fizemos uma boa exibição mas que não se traduziu em golos: o zero-zero final e os dois pontos que lá deixámos custaram-nos a conquista do campeonato.

Hoje a história de algum modo repetiu-se, embora com muitos golos. Três para cada lado. Com domínio absoluto do Sporting durante 75% da partida. Vencíamos 3-0 aos 73' e deixámo-nos empatar, tendo sofrido um golo de penálti e outro de livre. Já sem Adrien em campo: a lesão do capitão pode ser prolongada, o que é preocupante.

Enfim, um empate com sabor a derrota e que de algum modo eclipsa o bom desempenho individual de vários jogadores leoninos. Entre eles Gelson Martins, de novo o melhor em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sofreu três golos num jogo em que praticamente não teve trabalho. Fez a primeira defesa, sem qualquer dificuldade, aos 63', a remate de Hernâni. Sem culpa em qualquer dos golos.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Cruzou muito bem no lance do terceiro golo, com assistência para Elias. Antes fez outro grande centro, que Bryan desperdiçou. Empurrado por Soares no último golo anfitrião: o árbitro não viu.

COATES (5). Exibição positiva, coroada com a marcação do nosso segundo golo, aos 41', na sequência de um canto. Mas esteve mal ao deixar Marega movimentar-se como quis no lance do segundo golo vimaranense, aos 74'.

RÚBEN SEMEDO (6). Travou combate duro com Marega, levando quase sempre a melhor. Exímio no passe, seguro no controlo de bola. Dois grandes cortes, aos 58' e 78'. Faltou-lhe alguma tranquilidade no quarto de hora final.

MARVIN (5). Transmite sempre a ideia de padecer de défice atacante: arrisca poucas incursões no seu corredor. Regular a defender, mas não isento de erros nesta partida em que recuperou a titularidade. Abusa das faltas.

WILLIAM (5). Receberia nota muito positiva pela exibição a meio-campo, onde não perdeu um duelo individual e segurou as pontas após Adrien sair. Mas derrubou Hernâni em falta aos 73': um penálti desnecessário e absurdo.

ADRIEN (6). Voltou a ser o pulmão e a força motriz da equipa enquanto jogou. O primeiro remate forte e bem colocado foi dele, aos 27'. Magou-se pouco depois, actuou alguns minutos em esforço. Acabou por sair aos 36'. E fez muita falta.

GELSON MARTINS (7).  Outra exibição irrepreensível do nosso extremo, hoje flectindo mais para o eixo do terreno. Começou a construir o primeiro golo com insuperável perícia técnica. Excelente passe aos 47', isolando Markovic.

MARKOVIC (6). Estreia a titular no Sporting. Estreia a marcar, aos 29'. Podia ter marcado novamente, aos 47': Douglas travou-o in extremis. Recorreu à velocidade, seu principal argumento em campo. Algum défice defensivo. Saiu aos 77'.

BRYAN RUIZ (5).  Um dos elementos mais apagados do Sporting, parecendo por vezes desgarrado da equipa. Sobra-lhe em mestria técnica o que por vezes lhe falta em intensidade. Bem servido por Schelotto, falhou o golo aos 66'.

BAS DOST (4). Movimentou-se bem no lance da recarga de que nasceu o primeiro golo, mas Markovic foi mais rápido, antecipando-se. Foi a única ocasião em que deu nas vistas. No resto do tempo hoje mal se deu por ele.

BRUNO CÉSAR (4). Saltou do banco só aos 77', quando o resultado estava em 3-2, com a missão de estancar o fluxo atacante do Guimarães. Esteve muito apático: mal conseguiu refrescar o nosso meio-campo.

ELIAS (5). Entrou aos 36', rendendo Adrien. Mas não abre linhas de passe nem dá à equipa a dinâmica que o capitão lhe confere. Marcou o terceiro golo, aos 70', num lance em que Douglas foi mal batido. Tinha falhado outro, aos 46'.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da exibição do Sporting nos primeiros 70 minutos. Clara supremacia leonina concretizada em três golos sem resposta (29', 41', 70') e em domínio absoluto no terreno. Uma supremacia que infelizmente não conseguimos manter até ao desfecho da partida.

 

Do primeiro tempo. Chegámos ao intervalo com 68% de posse de bola e a vencer 2-0, resultado que parecia escasso dada a exibição muito superior do Sporting face a uma inoperante equipa anfitriã. Neste período Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor em campo. Foi sempre muito dinâmico na ala direita, que dominou como quis durante quase todo o jogo, sem descurar missões defensivas. Soberba intervenção no golo inaugural do Sporting, ganhando uma bola dividida com uma exímia rotação que lhe permitiu galgar terreno e rematar à baliza. Da defesa incompleta de Douglas nasce o primeiro golo, apontado por Markovic.

 

De Adrien. Jogando mais adiantado do que é habitual, quase na posição 10, o nosso médio interior deu o primeiro sinal de perigo com uma bomba disparada à baliza vimaranense, proporcionando a defesa da noite ao guardião Douglas. Iam decorridos 27 minutos. Aos 36' lesionou-se e teve de abandonar o campo. Fez falta à equipa - e de que maneira. Sem ele a equipa perde voz de comando.

 

Da estreia de Markovic a titular. O internacional sérvio, que entrou pela primeira vez de início neste campeonato, fez a sua melhor partida até agora com a camisola do Sporting. Exibição positiva, traduzida no golo que marcou.

 

Do apoio incondicional dos adeptos leoninos. O topo norte do estádio D. Afonso Henriques pintou-se de verde e branco com sportinguistas a puxar pela equipa.

 

 

Não gostei

 

Da reviravolta do V. Guimarães, facilitada pelo Sporting. Sofremos dois golos em dois minutos, aos 73' e 74', permitindo que a débil equipa anfitriã ressurgisse das cinzas e acabasse por empatar a partida. Sem capacidade de segurar a bola no quarto de hora final, permitimos ainda um terceiro golo.

 

Do penálti cometido por William Carvalho. O Sporting vencia folgadamente, dominava por completo o jogo. Não havia a menor necessidade.

 

Deste empate 3-3. Por saber a derrota. Como aconteceu na época passada, quando empatámos 0-0 em Guimarães - um jogo que nos fez perder o título. Provavelmente estes dois pontos vão fazer-nos muita falta também.

 

De termos sofrido oito golos em três jogos do campeonato. Três contra o Rio Ave, dois contra o Estoril, três agora contra o V. Guimarães. Demasiados.

 

Da lesão de Adrien. O capitão foi forçado a abandonar o campo por lesão muscular. Sete golos sofridos pelo Sporting sem ele em campo, após os jogos em Madrid e em Alvalade frente ao Estoril. Não há coincidências.

Barcos

Hérnan Barcos voltou ontem a jogar de leão ao peito, após a sua estreia frente ao Rio Ave.

Nesse intervalo de jogos, jogou Teo Gutiérrez. Segundo as estatísticas, o colombiano jogou 223 minutos nos últimos encontros em que participou.

Penso que não cometerei nenhum exagero se escrever que Barcos, nos 10 minutos de ontem em Guimarães, jogou muito mais do que Teo nos referidos 223 minutos.

Parece-me (espero) que tão cedo não vamos levar com Teo na frente de ataque... 

Os nossos jogadores, um a um

Jogo intenso, muito disputado, com muito contacto físico mas contenção disciplinar de parte a parte, o que não invalidou algumas situações difíceis de ajuizar pelo árbitro da partida, Tiago Martins, que em regra julgou bem. O Sporting deslocou-se a Guimarães, onde o ano passado deixou três pontos, e trouxe desta vez um ponto, em função de um empate sem golos.

Foi pena. O jogo merecia um desfecho diferente do zero-a-zero final. Tanto Jorge Jesus como Sérgio Conceição montaram as suas equipas com espírito vencedor num palco que já habituou os adeptos de futebol a confrontos com inegável qualidade. Apesar da boa réplica dos vimaranenses, o Sporting dominou a partida, faltando apenas pontaria mais afinada a vários dos nossos jogadores que dispuseram de boas oportunidades de rematar com êxito. Mas o maior obstáculo, para nós, foi a excelente actuação do jovem guarda-redes do Vitória, Miguel Silva, que por três ou quatro vezes nos travou o golo.

Neste confronto antes do dérbi de sábado em Alvalade, o Sporting não contou com Adrien, um dos nossos elementos mais influentes. Slimani esteve bastante apagado, acusando porventura algum receio perante um eventual cartão amarelo que o impedisse de defrontar o Benfica. Barcos voltou a ter alguns minutos de jogo, deixando uma imagem positiva. Teo não fugiu à mediocridade que tem evidenciado de há demasiadas jornadas para cá.

Para mim o melhor sportinguista foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Muito seguro entre os postes, arriscou algumas saídas da sua zona de acção sem recear ser desfeitado. Transmitiu confiança à equipa numa partida em que teve menos trabalho do que era de supor.

SCHELOTTO (6). Exibição irregular. Muita entrega ao jogo, muito empenho na manobra atacante, mas algum excesso de impetuosidade que lhe valeu um amarelo logo aos 26' e lhe podia ter causado mais dissabores. Bom passe a isolar Ruiz aos 60'.

RÚBEN SEMEDO (7). Exibição personalizada. Travou tudo quanto havia para travar no eixo defensivo, actuando com uma confiança digna de nota. Não merecia o cartão amarelo que o impedirá de integrar a equipa no dérbi de sábado.

COATES (7). Impôs a sua superior condição atlética para frustrar a manobra atacante dos vimaranenses. E ainda ousou várias incursões na linha da frente. Numa delas, aos 19', quase marcou a passe de Ruiz.

MARVIN (5). Continua sem deslumbrar. Concentrado e cumpridor da missão que lhe está incumbida na linha defensiva, raras vezes se atreveu a cruzar a linha do meio-campo para apoiar o ataque. Soube a pouco.

WILLIAM CARVALHO (7). Com Adrien ausente, foi desta vez o patrão do meio-campo. Recuperou bolas, passou-as com acerto e empurrou sempre a equipa para a frente. Protagonizou uma excelente jogada aos 83' que culminou com a bola a rasar o poste.

JOÃO MÁRIO (6). Mais retraído do que é costume, por estar no apoio permanente às missões defensivas. Melhorou quando Jesus fez entrar Aquilani e pôde enfim soltar-se mais à frente. Mas já era tarde.

GELSON MARTINS (5). Menos dinâmico do que já nos habituou noutros desafios, pareceu algo desconcentrado. O melhor que conseguiu foi um remate aos 40', bem defendido por Miguel Silva. Saiu aos 59'.

BRUNO CÉSAR (6). Começou muito bem, com passes de rotura. Um deles, aos 53', funcionou quase como meio-golo, acabando desperdiçado por Gelson. Foi perdendo fulgor, acabando substituído por Aquilani aos 69'.

BRYAN RUIZ (7). O maestro da equipa. Saiu dos pés dele a primeira ocasião de golo, aos 19'. Excelente combinação com William aos 83'. Podia ter marcado aos 60': isolado, atirou por cima da barra. Mesmo assim foi o melhor Leão em campo.

SLIMANI (6). Relativamente apagado, pareceu recear a possibilidade de lhe ser mostrado um amarelo que o excluiria do dérbi. Falhou o golo aos 20', a passe de Schelotto. Travado em falta quando se isolava aos 73'. Saiu aos 83', dando lugar a Barcos.

TEO GUTIÉRREZ (2). Uma nulidade. Jesus mandou-o entrar em campo para o lugar de Gelson Martins, mas o colombiano fez questão em não dar nas vistas. Continua a desperdiçar oportunidades.

AQUILANI (6). A sua entrada, aos 69', permitiu soltar João Mário, que passou a jogar nos terrenos em que melhor revela as suas potencialidades, na frente do ataque. Um grande passe longo para Slimani, aos 73', esteve na origem da expulsão de Josué.

BARCOS (6). Substituiu Slimani aos 83'. Ainda a tempo de protagonizar um dos melhores lances ofensivos do desafio, dominando muito bem a bola. Para não variar, o guardião vimaranense defendeu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De observar a entrega dos jogadores. O Sporting dominou toda esta partida em Guimarães, onde há mês e meio o FC Porto deixou três pontos. Ganhámos quase sempre as segundas bolas, tomámos conta do meio-campo e não deixámos a equipa adversária exibir os seus trunfos. Em jogo jogado estivemos sempre por cima. Faltou-nos a vitória.

 

De ver dissipado o fantasma da época anterior. Na Liga 2014/15 perdemos 0-3 em Guimarães e despedimo-nos logo nesse jogo da corrida ao título, quando ainda se disputava o primeiro terço do campeonato.

 

Da boa réplica do V. Guimarães. A equipa treinada por Sérgio Conceição tem valorizado o campeonato com boas actuações. Hoje não foi excepção, apesar da supremacia leonina no desenrolar da partida.

 

De Bryan Ruiz. Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos. O melhor do Sporting hoje em campo.

 

De William Carvalho. Está a voltar à boa forma revelada nas duas épocas anteriores. Hoje foi um elemento fulcral para segurar o jogo no nosso meio-campo, recuperar bolas e lançá-las bem medidas para os colegas da frente. E ainda tentou o golo por duas vezes: numa delas, aos 83', esteve quase a marcar.

 

De Barcos. Entrou tarde, a dez minutos do fim, mas ainda a tempo de protagonizar uma das melhores jogadas do encontro com excelente trabalho técnico na grande área seguido de um remate só parado por uma grande intervenção do guarda-redes Miguel Silva, o melhor jogador desta partida de Guimarães.

 

Da nossa defesa. Voltou a ser intransponível.

 

Que Slimani tivesse sido poupado ao amarelo. Se visse um cartão, o argelino não disputaria o dérbi de sábado. Isto condicionou de algum modo a sua manobra atacante, mas do mal o menos: contaremos com ele frente ao Benfica.

 

Da arbitragem. Tiago Martins teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Foram demasiados - por Slimani, Bryan Ruiz, Gelson Martins e William Carvalho.

 

Do empate. Queríamos ter saído de Guimarães com mais três pontos. Viemos de lá só com mais um. Sabe-nos a pouco. Mas continuamos em primeiro no campeonato e preparamo-nos para defrontar o Benfica, no próximo sábado, enquanto líderes do campeonato.

 

Do zero-a-zero. Um jogo tão intenso como este merecia ter registado golos.

 

Da ausência de Adrien. Fez-nos falta, sobretudo como elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Um papel que acabou por ser confiado a João Mário, com prejuízo da consistência da equipa, que beneficia quando o nosso médio ofensivo actua em linhas mais avançadas.

 

Do amarelo exibido a Rúben Semedo. O nosso central não participará no dérbi por acumulação de cartões. É pena: prevejo que vai fazer-nos falta.

 

De Teo Gutiérrez. Com ele no lugar de Gelson Martins, a partir dos 58', passámos a jogar com dez. Não se viu em campo.

Cada vez mais exigentes

A derrota de ontem na Albânia foi o nosso pior jogo da temporada. Um jogo equivalente ao de Guimarães na época passada. E pela mesma marca.
Com uma diferença assinalável: o nosso grau de exigência aumentou. Desde o dia 1 de Novembro de 2014  desforrámo-nos do Guimarães (4-1 em Alvalade, a 22 de Março), vencemos a Taça de Portugal, conquistámos a Supertaça e derrotámos o SLB na Luz (por 3-0 também).
Esta exigência maior é um excelente sinal. Porque comprova como evoluímos de há um ano para cá.

Os nossos jogadores, um a um

Houve goleada esta noite. O Sporting dominou do primeiro ao último minuto o V. Guimarães, treinado por Sérgio Conceição. Para esse domínio, que chegou a ser avassalador, muito contribuiu a colocação de João Mário na ala direita do nosso ataque em movimentos contínuos para o eixo central do ataque. Na ala oposta, Bryan Ruiz fez o mesmo com relativo êxito até se lesionar, cedo de mais.

Fundamental foi também o excelente desempenho do nosso meio-campo, onde Adrien e William Carvalho retomaram a dinâmica parceria que já tinha empolgado muitos adeptos nas duas épocas anteriores. E, acima de tudo, contámos com um Slimani em estado de graça: marcou três golos e ainda poderia ter marcado mais. Anda com fome de baliza, o argelino. E ainda bem.

É uma vitória que nos embala para o próximo confronto, no estádio da Luz. Com o melhor Sporting desta temporada no campeonato até agora, em clara demonstração de saúde física e anímica, com uma equipa que começa a ganhar rotinas e vai impondo a sua classe em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Atento. Fez a primeira defesa só ao minuto 46. Foi o primeiro baluarte da nossa defesa, que raras vezes perdeu hoje a concentração e a estabilidade.

ESGAIO (6). Voluntarioso. Voltou a ser titular, com João Pereira ausente, e exibiu confiança. Espectacular desarme aos 30', cortando uma jogada perigosa do Guimarães.

NALDO (7). Sólido. Foi um bastião do eixo defensivo. Bom a recuperar bolas e a colocá-las com precisão. Quase no fim, avançou no terreno e fez um passe que levava selo de golo.

TOBIAS FIGUEIREDO (5). Esforçado. Não fez esquecer o lesionado Paulo Oliveira, mas assumiu uma parceria equilibrada com Naldo. Saltou mal no lance do golo minhoto.

JEFFERSON (8). Acutilante. Regressou às noites de grande dinamismo na ala esquerda. Fez três assistências para golo e foi um dos protagonistas desta exibição de gala.

WILLIAM CARVALHO (7). Influente. Jogou e deu a jogar, abrindo linhas de passe e colocando bem a bola nos dois flancos. O segundo golo começa num passe longo dele.

ADRIEN (7). Desequilibrador. Passes longos e curtos, sempre com intenção atacante, em complemento directo de William. Voltou aos golos, desta vez marcando o quarto, de livre.

JOÃO MÁRIO (8). Decisivo. A sua actuação chegou a roçar o brilhantismo em certos momentos. Excepcional, o passe que funcionou como assistência para o primeiro golo.

BRYAN RUIZ (6). Persistente. Causou perigo em várias incursões da ala para o centro. Lesionou-se numa boa jogada individual aos 32', saindo sob uma calorosa ovação.

TEO GUTIÉRREZ (7). Activo. A melhor exibição até agora do colombiano. Estreou-se a marcar na Liga, cabeceou à barra (17') e revelou vários apontamentos de boa técnica.

SLIMANI (8). Mortífero. Marcou três golos e já soma cinco no campeonato. Bem servido por João Mário e Jefferson, não despediçou oportunidades. À ponta-de-lança, como deve ser.

GELSON MARTINS (7). Dinâmico. Rendeu Bryan Ruiz aos 35'. Não deu descanso à defesa minhota. Falhou dois golos (77', 88') por egoísmo, quando tinha Montero ao lado.

AQUILANI (6). Discreto. Entrou aos 61' para o lugar de Adrien, mantendo segurança e solidez no meio-campo. Participou na construção do quinto golo, com um bom passe.

MONTERO (6). Competente. Substituiu Teo aos 67'. Grande passe longo para Gelson aos 77' que era quase meio-golo. Disciplinado e rigoroso sem deixar de ser criativo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada.  É a primeira para o Sporting esta época. Veio no momento certo, à sétima jornada. Cinco a um, contra o V. Guimarães - que nos venceu no Minho vai fazer um ano. Até parece que se tratou de um jogo fácil. E foi mesmo.

 

De Slimani. Marcou três golos (15', 58', 78') neste desafio à chuva que dificilmente se apagará da memória do argelino. Está em excelente forma, hoje deixou isso bem claro. Numa clara demonstração de que todos os nossos adversários terão de receá-lo ainda mais a partir de agora. O melhor em campo, naturalmente.

 

De João Mário. Jorge Jesus lançou-o hoje na ponta direita, em transições rápidas da ala para o centro. Foi uma aposta plenamente justificada. Ao fim de cinco minutos já tinha feito esquecer Carrillo com a classe dos seus centros bem medidos - um deles deu origem ao nosso golo inaugural, logo aos 14'. Uma exibição de alto nível.

 

De Teo Gutiérrez. Enfim, quebrou o enguiço no campeonato: fez o gosto ao pé, aos 24', marcando o nosso segundo golo.

 

De Jefferson. Voltou às grandes exibições com uma velocidade estonteante no corredor esquerdo e o notável poder de fogo dos seus cruzamentos. Foram dele as assistências para dois dos três golos de Slimani e ainda deu o toque de calcanhar de que resultou o disparo de Adrien para o quarto golo leonino.

 

De William Carvalho. Jesus tinha toda a razão ao classificá-lo como "reforço" do Sporting. Nesta estreia a titular na Liga 2015/16, o nosso médio defensivo trouxe mais consistência e organização à equipa com as suas recuperações de bola e os seus passes rasgados. Ninguém diria que acaba de recuperar de uma longa lesão.

 

Da estabilidade da nossa defesa. Deu ainda mais solidez à equipa.

 

Da crença dos adeptos. Apesar do tempo chuvoso e de ser noite eleitoral, o nosso estádio registou 31.295 presenças.

 

Da classificação. Continuamos em primeiro, com 17 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Agora treinada por Sérgio Conceição, a turma minhota foi totalmente anulada pelo Sporting.

 

Da lesão do árbitro Rui Costa. Teve problemas musculares que o levaram a ser substituído pelo quarto árbitro, Helder Malheiro, aos 51'. Ambos apitaram de forma irrepreensível.

 

Dos insultos a Carrillo. O peruano portou-se de forma condenável para o clube que o acolheu durante cinco épocas, mas isso não justifica os cânticos ordinários entoados nas bancadas de Alvalade.

 

Da chuva. Bem sei que o futebol é um desporto de Inverno, mas o Outono escusava de chegar já tão molhado.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. O Sporting impôs-se hoje com toda a clareza ao V. Guimarães. Venceu e convenceu.

 

Da desforra. Ri melhor quem ri por último. O triunfo de hoje foi duplamente saboroso por ter sido contra a equipa que nos impôs a mais amarga derrota da temporada - ainda durante a primeira volta do campeonato. Ao intervalo já ganhávamos por 3-0 - os números da nossa derrota em Guimarães.

 

De João Mário. Deu início à vitória, logo aos 14', com um belo golo a partir de um excelente cruzamento de Carrillo. Revelou a qualidade de sempre - energia, combatividade, destreza técnica - mas reforçou-a ao aperfeiçoar uma veia goleadora que lhe faltava. Actuou, sobretudo durante a primeira parte, no apoio directo a Slimani e soube prender os centrais adversários.

 

De Miguel Lopes. Óptima primeira parte, coroada com um disparo à barra aos 32' que esteve na origem directa do segundo golo. Movimentou-se muito bem na ala direita, onde actuou como substituto de Cédric, com velocidade e capacidade de drible. E desta vez os centros saíram-lhe com precisão. Um deles, aos 45', conduziu ao terceiro golo, marcado por Slimani. Já tinha sido ele a recuperar a bola, entregando-a a Carrillo, no lance do primeiro golo. O melhor em campo.

 

Do nosso corredor direito. Chegou a ter momentos brilhantes, sobretudo na última meia hora do primeiro tempo. Miguel Lopes e Carrillo articularam muito bem o jogo ofensivo. Não por acaso, os três primeiros golos surgem desta ala.

 

De Adrien. Marcou de grande penalidade, aos 34'. Demonstrando ser o nosso maior especialista em penáltis. E voltou a actuar com garra e determinação no meio-campo leonino. Aos 75' teve um gesto altruísta ao aceder ao pedido de Nani para marcar o penálti. Pedido aceite. E Nani marcou, ao contrário do que sucedera contra o Arouca no início do campeonato.

 

De Ewerton. Marco Silva voltou a apostar nele como titular no eixo da defesa. Aposta ganha. O brasileiro - reforço de Inverno do Sporting - confirmou as qualidades já reveladas nas duas partidas anteriores. Fez vários cortes oportunos e decisivos. Um deles, aos 89', quando já jogávamos com dez e Tobias Figueiredo funcionava como segundo defesa central (no lugar de Paulo Oliveira, entretanto expulso).

 

De Slimani. Marcou o segundo golo, de cabeça, confirmando que é o melhor jogador de área deste Sporting 2014/15. E nunca virou a cara à luta, como bem se comprovou ao ficar com a cabeça ensanguentada num dos vários choques que protagonizou. Já totaliza 11 golos nesta época oficial, tendo superado Montero.

 

Que tivéssemos reforçado a terceira posição. Com esta vitória, encurtámos a distância em relação ao Benfica (três pontos) e ao FC Porto (dois). E estamos cada vez mais longe do Braga (que se encontra agora nove pontos atrás do Sporting).

 

Que continuemos invictos em casa. Vinte e seis jornadas sem uma derrota em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Deste V. Guimarães. Uma sombra da equipa que defrontámos na primeira volta. É certo que não contou com Hernâni (transferido entretanto para o FCP) e João Afonso (lesionado), mas isso não explica tudo.

 

Da imprudência de Paulo Oliveira. Já advertido com um cartão amarelo, fez outra falta sem necessidade que o levou a ser expulso quando ganhávamos por 4-0. Não contaremos com ele na próxima jornada, frente ao Paços de Ferreira.

 

Dos cartões em excesso. Neste jogo Miguel Lopes, Adrien, William Carvalho e Carlos Mané também viram o amarelo. Adrien será outra baixa contra o Paços de Ferreira.

Seis notas sobre o jogo desta noite

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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.

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