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És a nossa Fé!

Há ganhar e ganhar...

No histórico deste blogue há uma reacção extremamente positiva da minha parte à chegada de Marcel Keizer ao Sporting. Creio que não terei sido o único a entusiasmar-me com a novidade que foi o futebol praticado pela equipa naqueles primeiros jogos, que em boa verdade era delicioso de se ver.

Entretanto os treinadores dos adversários foram conhecendo a forma de jogar de Keizer e facilmente o seu futebol de ataque foi neutralizado, assistindo-se a partir dessa altura a um definhar agonizante da máquina que tão bem oleada parecia no início, descobrindo-se que era afinal constituída por peças, a maior parte delas, oriundas de um qualquer sucateiro manhoso.

Ganhou no entanto duas taças, a de Portugal e a da Liga, e esse é um feito que ninguém lhe pode surripiar.

Já por aqui escrevi também várias vezes que só não quero que o Sporting seja beneficiado em prejuízo claro dos adversários em campo e que as vitórias apareçam, independentemente se os rapazes jogam bem ou mal. Tivesse Keizer sido campeão a jogar tão mal como acabou a época e começou esta e ninguém lhe zurzia com o fraco jogo praticado em campo. Só que há uma inevitabilidade nestas coisas da bola: Quem joga melhor está sempre mais perto de ganhar e apesar de ontem, por exemplo, o Sporting ter vencido o Braga, não foi decididamente a melhor equipa em campo! Se isso interessa para as contas do campeonato? Claro que não, os três pontinhos foram embolsados, como diria o "outro", de forma limpinha, mas o que eu temo é que outra equipa que não o Braga, que veio à nossa casa jogar à grande e em grande, aberto, com uma frente de ataque que só não foi demolidora por obra e graça de São Renan (para o Pedro Correia e para, penso, todos os que viram o jogo o melhor em campo), que se feche "lá atrás" e num contra-ataque milagroso marque um golito, o que eu temo, repito, é se Bruno Fernandes chegará para as encomendas. E quem sabe se não sairá no Inverno, se calhar é melhor irmo-nos habituando à ideia... 

Sinceramente não sei o que passará pela cabeça do holandês com a insistência na nulidade que é Diaby e na mais que explícita falha de forma física(?) e anímica de Raphinha, que não dá uma para a caixa. Ontem a malta assobiou a troca do maliano por Neto, quando o Braga estava claramente por cima e já se estava quase no final do jogo e o resultado era tangencial. Pois eu entendi muito bem e apoiei! A partir daquela altura passámos a estar com o mesmo número de jogadores em campo, com a vantagem de o que entrou pelo menos saber defender.

"Mas tu já aqui clamaste pela demissão de Keizer", dirão os leitores. Pois já e, se a memória me não falha, passou precisamente uma semana e não é por um resultado positivo contra um adversário directo (onde "isto" chegou, que o Braga já é um adversário directo!) que mudei de opinião. Escrevi lá atrás que quem joga bem está mais perto de vencer e os primeiros vinte minutos do jogo de ontem são a prova provada do que digo, mas com a aposta constante em "jogadores" que apenas subtraem ao colectivo (Diaby ontem matou duas jogadas que poderiam dar golo e fez uma assistência para um adversário que poderia ter dado golo contra), temo que a qualidade do futebol praticado, apesar de Bruno Fernandes, Mathieu, Wendel ou até Doumbia, sem esquecer Renan que tem estado bem, não seja suficiente para chegar ao fim do campeonato em primeiro, que é para isso que lá andamos. Ou escapou-me alguma coisa?

Assim, com a mesma veemência de há uma semana, e apesar do que defende o  meu amigo Pedro Oliveira, é minha convicção que cedo ou tarde nesta época Keizer vai embora. E se não se percatar, Varandas verá a sua cotação descer a níveis preocupantes. Ora para que não haja muitos cacos para juntar, o melhor será tratar disso cedo! A não ser que alguém me garanta que mesmo a jogar mal e porcamente seremos campeões, aí eu já não me preocupo com o ... "e jogar e jogar" complementar ao título do post. Pero no lo creo...

Refém de uma transferência

Sem a ida mais uma vez à liga milionária, se quer fazer frente a uma época exigente e se quer atacar o título(?), o Sporting precisa de dinheiro.

A venda dos direitos desportivos e outros (irrita-me utilizar o termo venda do jogador, as pessoas não deverão ser mercadoria) de Bruno Fernandes daria eventualmente para esta e a próxima época, apesar dos quinhões que haverá a distribuir pelos vários interessados, que serão muitos.

Frederico Varandas está desertinho para efectuar a transacção (eu se calhar estando no lugar dele também estaria), mas há um marco, 100M€, a que é impossível fugir. Dou de barato os 120M€ do rapaz do Benfica, negócios à Mendes que não vêm ao caso neste post, mas 100M€ é uma cifra muito difícil de atingir e compreendo que o valor pedido, 70M€, seja o limite mínimo aceitável pelo presidente.

A questão essencial é no entanto esta: Baixando deste valor (não me parece que o faça e muito bem) o presidente ficará com o seu mandato seriamente comprometido. Como dizem os amigos brasileiros, "se ficar o bicho pega, se fugir o bicho morde" e gerir isto não deverá ser fácil.

Comparado com isto, gerir o dossier treinador são "penares"...

Basta de paninhos quentes

Aqui, fiz questão de não responder a qualquer comentário (e até dei voz  a lampiões) porque entendi que sendo o post publicado escassos minutos após a copiosa derrota ante o eterno rival (justa e talvez até escassa, perante o futebol praticado por ambas as equipas) serviria para os comentadores carpirem as suas justas mágoas, a quente, revelando aquilo que é a essência do futebol: a emoção, os nervos à flor da pele, a irracionalidade até. Não voltarei lá atrás, o que foi publicado, publicado está.

O título desse post de ontem levantava uma questão que quem faz o favor de me ler certamente entendeu à primeira. O José da Xã foi ainda mais claro e colocou o "dedo na ferida": Não voltará a Alvalade com esta miséria!

Não há desculpas. Com tempo mais que suficiente para preparar uma época, o nosso treinador, que acredito ainda não ter percebido onde está, anda ainda aos apalpões à procura de ninguém sabe bem o quê. O Pedro Correia já fez bem em lembrar que por menos Peseiro foi despedido por Frederico Varandas, o homem que por ora ocupa o lugar de presidente do Sporting. Eu faço questão de lembrar que Frederico Varandas não teve a maioria dos votantes do seu lado, ainda que tivesse a maioria dos votos (haverei de pugnar aqui pela causa de um sócio/um voto até que a voz me doa) e a sua posição está, como a de qualquer presidente, refém dos resultados no futebol, independentemente da legitimidade da sua eleição.

Portanto caro presidente, se quer continuar a exercer o cargo para que foi eleito, deixe-se de merdas, de falinhas mansas (reveja o momento em que Vieira segreda qualquer coisa ao ouvido do presidente da federação e faz um gesto sintomático de "vamos encavá-los") e tenha-os no sítio!

O nosso adversário de ontem, e podemos dar a importância que quisermos ao torneio nos EUA que venceram, fez uma pré-época que deu aos seus sócios e adeptos a convicção de que dificilmente perderão o primeiro lugar no campeonato que se inicia no próximo fim-de-semana. Ganhássemos nós a porra dum troféu na América e o foguetório que não haveria por aqui...

Já nós, fizemos uma pré-época miserável. Não encontro outro adjectivo para qualificar as derrotas e empates com conjuntos de rapazes bem humorados que defrontámos, apesar de termos jogado e empatado com o campeão europeu, o Liverpool, aqui p'ra nós com uma sorte daquelas...

Com todas as letras, presidente: Ou ganha e continua, ou não ganha e sai! E este ganha começa no próximo domingo. Não é Keizer quem estará no banco, no banco estará simbolicamente o presidente que o sustenta e uma derrota ou um empate nos Barreiros é responsabilidade do presidente! Consoante o que der o resultado, tome a decisão que deverá tomar.

Como se diz na minha terra, não há cá renhonhós!

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

A César o que é de César

Já aqui zurzi em Ana Gomes, ex-eurodeputada do Partido Socialista, não tenho dúvida de que com razão.

Ora não sendo este um local de discussão política, mas estando e fazendo a política parte do nosso quotidiano, não posso, na sequência do post do José Cruz, deixar de publicar a resposta daquela militante socialista, ao e-mail/resposta de Carlos César, enquanto presidente do PS e nessa qualidade, a Luis Filipe Vieira. Cá vai:

"Agradeço ao presidente Carlos César o afã de esclarecer o óbvio: Ñ(ão) represento o PS e o q(ue) digo e escrevo só me vincula. Sendo socialista, e ñ(ão) apparatchik, não abdico de dar uso à minha cabeça... Já César, usa o q(ue) pode face a Vieira: a César, o q(ue) é de César."

Esclarecedor...


Dizer mal

Já disse que não vejo jogos de pré-época, portanto não vi o jogo desta madrugada com o Liverpool, mas fico agradado com o que leio nos posts do José Cruz e do Pedro Correia. Sinal de que a coisa vai encarrilhando, o que é o que todos queremos, sendo o assunto que trago abaixo de menor importância, sem contudo não deixar de ser revelador do amadorismo ou falta de competência de quem trata(?) do sítio oficial do Sporting na Internet. É claro que se no futebol a gente ganhar, a malta quer lá saber do site e do diabo a sete, mas como diria uma  conhecida actriz portuguesa num filme de êxito, recente: "Há um mínimo!"

 

sporting.png

 

Mas eu vim aqui hoje (meu início de férias portanto deveria estar feliz e contente) para dizer mal. Fui ao site do Sporting naquela de ver que jogos se seguem e aquela página é um must! Desde o facto de não indicar, pelo menos que eu descortinasse, informação com interesse, como os jogos até ao início do campeonato, quando é que se prevê que este comece e até, pasme-se, na agenda para Agosto ter apenas assinalada uma partida de futebol de praia sem qualquer referência ao primeiro troféu da época. Ok, Agosto, praia, está certo, mas e a Supertaça de futebol, daquele que a gente gosta e anda ressacado, não? Bom, poderia ser lapso, mas na capa lá está um anúncio neónico e apelativo a que se renove a Gamebox, avisando os mais distraídos que a fase de renovação é até dia... 8 de Julho, não vá alguém deixar passar a data.

E vou evitar de falar no possível trocadilho/cacofonia que pode ocorrer quando se lê a "palavra de ordem" plasmada na Gamebox... pensem bem, os que já a têm na mão. Oh, comunicaçãozinha...

 

Eu juro que não gosto de dizer mal por dizer, não sou maldizente militante, posso eventualmente ter referido aqui o site de forma negativa uma ou outra vez, mas confesso que não tenho memória disso. Agora que o site/comunicação do Sporting é uma bela merda, ai isso é!

Gosto pouco de me irritar com a bola

Por isso prescindi, há imenso tempo, de ver jogos de preparação do Sporting.

Uma alegriazinha ao menos, senhores, uma para amostra...

É altura de experiências, de testar várias opções, disso tudo e mais o que quiserem, mas por favor, àqueles que dirigem no banco e aos que estão no campo, lembrem-se de quem estão a representar e o que isso significa. Com todo o respeito pelos adversários, bastante mais modestos, que já defrontámos esta pré-época, que merda é esta?!

E pronto, já está!

Mais um ano, no mesmo lugar de há vários. Esperando assistir a bom futebol e a jogos disputados e a árbitros competentes a julgar os lances. Fica aqui a promessa de que se as coisas se mantiverem como estão nesta "indústria", será o último ano a que darei para este peditório que é o futebol português, com muita pena minha e azar do Sporting.

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Que vantagens?

Já aqui me confessei um sócio pouco participativo em AG's. Deveria estar presente mais vezes, é verdade, mas raramente as AG's servem para discutir assuntos interessantes, elas antes servem para a transmissão das ideias das direcções (e bem) e as mais das vezes para depois disso se passar à sessão de lavagem de roupa suja. Não fui à última portanto e confesso que não estive muito interessado no que lá se passou (para além do óbvio, que era a aprovação do orçamento do Clube). E não irei à do próximo Sábado; Desde logo porque estarei a assistir, em Tomar, à Festa dos Tabuleiros (evento maior da cultura nacional e único a nível mundial, para o qual aproveito para vos convidar a todos, colegas e leitores) e porque o tema me é irrelevante. Melhor, eu tenho opinião sobre o tema, já a publiquei aqui diversas vezes e para que não haja dúvidas para ninguém, cá vai de novo: Não me parece que o Sporting lucre o que quer que seja com a expulsão de Bruno de Carvalho (os restantes ex-dirigentes são irrelevantes para o caso). Os sócios já demonstraram que o ex-presidente é carta fora do baralho de forma inequívoca; É minha convicção que se na hipotética situação de não ser expulso e eventualmente concorrer a qualquer eleição, será sempre rejeitado. A questão essencial e que acho que merece reflexão profunda de quem vai colocar o seu boletim na urna ou levantar o braço, é se haverá vantagem ou desvantagem para o clube na expulsão de Bruno de Carvalho, ou seja, expulsando Bruno de Carvalho qual será a actuação daqueles que o defendem e apoiam incondicionalmente? Será que expulsando Bruno de Carvalho, aqueles que ainda o apoiam acatam a decisão pacificamente e deixarão o clube continuar a sua vida normal, ou por outro lado, todos os que o apoiam e já se viu que é uma minoria, terão força suficiente para fazê-lo regressar à cadeira do poder, se não fôr expulso? Parafraseando alguém que diz que terá vivido há cerca de dois mil anos, em verdade vos digo que não acredito! Tal como a água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte, Bruno de Carvalho não seria, nem que isso fosse estatutariamente possível num futuro muito próximo, jamais reeleito presidente do Sporting. Uns dirão que mais vale prevenir e a sua opinião é respeitável, mas eu estou em crer que o seu afastamento será mais prejudicial que benéfico. As razões são tão válidas como o seu contrário, mas sobretudo será altura de chamar à "discussão" a promessa eleitoral de Frederico Varandas, o presidente eleito e em funções, de que no seu mandato não haveria expulsões e pensar no mal menor para o Sporting, ainda que qualquer das decisões deixe marcas, sobre isso eu também tenho poucas dúvidas. 

Como já disse estarei em Tomar, mas seja qual for o resultado, o que desejo ardentemente é que não se ultrapasse o limite da urbanidade e que não se dê "espectáculo" desnecessário. Isso sim, é prejudicial a todos.

A história não se reescreve

A história não se reescreve. Só há uma verdade histórica, independentemente das versões que se possam ir publicando ao sabor de interesses de países, de grupos económicos, de organizações ou até de pessoas.

A história recente da nossa organização conta-nos sobre um episódio violento, traumático, de consequências ainda imprevisíveis, perpretado por um grupo de pessoas onde, sabe-se, estavam alguns dos dirigentes, ex-dirigentes e elementos da claque JuveLeo.

A nossa história recente conta-nos do desvario de um presidente que tinha tudo para ser, de longe, o melhor presidente que a organização alguma vez teve, mas que desbaratou um apoio incondicional quase absoluto, com claro prejuízo para a mesma organização e para os resultados obtidos e provavelmente a obter.

Esta é uma versão da história que nos oferece, à maioria, muito poucas reticências. Há até quem seja mais severo e queira escrever uma versão em que o referido presidente foi o mandante da acção criminosa daquele violento episódio.

Soube-se agora que o responsável pela segurança de Alcochete foi avisado com 14 minutos de antecedência (um quarto de hora) que iria haver uma invasão. Divulga o insuspeito "Expresso" que o oficial de ligação com os GOA, Bruno Jacinto, avisou o responsável pela segurança da academia, Ricardo Gonçalves, 14 minutos antes da invasão. Consta dos autos da GNR, diz aquele semanário. Deixo apenas uma simples pergunta para, perdoem a imodéstia, ajudar a contribuir para encontrar a versão correcta da história: 14 minutos não foram suficientes para encerrar os portões e para pôr em prática o plano de segurança?

Peça a peça, pedaço a pedaço, detalhe a detalhe, responsável a responsável, espero que a verdadeira história deste episódio seja revelada a todos, que a investigação policial revele a verdade dos factos e os responsáveis por eles e que estes, sejam quem sejam e estejam a que nível estiverem, ou estiveram, na organização, sejam por eles devidamente condenados.

Como nota de rodapé, pergunto apenas a quem interessa a morosidade do apuramento das responsabilidades. Posso até dizer-vos quem é prejudicado diariamente e até ao final do processo ou quiçá até para além dele, como bónus: O Sporting!

 

Nota post publicação: Alguém me chamou a atenção para a data de publicação desta notícia (já tem um ano, é de 24/MAI/18). Estando ela desactualizada, não belisca em nada o conteúdo deste post.

Como devem ter-se apercebido, não foram libertados comentários. Por minha exclusiva vontade.

 

O custo das gamebox

O Rui Cerdeira Branco já abordou este tema mais abaixo no blog, mas eu acho interessante apresentar aqui as minhas contas, não sem que antes deva dizer que a minha alma está parva!
Antes de ir aos valores, a confissão de que nunca me passou pela cabeça que houvesse chicos que usam um bilhete/GB de criança para entrar no estádio com regularidade. É algo a um nível que eu nunca imaginei que pudesse acontecer! Principalmente na nossa casa, connosco, que somos "diferentes". Diferentes... 'Tá bem!
Ora vamos lá ao orçamento: Ir a Alvalade passou para mim a ser muito mais caro desde que mudei de residência, são agora mais cerca de 80km e 5,80€ de portagem em cada jogo. Ou seja, são cerca de 2100km (180,00€ +-) e de 150,00€ em portagens. A GB aumentou alguma coisa, confesso que não sei quanto custou a da época passada, mas lendo o que por aí se escreve, andará num aumento a rondar os 5%. Ou seja, a "brincadeira, a que devo ainda juntar as quotas, vai-me sair em perto de 700€. Haverá ainda a acrescentar o custo da bifana e da imperial, que serão mais cerca de 150,00€ se não for comilão e "bebilão" e já vamos nos 850,00€. E são estas as contas que deverão ser feitas.

A questão essencial é se fará algum sentido, excluindo o factor irracional que é apoiar um clube, gastar tanto dinheiro num espectáculo que está à partida viciado. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a um jogo em que sabemos ir ser inapelavelmente prejudicados. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a três ou quatro jogos "bons" (Benfica, Braga, Guimarães, Porto) e passar o resto da época a assistir a um estacionar de autocarros e a anti-jogo que apenas dá sono e por vezes, infelizmente, nos proporciona a perda dele na noite a seguir. Se se justifica gastar tanto dinheiro num espectáculo com cada vez menos qualidade, com dirigentes mal formados, com grupos de adeptos, organizados ou não, caceteiros e com maus intérpretes dentro de campo, árbitros incluídos.

A questão é mesmo esta: Valerá a pena gastar tanto dinheiro com um mau produto? E a resposta é, definitivamente, não! 

Por outro lado há quanto à política de preços das GB uma péssima comunicação (parece ser sina). A GB, que deveria ser um factor agregador, um meio de juntar sócios à volta da equipa, uma forma de encher o estádio, não atinge esse objectivo porque não são explicadas aos sócios as opções e porque são elas tomadas. Nesta época, a primeira a iniciar por este CD, não se pedindo borlas deveria privilegiar-se o que atrás disse e criarem-se fórmulas que potenciassem a reconciliação e a agregação da família sportinguista. Sabemos que os custos são os mesmos, mas o mesmo valor (melhor, mais caro) com ou sem Liga dos Campeões, faz a diferença e o aumento "louco" da GB criança é mesmo de quem trata os assuntos com os pés, ou de quem está desfazado da realidade do clube, porque aumentar assim as GB criança, é meio caminho andado para levar menos gente ao estádio.

Em conclusão, ainda que provavelmente o coração vença esta batalha, a minha parte racional vai dar bastante luta! Bom, se eu fumasse e consumisse um maço de cigarros por dia, a brincadeira ficar-me-ia por 1825,00€ com efeitos muito mais nefastos para a minha saúde. A ver vamos...

Outras culturas

 

Este fim de semana cumpri um ritual (ainda que recente de sete anos), desloquei-me mais uma vez à Virgen del Rocio.

Não professo qualquer religião, mas aquela mistura de Fátima com a Feira da Golegã, em ponto grande e em bom, fascina-me desde a primeira vez que por lá passei por mero acaso, mas não é disso que vos quero falar.

O que vos quero contar é que, no meio de um magote de gente que ultrapassa o milhão naqueles dias, não há internet móvel que se safe, de modo que no domingo resignei-me a não ver o jogo da selecção e a, no mínimo, vê-lo quando regressasse a casa, ontem ao final do dia. Então passeando pela aldeia, circulando entre a multidão de gente, olhei para uma peña rociera (mais ou menos o que designamos por tertúlia) e lá estava uma televisão a transmitir o jogo. Por azar já depois do golo, que não vi, mas como as portas estão abertas a quem queira entrar eu entrei e vi com muito agrado uma plateia de espanhóis vibrando com Portugal, desde miúdos a graúdos. E fomos convidados a sentar e convidados a beber e convidados a comer e tudo aceitámos, que não fica bem rejeitar uma tão calorosa hospitalidade. E no final festejaram connosco a vitória com o mesmo entusiasmo que nós. Confesso que me surpreendeu que os miúdos (entre 10/12 anos) conhecessem os jogadores da selecção, com predominância dos que jogam em Espanha, claro, e que, pasme-se, quando eu disse que era do Sporting, levantaram os polegares e começaram "Carvalho", "Ronaldo", "Patrício"... Até ali, na Andaluzia "profunda", o Sporting é reconhecido e admirado. Terminámos com um "Portugal, Portugal, Sporting, Sporting" que me encheu o coração. Não foi pela fé, foi pelo futebol e pelo Sporting que de lá vim com o coração cheio. Ou como os fins justificaram os meios, ou ainda como me é difícil imaginar um grupo de portugueses a torcer por Espanha num jogo de futebol.

Para o ano há mais.

Quando somos competentes

Nada nos impede de ganhar.

Lembro a vergonha do primeiro jogo da meia-final de futsal, o roubo descarado para impedir a vitória nesta ronda e a ida a mais uma final do campeonato.

Não valeu de nada. Contra a incompetência e a sacanice, os rapazes do futsal demonstraram porque são dos melhores do mundo e já lá estão, para tentar o feito inédito do quarto título nacional consecutivo.

Hoje a coisa ficou por 7-0.

Vamos lá, rapazes!

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