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És a nossa Fé!

Devemos imitar Gelson Martins

Eles apostam tudo na desestabilização do Sporting. E alguns sportinguistas, para meu espanto, caem na esparrela. Em vez de se concentrarem no essencial, que passa por novas conquistas desportivas, estes sportinguistas andam entretidos no campeonato que não interessa: o campeonato das tricas e dos decibéis. Sem perceberem que estão no terreno onde eles nos querem confinar. Porque sabem muito bem que isso nos dispersa e fragiliza.

Só devemos travar os desafios que verdadeiramente importam - aqueles que nos permitirão ganhar novos troféus desportivos, continuar a valorizar atletas no mercado internacional e consolidar as nossas bases financeiras. Consumir tempo e recursos noutros planos e noutros palcos, dando protagonismo a personagens secundárias, equivale a perder o foco do essencial, desperdiçando energia anímica. As refregas verbais são passatempo de miúdos nos recreios escolares. E nunca a comunicação institucional de um clube como o Sporting deve ser contaminada por bravatas destinadas a alvejar gente menor. Não por ser uma manifestação de força, mas um sintoma de fraqueza.

Sun Tzu, mestre de todos os mestres da táctica, ensinava que um dos mandamentos para alcançar a vitória é recusar ceder às manobras alheias. Quando nos querem levar para um lado, vamos para o outro. No fundo, devemos imitar aquilo que Gelson Martins tão bem executa em campo: a finta de corpo para desposicionar adversários. Sempre com os olhos na baliza.

Na hora do balanço, só contam as que lá entram. O resto são bolhas de espuma: podem inchar muito, mas não tardam em dissolver-se. E delas não reza a história.

Agora que o mercado fechou

Tem alguma graça a exigência que já está a ser colocada no SCP, depois do fecho do mercado lhe ter dado quase unanimemente o troféu de campeão (do mercado). Tem graça porque a equipa perdeu dois elementos nucleares que têm o peso específico de cada um, o peso atribuível no equilíbrio da dinâmica colectiva e ainda – talvez mais importante – aquele factor xis que os jogadores que valem milhões têm e que os distinguem. Para quem não se lembra, o SCP demorou anos a libertar-se do fantasma de Liedson - que era tão especial que condicionou a equipa a um tipo de jogo que se revelou tão terrivelmente ineficaz sem ele que até ficámos em sétimo num dos anos seguintes.
Slimani era o primeiro trinco da equipa e João Mário, muitas das vezes até era o segundo (porque Teo não estava para isso e porque Bryan é outro tipo de pressão, mais macia). Quem voltar a ver os jogos da nossa selecção no Euro, em especial os quartos, meias e final, verá um João Mário de arte invisível mas de uma utilidade e maturidade táctica invulgares. O Sporting ganhou em Paços também porque Slimani, mesmo com a cabeça nas nuvens da liga inglesa, ganhou aquela bola gasta que haveria de servir para dar o golo a Adrien.
Slimani é um avançado rijo, combativo, com gosto de golo e de glória, ambicioso e determinado e com o pulmão de um toiro. Como diria JJ, ninguém veio dar uma trintena de milhões pelos que agora o SCP cá tem, pois não?
Dizer que o SCP é ‘obrigado’ a ganhar o título e ‘obrigado’ a bater-se de igual para igual com Real e Dortmund é um daqueles saltos lógicos próprios de uma mentalidade oito-ou-oitentista.
Aceitemos que o plantel do SCP é forte e potencialmente muito forte, mas no Benfica quase todos os jogadores foram campeões várias vezes e muitos deles são obviamente muito bons. Numa liga de ataque sistematizado como a nossa (em 95% dos jogos) não há ninguém como Jonas para a meter lá dentro, aparecendo vindo sabe-se lá de onde.
É nos joguitos cansativos, de sábado de chuva, no lusco-fusco, em campos onde há corneteiros, que os jogadores de milhões se têm de motivar e lutar para ganhar a adversários chatos que dão tudo por tudo. Não estou por dentro do processo de manutenção de uma equipa de futebol de topo, mas intuo que não deve ser nada fácil extrair rendimento total de um artista e de uma equipa numa sexta à hora de jantar na Choupana ou no Bessa, que sabe que na quarta vai jogar com o Dortmund. O desafio será esse. E não há muito tempo. Para ilustrar o meu ponto, no ano passado, a loucura saudável de Renato Sanches nesses jogos, a levar a equipa às costas, foi essencial para o Benfica ganhar esses joguinhos e o título. 
RS era alguém que não se poupava e foi esse o sortilégio do Benfica. Se Rui Vitória resolver o problema depressa, o Benfica será o principal candidato, acredito. 
Porquanto, dizer que o SCP tem obrigação de ganhar o campeonato é uma tolice. Tem a obrigação de fazer um grande campeonato, como o Benfica tem e o Porto terá ligeiramente menos. No fim ganhará apenas um, para acabar de forma óbvia, mas é jogo a jogo que a história se escreverá, para terminar de maneira ainda mais óbvia.

Eu quero é o Sporting campeão

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1

Faz hoje apenas um mês, a selecção nacional conquistou a nossa maior proeza de sempre no futebol. Uma vitória há décadas sonhada por milhões de portugueses apreciadores da modalidade que mais apaixona o planeta desportivo. E no entanto parece ter já acontecido há bastante mais tempo. E poucas lições terão sido extraídas deste feito inédito, conseguido com dez jogadores formados na Academia de Alcochete, incluindo quatro do actual plantel leonino.

Como se fosse algo banal. Como se isto estivesse sempre ao nosso alcance.

Num país que andou meio século a entoar hossanas a um terceiro lugar num Mundial como se fosse a última coca-cola no deserto, verdadeiro paradigma das "vitórias morais", confesso o meu espanto por esta tentativa de esquecer tão depressa uma vitória bem real.

 

2

Lamento, mas eu não esqueço. 

Quanto mais revejo as imagens dos desafios do Euro 2016, mais me convenço que com Fernando Santos a treinar nunca teríamos perdido em 1984 a meia-final do Campeonato da Europa frente à França de Michel Platini e Alain Giresse. Desperdiçada porque em momentos cruciais vários dos nossos jogadores não souberam segurar a bola nem integrar-se nas missões defensivas que se impunham.
Esta foi também a lição que o Euro 2016 nos transmitiu: o rigor técnico - ter o adversário bem estudado, anular-lhe a manobra ofensiva - é uma componente essencial do futebol moderno.
Porque o futebol também é xadrez, não é só pugilismo, ao contrário do que alguns imaginam.
 
3
Manuel Fernandes, eterno capitão do Sporting, declarou que u
m dos melhores jogos do Campeonato da Europa foi o Alemanha-Itália, que terminou empatado 1-1, ao fim de 120 minutos. Com apenas um golo marcado em lance corrido.
Ele, homem do futebol, sabe bem do que fala. Porque de nada vale a técnica sem a táctica, de nada vale o poderio físico sem a inteligência para utilizá-lo no instante exacto (como Cristiano Ronaldo demonstrou naquela cabeçada certeira contra o País de Gales, que passará a figurar em todas as antologias dos melhores golos de sempre).
 
4
Não por acaso, Portugal teve quatro dos seus jogadores no onze ideal do Europeu.
Não por acaso, Portugal teve dois golos nos cinco melhores do Euro 2016 seleccionados pela UEFA.
Não por acaso, Portugal teve o melhor jogador jovem do torneio.
Não por acaso, Cristiano Ronaldo prepara-se para receber a Bola de Ouro pela quarta vez.

5
Isto não resulta de fé, nem de fezadas. É trabalho continuado, que a Federação Portuguesa de Futebol tem desenvolvido.
Não por acaso, já vencemos quatro europeus sub-16 e três europeus sub-19.
Não por acaso, somos vice-campeões europeus sub-21 (final perdida há um ano, contra a Suécia, por grandes penalidades).
 
6
Isto é produto de um plano rigoroso, de muito esforço, de muito trabalho.
É também produto do bom planeamento desenvolvido nos clubes.
Nunca em Portugal se trabalhou tanto e tão bem no futebol.
Quando Manuel José vem dizer que prefere o tempo em que se "jogava à bola" está a insultar demasiada gente ao mesmo tempo.
Está a insultar alguns dos melhores profissionais que temos em Portugal. Porque em nenhuma outra actividade europeia ou mundial podemos competir tão bem com qualquer outro país como no futebol.
 
7
Quanto ao nosso Sporting: eu quero é vê-lo campeão. Quer jogue bonito ou jogue feio. Esta deve ser, para os sportinguistas, a principal lição a extrair do Europeu que conquistámos.

Quinze anos de jejum já bastam.

Reflexões adicionais sobre o jogo de ontem

Entrámos em campo sem cinco dos habituais titulares (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Slimani) contra uma equipa da Liga dos Campeões.
O que menos importa é o resultado num caso destes.
A exibição foi mediana. Mas superior às dos restantes jogos da pré-temporada, valha ao menos isso.

Antes progredir do que regredir.

Preocupa-me pouco, confesso, a ausência do João Mário. Dou já por adquirido que o nosso médio criativo sairá para um dos maiores clubes europeus. O Sporting precisa de gerar receitas com os jogadores da sua formação. Não andamos a nadar em dinheiro, longe disso. E que melhor ocasião para vender do que esta, logo após a grande exibição dos nossos profissionais no palco do Euro 2016?
Preocupar-me-ia, isso sim, se saíssem os quatro.

Ou cinco, contando com Slimani.
João Mário seria o mais fácil de substituir porque temos soluções no plantel para a posição dele. Para os outros não temos - nem um guarda-redes que chegue aos calcanhares do Rui Patrício nem um avançado posicional com a fome de golo do nosso argelino.

O que me preocupa é a qualidade dos reforços - desde logo a do ausente Spalvis, que vai estar seis meses inactivo por lesão.

Petrovic, que se movimenta num espaço muito restrito e parece incapaz de fazer passes de ruptura, continua a não justificar a contratação.

Barcos, rotulado de "goleador", vai no nono jogo sem marcar.

Bruno Paulista continua a ser um enigma: nem ontem calçou.

Andamos a trazer jogadores sem que se perceba qual foi o critério da contratação. E continuamos sem uma segunda linha que nos permita encarar com confiança o desempenho nas competições europeias.

Alan Ruiz é a excepção à regra, como felizmente esta pré-temporada tem deixado à vista. Haja ao menos uma escolha que parece ter sido acertada.

Mas não chega, como é óbvio.

Uma (estúpida) teoria para um melhor futebol!

Há muito que olho para o futebol com alguma amargura. E não tem a ver com as escassas vitórias do Sporting mas unicamente com a maneira como este desporto é mundialmente aceite. E jogado.

Os golos, que deveriam ser a principal razão deste desporto, são pouco comuns em comparação com outras actividades desportivas. Daí talvez uma das razões por que os americanos não sentem uma atracção por aí além pelo Desporto-Rei.

Sempre defendi que num jogo não me interessa quantos golos a minha equipa sofre mas sim aqueles que marca. E por isso é necessário marcar sempre mais um que o adversário.

Ora com base neste pressuposto penso que as instituições federativas deveriam olhar com mais atenção para este fenómeno e criar condições para se valorizarem mais os golos obtidos, a par obviamente dos próprios resultados. Parece estranho o que estou a dizer? Mas vou já explicar a minha teoria.

Exemplifiquemos:

A equipa A vai jogar contra a equipa B. No final da partida observa-se o seguinte resultado: 7-4. Num campeonato dito normal a equipa A teria 3 pontos enquanto a equipa B receberia 0 pontos.

No mesmo torneio as equipas C e D defrontam-se mas o resultado terminou com a vitória da equipa D por 1 a zero. Da mesma maneira a D ficaria com 3 pontos contra 0 da equipa C.

Pensemos agora que em vez de se usar esta fórmula usaríamos uma em que valorizássemos os golos. E como? Fácil… Por cada conjunto de três golos, à equipa acrescia mais um ponto. Ora pegando ainda no exemplo acima referido o primeiro resultado daria à equipa A 3 pontos (da vitória) mais 2 por ter marcado 7 golos (2 pontos por dois conjuntos de três golos) enquanto a equipa B seria “premiada” com um ponto por ter marcado um conjunto de três golos.

Do mesmo modo o segundo resultado não daria mais nenhum ponto extra a qualquer das equipas.

Teríamos assim numa suposta classificação: Equipa A com 5 pontos, a D com 3 a B com 1 e a C com 0.

Deste modo, creio, fomentar-se-ia o golo, pois uma equipa podia perder mas se marcasse três golos teria sempre um ponto.

Em tempos o “International Board” da FIFA tentou alterar algumas regras de forma a fomentar a obtenção de mais golos, todavia com pouco sucesso.

Deixo assim aqui a minha contribuição para a melhoria do futebol. Reconheço que é uma ideia absurda e provavelmente impraticável. Enfim, uma utopia.

 

Nota final – esta minha ideia não foi plasmada no nosso actual campeonato e portanto nem imagino como seria a classificação nesta altura com os resultados observados até agora.

 

Também aqui

Dez apontamentos

A vitória.

Suada - e de que maneira. Com o equipamento Stromp - o mais antigo e que em boa hora foi retomado. Contra um adversário que merecia respeito, desde logo por ter  eliminado o Benfica. Mas foi mais saborosa por isso mesmo.

 

A pressão.

Houve pressão alta neste jogo. O presidente deixou isso bem claro - para escândalo de algumas donzelas mediáticas e dos jarretas habituais. Mas equipa que jogue sem pressão não é digna de conquistar troféus.

 

A emoção.

Foi um jogo de emoções fortes. Disputado com garra e determinação. E com resultado incerto até ao fim.

 

A crença.

Nunca baixámos os braços. Nunca desistimos. Nunca demos a derrota como inevitável mesmo quando estávamos a perder 0-2 a sete minutos do fim. Dois símbolos: Nani no limite das forças em entrega total ao jogo e Rui Patrício como baluarte na baliza mesmo com músculos a claudicar.

 

A arte.

Revejam lances capitais do jogo - em particular o nosso primeiro golo. Reparem na simulação de Slimani: como ele desposiciona o defesa e controla a bola antes do disparo fatal. E diziam alguns que ele tinha tijolos nos pés...

 

A coesão.

Marco Silva fez um grande trabalho a este nível que tem sido pouco realçado: o Sporting funciona em campo como uma verdadeira equipa. Ver hoje Carlos Mané em constantes missões defensivas foi uma excelente prova disso.

 

A ousadia.

O treinador, mesmo a jogar só com dez desde o minuto 9, ampliou a frente de ataque, alterando rotinas e posições. Opção arriscada mas era aquela que as circunstâncias impunham. E resultou.

 

A competência.

É fundamental não falhar nos momentos decisivos. Na primeira Taça de Portugal decidida por grandes penalidades, marcámos as três que nos couberam (por Adrien, Nani e Slimani) e Rui Patrício defendeu uma.

 

A verdade.

Vencer a Taça verdadeira implica haver verdade desportiva em campo. Ninguém pode acusar-nos do contrário. Vencemos sem ajudas, sem colinho, sem piscadelas de olho cúmplices do árbitro. Só assim sabe bem vencer.

 

A alma.

Não basta ter o Leão no símbolo: é preciso transportá-lo também no coração, nos nervos, nos músculos, no cérebro, no instinto, no carácter. Na alma.

Nem menos nem mais

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Reflexão sobre a Taça Lucílio Baptista

Antes que haja uma decisão definitiva na matéria, e já que o assunto começou a ser debatido em blogues e redes sociais, tomo a iniciativa de antecipar qual deve ser a posição do Sporting na hipótese de uma meia-final contra o Benfica na Taça Lucílio Baptista: o critério, definido na época passada, de aproveitamento desta prova para rodar jogadores da nossa equipa B, deve manter-se em vigor. Não só porque tem resultado, como todos reconhecem, mas sobretudo porque o Sporting só deve ter uma palavra nesta matéria: não se pode desvalorizar esse troféu às segundas, quartas e sextas e valorizá-lo às terças, quintas e sábados.

Alterar o critério de formação da equipa nesta fase seria desconsiderar, em retrospectiva, respeitáveis adversários como o Boavista e o V. Guimarães, que já defrontámos. Pior ainda: essa alteração significaria desconsiderar todos os nossos jogadores que se bateram com inegável profissionalismo até ao momento e que não merecem, de modo algum, ser postos à margem devido a uma súbita reviravolta.

O Sporting precisa de opções claras e racionais, não ditadas pela emoção de cada momento. A chamada Taça da Liga está ferida de morte em matéria de credibilidade e prestígio: para perceber isto, basta ver como afugenta os adeptos dos estádios portugueses. Enquanto durar, o Sporting deve continuar a ver nela o que definiu em 2013/14: uma oportunidade para dar minutos de jogo a profissionais menos utilizados noutras competições.

Precisamente isto: nem menos nem mais.

Contagem decrescente: reflexões sobre o Sporting (III)

Como já aqui sublinhei, é-me totalmente indiferente o nome do vencedor da Liga 2012/13, a partir do momento em que o Sporting está fora dessa corrida. Ambos os contendentes que hoje se confrontam no Dragão estão para mim ao mesmo nível: não tenho preferências nesta matéria.

Mas já não me é nada indiferente saber que, com toda a probabilidade, o nosso clube ficará fora das competições europeias e terminará com a pior classificação de sempre no campeonato.

Muito mais coisas me deixam perplexo nesta recta final de tão triste temporada. Saber que Labyad tem o segundo maior salário do plantel e nada fez para o merecer; saber que pagámos balúrdios pelo Jeffrén, que praticamente nenhum mérito demonstrou e permanece fora dos escolhidos pelo treinador jogo após jogo; saber que a mais elevada contratação de sempre no nosso clube, um tal Elias, teve a miserável prestação que todos sabemos...
Enfim, contas a acertar quando se fizer o balanço definitivo da mais vergonhosa época de sempre no Sporting, que tantos encararam com demasiada complacência, como se tudo quanto aconteceu fosse aceitável ou sequer imaginável.

Contagem decrescente: reflexões sobre o Sporting (II)

Ao contrário de alguns colegas de blogue, não tomo partido pela conquista do campeonato quando o meu clube está afastado dessa corrida. Abri uma excepção a esta regra em 2001, quando o Boavista venceu o título: isso sim, trouxe-me satisfação. Por fazer a diferença.
Considero que o futebol português retrocede com a progressiva hegemonia de dois clubes que tendem a secar tudo em redor: essa hegemonia agrava-se quando o Sporting, como este ano sucedeu, perde influência nos estádios e fora deles. E quanto mais hegemónico for um desses clubes mais o meu pessimismo se agrava quanto às perspectivas de regeneração do futebol português, que todos os anos vai perdendo competitividade global, receitas de bilheteira e espectadores.

Quanto às explosões de júbilo por outros clubes ganharem ou perderem o título, lamento, mas não as partilho. Porque nada disso pode redimir uma época desastrosa - a nossa pior de sempre - em que nos podemos queixar essencialmente dos dirigentes que escolhemos, portanto de nós próprios.
Porém, s
e soubermos fazer das fraquezas força, e da falta de meios soubermos gerar um motivo para aproveitarmos bem os nossos recursos (e não andarmos a largar milhões por jogadores ineptos), talvez até acabe por vir a considerar positivo este período de penúria desportiva e financeira.
Fantasia? É possível. Porque os vícios estruturais e - pior que isso - a mentalidade autodestrutiva que já nos levaram a prescindir de excelentes técnicos e excelentes atletas em nome de arroubos momentâneos foram criando raízes e tardam em ser extirpados de Alvalade.

Contagem decrescente: reflexões sobre o Sporting (I)

Esta época futebolística foi um pesadelo desde o início para o Sporting. E teremos, com muita probabilidade, a nossa pior classificação de sempre.
Estarmos ausentes das competições europeias, num momento em que precisaríamos dessas receitas mais que nunca, é um pesadelo suplementar que esta época legará à próxima. Um pesadelo que ameaça tornar-se realidade em poucos dias.
Temos razões de queixa de algumas arbitragens? Temos. Mas o Sporting está onde está por culpa própria, por responsabilidade própria e por erros que deviam ser bem assimilados para que não voltem a ser repetidos. Infelizmente não tenho qualquer certeza - ou sequer a convicção - de que isso não acabe por suceder.

Estamos como estamos e chegámos onde chegámos essencialmente pela absurda gestão desportiva (já nem falo da financeira) conduzida desde a pré-temporada. No momento oportuno, escrevi aqui muito sobre isso: basta consultar os arquivos deste blogue. Infelizmente, os factos confirmaram que eu tinha razão. Acreditem: preferia mesmo não ter.

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