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És a nossa Fé!

Das saudades do estádio antigo. Também as tenho, não se pense que não

De vez em quando vejo imagens, posts, dissertações sobre o estádio antigo. Tudo em volta das saudades.

Eu também tenho algumas, mas gosto muito de ter um estádio novo. Não, eu também não acho muita piada aos azulejos mas sinceramente se não os posso mudar também já não lhes ligo. Mudou-se o amarelo que era coisa que me complicava cá com o sistema nervo-piroso e pronto. Não faço dramas em volta do resto, é o que há. Temos prioridades como relvado e fosso, antes de um azulejo que fosse.

Claro que posso ir mais longe nas saudades. O estádio antigo era o do futebol antigo, em oposição ao futebol moderno. Eu perdi-me um bocadinho com a explosão de informação por todo o lado (que ao mesmo tempo considero uma coisa boa), eu posso não saber analisar as nuances de como uma equipa funciona de tiver este no apoio àquele ou preferimos o outro a lançar acoloutro, mas acompanhava tudo, sabia golos de todo o lado numa semana e terceiros guarda-redes da Série A. E o estádio antigo era o desses tempos. Ainda assim, não o trocava. O tempo dele fica guardado, recordo-o quando me apetecer com as saudades que entender.

E o futebol mudaria tivéssemos um estádio ou outro. Vieram as cadeiras e a lotação reduziu bastante no antigo, não é argumento. Lembro-me de num Sporting - Celtic, pré-cadeiras, ver a primeira parte toda sentada de lado, tantas eram as pessoas na bancada que cada uma ocupava o espaço de meia. Tanto que ao intervalo quando revi o meu braço já não me lembrava de o ter, palavra de honra. Com o Real Madrid as avalanches nos dois golos foram tais que se diria que a bancada era uma rampa e não degraus. Mas isso não me pareceu mudar com as cadeiras.

Vieram os torniquetes e mais cedo ou mais tarde os modelo de acessos e bilheteira seriam os de hoje, não tenho dúvidas, mas num estádio antigo e provavelmente enxertado até nos fazer pena de ver. As coisas são o que são e foi melhor assim, acho.

Há uma coisa pela qual eu jamais trocaria um estádio pelo outro. E pode parecer comodismo, e dir-me-ão que se gosta do Sporting em quaisquer circunstâncias e eu sei que sim, mas eu sei do que falo porque foram muitos jogos ao ar livre em tempo de chuva. Eu não trocava a cobertura do estádio, não trocava não.  

A bancada solidária

Não vi o jogo entre os 7 e os 17 minutos.

Ali próximo de mim, uma jovem adepta chamou a atenção do vizinho do lado para um adepto que estava sentado com a cabeça descaída sobre o peito: "este senhor não deve estar a sentir-se bem", foi o que disse ou próximo disto.

Houve gente que se apercebeu do mesmo e de imediato se verificou que o nosso consócio fora vítima de uma paragem cardio-respiratória.

O meu amigo e colega Pedro Vieira (irmão dum antigo massagista do futebol do Sporting e Chefe dos Bombeiros Voluntários de Loures) foi dos que primeiro acudiu e também um consócio médico e vários socorristas. De imediato lhe foram ministradas as manobras de reanimação indicadas, enquanto a bancada inteira fazia sinais para os bombeiros (sim, aqueles que estão junto ao relvado). Para quem chama por socorro, um minuto é uma eternidade, mas cerca duma dúzia de bombeiros chegaram ao sector B14 em quatro minutos, com material necessário ao recobro, incluindo disfibrilhadores. Entretanto o consócio, médico, com o nome Paulo ... nas costas da camisola listada, continuava com as manobras de reanimação enquanto outros com experiência nestes casos criaram as condições de evacuação e todos os que estavam no caminho ou subiram ou desceram, criando um corredor por onde acederam os bombeiros.

Graças à intervenção de vários associados, este outro talvez continue vivo (pelo menos a informação era de que estava estabilizado, ainda no estádio).

 

O resultado de um jogo de futebol, comparado com este gesto de solidariedade e altruísmo, é a coisa menos importante do mundo! 

 

 

(até que chegou a polícia e actuou de forma despropositada, prepotente, descabida e completamente fora do contexto, a empurar pessoas, as que estavam a coordenar a actuação junto da vítima, crianças, mulheres, como se estivessem a carregar sobre um bando de malfeitores. Uma tristeza, à atenção do Conselho Directivo)

Lá estarei

Sábado lá estarei. Ir à bola, é ir à bola, é ir à bola: se for só isto é muito, se for mais do que isto, é pobre. Ir à bola não é missa nem ritual, é emoção sem conceito – cega, portanto.

Discutir a equipa? Porquê e para quê? Vi os treinos durante a semana? Aturei as neuras e os egos dos jogadores? Porventura farei parte daquela bizarra película de gente que ganha o pão a comentar decisões que não está habilitada a assumir, não tem estatuto para intervir, nem está informada para discutir?

Eu sou público: pago para ver, sento-me, pulo, aplaudo e assobio, rejubilo e entristeço. Mas depois passa. A diferença entre especular e usufruir é a mesma que entre “estar adormecido” e “estar a dormir” na versão imortal de Camilo José Cela.

Sábado lá estarei para os ver jogar. E é só isso que lhes peço – que joguem; sem enfado nem melancolia, com gozo e bravura. O resto logo se vê, porque isto é tudo.

Noutros lugares dizem que lhes acomete uma epifania e o coração palpita-lhes no peito ao incorporarem a multidão, um exército que caminha para o estádio como que em êxtase – dá-lhes para o épico que nem nos filmes de Leni Riefenstahl. Misticismo ou taquicardia o certo é que deve fazer mal à saúde – a sério… get a life!

Dancei kuduro em Alvalade

À minha frente sentaram-se o TóJó e o Briga. Sei os nomes porque estavam gravados nas camisolas novinhas em folha compradas na Loja Verde. Nunca os tinha visto ali, mas como o dono daquelas cadeiras este ano não renovou, os lugares são vendidos em bilhetes avulsos. Ao cabo de dez minutos de jogo o TóJó e o Briga já estavam em polvorosa: levantavam-se mal o Sporting se aproximava da área do Marítimo, contorciam-se de desespero em cada remate falhado. Ao intervalo envergavam cara de funeral. Eram angolanos de Angola, de visita a Lisboa e pela primeira vez em Alvalade. Na segunda parte, não se calaram um minuto, não se sentaram mais de três; conheciam de cor a letra de todos os cânticos, exortaram pelo nome cada um dos jogadores e sozinhos conseguiram alvoroçar aquele sector da bancada normalmente muito fleugmático. Não sei se por contágio, o resto do estádio também se amotinou a puxar pela equipa. Estupefacto TóJó perguntou-me se árbitro era do norte, respondi-lhe que em Portugal, no que toca à arbitragem, o norte começa em Cabinda; retorquiu com o sorriso amarelo que costumam fazer os estrangeiros que não entendem certos barbarismos autóctones. Cada um dos três golos do Sporting TóJó e Briga celebravam-nos em êxtase, mas o terceiro festejaram-no com um abraço de veteranos após uma batalha difícil. Daí até ao fim não pararam de dançar e Briga colocou aos ombros a sua filha de 4 anos. Ninguém teve coragem nem vontade de lhes pedir que se sentassem.

Se na vida real o futebol se regulasse pelos algoritmos do Football Manager, a equipa deste ano seria muito pior que a do ano passado. Falta-nos um defesa com a autoridade de um Boulahrouz da seleção holandesa, um meio campista com a sensatez de um Schaars, um 10 com o génio de Matias, a fineza de um extremo como Izmailov. Mas a verdade é que no ano passado também não tivemos nenhum deles, ou melhor, tivemos a desilusão deles. A grande diferença deste Sporting de hoje é que os jogadores perceberam que se derem tudo que têm em campo, nós na bancada daremos tudo por eles. Os resultados virão a seguir.

E ontem quem ganhou o jogo foram o TóJó e o Briga.

Sobre as nossas claques!

 

Não gosto de indivíduos que vão à bola para estragar o espetáculo lançando petardos para o campo, destruir áreas de serviço nas auto-estradas ou ofender os adversários. Nunca gostei de actos de violência nem de gente que não sabe estar em sociedade. Por vezes, muitas vezes até, utilizam-se estes exemplos para desconstruir a importância das claques no futebol.

 

Não gosto de me sentar nas curvas e talvez por isso raramente, ao longo da minha experiência de quase 20 anos nos estádios de futebol, para aí comprei bilhete. Gosto de ver o jogo sentado no meu lugar, no segundo nível do estádio, para melhor compreender a posição dos jogadores em campo e ter uma melhor visão do campo.

 

No entanto, acho que as claques do nosso Sporting são, quase sempre, fantásticas. O seu apoio, a sua dedicação, o amor incondicional que dedicam ao clube mereciam que os sócios/adeptos que não se sentam nas curvas fossem mais solidários e ajudassem na construção dos espetáculos que a Juventude Leonina, a Torcida Verde e o Directivo Ultra XXI montam em cada jogo.

 

Tu Vais Vencer é uma música arrepiante. Ouvi-a pela primeira vez, pela televisão, no jogo contra a Fiorentina. Seremos maiores quando, à semelhança dos adeptos britânicos, formos capazes todos de participar no jogo. Se for para ficar calado, se for para não me levantar e saltar então o que é que vou fazer ao estádio?

Primeiro jogo

23 de Agosto de 2003, data do primeiro jogo para o campeonato no novo estádio. O adversário foi o Belenenses.

No alto dos meus 20 anos, meto-me num comboio e arranco para Lisboa com mais 2 sportinguistas. Metro até Campo Grande. De caras com o novo estádio de Alvalade. Fantástico. Muito mais imperial que na televisão.

“Vamos para a fila da bilheteira que hoje é enchente na certa”. A 15 minutos do início do jogo informam-nos: “Só há lugares para a última fila da Bancada B Central e custam € 50 cada.”. Pois bem, que assim seja. Afinal era o primeiro jogo do campeonato do novo estádio e já estávamos em Lisboa.

A euforia era tanta que só no final do jogo, enquanto as descia, me apercebi da quantidade de escadas que tinha subido para chegar ao meu lugar.

Lá do sítio onde os jogadores parecem caricas assisti a um jogo emotivo, em que o Sporting esteve a ganhar 2-0 e se deixou empatar (grande golo de Sousa). No decorrer da segunda parte, o improvável Lourenço, fez o 3-2 e Toñito fechou o marcador logo de seguida, fixando o resultado em 4-2.

De saída do estádio, metro novamente. Chegados à estação do Oriente, informam-nos que, comboios para o nosso destino, só no dia seguinte pela manhã.

Ok, não há problema, espera-se. Mesmo que apenas com uns míseros trocados no bolso. Afinal, nenhum de nós esperava pagar € 50 pelo bilhete. Mas também nenhum se queixou até entrar no comboio rumo a casa.

Acima de tudo o objectivo estava cumprido: presença no primeiro jogo do campeonato no novo estádio e vitória do nosso Sporting.

De ontem

Copiando a ideia ali ao rescaldo do Pedro umas coisas a assinalar: 

 

Não gosto (nunca) 

 

De (não) ouvir a constituição do visitante. É sempre a correr e eu sei que passa nos ecrans, mas ontem por exemplo fiquei num lugar de onde nem os via. Fui adivinhando que jogadores do Benfica estavam em campo.

 

Do minuto de silêncio não ser em silêncio. Não sei bem como começou isto, mas virou moda de há uns anos para cá. O silêncio já é sinal de respeito, as palmas virão sempre no fim. Tentou-se, bem vi. Mas há sempre quem bata palmas e quem vá atrás. Em Alvalade assisti a dois minutos de silêncio - Damas e Jesus Correia - a que ao de silêncio se sucedeu um de palmas. Palmas em lugar de silêncio não acho muito bem, por mais que perceba que também é em sinal de respeito. Chegámos ao ponto de o speaker pedir "que se mantenham em silêncio" numa coisa que é auto-explicativa: minuto de silêncio.  

 

 

Gostei muito

 

Do agradecimento a "todos" no estádio e não só a "sportinguistas". Custava-me um pouco, estivessem 3 mil ou dez pessoas na bancada visitante, ouvir o total de espectadores e um "obrigado sportinguistas". Só nos fica bem incluir no agradecimento quem vem ver a sua equipa jogar fora. 

 

Do ambiente mais uma vez. Tinha saudades, muitas, de ver o meu estádio com esta vida. 

Eles não sabem nem sonham

 

Alguns blogues que usam e abusam do nome do Sporting parecem feitos por pessoas que nunca vão à bola. Pessoas que não assistem a um só desafio ao vivo, que são incapazes de vibrar com a contagiante euforia das bancadas em dia de jogo, que não explodem de alegria cada vez que o nosso clube marca um golo e todo o estádio é percorrido por uma imensa onda de emoção.

Há quem seja capaz de escrever sobre futebol espraiando-se com aparente sapiência sobre sistemas tácticos, opções técnicas, dinâmicas de jogo. Há quem se aventure vezes sem conta pelos mistérios dos mercados de transferências e quem debite na ponta da língua as linhas completas das equipas dominantes em vários países da Europa e das Américas e saiba de cor os nomes dos respectivos treinadores, mas seja incapaz de escrever uma só linha sobre as emoções do futebol ao vivo quando as bancadas se pintam de verde e branco.

E no entanto nada há tão importante para entender este fenómeno sem par que é o futebol. Foi o que senti uma vez mais, na tarde de ontem, ao ver a saborosíssima goleada do Sporting ao Arouca no local próprio: o nosso estádio. O ser humano tem um apego inato a rituais - e o futebol é inseparável deles. Dos cânticos, das cores, da estética tão própria deste desporto que apaixona o mundo.

Cumpri com todo o gosto este ritual. Que começa muito antes do jogo e se prolonga depois dele, na zona das rulotes, enquanto se mastiga uma bifana e as imperiais - da marca certa, não da outra que nos promete a Luz - circulam à velocidade da sede enquanto se digere o jogo. Lá encontrei amigos e colegas de blogue - os primeiros com quem partilhei as emoções deste encontro inaugural do campeonato. O João Távora, o Francisco Almeida Leite, o José Navarro de Andrade, o Duarte Calvão, o Eduardo Hilário. Vários de nós ainda sem cachecóis, pois o calor aconselha a deixar este adereço em repouso. Mas todos com a paixão sportinguista renovada. De ano em ano, de época em época.

Os outros não sabem nem sonham que de tudo isto também é feito o futebol.

 Foto minha. Texto publicado também aqui

O meu jogo em Alvalade

O nosso estádio faz hoje 10 anos. Tenho a sorte de já ter perdido a conta às vezes que pude ver o nosso Sporting a jogar em Alvalade. Não há sensação igual como a de chegar às bocas que dão para as bancadas vindos do corredor interior, e ver a nossa casa cheia de cachecóis verde e brancos, as claques a ensaiar os cânticos e o speaker a puxar pela equipa. Considero-me um felizardo por saber o que é esta experiência, bem como por saber o que é ver um jogo no anterior estádio, então muito miúdo e a iniciar-me nesta paixão que é o Sporting. Neste, no ainda novo (a partir de que aniversário é que deixamos de tratar o estádio por "novo", já agora?), a minha maior alegria não foi assim há muito tempo, foi a 19 de Abril de 2012, na 1ª mão da meia-final da Liga Europa conta o Atlético Bilbao. A reviravolta no espaço de minutos, a emoção aquando do segundo golo do Sporting, apontado por Diego Capel e que se festejou durante largos minutos, os cerca de 40 mil adeptos de pé a cantar, fazendo figas pelo terceiro, que por pouco não surgia dos pés de Carrilo, a explosão de euforia no apito final, a saída do estádio com toda a gente aos abraços e a ecoar o então célebre "aperta com eles, Sá Pinto" são momentos que jamais esquecerei. Foi uma bela noite! Até ver, o meu jogo favorito no "novo" Estádio. Espero substitui-lo ou igualá-lo em importância brevemente, portanto que venham mais. Para avivar a memória, deixo aqui o vídeo dos golos com os relatos da Antena 1 e TSF. 

 

O jogo que Toshack não viu

Pais e filhos, pequenos e teens, namoradas, umas mais enfadadas do que outras, namoradas que levam namorados atrás, famílias e frango no tupperware e nunca as bifanas são tão boas como no início da época em que tudo promete.

Mas ontem em Alvalade, lembrei-me de quem não se falou - John Toshack.

Ao ser anunciada a linha durante a época de 1984/85 as bancadas primeiro intrigavam-se e, lá para o fim, não se coibiam de assobiar. O que redundou num dos infinitos disparates do Presidente de então, que foi o de correr com Toshack, mais a sua táctica dos 3 centrais. Estava o galês muito à frente do seu tempo e os medíocres resultados deveram-se muito menos a esta nova concepção de futebol do que à inépcia directiva em perceber que os poderes da bola migravam para norte, numa guerra que nos afundou irremediavelmente (até hoje).

Expulsas daqui as ideias de Toshack, elas foram acolhidas com aplauso na Real Sociedad, catapultando o treinador para uma famosa carreira espanhola. E no dia em que Toshack teve que jogar contra o Sporting aos comandos dos bascos referiu com um sorriso: "nunca perdi em Alvalade" - e assim voltou a ser. Nós sportinguistas, que nascemos para sofrer e fazemo-lo com donaire, ovacionámos de pé o nosso mister galês, mortinhos de saudades dele.

Quanto ao jogo de ontem, gostaria de saber o que se viu na televisão porque estou deveras espantado com os elogios a William, um fantasma que correu por todo o lado sem nunca se encostar a quem passava por ele, falhando passes e, bem à moda de Elias, apontando para os outros na hora de pedir a bola. "Deixaram-no jogar até ao fim para ver se fica" disse o céptico sócio atrás de mim - isto deve ter sido qualquer coisa que nos puseram na cerveja, só pode... Fora o equívoco, sonhou-se com a esperança de esta vir a ser a época em que Carrillo e Labyad despertam, quais belas sonolentas que viram príncipe, que Cissé seja muito mais do que aquilo que se viu e que os putos cresçam e apareçam porque estão a fazer muita falta. Pelos menos os manos João Mário e Wilson Eduardo estão cheios de vontade.

Sorrisos em Alvalade

Um bom pai não pode fugir às suas responsabilidades de bom educador e assim o jogo de ontem Sporting x Nacional, jogado às seis duma soalheira tarde de primavera, afigurava-se me o ideal para o baptismo de bola do meu filho minorca. Foi uma boa aposta, pois o desafio resultou numa emotiva vitória leonina, perante uma festiva e densa moldura humana - o necessário para deixar boa marca na memória de um miúdo de seis anos.
Quanto ao mais, destaco a capacidade de reacção da equipa à contrariedade que desde que o árbitro não interfira demasiado vem sendo uma marca dos últimos jogos; e o jovem Bruma que com rapidez e técnica apurada parece confirmar tratar-se de mais uma revelação da academia de Alcochete. Espera-se que com o tempo e maturidade o rendimento deste jovem talento se revele mais constante ao longo do jogo. Assim como da equipa no seu todo, que carece de mais estabilidade emocional. Mas para já o importante é que voltámos a poder sorrir em Alvalade. Eu que o diga, um pai babado.

Os senhores não me liguem, que isto são implicações minhas

Estou de babysitter por estes dias pelo que não me foi possível ir a Alvalade hoje (o crianço tem apenas 9 meses, nem poderia entrar), como para muita gente que à hora do jogo estaria a trabalhar. Acredito que mesmo que o jogo fosse mais tarde, a assistência fosse das mais fracas (direi menos fortes?) desta época, não tanto por ser dia de semana mas por ser uma competição já perdida. Não que seja um padrão, mas pode acontecer.

A juntar a isto há a situação actual que vive o Sporting. Eu, mesmo desiludida, vou aos jogos porque prefiro estar em Alvalade, prefiro ver ao vivo, estar entre os meus aconteça o que acontecer. Mas percebo perfeitamente que haja sócios, com quotas e lugar, que estejam aborrecidos e não vão.

Bom, não fui então, ouvi o relato. O que eu não percebo muito bem é o comentário "6 mil em Alvalade, isto diz tudo" que ouvi na Antena 1. Numa época como esta, tendo o Sporting sempre uma assistência entre os 25 e os 35 mil espectadores (ah por acaso não me parece muito bem que o speaker diga "sportinguistas" quando diz o total de assistentes num jogo, mas isto já é outra conversa), num jogo que já não conta para nada a um dia de semana às 5 da tarde, num janeiro de (mais) desilusões, insatisfação geral por todos os motivos, isto pode dizer alguma coisa mas não diz tudo, decididamente.

Eu não costumo ouvir relatos quando vou a Alvalade, talvez haja comentários positivos à assistência, mas tenho algumas dúvidas. Também sei que o Porto teve onze mil espectadores hoje e foi às cinco e meia. Bom para ele, os outros não me interessam. 

Como disse, é apenas um registo, estas coisas fazem-me alguma confusão mas não temos de pensar todos o mesmo. É injusto dizer-se "diz tudo" do público que vai a Alvalade regularmente sobretudo numa época como esta. E sim, eu podia ignorar estas tiradas de aves raras que fazem os relatos, mas ainda ligo. Vou ali remoer nisto mais um bocadinho.

 

Cadeiras verdes

 

Tal como já aqui foi referido é uma grande ambição dos sportinguistas que as cadeiras das bancadas do nosso estádio passem a ser todas de cor verde. Esperemos que seja já na próxima época. O nosso presidente Godinho Lopes afirmou: «São necessários 1,2 milhões de euros para trocar os bancos para verde. Ou aparecem patrocinadores que aceitem investir nas bancadas por um período de três anos ou esta mudança vai ter de esperar.» Deixamos aqui uma ideia ao departamento de marketing do clube. Que se proponha aos potenciais patrocinadores que nas costas das cadeiras é o melhor local para colocar qualquer anúncio. Tem sempre leitura assegurada.

Boas notícias

 
Cobertura do fosso arranca na 2.ª feira, diz o Jornal Record. Não que exista um "fosso" entre adeptos e equipa, nomeadamente nesta época, onde mesmo nas piores alturas os adeptos do Sporting foram incondicionais no apoio aos nossos rapazes, mas fisicamente, esta alteração aproxima-nos deles e faz de nós um 12º jogador mais presente e mais temível. Que venham então as obras!
PS: E a seguir, as cadeiras todas de verde. Sem fosso nem salada russa no Estádio José de Alvalade.

As paredes

As paredes exteriores do nosso estádio apareceram pintadas com frases escritas  por anónimos e direccionadas ao presidente e vice-presidente do nosso clube. Será que os "artistas" cobardolas não sabem o que é uma assembleia geral?

{ Blog fundado em 2012. }

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