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És a nossa Fé!

Não me

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Eu vi.

Acabou agora, Manchester City vs. Tottenham.

O protagonista foi um menino com apenas 18 anos, sem aparelho nos dentes, sem borbulhas, sem manias, um jogador de futebol, apenas.

Se o "Diogo Gonçalves" desta época vale 200 milhões quanto valerá o Phill, Phill Foden?

Viva Portugal (em dia dum hat-trick, obviamente, sem rigor)

Estive a assistir ao França vs. Portugal em andebol.

Fantástico jogo, excelente resultado.

Primeira vitória, de sempre, da selecção portuguesa.

Altero o canal televisivo e oiço falar dum hat-trick.

Rigor, por favor.

Um penalty e dois autogolos, para mim não é um hat-trick.

Trapp toca na bola em dois dos supostos golos de Félix se a bola saísse pela linha de fundo seria pontapé de canto, por isso... não me venham com Trappacisses; o novo Renato Sanches pode ter o seu (dele) valor mas não inventem.

Não é respigar, é respirar, Lucas Pires

2019-04-05 (3)

Muito mais importante que respigar, é respirar.

Como diz Jacinto Lucas Pires, o Benfica respiga.

Passo a citar: « "Respigar". É uma palavra bonita não concordam? Ensina o dicionário Houaiss que tanto quer dizer "apanhar no campo" [...]como "recolher". Mas se calhar estou a filosofar demasiado.» [fim de citação]

O que me ri.

Um benfiquista a escrever para benfiquistas e que n' um Jogo de palavras (o título da crónica) consegue encaixar duas  com mais de três sílabas (desconsiderando o público-alvo); mais que a forma, o conteúdo.

Respigar, apanhar no campo, confere, o Benfica apanhou no campo com um golaço e recolheu, recolheu-se da Taça de Portugal. 

O Benfica respigou e o Sporting respirou, respirou fundo e afundou ou melhor entoupeirou as águias (ou serão toupeiras?)

A arma e os barões pontapeados

20190311_202925

As armas e os barões pontapeados
Que na ocidental praia feireinseana
Por ares nunca de antes explorados,
Passaram ainda além da cocegana
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre virilha remota edificaram
Grande Pontapé, que tanto sublimaram

(a propósito do pontapé de Telles em Ghazal... à atenção de todos os homens que não queiram ter filhos, não gastem dinheiro em operações, tentem levar um pontapé nos barões, resolve e é económico; esta agressão bárbara nem um amarelito mereceu)

Maria, João Maria e o Boavista

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Vai, salta, um, dois e... três, o pauzinho colocado pela "mosca" (fly) ficava cada vez mais longe.

Cada um de nós, à nossa maneira, éramos Nélsons Évora em potência, fugindo ao jogo do lenço, à apanhada e assim, jogando à "mosca", um jogo que o João tinha trazido da Rodésia onde meninara e que naquela época já se chamava Zimbabwe (ou algo parecido).

Meninos a fazerem-se homens, em campos de futebol de terra batida com marcações a cal, meninos que viam televisão, não como distracção, como educação, aprendiam, aprendíamos, a ser homens assistindo ao Ciclo Preparatório TV (telescola), crianças que sonhavam com um futuro melhor.

Foi nesse ambiente que João, um menino que falava, fluentemente, inglês (na altura ninguém sabia o que queria dizer fluente, o inglês que ouvíamos era nos discos e cassetes dos nossos irmãos mais velhos e nas séries de TV a preto e branco) decidiu ser do Boavista.

Do Boavista, João?

Nunca tal coisa se vira, ali, éramos do Sporting (os bons, as pessoas fixes) ou do Benfica (os maus, gente que não prestava, que batiam nas mulheres e pior) existia ainda o sr. dr. Alves da Cunha que morara na Av. da Ilha da Madeira em Lisboa e que se dizia do Belenenses (pela forma como comemorava os golos do Benfica e pela pancada que dava na mulher, toda a gente suspeitava que se dizia azul por fora mas que era encarnado por dentro).

Do Boavista sim, é um clube diferente.

Diferente era, concerteza, tal como o João foi um miúdo diferente e hoje é um bom homem, boavisteiro por fora mas verde, com um grande coração de Leão.

Agüenta Sporting, agüenta

furto

Parece que para se ser bom sportinguista hoje, temos de aguentar como as estagiárias do arquitecto do nosso estádio.

Temos de comer e calar.

Temos de ser roubados e ficar com um sorriso nos lábios.

Temos de ser mansos.

Há anos quando me dirigia de Portel para São Manços passei por uma placa de informação quilométrica que dizia "São Manços - 10" por baixo alguém escrevera com tinta verde: "o resto são bravos".

Temos de ser bravos, denunciar o que tem de ser denunciado.

 

O Benfica deixou Tomar atrás

O título desde post é uma mera constatação geográfica.

As equipas de hóquei em patins do Benfica de Lisboa e do Sporting de Tomar defrontaram-se hoje, num regresso às origens de Nuno Lopes.

Com o resultado em 1-1, a onze segundos do jogo terminar, o costume, um castigo máximo a favor dos lisboetas.

Castigo falhado, jogo empatado.

Benfiquistas no autocarro a caminho de Lisboa, para trás ficava Tomar, deixaram Tomar atrás.

You say stop, I say go

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O Record no dia 21 de Janeiro (segunda-feira) publicou um destacável sobre a Taça da Liga que era todo um processo de intenções.

Reparem no primeiro fabuloso a atravessar a passadeira, ingeriu um excesso de vitaminas antes do jogo da final e ficou KO (uma indisposição, dizem eles).

Já o último na passadeira não se dava nada por ele... nunca marcou um golo ao Porto, dizia-se.

Ora aí está, os últimos são os primeiros, Bas Dost afinfou-lhes com dois enquanto Soares recuperava da dor de barriga.

O Record disse-nos: goodbye!

O Sporting disse-lhes: hello!

Hesse é que é essa

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"Um grande cão preto veio a correr, atrás dele um pequeno leão loiro, muito barulho, a escada estremeceu, ao fundo o piano de cauda tocou onze vezes o mesmo som (...) jorrava uma luz doce e suave. Barulho de portas a bater. Haveria ali um papagaio?"

Uma luz, muito barulho, um papagaio ou melhor muitos papagaios.

Papagueou-se muito esta semana sobre o despedimento (apagou-se a luz) no quarto classificado da Liga.

Infelizmente, analisou-se pouco como é que o, até agora, primeiro continua em primeiro, fiquemos com as palavras de Duarte Gomes:

"Na fase inicial da jogada do golo do FC Porto, Soares estava (...) adiantado. Disputou a bola com o adversário, acertando com o pé na coxa daquele (...) o lance (e o golo) devia ter sido anulado por fora de jogo."

Ora como constatámos um jogador, Soares, disputa um lance, estando em fora de jogo, não satisfeito atesta uma sarrafada no adversário, não é assinalada nenhuma das duas infracções, golo do Porto... e continuam em primeiro, cantando e rindo.

E nós por cá, todos bem, falando do quarto classificado.

Mais futebol, mais análise aos lances dos dois candidatos ao título e esperemos que em 2019 a verdade desportiva prevaleça.

(à laia de desejo para este novo ano).

Natal, nascer

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Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que querer, depois ser triunfo
há que penar para aprender a viver

e o jogo não é existir sem mais nada
o jogo não é dia sim, dia não
é feito em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta a pontuação

 

Um excelente Natal para toda a equipa do "És a Nossa Fé", para todas as pessoas que perdem tempo a comentar o que escrevemos, para todos os Sportinguistas (e para os outros, também).

Abraço e saudações leoninas.

(não seria necessário acrescentar mas o "poema" é inspirado, descaradamente, no Restolho de Mafalda Veiga)

A balada de Vinícius de Murrais

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"Se trocava o Vinícius pelo Bas Dost? A resposta é um redondo [vocábulo?] não. (...) o Vinícius tem uma abrangência maior em termos de jogo [ai tem, tem, consegue dar porrada com as mãos, consegue fazer entradas a partir joelhos; tem uma abrangência maior, nisso eu e José Gomes estamos de acordo] 

Julgo que a luta será até ao fim" [e foi mesmo, no fim do jogo Vinícius depois de ter agredido por duas vezes Acuña ainda teve forças para tentar partir a perna a Jefferson] .

Do braço foge a tresloucada mão

O que restará de ti, homem triste, que não seja a tua tristeza. Fruto sobre a terra morta. Não pensar, talvez... Caminhar ciliciando a carne

E o homem vazio se atira para o esforço desconhecido. Impassível. A treva amarga o vento (...) e o seu crime é cruel, lúcido e sem paixão.

Para memória futura.

Um treinador e o seu labirinto, um treinador que coloca uma pressão incompreensível num jogador, um jogador que não conseguindo provar com futebol a sua "categoria", passa um jogo a agarrar, a esmurrar [daí o Murrais do título] e a pontapear os colegas de profissão.

 

Um futebol museológico

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Escrevi - museológico - no sentido que é nos museus que arrumamos/guardamos as nossas memórias, no caso do Sporting, faz sentido falar de futebol, de museu e de música.

Museu e música têm o mesmo étimo, o museu é o templo das musas e a música é a arte que nasce da inspiração das musas, quando falamos de sinfonia nos relvados lembramo-nos de quem?

Dos Cinco Violinos, obviamente.

Ontem começamos a ver realizado este meu desejo: Que venha para ensinar e para vencer... o professor Marcel; embora seja cedo para conclusões definitivas, assistimos a algumas movimentações diferentes, para melhor.

Espero que, também, se tenha colocado um ponto final na "maldição do 37".

O primeiro capítulo dessa maldição aconteceu no dia 18 de Maio de 2005, primeiro golo marcado pelo 37, "remontada" do opositor e despedimento de Peseiro, o segundo capítulo foi mais recente, 31 de Outubro de 2018, primeiro golo marcado pelo 37, "remontada" do opositor e despedimento de Peseiro.

Depois de ter sido o melhor em campo no último jogo de Peseiro, Wendel voltou a ser um dos melhores, ontem... que seja para continuar. 

O terceiro ajuda

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O terceiro ajuda?

(ver comentários, aqui)

Lembro-me de ter lido num livro de Carlos Heitor Cony, qualquer coisa do género: "na lógica de Aristóteles, somente com o terceiro elemento de um problema se chegava à solução. Omne trinum est perfectum".

Do terceiro nada sabemos mas dos dois que o antecederam sim.

José Peseiro disputou catorze jogos oficiais; oito para a Liga Nos, 16 pontos; um para a Taça de Portugal, 3 pontos; dois para a Taça da Liga, 3 pontos; três para a Liga Europa, 6 pontos. No total de 42 pontos possíveis, fez 28, se fizermos a média em cada dois jogos, Peseiro fez quatro pontos, precisamente, o registo de Tiago Fernandes, dois jogos, quatro pontos.

Será que Marcel fará melhor?

Esperemos que sim, que venha ensinar novas movimentações, um futebol mais empolgante e eficaz, um futebol mais bonito, "coisas boas, coisas belas" como diria o treinador-poeta.

Que venha para ensinar e para vencer... o professor Marcel. 

De Jorge a José, os factos

No futebol como na vida há alturas que temos de olhar para factos.

Comparar.

Jorge Jesus vs. José Peseiro, que comecem os jogos.

Taça de Portugal: último resultado de Jorge Jesus, derrota com o Aves; último resultado de José Peseiro, vitória com o Loures.

Taça da Liga: último resultado de Jorge Jesus, empate com o Vitória Futebol Clube (Setúbal) [venceria em penaltys 5-4 um jogo que estivera a perder desde os quatro minutos e que seria empatado num penalty convertido por Dost aos oitenta minutos]; último resultado de José Peseiro, vitória com o Marítimo.

Liga Europa:  dois últimos resultados de Jorge Jesus, uma vitória e uma derrota; dois últimos resultados de José Peseiro, duas vitórias 

Campeonato Nacional (Liga NOS): comparando os últimos sete jogos de Jorge Jesus com os primeiros sete de José Peseiro estão, precisamente, iguais, duas derrotas e um empate, com a diferença de que Peseiro foi empatar com o Benfica à Luz e Jesus deixou-se empatar em Alvalade.

"Contra factos não há argumentos", diz-se mas eu gostava que argumentassem... queremos mesmo mudar de treinador?

O fotógrafo e a mulher que o desonrou

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"Este homem aqui presente, com o pretexto de irmos a Algés, levou-me à auto-estrada, parou o carro à porta do Estádio Nacional, abriu a berguilha e meteu-mo na boca (...) depois, voltou-me de costas, tirou-me as cuecas e meteu-me por detrás, causando-me uma grande dor. Depois voltou a dar-me a volta e... desonrou-me, desonrou-me! Que vergonha, que vergonha!"

"Vamos fala agora (...) continuas a negar que a violaste?"

"Como se pode acreditar em semelhante versão? Nem um grito, nem uma peça de vestuário rota, nem uma tentativa de fuga, ou pedido de auxílio (...)"

Não vou continuar o relato.

Aconteceu no dia 6 de Outubro de 1961, não é preciso muito para destruir a vida dum ser humano, às vezes, muitas vezes, basta uma armadilha bem montada.

Nasceu no dia 18 de Janeiro de 1932, dezasseis anos depois já defendia a baliza do Barreirense e cerca de um ano depois seria campeão pelo Sporting. Nas palavras do próprio: " depois dum ano de dura aprendizagem (...) fui subindo e, no fim da época, já joguei quatro desafios (...). O Sporting foi campeão nacional e eu, com dezassete anos, também."

Carlos António do Carmo Costa Gomes, Carlos Gomes, mais que um jogador de futebol, um homem inconformado, para usarmos as palavras de outro guarda-redes:  L'homme révolté.

O oficial miliciano que venceu a Taça das Taças

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Ontem, envolvi-me numa discussão, em que se debatia o excelente golo de Monteiro, assim mesmo, Monteiro.

Entrei na conversa (e não era nada comigo) dizendo: "Este chama-se Montero, Monteiro foi outro, o que nos ajudou a conquistar a Taça das Taças."

Estava lançada a confusão.

Ninguém, entre os presentes, se lembrava de um jogador chamado Monteiro. Como a História é feita de memórias, rememoro Monteiro, José Monteiro, com palavras de Manuel Pedro Gomes:

Monteiro, Alexandre Baptista e eu, iniciámo-nos juntos nos principiantes. Como eu gostava de vê-lo jogar. Na estreia contra o Benfica jogávamos os três como avançados. O resultado foi 5-1 e todos nós marcámos golos.

Lembro-me do Monteiro, um tecnicista com uma grande visão de jogo. Os seus pés de veludo acariciavam a bola, enviavam-na aos colegas em passes milimétricos, e colocavam-na dentro da baliza e no ângulo por ele idealizado.

Monteiro era elegante, rápido como uma gazela, eu admirava os slalons que ele fazia por entre vários adversários. Numa palavra, o seu jogo era excepcional.

Monteiro, como tantos jovens da sua idade foi mobilizado para a guerra em África, alferes miliciano, foi a norte de Luanda, no mato, que continuou a acompanhar o Sporting, o nosso Sporting, foi no mato que se soube vencedor da Taça das Taças, terminamos com palavras do próprio:

Passei a ter de ouvir os relatos no mato, a norte de Luanda, onde estávamos, isolados. Foi assim até à final, o rádio encostado ao ouvido, o coração a bater forte...

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