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És a nossa Fé!

Lennart Johansson e as alterações climáticas

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Página 34 do Expresso deste sábado.

Olho para a fotografia e acho Lennart Jonhasson diferente, é verdade que os óculos lhe escuressem parte do rosto.

Quando recordamos algo, utilizamos a memória, a nossa memória é enganadora, manipulada e manipulável de forma inconsciente, confiar no quê? Confiar em quem?

Na nossa memória ou no jornal que custa oitocentos e tal escudos e nos garante: "Acredite, se ler no Expresso"?

As regras e o jogo

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Ontem estava a ver o jogo sem um lápis entalado na orelha e sem um papel para ir tomando notas.

Fui escrevendo na caixa de comentários deste post, para memória futura.

Nas primeiras imagens, falta de Soares sobre Raphinha e, posteriormente, a pontapear a bola para fora do campo,  impedindo a marcação rápida do livre [cerca dos 30 minutos].

Cartão amarelo por mostrar, mais tarde, pelo "mesmo" motivo, o 29 dos leões seria amarelado, embora, não tivesse enviado a bola para fora do campo.

Na segunda imagem, Soares atropela Bruno Fernandes, não o deixa levantar, "apertando-lhe" o pescoço (ver onde está a bola) e segue com a jogada, neste lance não é marcada falta... seria a expulsão do atacante brasileiro numa altura em que o jogo ainda estava zero a zero [cerca dos 32 minutos].

Seria estragar o espectáculo, dir-me-ão; se for o Cédric ou o Ristovski, já não.

(e no fim ainda chora o Conceição, ai, ai que fui roubado, ai, ai que o Porto jogou muito melhor; pior que isto, há sportinguistas que vão nesta conversa).

A volta, a revolta, a Taça

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"O Leão voltou à selva. Regressou ao seu habitat natural, após 13 anos atravessando penoso deserto. Nos últimos dois anos, o Leão lutou intensamente para se reencontrar com a auréola de vencedor, discutiu dois títulos de campeão nacional até às últimas jornadas, esteve em duas finais da Taça - e ontem eureka! (...) A vitória anunciada."

Santos Neves, in A Bola de 11 de Junho de 1995, p.15

 

Começo por esta citação, por aquilo que ela diz e, também, por aquilo que está lá, mas escondido.

Qual a razão para o Sporting ter perdido aqueles dois títulos e as duas finais da Taça?

Todos as pessoas que acompanham o fenómeno do futebol em Portugal sabem a resposta.

Um Sporting vs. Marítimo, dir-me-ão.

Era um Marítimo treinado por Paulo Autuori que nas meias-finais eliminara o Porto. Já o Sporting, tinha passado à final após ter goleado o Vitória Futebol Clube (Setúbal) por três a zero; o clube sadino na ronda anterior tinha vencido o Benfica por dois a zero (não o deixaram ganhar por mais, para a humilhação lampiã não ser muito grande).

Esse jogo de 1995, foi o jogo da volta.

O jogo do início deste mês com o Belenenses (que retirou 5 pontos ao, ainda assim, campeão nacional) foi o jogo da revolta, o jogo em que expurgamos o fantasma do Jamor.

Hoje gostaria que fosse, apenas, um jogo de futebol.

Um jogo de Taça. Desejo que as três equipas estejam bem e que o árbitro seja um Bento Marques, prejudique o Sporting (prejudicam sempre) mas não demasiado.

Que seja um bom jogo e que vença a equipa que melhor o jogar, dentro das quatro linhas.

Mota à mão, Chaves no chão

Gosto de pensar cada palavra que escrevo.

(gostava que os alguns comentadores, fizessem o mesmo, pensassem antes de teclarem e assinarem, assumirem aquilo que escrevem, sejam pessoas, pá! deixem-se de anonimices).

Vamos ao título do "post";  Mota à mão.

Chaves no chão, infelizmente, o Chaves era merecedor de continuar, José Mota não conseguiu ser merecedor.

Tenho grandes amigos em Trás-os-Montes, apesar das modernices rodoviárias, adoro conduzir pelos itinerários antigos, tudo o que vale a pena, implica sacrifício (no pain, no gain), "fazer" as curvas do Marão e, finalmente, chegar.

Saber-me "de fora" mas bem recebido, para cá do Marão, mandam os que cá estão, e é verdade.

Os transmontanos, são portugueses, também, mas primeiro são de Trás-os-Montes, orgulhosamente.

Pró ano é que é!

Basta apostar no treinador certo, às vezes, muitas vezes é melhor ir a pé, caminhar, de Mota, podemo-nos despistar.

(Daniel Ramos= 7 pontos; Tiago Fernandes (o dobro) = 14 pontos [foi despedido] veio José Mota, prometeu que ia conquistar 27 pontos, fez 11 e atirou com o Chaves para a segunda divisão [ou lá como é que se chama agora])

Mais um campeonato à Veiga

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Há vencer, há triunfar com honra e com mérito desportivo.

Há vencer à Veiga.

"Não teria conseguido vencer aquele campeonato sem o Veiga" , Trapattoni

"O Benfica é o clube do povo. Há uma sintonia muito grande entre a alma benfiquista e a forma como sinto o futebol. Por isso é que lutei até ao limite para que o Benfica fosse campeão", José Veiga

Podia continuar com mais exemplos, há coisas que não compreendo.

Todos sabemos como foi conquistado o campeonato de 2004, todos sabemos como foram conquistados todos os campeonatos desde essa altura.

O José Veiga dessa altura é o Paulo Gonçalves de hoje.

O mandante é o mesmo.

Não tenho grande esperança, obviamente, mas gostava que a verdade desportiva prevalecesse e que fosse campeão, o clube e a equipa que dentro do campo provou que o merece ser.

Cada lampião é um ****ão

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Falando de cânticos, de estádio nacional, de clubes com a cruz de Cristo (agora torre de Belém, vermelha e branca) do clube de Salazar e do Sporting, do nosso Sporting.

Situemo-nos, o muro de Berlim tinha caído há pouco tempo, o Porto de Artur Jorge tinha sido campeão europeu, eu tinha acabado de cumprir o serviço militar obrigatório (para onde entrara, estupidamente, com 18 anos; tivesse esperado mais um pouco e os "jotas" que nos [des]governam tinham acabado com aquilo).

Tinha vinte anos, deixara para trás uma promissora carreira de mancebo, de graduado, de futuro oficial (se calhar já estava reformado) do exército português e iniciava uma ainda maior e mais importante carreira de ajudante de electricista (na altura com dois "cc") na construção do primeiro arranha-céus na zona do Prior Velho (de dia) e de aplicado (eh, eh, eh) estudante nocturno na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (à noite).

Morava num quarto alugado na Rua do Passadiço (não foi por acaso) e conversava muitas vezes com Osvaldo (esse mesmo) numa tasca (agora chamar-se-ia uma cervejaria/pastelaria gourmet, a última vez que lá passei servia chamuças "fast-food") da rua do Telhal.

Foi por essa altura que me fiz sócio do Sporting; foi por essa altura que cantando aquela frase que intitula este "post" o senhor que estava ao meu lado no antigo estádio José Alvalade me disse:

- Não cante isso, que eles gostam

- Gostam?

- Qual o homem que não quer que a sua (dele) mulher seja valorizada? Um lampião nem merece ser enfeitado (nem cornos merece, como se diz no meu Ribatejo)

(e eu, calma, calma)

- Não foi nada disso que eu disse (a língua portuguesa é muito traiçoeira) aquilo que eu estava a dizer era um apelo ao "fair-play", estava a gritar a plenos pulmões: CADA LAMPIÃO, É UM AMIGÃO!

Olhamo-nos e sorrimos... siga o jogo. 

Não me

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Eu vi.

Acabou agora, Manchester City vs. Tottenham.

O protagonista foi um menino com apenas 18 anos, sem aparelho nos dentes, sem borbulhas, sem manias, um jogador de futebol, apenas.

Se o "Diogo Gonçalves" desta época vale 200 milhões quanto valerá o Phill, Phill Foden?

Viva Portugal (em dia dum hat-trick, obviamente, sem rigor)

Estive a assistir ao França vs. Portugal em andebol.

Fantástico jogo, excelente resultado.

Primeira vitória, de sempre, da selecção portuguesa.

Altero o canal televisivo e oiço falar dum hat-trick.

Rigor, por favor.

Um penalty e dois autogolos, para mim não é um hat-trick.

Trapp toca na bola em dois dos supostos golos de Félix se a bola saísse pela linha de fundo seria pontapé de canto, por isso... não me venham com Trappacisses; o novo Renato Sanches pode ter o seu (dele) valor mas não inventem.

Não é respigar, é respirar, Lucas Pires

2019-04-05 (3)

Muito mais importante que respigar, é respirar.

Como diz Jacinto Lucas Pires, o Benfica respiga.

Passo a citar: « "Respigar". É uma palavra bonita não concordam? Ensina o dicionário Houaiss que tanto quer dizer "apanhar no campo" [...]como "recolher". Mas se calhar estou a filosofar demasiado.» [fim de citação]

O que me ri.

Um benfiquista a escrever para benfiquistas e que n' um Jogo de palavras (o título da crónica) consegue encaixar duas  com mais de três sílabas (desconsiderando o público-alvo); mais que a forma, o conteúdo.

Respigar, apanhar no campo, confere, o Benfica apanhou no campo com um golaço e recolheu, recolheu-se da Taça de Portugal. 

O Benfica respigou e o Sporting respirou, respirou fundo e afundou ou melhor entoupeirou as águias (ou serão toupeiras?)

A arma e os barões pontapeados

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As armas e os barões pontapeados
Que na ocidental praia feireinseana
Por ares nunca de antes explorados,
Passaram ainda além da cocegana
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre virilha remota edificaram
Grande Pontapé, que tanto sublimaram

(a propósito do pontapé de Telles em Ghazal... à atenção de todos os homens que não queiram ter filhos, não gastem dinheiro em operações, tentem levar um pontapé nos barões, resolve e é económico; esta agressão bárbara nem um amarelito mereceu)

Maria, João Maria e o Boavista

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Vai, salta, um, dois e... três, o pauzinho colocado pela "mosca" (fly) ficava cada vez mais longe.

Cada um de nós, à nossa maneira, éramos Nélsons Évora em potência, fugindo ao jogo do lenço, à apanhada e assim, jogando à "mosca", um jogo que o João tinha trazido da Rodésia onde meninara e que naquela época já se chamava Zimbabwe (ou algo parecido).

Meninos a fazerem-se homens, em campos de futebol de terra batida com marcações a cal, meninos que viam televisão, não como distracção, como educação, aprendiam, aprendíamos, a ser homens assistindo ao Ciclo Preparatório TV (telescola), crianças que sonhavam com um futuro melhor.

Foi nesse ambiente que João, um menino que falava, fluentemente, inglês (na altura ninguém sabia o que queria dizer fluente, o inglês que ouvíamos era nos discos e cassetes dos nossos irmãos mais velhos e nas séries de TV a preto e branco) decidiu ser do Boavista.

Do Boavista, João?

Nunca tal coisa se vira, ali, éramos do Sporting (os bons, as pessoas fixes) ou do Benfica (os maus, gente que não prestava, que batiam nas mulheres e pior) existia ainda o sr. dr. Alves da Cunha que morara na Av. da Ilha da Madeira em Lisboa e que se dizia do Belenenses (pela forma como comemorava os golos do Benfica e pela pancada que dava na mulher, toda a gente suspeitava que se dizia azul por fora mas que era encarnado por dentro).

Do Boavista sim, é um clube diferente.

Diferente era, concerteza, tal como o João foi um miúdo diferente e hoje é um bom homem, boavisteiro por fora mas verde, com um grande coração de Leão.

Agüenta Sporting, agüenta

furto

Parece que para se ser bom sportinguista hoje, temos de aguentar como as estagiárias do arquitecto do nosso estádio.

Temos de comer e calar.

Temos de ser roubados e ficar com um sorriso nos lábios.

Temos de ser mansos.

Há anos quando me dirigia de Portel para São Manços passei por uma placa de informação quilométrica que dizia "São Manços - 10" por baixo alguém escrevera com tinta verde: "o resto são bravos".

Temos de ser bravos, denunciar o que tem de ser denunciado.

 

O Benfica deixou Tomar atrás

O título desde post é uma mera constatação geográfica.

As equipas de hóquei em patins do Benfica de Lisboa e do Sporting de Tomar defrontaram-se hoje, num regresso às origens de Nuno Lopes.

Com o resultado em 1-1, a onze segundos do jogo terminar, o costume, um castigo máximo a favor dos lisboetas.

Castigo falhado, jogo empatado.

Benfiquistas no autocarro a caminho de Lisboa, para trás ficava Tomar, deixaram Tomar atrás.

You say stop, I say go

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O Record no dia 21 de Janeiro (segunda-feira) publicou um destacável sobre a Taça da Liga que era todo um processo de intenções.

Reparem no primeiro fabuloso a atravessar a passadeira, ingeriu um excesso de vitaminas antes do jogo da final e ficou KO (uma indisposição, dizem eles).

Já o último na passadeira não se dava nada por ele... nunca marcou um golo ao Porto, dizia-se.

Ora aí está, os últimos são os primeiros, Bas Dost afinfou-lhes com dois enquanto Soares recuperava da dor de barriga.

O Record disse-nos: goodbye!

O Sporting disse-lhes: hello!

Hesse é que é essa

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"Um grande cão preto veio a correr, atrás dele um pequeno leão loiro, muito barulho, a escada estremeceu, ao fundo o piano de cauda tocou onze vezes o mesmo som (...) jorrava uma luz doce e suave. Barulho de portas a bater. Haveria ali um papagaio?"

Uma luz, muito barulho, um papagaio ou melhor muitos papagaios.

Papagueou-se muito esta semana sobre o despedimento (apagou-se a luz) no quarto classificado da Liga.

Infelizmente, analisou-se pouco como é que o, até agora, primeiro continua em primeiro, fiquemos com as palavras de Duarte Gomes:

"Na fase inicial da jogada do golo do FC Porto, Soares estava (...) adiantado. Disputou a bola com o adversário, acertando com o pé na coxa daquele (...) o lance (e o golo) devia ter sido anulado por fora de jogo."

Ora como constatámos um jogador, Soares, disputa um lance, estando em fora de jogo, não satisfeito atesta uma sarrafada no adversário, não é assinalada nenhuma das duas infracções, golo do Porto... e continuam em primeiro, cantando e rindo.

E nós por cá, todos bem, falando do quarto classificado.

Mais futebol, mais análise aos lances dos dois candidatos ao título e esperemos que em 2019 a verdade desportiva prevaleça.

(à laia de desejo para este novo ano).

Natal, nascer

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Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que querer, depois ser triunfo
há que penar para aprender a viver

e o jogo não é existir sem mais nada
o jogo não é dia sim, dia não
é feito em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta a pontuação

 

Um excelente Natal para toda a equipa do "És a Nossa Fé", para todas as pessoas que perdem tempo a comentar o que escrevemos, para todos os Sportinguistas (e para os outros, também).

Abraço e saudações leoninas.

(não seria necessário acrescentar mas o "poema" é inspirado, descaradamente, no Restolho de Mafalda Veiga)

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