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És a nossa Fé!

Talvez se enganem

Chamaram-lhe o 'grupo da morte'. E alguns não escondiam o gozo antecipado que lhes dava a "morte" da selecção portuguesa para caírem em cima de Paulo Bento e dos jogadores, a começar por Cristiano Ronaldo. Tiveram azar: seguimos em frente, deixando para trás Dinamarca e Holanda - esta última apontada como favorita por certos especialistas do esférico a rolar sobre a relva. Depois eliminámos a República Checa. Agora teremos pela frente a Espanha, que não esconde o receio perante o embate de quarta-feira.

Mais papistas do que o papa, alguns deles torcem pela vitória espanhola na quarta-feira, mesmo que não o admitam publicamente. Para enfim deitarem cá para fora todos os argumentos que têm silenciado até agora por não se ajustarem à realidade.

Talvez se enganem.

A ver o Europeu (10)

Podemos dizer, sem favor, que as quatro selecções qualificadas para as meias-finais foram as melhores deste Euro 2012. O que já constitui uma vitória para Portugal. Desde logo, uma vitória contra as aves agoirentas: basta dizer que ainda há seis dias - repito: seis dias - um dos principais comentadores televisivos, recordista do tempo de antena, acusava Paulo Bento de dividir os portugueses e de procurar silenciar as vozes críticas como sucedia "no tempo da Outra Senhora". Se o disparate matasse, este loquaz comentador já tinha caído fulminado durante uma das suas intermináveis prelecções...

 

A República Checa, que eliminámos nos quartos-de-final, merecia ter seguido em frente? Óbvio que não. Pelos motivos que enumerei aqui.

A Grécia mostrou-se capaz de prosseguir na competição? Lamento, mas a resposta é negativa. A Alemanha venceu e convenceu no desafio contra a selecção comandada por Fernando Santos. Por mais que custe reconhecer isto, para evitar dar novas alegrias a Angela Merkel, os alemães são os mais sérios candidatos à conquista do Europeu, como têm demonstrado em campo: até ao momento, a única equipa que só conta com vitórias é a germânica.

 

E a França? Nem é bom falar dos gauleses, eliminados anteontem pelos espanhóis numa partida em que confirmaram estarem demasiado longe os tempos heróicos de Platini e Zidane, já depois de terem levado 0-2 dos suecos. Benzema, a grande vedeta da equipa, despediu-se do Euro 2012 sem ter marcado um golito (ele que marcou 31, na última época, ao serviço do Real Madrid). Quezilentos, divididos, sem categoria nem amor à camisola, pareceram mais apostados em triunfar no campeonato da indisciplina. Nasri insultou jornalistas, Ben Arfa ameaçou ir-se embora se não jogasse. E acabou por partir mesmo - ele e os outros. Sem deixarem saudades.

 

E os ingleses? A selecção do reino de Sua Majestade mostrou-se irreconhecível. Chegou aos quartos-de-final com uma ajuda da equipa de arbitragem no jogo contra a Ucrânia. No decisivo encontro contra os italianos, que fizeram 25 remates, os ingleses limitaram-se a rematar nove vezes e a ter 40% de posse bola. Sem um goleador digno desse nome, levaram um banho de bola no desafio de ontem em Kiev. Com Montolivo em grande nível, Buffon a travar um penálti marcado por Ashley Cole e Andrea Pirlo a confirmar que continua a ser um dos melhores jogadores do mundo. A squadra azzurra só passou no desempate por penáltis após um jogo que terminou empatado a zero (único até agora com esse resultado). Mas mostrou talento suficiente para prosseguir. Ao contrário dos ingleses.

 

Quartos-de-final:

Espanha, 2 - França, 0

Inglaterra, 0 - Itália, 0 (2-4 no desempate por penáltis)

Quando Queiroz trocou Moutinho por Danny

Perante a excepcional exibição de João Moutinho neste Europeu, torna-se ainda mais absurda a decisão tomada há dois anos pelo ex-seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que excluiu o então médio do Sporting do Mundial da África do Sul, sublinhando que Danny faria melhor o seu lugar. E, com uma arrogância muito característica, ainda entendeu acrescentar uma frase desdenhosa, própria de quem não sabe enfrentar críticas: "É uma pena que em Portugal não transmitam a Liga russa..."

Trocar Moutinho por Danny: isto diz tudo sobre o critério de Queiroz, que entendeu convocar jogadores como Zé Castro (depois excluído), Daniel Fernandes e Duda. Sem espaço para Moutinho, pois. É uma pena que ande agora a falar em "circos" e nem hesite em insurgir-se contra o "excessivo protagonismo" de Cristiano Ronaldo e da "equipa que anda atrás dele". Indiferente ao facto de a mais prestigiada imprensa internacional chamar ao nosso número 7 gigante e outros epítetos elogiosos, sem dúvida merecidos.

Há homens simplesmente incapazes de conviver com o sucesso dos outros.

As 5 piores campanhas na história do Euro

1.º Inglaterra - 1988: A selecção inglesa apresentou-se no Euro como uma equipa temível. Foi logo surpreendida no primeiro jogo pela Irlanda por 1-0 e deu sequência à sua horrível prestação com duas derrotas concludentes, ambas por 3-1, frente à Holanda e à União Soviética.

 

2.º Dinamarca - 2000: No termo da prova, os dinamarqueses tinham um deficiente de -8. Não souberam defender e o ataque não existiu. Perderam por 3-0 tanto com a Holanda como com a França e no último jogo da fase de grupos a República Checa superou-os por 2-0. 

 

3.º Jugoslávia - 1984: Este era um país que sempre produziu grandes jogadores, mas eles eram Sérvios e Croatas e raramente jogavam juntos. A Jugoslávia também terminou a prova com um deficiente de -8, perdendo por 2-0 com a Bélgica, 5-0 com a Dinamarca e 3-2 com a França.

 

4.º Alemanha - 2000: Esta foi a mais infame das prestações germânicas em registo. A Alemanha começou como um dos favoritos mas apenas conseguiu um empate, por 1-1, frente à Roménia, perdeu 1-0 com a Inglaterra, para então ser «martelada» por Portugal (3-0).

 

5.º Bulgária - 2004: Uma equipa que nunca deveria ter participado no Campeonato. A Bulgária marcou apenas um golo na derrota por 2-1 contra a Itália. A Suécia demoliu-a por 5-0 e, para finalizar, mais um marcador em branco frente à Dinamarca, 2-0.

A ver o Europeu (9)

Espero que o Alexandre Poço prossiga a sua oportuna série sobre os melhores golos deste Campeonato da Europa. Até porque golos não têm faltado: foram marcados 60 na fase de grupos, 17 dos quais de cabeça (28% do total).

A média é razoável: 2,5 golos por jogo. E alguns têm sido extraordinários. Como este, do sueco Ibrahimovic, talvez o mais sério candidato ao melhor do torneio. Também gostei muito dos golos de Fernando Torres e David Silva contra a Irlanda. E do segundo do nosso Cristiano Ronaldo contra a Holanda. E - devo reconhecer - igualmente dos que nos foram marcados pelo alemão Mario Gómez e pelo holandês Rafael van der Vaart.

 

Um dos melhores surgiu hoje, num encontro rodeado de muita expectativa: o Alemanha-Grécia, disputado em Gdansk (Polónia). Entre assobios dos adeptos gregos cada vez que os jogadores comandados por Joachim Löw tocavam na bola e o entusiasmo da chanceler Angela Merkel, que fez questão de estar presente, ao lado do presidente da UEFA, Michel Platini, quase tão germanófilo em matéria futebolística como ela. Os gregos, treinados por Fernando Santos, adoptaram a táctica do ferrolho, tentando cortar todas as vias do acesso alemão à sua grande área. Era uma estratégia condenada ao fracasso, como se antevia desde o minuto inicial. Faltava apenas saber em que circunstância exacta os alemães atingiriam com sucesso as redes gregas.

Aconteceu, iam decorridos 39 minutos, com um disparo do capitão germânico, Philipp Lahm. Um defesa, com apenas 1,70m de altura, mas dotado de tenacidade suficiente para quebrar a muralha helénica, mais frágil do que parecia.

Ao intervalo, 1-0: resultado lisonjeiro para a selecção grega, de qualidade muito inferior ao do conjunto alemão, onde pontificam vedetas de nível mundial como Özil e Schweinsteiger (este hoje muito perdulário nos passes). E aos 54', contra a corrente, a Grécia empatou num rápido contra-ataque na ala direita conduzido por Salpingidis, que fez um passe milimétrico para o golo de Samaras.

 

A euforia grega durou sete minutos exactos. Até ao fantástico disparo de Khedira, que recebeu a bola e a rematou com artes de matador sem a deixar cair no chão. Outro golo desde já candidato ao melhor do Euro 2012.

Angela Merkel, muito focada pelas câmaras polacas, teve ocasião de dar saltos de júbilo em duas outras ocasiões, quando Miroslav Klose e Marco Reus ampliaram a vantagem. Salpingidis, no penúltimo minuto do encontro, ainda reduziu, de penálti. Mas era já tarde para o resgate grego. Os dados estavam lançados.

Muito se tem falado numa Europa a duas velocidades. Isso também sucede no futebol, espelho da vida. Como o jogo de hoje confirmou.

 

Alemanha, 4 - Grécia, 2

A ver o Europeu (8)

Vinte remates portugueses à baliza de Petr Cech e apenas dois remates checos à baliza de Rui Patrício. Esta estatística diz quase tudo sobre o jogo dos quartos-de-final disputado hoje no Estádio Nacional em Varsóvia: ataque continuado dos portugueses, que dominaram toda a segunda parte com clara superioridade técnica e técnica sobre a selecção checa, campeã das faltas neste Europeu. Só houve equilíbrio entre as duas equipas nos primeiros 20 minutos do encontro, disputado num relvado em péssimo estado - algo indigno de uma competição de alto nível como o Euro 2012 é.

Os checos, apesar de terem descansado mais 24 horas dos que os portugueses, mostraram condição física muito inferior. E nunca revelaram soluções tácticas para romper a muralha defensiva portuguesa. À medida que a selecção de Paulo Bento ia progredindo no terreno, tornava-se evidente qual era a selecção que passaria às meias-finais. Só faltava afinar a pontaria à frente: Cristiano Ronaldo, repetindo o que já sucedera contra a Holanda, voltou a rematar duas vezes ao poste.

Mas tantas oportunidades teriam forçosamente de se concretizar num golo, aliás só adiado por mérito de Cech. Aconteceu aos 78', novamente com a assinatura de Ronaldo - de longe o melhor em campo, tal como acontecera no jogo anterior. Agora há que preparar o próximo confronto, com a Espanha ou a França - antecipadamente convictos que todos os cenários são possíveis. Paulo Bento e os seus jogadores têm o direito de sonhar com o título europeu. E até hoje não vi neste Europeu nenhuma equipa que o merecesse tanto.

 

Portugal, 1 - República Checa, 0

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Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Acabou por ter menos trabalho do que se pensaria. Mas quando foi chamado a intervir voltou a revelar a segurança já exibida nos jogos anteriores.

 

João Pereira - Outra partida em bom nível, reeditando a exibição contra os holandeses. Venceu no confronto directo com Pilar, que era apontado como o mais perigoso dos checos. E apoiou com frequência o ataque português. Fez um remate aos 82', só travado por uma defesa difícil de Cech para canto.

 

Bruno Alves - Voltou a formar com Pepe a "dupla de betão" na defesa portuguesa que tem vindo a ser elogiada pela imprensa internacional. E, sempre que houve oportunidade, foi à baliza checa para tentar um golo de cabeça. Uma actuação sem erros.

 

Pepe - Seguro, sereno e sólido. É um sério candidato a melhor defesa central deste Europeu.

 

Fábio Coentrão - Voltou a movimentar-se muito bem no seu corredor. Partiu dele o primeiro sinal de perigo da nossa selecção, com duas grandes arrancadas, aos 23' e 24'. Nunca deixou de apoiar as linhas ofensivas, ganhando praticamente todos os confrontos individuais com os checos.

 

Miguel Veloso - Um pouco mais discreto do que em jogos anteriores, continuou a ser muito influente como médio defensivo. Recebeu um cartão amarelo, talvez escusado, aos 24'.

 

Raul Meireles - Foi a sua melhor partida neste Europeu. Ajudou a fechar o flanco esquerdo com eficácia, facilitando os raides de Coentrão. Sempre com grande disciplina táctica. Perdeu uma excelente oportunidade para marcar: Ronaldo ofereceu-lhe um golo. Retribuiu logo a seguir com um grande passe para Nani. Substituído aos 88'.

 

João Moutinho - Incansável no comando do meio-campo português. Sempre muito vigiado por Plasil, foi-se libertando com sucesso da marcação. À medida que a partida se desenrolava, ia consolidando mais uma grande exibição, coroada com um fortíssimo remate que Cech defendeu com dificuldade (63') e com o soberbo passe junto à linha, do lado direito, que resultou no golo.

 

Nani - Continua a ser um dos portugueses mais influentes. Só lhe falta assinar um golo para confirmar a sua grande prestação neste Europeu. Na primeira parte, esteve mais nervoso do que é costume, acabando por receber um cartão amarelo (24'). Fez um grande passe para Hugo Almeida e merecia ter marcado aos 74'. Saiu aos 88', justamente aplaudido.

 

Cristiano Ronaldo - Muito marcado na primeira parte, sobretudo por Jiracek, foi-se soltando e acabou por fazer outra partida de grande nível, revelando-se o melhor jogador em campo. Não só pelo golo de cabeça aos 78', mas pelas duas bolas que rematou ao poste (e vão quatro neste Europeu) e pela atitude combativa que soube mostrar do princípio ao fim.

 

Helder Postiga - Saiu aos 39', com uma lesão muscular, dando lugar a Hugo Almeida. Jogou apenas no período menos exuberante da selecção portuguesa, sem oportunidade para demonstrar nada de especial.

 

Hugo Almeida - Mais dinâmico do que Postiga, manteve os defesas centrais checos sempre alerta. Chegou a marcar, aos 58', mas estava fora de jogo. No lance do golo, intervém com uma simulação sem bola que confundiu Cech e abriu caminho ao disparo vitorioso de Ronaldo.

 

Custódio - Entrou aos 83' para o lugar de Raul Meireles numa fase em que a selecção nacional praticava um jogo de maior contenção. Tacticamente muito disciplinado.

 

Rolando - Substituiu Nani aos 88'.

 

Futebol também é isto

 

O Euro 2012 tem sido fértil em imagens icónicas que se projectam muito para além das convenções "técnico-tácticas" da modalidade e fazem deste jogo o maior espectáculo do mundo. Pepe beijando o símbolo nacional impresso na camisola logo após marcar o primeiro golo contra a Dinamarca. Cristiano Ronaldo de polegar na boca, dedicando o golo ao filho que naquele dia festejava dois anos, quando fez o remate vitorioso que anulou a vantagem inicial da selecção holandesa. O colega que num impulso solidário tapa a boca do destemperado Balotelli que aparentemente, após marcar contra a Irlanda, começara a soltar impropérios contra o treinador por o ter deixado inicialmente no banco. Ibrahimovic ao marcar ontem um fabuloso golo com um "pontapé de moinho", inaugurando a merecida vitória sueca por 2-0 contra a França.

Futebol também é isto.

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Será que Lucílio também apita em Donetsk?

Dois penaltis perdoados a Espanha, uma selecção que (certamente por mera coincidência) o presidente da UEFA já disse gostar de ver no jogo da final. Um golo limpo roubado à Ucrânia, esta noite, no desafio contra a Inglaterra em Donetsk. Arbitragens vergonhosas no Europeu - um péssimo cartaz para a modalidade. Nestes momentos o Euro 2012 até parece a Taça Lucílio Baptista.

A ver o Europeu (7)

Dois jogos pouco inspirados esta noite, com arbitragens de péssima qualidade. Itália e Espanha qualificaram-se para os quartos-de-final do Europeu derrotando respectivamente a frágil Irlanda (2-0) e a infeliz Croácia (1-0). A manchete da Marca, na sua versão digital, diz quase tudo, naquele exagerado tom nacionalista tipicamente castelhano: «Sofremos como nunca, ganhámos como sempre».

Os espanhóis sofreram, sim. Apesar de contarem com o inesperado beneplácito do presidente da UEFA, Michel Platini, que abdicou do seu elementar dever de isenção para exprimir o desejo de uma final Alemanha-Espanha e lamentar que os portugueses tenham eliminado a selecção holandesa. Apesar de terem aquele que é provavelmente o melhor conjunto nesta fase final do Euro-2012. Ambas as partidas de hoje comprovam duas coisas: a partir de agora qualquer adversário estará ao alcance da nossa selecção; o Portugal-Holanda de ontem foi um jogo de grande qualidade, digno de uma competição desportiva de alto nível e muito superior aos que acabaram de ser disputados.

No fundo, algo que deveria fazer meditar todos aqueles que têm estado na primeira linha das críticas à selecção nacional. Comentadores como Rui Santos, que na SIC Notícias continua a destacar-se na utilização dos chavões que já trazia preparados antes do pontapé de saída do Euro 2012. Com frases como estas: "Nós não temos uma grande selecção" (10 de Junho); "Nós não temos uma dimensão de grande equipa"; "Nós já tivemos melhores selecções nos últimos anos"; "Sobretudo ao nível do meio-campo, há muito tempo que não tínhamos tanta falta de bons jogadores" (13 de Junho); "O grupo não é muito homogéneo do ponto de vista qualitativo"; "Esta selecção não tem o potencial que outras selecções já tiveram"; Temos uma boa selecção, não temos uma extraordinária selecção" (17 de Junho).

Uma coisa há que reconhecer: ele é coerente. Critica a selecção quando perde, mas também quando ganha e quando volta a ganhar. Criticou Paulo Bento contra a Alemanha (0-1): "Portugal tinha boa táctica, mas errou na estratégia". E contra a Dinamarca (3-2): "Neste jogo com a Dinamarca estivemos à beira do colapso". E até contra a Holanda (2-1): "Há um certo deslumbramento do Paulo Bento nos momentos em que ganha." Esquecendo já os desbragados elogios que tributou a Carlos Queiroz antes, durante e depois do Mundial de 2010.

Azar do Paulo. Por não se chamar Queiroz.

O Sporting na selecção do Europeu

O Euro 2012 diz muito aos sportinguistas. Passo a explicar porquê com a simples enumeração de dez nomes: Rui Patrício, Beto, Custódio, Miguel Veloso, João Moutinho, Hugo Viana, Silvestre Varela, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma e Nani. Todos jogadores que integram a selecção nacional presente na Ucrânia e na Polónia, todos formados em Alvalade.
Dez bons motivos para a competição em curso estar, sem favor, claramente relacionada com o Sporting Clube de Portugal. O clube que formou mais jogadores de selecção nesta emocionante fase final do Campeonato da Europa de futebol.

A ver o Europeu (6)

É uma péssima noite para os Velhos do Restelo, que já salivavam na perspectiva de um afastamento da selecção portuguesa do Europeu. Para azar deles, Portugal segue em frente. Com uma merecida vitória sobre a Holanda, equipa que é vice-campeã mundial mas que nada fez na Ucrânia para confirmar este estatuto. E com dois golos marcados pelo nosso melhor jogador: Cristiano Ronaldo surgiu finalmente nesta fase final do Euro 2012, em Carcóvia (Ucrânia), ao seu melhor nível. Bisou no marcador, rematou outras duas vezes ao poste e ainda deu mais alguns possíveis golos a marcar aos colegas, designadamente a Nani e Fábio Coentrão.

Muito melhor do que no jogo contra a Alemanha, ainda melhor do que no jogo contra a Dinamarca, Portugal fez aquilo se impunha a partir do primeiro quarto de hora. Pressionou os holandeses, revelou-se um conjunto muito mais coeso e eficaz, não se deixou fragilizar perante o golo inicial dos adversários e viu Cristiano Ronaldo - de longe o melhor jogador em campo - recuperar o estatuto que lhe cabe com todo o mérito: o de única vedeta com fama mundial a jogar neste Campeonato da Europa de futebol. Para frustração das cassandras cá do burgo, algumas das quais até foram exigindo ao longo da semana que Paulo Bento lhe retirasse a braçadeira de capitão.

Tiveram uma péssima noite, essas cassandras que torciam pela supremacia de jogadores como Van Persie e Sneidjer, totalmente vulgarizados pelos portugueses. Bem as vi, há pouco, na televisão: olhando para aqueles semblantes fechados, mais parecia que estavam num velório. Azar delas: enquanto fazem má cara, Portugal festeja.

 

Holanda, 1 - Portugal, 2

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Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Sofreu um grande golo de Van der Vaart logo aos 11'. Um golo indefensável mas que não teve sequência: o nosso guarda-redes voltou a ser sempre muito seguro. É, sem dúvida, um dos bastiões da equipa nacional.

 

João Pereira - Sem dúvida a sua melhor partida até agora. O seu passe exímio para o golo de Cristiano Ronaldo, aos 28', merece ser visto e revisto vezes sem conta nas academias de formação de jogadores. Por ser um exemplo de talento e classe. Muito determinado, avançou mais no terreno do que nos desafios contra a Alemanha e a Dinamarca. Recebeu um cartão amarelo já no período suplementar da segunda parte.

 

Bruno Alves - Parece crescer de jogo para jogo, tornando-se cada vez mais influente. Forma com Pepe uma parceria sólida na defesa portuguesa. Confere muita segurança à selecção. Ontem desarmou sucessivos lances da linha atacante holandesa. E não hesitou, ocasionalmente, em apoiar os colegas da linha da frente.

 

Pepe - O defesa do Real Madrid é um dos melhores jogadores na sua posição ao nível europeu, como esta competição tem confirmado. Um pouco mais contido do que nos jogos anteriores, nem por isso foi menos eficaz. Combinou muito bem os lances com Bruno Alves. E foi praticamente intransponível perante os vice-campeões do mundo.

 

Fábio Coentrão - Voltou ao excelente nível demonstrado na partida contra a Alemanha: sucessivas incursões em grande velocidade pelo corredor esquerdo, em apoio continuado aos avançados, ajudaram a sacudir a pressão holandesa. Robben, que fez grande parte do jogo neste seu flanco, foi neutralizado - numa espécie de vingança do recente encontro entre o Bayern de Munique e o Real Madrid, em que o holandês foi superior. Coentrão quase marcou, a passe de Cristiano Ronaldo, aos 65'. Teria merecido esse golo, evitado a custo pelo guardião Stekelenburg.

 

Miguel Veloso - O médio do Génova voltou a jogar muito concentrado, confirmando-se como um dos esteios da selecção. Excelente distribuidor de jogo, muito certeiro no passe. Marcou um grande livre aos 37'. Revela-se cada vez mais influente. É um titular indiscutível.

 

Raul Meireles - Voltou a ter um rendimento irregular, voltou a falhar mais passes do que é seu hábito. Dá a sensação de que se encontra em deficiente condição física. Foi substituído aos 71', visivelmente esgotado.

 

João Moutinho - Enorme no meio-campo português. Teve influência directa no segundo golo. Jogou e fez jogar em quase todo o terreno apesar da intensa placagem a que foi sujeito. É o melhor marcador de cantos da selecção. Quase todos os ataques mais perigosos de Portugal partiram dos pés dele.

 

Nani - Só lhe faltou um golo, que aliás merecia, para justificar nota máxima. Pena ter falhado aos 71', a passe de Cristiano, quando tinha apenas o guardião holandês à sua frente. Mas Nani soube retribuir dois minutos depois, com um soberbo passe de que resultou o segundo golo do número 7 da selecção. Incansável a percorrer o corredor direito, soube integrar-se também em missões defensivas. Dando aos holandeses - quem diria? - uma lição do que na década de 70 se chamava "futebol total". Saiu, cansado mas satisfeito, aos 86'.

 

Cristiano Ronaldo - Marcou dois golos, aos 28' e aos 73'. E rematou duas vezes ao poste, aos 15' e aos 89'. Estatísticas que servem para confirmar o que foi a prestação de Ronaldo neste jogo: excelente, em todo o campo e durante o tempo todo. Demonstrando ser indiferente às críticas que muitos treinadores de bancada - e alguns pretensos experts na matéria - lhe foram dirigindo ao longo da semana. Marca pela primeira vez no Euro 2012 depois de ter marcado nos Europeus de 2004 e 2008, além dos golos que também concretizou nos Mundiais de 2006 e 2010. Uma proeza inédita para um português. E rara mesmo a nível internacional. A propósito: alguém aí falou em Messi?

 

Helder Postiga - Movimentou-se bem na área holandesa, mas voltou a desperdiçar oportunidades que não devem ser perdidas em jogos de alta competição. Falhou um golo aos 17' em cima da baliza adversária. Saiu de campo aos 63', desta vez sem marcar.

 

Nélson Oliveira - O mais jovem elemento da selecção, único jogador de campo do Benfica no onze nacional, voltou a substituir Postiga ao minuto canónico, o 63. E, tal como ele, movimentou-se razoavelmente mas ficou em branco. O melhor que fez foi um remate para defesa fácil do guarda-redes aos 79'.

 

Custódio - Entrou aos 71' para o lugar de Raul Meireles numa fase em que a selecção nacional praticava um jogo de maior contenção, com prioridade total para a retenção de bola. Contribuiu na hora exacta para refrescar o meio-campo português, travando os ímpetos ofensivos holandeses.

 

Rolando - Substituiu Nani aos 86'. Mal teve tempo para revelar a sua utilidade no reforço da estrutura defensiva portuguesa.

A ver o Europeu (5)

Portugal ainda tem de aguardar mais um dia para saber se a selecção nacional transita para os quartos-de-final do Europeu. Mas há já um português qualificado para a etapa seguinte do Euro 2012: Fernando Santos, seleccionador grego, que viu há pouco os seus jogadores derrotarem a Rússia. Pela margem mínima, é certo. E com muito nervosismo, aliás compreensível. Mas a verdade é que a Grécia - dirigida pelo técnico português - contrariou os prognósticos de vários "especialistas" em futebol e segue em frente na competição. Tal como a República Checa, que hoje derrotou a Polónia também por 1-0 debaixo de chuva torrencial (as condições climatéricas têm-se agravado neste Europeu, de dia para dia). Bem advertia, à cautela, Luís Freitas Lobo - um dos que apostaram na passagem dos russos à fase seguinte - que "com a Grécia tudo é possível". Jogadores gregos comandados por um treinador português: eis um cocktail capaz de contrariar todos os vaticínios.

Esta vitória ocorre num momento muito especial. A escassas horas de os eleitores gregos voltarem às urnas, depois do impasse registado nas legislativas de 6 de Maio, para escolherem uma nova maioria política capaz de gerir os destinos do país. Uma eleição em que se joga não só o futuro grego mas igualmente as encruzilhadas do euro. O outro, que nada tem a ver com futebol. Com um prognóstico muito mais incerto do que o desfecho do Grécia-Rússia.

Uma dúvida

 

Depois de Silvestre Varela ter marcado um golo decisivo contra a Dinamarca apesar de ter estado em campo menos de dez minutos será que Paulo Bento continuará a optar pelo jovem dianteiro benfiquista como primeira opção para o ataque fora do onze titular? O jogo de amanhã contra a Holanda tem vários pontos de interesse. Este é um deles.

 

ADENDA

Ler o que se escreve na Bancada Nova.

A ver o Europeu (4)

Ia decorrido o minuto 49 quando aconteceu um golo monumental, daqueles que nos ficarão para sempre na memória, durante o jogo Espanha-Irlanda, disputado hoje debaixo de chuva em Gdansk (Polónia).

Foi um golo invulgar, mas que ilustra de forma exemplar a indiscutível superioridade espanhola num encontro em que os irlandeses sofreram aquela que foi até agora a mais copiosa derrota deste Campeonato da Europa. David Silva recebeu a bola na grande área irlandesa. Tinha à sua frente três defesas que neutralizou com uma simulação perfeita, como se tivesse ao seu dispor todo o tempo do mundo: bastou-lhe uma simples troca de pés, passando a bola do direito para o esquerdo, com o qual rematou - pouca força, muito jeito - sem hipóteses para o guardião Shay Given, que nunca imaginou um desfecho destes.

Sem golos o futebol não chega a ser uma festa. Disso não se podem queixar todos quantos viram este encontro, onde a superioridade espanhola foi quase escandalosa. Se os bons lances de futebol justificassem música, como acontece nas touradas, mais de metade da partida teria ocorrido ao som estridente dos pasodobles, com o carrocel catalão e castelhano a provocar vertigens aos verdes devotos de São Patrício.

De vez em quando as câmaras focavam o rosto do seleccionador da Irlanda: Giovanni Trapattoni, bem conhecido dos portugueses, era a imagem personificada da impotência táctica perante a equipa que ostenta justamente os títulos de campeã da Europa e campeã do Mundo. Com cerca de dois terços de posse de bola em tempo útil, nuestros hermanos confirmaram hoje que são sérios candidatos à revalidação do título. E ninguém personificava melhor isso do que Andrés Iniesta. Fala-se muito em Lionel Messi (por bons motivos), tem-se falado também muito em Cristiano Ronaldo (por motivos menos bons), mas pouco se fala deste genial médio catalão de 28 anos que constrói jogadas impossíveis e oferece aos colegas semigolos servidos em bandeja de ouro.

Reparem em Iniesta enquanto joga: os olhos dele nunca deixam de acompanhar a circulação da bola. Como se sofresse quando não a tem e se transfigurasse sempre que a possui.

"Quem quer ver espectáculo, vá ao Scala de Milão", costuma dizer Trapattoni. Erro crasso: hoje houve espectáculo em Gdansk. No relvado, onde os espanhóis imperaram. E nas bancadas, dominadas pelos fãs irlandeses. Que nunca deixaram de vibrar do primeiro ao último minuto. Como se tivessem uma hipótese remota de ganhar quando estavam condenados a uma derrota inapelável.

 

Espanha, 4 - Irlanda, 0

Vai uma apostinha?

Confesso: ando cansado de ouvir falar no Nélson Oliveira. E tenho bons motivos para isso. Na segunda-feira, 48 horas antes do Portugal-Dinamarca, dois diários desportivos puseram o jovem suplente do Benfica em destaque nas suas primeiras páginas. "Estamos de cabeça levantada", dizia o jovem, cujo retrato ocupou praticamente a capa inteira desse dia do diário A Bola. A justificação para o destaque fotográfico, esclarecia o jornal, tinham sido os três golos apontados pelo rapaz... no treino da véspera.

Como não há coincidências, no mesmo dia O Jogo apressava-se a antecipar a presença do jovem Nélson no lugar de Helder Postiga como ponta-de-lança da selecção. A sua inexperiência em jogos internacionais, o facto de nem Jorge Jesus o incluir no onze titular das águias e a certeza de não ter marcado um único golo no campeonato pareciam irrelevantes perante a onda mediática que ia engrossando em torno do seu nome, agigantando-se qual tsunami a chegar à costa. "Nélson Oliveira ganha espaço", titulava nesse dia o Record, tentando não perder a corrida. "Nélson Oliveira é um trunfo para Paulo Bento", dizia a RTP no dia seguinte, citando o treinador Rui Vitória.

Foi preciso Paulo Bento pôr fim a tanta especulação com quatro palavras apenas: "Vai jogar o Helder." Que por acaso até marcou contra a Dinamarca.

Nélson jogou meia hora, como suplente de Postiga. Sem marcar. Mas nem por isso desaparecerá das manchetes. Vai uma apostinha?

A ver o Europeu (3)

Finalmente, voltaram os golos. Sem sequer necessitarmos do contributo de Cristiano Ronaldo. E numa partida em que não podíamos perder: Portugal enfrentou hoje com êxito a Dinamarca, que vinha moralizada de uma vitória contra a Holanda, marcando três excelentes golos. Aos 37 minutos, a equipa nacional já vencia por 2-0 no Arena Lviv (Ucrânia). Uma quebra de rendimento no início da segunda parte permitiu aos dinamarqueses empatar a partida, mas a vontade de vencer dos jogadores comandados por Paulo Bento ditou o rumo dos acontecimentos. E desta vez ninguém pode queixar-se de azar.

Portugal foi superior. Não devido ao factor sorte, mas devido ao factor competência. Do ponto de vista táctico e do ponto de vista técnico. A selecção demonstrou grande maturidade, física e psicológica. Superou algumas debilidades reveladas no jogo contra a Alemanha com um notável esforço colectivo. E deu-se até ao luxo de falhar duas outras soberbas oportunidades de golo, protagonizadas por um Ronaldo muito abaixo do seu rendimento habitual.

O seleccionador nacional confirmou ter fibra de líder ao recusar as intensas pressões mediáticas dos últimos dias para retirar Helder Postiga do onze titular e fazê-lo substituir pelo jovem Nélson Oliveira. Postiga, autor do segundo golo, justificou a confiança que o seleccionador nele depositou. A equipa entrará em campo no próximo domingo, contra a Holanda, muito mais moralizada com esta vitória, inteiramente merecida e justamente festejada.

As bandeiras de Portugal vão regressar às varandas, não duvido.

 

Dinamarca, 2 - Portugal, 3

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Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Voltou a ser um bastião da equipa, com defesas seguras e grande personalidade entre os postes. Sem culpas nos golos dinamarqueses.

 

João Pereira - Melhor do que no jogo anterior, contra a Alemanha. Arriscou mais incursões pelo seu flanco e chegou a fazer um centro bem medido aos 52'. Perdeu no entanto o confronto individual com Krohn-Dehli na jogada que viria a gerar o primeiro golo dinamarquês.

 

Bruno Alves - Concentrado, seguro, eficaz. Continua exímio na arte de desarmar os adversários sem necessidade de recorrer a faltas. E voltou a ajudar o ataque português nos lances de bola parada, aproveitando a sua elevada estatura. Deixou Bendtner movimentar-se na grande área e marcar o primeiro golo dinamarquês: foi praticamente a sua única falha durante o encontro.

 

Pepe - Uma grande partida do central do Real Madrid, coroada no magnífico golo que marcou aos 24', de cabeça, elevando-se junto ao primeiro poste com a defesa dinamarquesa batida. Pôde assim vingar-se daquele seu remate à barra que só não chegou a ser golo por centímetros na partida contra os alemães. Foi, logo de início, o português que ganhou mais lances individuais. E manteve-se em excelente nível durante quase todo o encontro, só não conseguindo travar Bendtner na marcação do segundo golo dinamarquês, aos 79'.

 

Fábio Coentrão - Muito mais contido do que no jogo anterior, obedecendo provavelmente a indicações do técnico. O meio-campo português ressentiu-se disso. Na segunda parte perdeu alguns duelos individuais com o recém-entrado Mikkelsen, que mostrou muito melhor condição física do que Rommedahl como extremo-direito dinamarquês.

 

Miguel Veloso - O médio do Génova voltou a jogar muito concentrado, dando um contributo decisivo para anular os lances ofensivos da Dinamarca. Marcou aos 56' um excelente livre que o guardião dinamarquês defendeu com dificuldade.

 

Raul Meireles - Com uma exibição irregular, ressentiu-se do cartão amarelo que lhe foi mostrado pelo árbitro britânico logo aos 28', por travar com a mão um ataque perigoso da equipa adversária. Esta jogada, em que arriscou uma expulsão, parece ter inibido o médio do Chelsea, que hoje falhou mais passes do que é seu hábito. Muito desgastado fisicamente, foi substituído aos 83' por Varela.

 

João Moutinho - O melhor médio português, com missões constantes no corredor esquerdo e no próprio centro do terreno em apoio permanente à linha avançada. Marcou de forma exímia o canto que esteve na origem do primeiro golo português.

 

Nani - Voltou a ser o melhor português em campo, faltando-lhe apenas um golo para chegar perto da perfeição. Nunca quebrou animicamente, ao contrário de Ronaldo, e protagonizou algumas das jogadas mais acutilantes da selecção. Aos 36', fez uma assistência excelente para Helder Postiga e daí surgiu o segundo golo português. Outro passe de elevado nível para Cristiano Ronaldo, aos 49', poderia ter igualmente resultado em golo. Arrancou um cartão amarelo a Poulsen aos 55'.

 

Cristiano Ronaldo - Voltou a ser muito marcado, como já se esperava, mas desta vez só pode queixar-se dele próprio: esteve duas vezes isolado perante o guarda-redes da Dinamarca, aos 49' e aos 77', e falhou escandalosamente o golo em ambas as ocasiões. Recebeu um cartão amarelo à beira do fim do jogo.

 

Helder Postiga - Mereceu ter recebido a confiança do seleccionador. Marcou o segundo golo português, aos 36', e mostrou sempre grande dinamismo na linha avançada portuguesa. Rendido aos 63' por Nélson Oliveira.

 

Nélson Oliveira - O mais jovem elemento da selecção, único jogador de campo do Benfica no onze nacional, continua a ser levado em ombros pela imprensa desportiva portuguesa. Mas parece ainda demasiado imaturo para desafios de grande responsabilidade, ao nível da fase final de um Europeu. Entrou para o lugar de Postiga, mas não pode dizer-se que o substituiu com vantagem.

 

Varela - Substituiu Meireles, tal como sucedera contra a Alemanha. Aos 83'. Mas desta vez não falhou: quatro minutos depois de entrar, marcou o terceiro - e decisivo - golo de Portugal quando já quase todos aguardavam o empate.

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