Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Debater o Sporting.

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)

2017.

Desconfio que vai ser um ano importante para o nosso clube. Eleições a ocorrer, Pavilhão a estrear. Por isso, o meu desejo para este ano é que todos estejamos ao lado do nosso clube, independentemente de quem se apoie, ou dos resultados. Acima de tudo, Sporting sempre!

Pontos nos is.

Saímos da Europa, e cai tudo em cima de Jorge Jesus. Mas vamos pensar um bocadinho no jogo de ontem.

 

Não tínhamos nenhum dos dois defesas direitos que têm jogado. Era preciso tomar uma opção: jogar com um rapaz que nunca jogou na Champions (Esgaio) ou mudar o sistema. Face a uma equipa fortíssima em contra-ataque (3 golos ao Real, 4 ao Borussia), Jesus optou por jogar com uma espécie de sistema com 3 centrais, parecido (mais ou menos, vá) com aquele que foi tão elogiado em Dortmund. A opção foi errada? Ao intervalo já todos tínhamos percebido que sim, mas antes do jogo era, pelo menos, lógica. Correu mal. Acontece. Jesus é o culpado deste afastamento? Não me parece.

 

Senão vejamos: se o André acertasse uma das oportunidades que teve, ou se o árbitro marcasse uma das duas mãos na bola que houve na mesma jogada, teríamos ficado na Europa. Era Jesus o culpado dessa vitória? Também não me parece.

 

No fim do dia, são os jogadores (e, infelizmente, os árbitros) que decidem o jogo. O treinador só lhes explica como chegar lá, mas se um avançado não marca ou se um defesa erra, ele não pode fazer nada. Por isso isto de culparem apenas o treinador por uma opção que correu mal, mas que não era descabida, é capaz de ser um bocadinho demais, não?

 

Nota: Menos lógica me parece a insistência em Markovic, mas isso fica para discutir depois.

Onde tu fores jogar, eu vou lá estar.

Podem dizer que não ganhamos há uns jogos.

Podem dizer que já não metemos medo a ninguém.

Podem dizer que estamos com uma falta de confiança que se sente do outro lado da televisão.

Podem dizer que o Marvin não sabe atacar.

Podem dizer que o Marvin não sabe defender.
Podem dizer que o Schelotto só sabe correr e não sabe fazer um passe.

Podem dizer que o William decidiu mostrar em má altura que é um comum mortal.

Podem dizer que o Bryan parece que envelheceu dez anos em dois meses.

Podem dizer que o Elias... Bom, podem dizer o que quiserem do Elias.

Podem dizer que o Markovic se esqueceu do que é jogar à bola.

Podem dizer que o Jesus é teimoso.

Podem dizer que o André, Campbell, Castaignos e afins são piores que o Matheus.

 

Podem dizer isso tudo, e provavelmente têm razão. Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal, e desistir não nos está no sangue. É por isso que amanhã estarei a entrar num avião para na 4ª estar lá, a gritar pelos nossos.

 

Porque onde tu fores jogar, eu vou lá estar. E não é para assobiar ou vaiar. Onde tu fores jogar, eu vou lá estar para te apoiar.

Estamos mesmo em todo o lado.

Para fugir ao stress do fecho do mercado, fui passar uns dias a Marrocos. Quase toda a gente me tomava por espanhol, o que me fez passar metade do meu tempo em solo marroquino a dizer que não, que vinha de Portugal. Quando não ouvia um "es lo mismo" que me fazia revirar os olhos e respirar fundo, ouvia "Ah, Portugal! Cristiano Ronaldo! Quaresma!". É verdade, eles por lá gostam muito do Quaresma, não sei bem porquê.


Porém, a conversa mais curiosa foi com um rapaz que me queria vender um chapéu de palha. Perseguiu-me uns metros a dizer o quão baratos eram, e ao ouvir-me a falar perguntou o habitual: "Espanhol?"; e eu respondi também o costume. A partir daí é que o rumo foi diferente. Ele não falou do Ronaldo. Disse (ler com sotaque árabe): "Portugal? Ah, good football. You Sporting?". Podem imaginar que eu delirei. Disse que sim, obviamente que era do Sporting, e ele começou a mandar nomes: Hadji, Saber, lembrámo-nos ao mesmo tempo do grande Naybet, eu depois falei no Kharja e no Labyad. Ele ficou preso no Naybet, devia estar a ter as mesmas boas recordações que eu estava a ter, ou então ficou a tentar lembrar-se de quem seria esse tal de Labyad. 

 

Isto, só para vos dizer que o Sporting está mesmo em todo o lado. Não é uma frase de enfeitar, é verdade. E que, graças a isto, quase tive vontade de trazer chapéus de palha para a família toda.

O rei das renovações.

Alguém é capaz de me explicar o que leva um clube a renovar consecutivamente com um jogador que não é opção?

 

Ola John renovou antes de ir para o Reading, e agora renova antes de sair para o novo parceiro de negócios.

 

Ou muito me engano, ou anda aí algo a trocar de mãos. Mas não se preocupem, tenho a certeza que os jornais portugueses não vão questionar nada disto.

Isto também é o Sporting.

Aproveitando o final da época em quase todas as modalidades, deixo um balanço muito pessoal das nossas principais modalidades de pavilhão. Há muito trabalho a ser feito para estarmos em grande quando finalmente voltarmos a ter um pavilhão só nosso. O investimento foi grande nas modalidades, apesar de estar ofuscado pelo futebol, e o retorno... nem sempre foi o desejado.

 

Andebol. O investimento foi considerável, contratou-se um treinador espanhol, jogadores estrangeiros, deixaram-se sair alguns da casa. Foi uma época esquisita, em que o fcp, que tem dominado, tombou no final e deixou tudo em aberto. Mas apesar do investimento, jogámos menos do que o normal e não mostrámos ser capazes de estar na luta. Urge mudar muita coisa.

 

Hóquei. O hóquei é um exemplo de sucesso, uma modalidade que renasceu das cinzas e que a cada época foi tendo um crescimento gradual e sustentado. Este ano, esse crescimento estagnou, e foi a primeira época desde o regresso em que não houve uma evolução significativa. Os passos estão a ser dados devagar, e não se pode apressar as coisas. A aposta na veterania não resultou como se esperava, e para o ano o rumo vai mudar, como se percebe pela mudança de treinador e novas contratações. Esperamos voltar a crescer.

 

Futsal. O investimento foi também muito forte, contratámos caro, mas bem. A equipa voltou ao que Nuno Dias já nos habituou, e dominou a fase regular com muito futsal jogado e bons resultados. O caminho também está definido, e a preparação da próxima época a todo o vapor, mas convém não descurar esta. A Taça já voltou, o Campeonato também não irá certamente escapar. Um exemplo.

 

Em 2017 teremos um pavilhão. A vontade de querer voltar a dominar todas as modalidades é natural, mas é preciso repensar algumas coisas. Voltar ao básico no andebol, investir no futuro no hóquei, e apontar à conquista da Europa no futsal. Porque, não se esqueçam, o Sporting é muito mais do que futebol: é a maior potência desportiva nacional.

Os melhores golos do Sporting (50)

Golo de ROCHEMBACK

Sporting - Newcastle, 4-1

14 de Abril de 2005, Estádio José de Alvalade

 

Fábio Rochemback é um jogador que nem sempre é fácil perceber. Veio para Alvalade em 2003, chegado do Barcelona, e ficou duas épocas em que foi dos médios com mais classe, força, inteligência, tudo o que quiserem, que vi em Alvalade. Ficou duas épocas e pouco mais. Depois, voltou em 2008, para uma época que nos deixou a imagem de um jogador pesado, sem metade da garra e vontade que lhe conhecíamos.

 

Este golo é de 2005, num dos melhores jogos que já vi o Sporting fazer. Perdemos 1-0 em Inglaterra, contra um forte Newcastle (nada a ver com o que está a ser este ano), e começámos a perder também em Alvalade. Mas o Sporting jogava muito à bola, nesse ano, e foi preciso uma reviravolta das antigas para nos pôr nas meias-finais da UEFA.

 

Escolho este golo porque demonstra tudo o que disse acima do Rochemback. Vejam a inteligência de quem vê uma oportunidade, a garra com que acelera (aos 90 minutos!) para ir recuperar a bola, a classe com que a pica por cima do defesa, a força com que aguenta a pressão de dois jogadores e a calma com que desvia do guarda-redes. Tudo bem feito.

 

Foi o golo da tranquilidade (que tão raras vezes um sportinguista tem) e o golo que me fez acreditar que íamos limpar a UEFA nesse ano. Isso não aconteceu, mas ficou para sempre este grande jogo, e este grande golo. 

 

 (é ver a partir do minuto 1:23)

Os melhores golos do Sporting (19)

 

Golo de Rodrigo TIUÍ

Sporting - Porto

18 de Maio de 2008, Estádio Nacional do Jamor

 

(antes de começar, vejam o vídeo)

 

Quando penso no melhor golo do Sporting, não penso no mais bonito, não penso no que me fez saltar mais, não penso no mais importante. O melhor golo do Sporting é, para mim, aquele que se me vincou na memória, aquele que sai num primeiro impulso. Se me perguntassem e dessem trinta segundos para responder, eu provavelmente diria o golo de Acosta ao Porto, no ano do título, admiração que partilho com o Luciano. Mas logo de seguida, falaria do golo do Tiuí.

 

(agora é altura de ver o vídeo outra vez)

 

Os mais atentos lembrar-se-ão que passou pelo Sporting um jogador chamado Tiuí (até o nome parece de brincar). Muito por causa deste golo. Os que não se lembrarem do rapaz, não se preocupem que não perderam grande coisa. A final da Taça de que falo foi, para mim, inesquecível: foi a primeira vez que fui ao Jamor. Desde então, não falhei uma em que o Sporting por lá andasse.

 

(reparem na qualidade dos dois intervenientes: Djaló e Tiuí)

 

O jogo estava empatado e, a começar o prolongamento, lançamos um avançado que quase não marcava golos (assim de cabeça, só me lembro de um, ao Boavista em Alvalade, já perto final da época). Tirámos o Abel, metemos o Tiuí, para aproveitar a expulsão de um tripeiro. Na altura, pensei que estávamos só a equilibrar as coisas, mas o canhoto do penteado engraçado decidiu calar-me. 

 

(vejam como se lesiona depois de marcar)

 

Pouco depois do intervalo, golo do Tiuí. A loucura. Um golo um bocado às três tabelas. Não interessa, serve. Desço algumas três filas sem dar conta, abraçado ao meu primo e a desconhecidos. Mas não é esse o golo de que falo. Esse surgiu quando nós só já queríamos o fim do jogo. Contra ataque, três para dois, bola no Djaló (que a consegue dominar!), cruzamento desengonçado com o pé esquerdo, a bola ressalta e sobe, e o Tiuí faz uma bicicleta nas barbas do Quaresma. Golo, vitória, taça para nós. Não me lembro dos festejos, já só me lembro outra vez de estar em Alvalade e do Farnerud a atirar a camisola, os calções e até os chinelos para a superior.

 

(vejam só uma última vez, e reparem que tínhamos também colossos como o Gladstone e Grimi em campo)

 

Este é, para mim, um dos melhores golos do Sporting. Pela Taça que nos deu, pela minha primeira ida ao Jamor e sobretudo por ser tão inacreditável o Tiuí marcar de bicicleta aos tripeiros no Jamor como, a título de exemplo, o Xandão marcar de calcanhar ao futuro campeão inglês. Rodrigo, onde quer que andes (a wikipedia diz-me que pelo Japão, e nisto reparo que na melhor época de sempre deste ponta de lança, marcou nove golos), obrigado. Acredites ou não, não te esqueceremos por cá.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D