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És a nossa Fé!

Acabar com isto

Estava decidido a não abrir a boca até à final da Taça. Não é que a minha partícula sub-atómica de influência tenha alguma importância, mas sempre era menos um a fazer barulho. Perante tudo o que está a acontecer, só resta uma coisa: mandar embora esta direcção. Fez tudo para que o jogo da Madeira fosse perdido, está a fazer tudo para que a final da Taça seja perdida. Já não se trata de saber de quem é a culpa e do quê. Os capangas em Alcochete? Admito que não sejam enviados especiais. Mas estão fora de controlo (como já tinham estado quando atiraram tochas para cima do Rui Patrício: ainda queriam que ele fosse lá agradecer na Madeira). Esta direcção deixou que o caos se instalasse no clube e tem de ser substituída. Mais ainda se tiver alguma responsabilidade na corrupção do andebol (espero mesmo que seja só fake news). Qual é o treinador de jeito que vem para o Sporting depois do que se passou hoje? Quais os jogadores? Passámos para o nível da gestão danosa.

O papá já não gosta da nora

Vão jogar assim ao Jamor vão...

Entretanto, deixei de perceber onde é que ficamos naquele famoso argumento segundo o qual estas intervenções inopinadas do presidente "adepto-maluco", ou lá como é que ele se define, serviam era para pôr os jogadores a jogar à grande e a ganhar os jogos todos.

Outra coisa que não percebo é esta coisa de criticar os jogadores. Vamos lá a ver: desculpem o truísmo, mas os jogadores são só jogadores; juntem-se 10, 20, 30 jogadores e não passarão disso mesmo: um conjunto de jogadores. O que faz uma equipa é a organização. E o responsável pela organização é o treinador - e a seguir é a direcção, que oferece as condições ao treinador e aos jogadores. Haviam de ter vindo calhar ao Sporting os piores e mais preguiçosos de todos os jogadores? Os do Porto são muito melhores? Claro que não. A organização é que foi melhor. A este respeito, já tive a oportunidade de escrever há um ano sobre aquele que acho ter sido um dos maiores erros de Bruno de Carvalho (e que muitos adeptos infelizmente seguiram): o deslumbramento parolo com o "Jorge" - escuso de elaborar, já o fiz antes. Estava-se mesmo a ver que o romance ia acabar aqui: com o pai do menino a dizer que a nora (como todas as noras) é que levou o menino por maus caminhos.

Um problema qualquer

Vi-me, no início de cada jogo do Sporting, a dizer a mim próprio: é hoje que o Sporting vai jogar bem, já não se estão a poupar para outro jogo daqui a três dias, já não estão cansados, já não isto, já não aquilo. Mas afinal foi sempre a mesma coisa, agora como no resto do campeonato (faça-se excepção aos jogos europeus). Há aqui um problema qualquer. Ontem não foi diferente. O Benfica não joga um caracol e o Sporting conseguiu jogar ainda pior. Ora, isto preocupa. Preocupa para o jogo da próxima semana e, sobretudo, preocupa para a final da Taça. Contra este Sporting, não é impossível o Aves ganhar.

Um homem para as ocasiões

A única coisa que peço aos jogadores do Sporting até ao fim do campeonato é que não desistam. Devem recordar-se que do outro lado está o Sérgio Conceição, um verdadeiro especialista em dar alegrias ao Sporting. Na meia-final da Taça de Portugal, o Porto veio com a passagem quase garantida: bastava-lhes marcar um golo em Alvalade e tudo se tornava praticamente impossível. Foi o que se viu. Na meia-final da Taça da Liga, o Porto jogou melhor, mas no fim foi o que se viu. E há a inolvidável final da Taça de Portugal de 2015, em que, a 15 minutos do fim do jogo, o Braga ganhava por 2-0 a jogar contra 10 (desde o minuto 14) e depois foi o que se viu. Parece vocação. De cada vez, dava a impressão de que seria muito difícil o Sporting ganhar, senão mesmo impossível (como na final da Taça). Quem sabe, agora, não lhes caiu mal o churrasco, atrapalham-se e perdem com o Feirense. Ficam todos baralhados e, depois, é só contar com o Peseiro (sim, eu sei, é o Peseiro...) para dar ao Sporting aquilo que não soube dar quando treinou o clube. Parece que é pedir demais e é mesmo capaz de ser. No sábado, pode já estar tudo acabado. Mas imaginem que não... É isso, não desistam.

Chama-lhe burnout...

Continuo aqui à distância. Acompanho tudo de forma muito intermitente, cada vez mais estarrecido com a sucessão de eventos. De qualquer modo, ocorre-me dizer o seguinte:

1) Bruno de Carvalho lembrou-se de voltar a abandonar o facebook, anunciando-o enfastiadamente como um favor que fazia aos sócios e adeptos (pronto, já que tanto insistem, largo o facebook, mas depois não se queixem). Voltou a não perceber nada. O problema não é o facebook, o problema é aquilo que o conteúdo das mensagens do facebook revela. Se o mesmo estilo de gestão continuar a ser seguido e a política de comunicação continuar a ser a mesma embora usando outros meios (Sporting TV, televisões, rádios e jornais), então tanto faz estar como não estar no facebook.

2) Esta coisa de estarem todos por interesse no Sporting excepto ele, revela uma falha fundamental. Numa organização tão grande como o Sporting e nos tempos de hoje, aquilo com que tem de se contar não é com grandes amores à camisola mas com o profissionalismo das pessoas que colaboram com a organização. Por isso, o que se tem de dar a essas pessoas é as condições necessárias para elas gostarem de ser profissionais na organização. Haverá quem queira sair, quem queira entrar, quem queira ficar (na mesma ou pedindo mais dinheiro). O que o gestor tem de fazer é gerir cada uma destas situações sem estar sempre a atirar à cara de profissionais que eles são uns interesseiros e que só querem destruir o Sporting. Eles são profissionais que olham friamente para as suas hipóteses profissionais. Por aquilo que temos visto ultimamente, a pessoa que mais parece querer destruir o Sporting é o incondicionalmente sportinguista Bruno de Carvalho (vê-lo praticamente a torcer para que perdêssemos o último jogo é demais).

3) Os famosos "croquetes" estão a levantar a cabecita. A alternativa não pode ser entre eles e esta alucinação.

Tão grande como as maiores bardamerdas da Europa

Confirmo: aqui na Europa (mais ou menos: Inglaterra) fala-se muito do Sporting, embora não por boas razões. Perguntam-me se é verdade que há um clube em Portugal onde o "dono", em vez de despedir o treinador, despediu os jogadores todos. Eu bem explico que não é assim, mas não vale a pena: a história de um qualquer "dono" alarve de um clube que faz aquilo que nunca se viu na história do futebol pegou (ilustração: https://www.theguardian.com/football/2018/apr/07/sporting-lisbon-president-suspends-19-players-after-social-media-spat). Ainda tive esperança de que este ano o Sporting seria falado por chegar à final da Liga Europa. Afinal não: o presidente gasta tanto tempo (segundo diz) a trabalhar para o Sporting que não tem um segundo que seja para pensar. Por muito que se lhe deva a ressurreição do Sporting das catacumbas do sétimo lugar, não é possível ver o clube continuar refém de explosões de personalidade, aleatórias e inesperadas, que podem acabar por devolvê-lo ao sítio de onde foi retirado.

Calma

Razões para optimismo:

1. Vejo os meus confrades sportinguistas muito torturados com o que se tem passado. Até parece que nem ganhámos o jogo ontem. Eu cá continuo na minha: do que eles têm medo não é de equipas todas espectaculares e tal, têm medo é de equipas que ganham, mesmo que não se perceba bem como. Mais medo têm ainda de equipas que ganham mesmo tendo tudo contra elas, como o Sporting nos dois últimos jogos. Ganhar com tapetinhos estendidos, como o Porto no Estoril ou em Portimão, é uma coisa. Ganhar como o Sporting ganhou os dois últimos jogos é outra. Logo veremos na sexta-feira o que acontece.

2. É capaz de ter sido desta vez que os idiotas do assobio aprenderam a lição: esteve bem o Jorge Jesus a mandá-los calar. Cito: "esta equipa murece carinho".

Do caneco

Não vi o jogo. Tive uma festa e só cheguei a casa lá para as três da manhã. Fui seguindo o resultado pelo telemóvel. Pelo que vi e li, parece que continuamos sem dar abébias no campeonato do "jogaram como nunca, perderam como sempre". Joguemos bem ou mal, ganhamos. Parece que a coisa esteve cheia de simbolismos: ganhámos aos gajos que nos tinham ganho há dez anos na final, também nos penáltis; ganhámos graças a um penálti que não teria sido marcado sem o vídeo-árbitro, do qual fomos os grandes promotores, sendo que perdemos a final "Lucílio" há nove anos graças a um penálti que ficará como um dos maiores gamanços de sempre do futebol nacional; o gajo que fez o penálti devia ter sido expulso e não foi, o que lhe permitiu depois falhar o seu penálti final; contra a história, o Rui Patrício não defendeu nenhum penálti; o penálti decisivo foi marcado pelo William; ganhámos uma taça (chame-se da carica ou lá o que se quiser chamar) que nunca tínhamos ganho. O pessoal aí não tem medo de equipas que jogam muito bem e depois perdem. Tem medo é de equipas que não se percebe porque ganham, mas ganham. Assim é que é bonito. Por mim, é para continuar. Sejamos nós capazes disso.

PS - Alguém que me lembre só uma coisa: não foi esta mesma presumível equipa da treta contra quem jogámos ontem que eliminou o Benfica desta mesma taça?

Do que estou a gostar no Sporting deste ano

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Ainda não demos oportunidade a ninguém para vir com a piadinha costumeira: "jogaram como nunca, perderam como sempre". Claro que ainda temos de passar pelo Edinho, a mais recente angústia sportinguista (só o Sporting para ter angústias deste género), a que se tem de juntar a velha angústia de termos perdido a primeira Taça Lucílio com estes mesmos cromos, há dez anos. Não se riam: ontem, quando vi o William avançar para marcar o último penálti, pensei: "boa Jesus, isto de o William falhar sempre o penálti não dura sempre. Hoje marca e acaba-se o trauma". Pois foi.

Por outro lado, o Bryan Ruiz marcou um golo decisivo.

Vudu

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Esta coisa da reintegração do Bryan Ruiz deixa-me em pânico. Das duas uma: ou é para expulsar a malapata de há dois anos ou é para o homem continuar a funcionar como boneca de vudu. Nem sei o que faço se perdemos o campeonato outra vez por causa dele. Também não sei o que faço se o ganharmos por causa dele.

Lampião que vai à frente alumia duas vezes

Os resultados da jornada europeia de ontem demonstraram aquilo que muitos comentadores tinham notado no final da última: as possibilidades de o Benfica se apurar para a Europa continuam a ser maiores do que as do Sporting. O Sporting complicou as contas na última jornada, ao empatar com a Juventus, e não desfez o nó ontem. Já o Benfica fez uma exibição monumental em Manchester (apenas manchada por um ou outro erro individual) e não se lhe podia pedir que fosse bater-se de igual para igual com o actual terceiro classificado do campeonato russo. Se o Sporting complicou as contas, o Benfica tornou-as bem simples, num grupo que tinha tudo para ser muito difícil ao início.

O fascinante mundo da matemática

Não haja dúvidas de que a matemática é uma actividade fascinante, que tanto dá para descobrir qual é o acorde inicial de A Hard Day's Night quanto para esclarecer alguns aspectos engraçados das contas do nosso campeonato. Por exemplo, o leitor Mário João escreveu o seguinte comentário neste post do Pedro Correia: "a verdade é que o Sporting, ao contrário do Benfica, deixou de depender de si próprio para ser campeão". Tão verdadeiro quanto falso. Senão repare-se: é verdade que o Sporting já só pode disputar três pontos directamente com o Porto, estando a quatro de distância, enquanto o Benfica ainda vai disputar seis, estando a cinco. Mas basta o Benfica ganhar uma vez esses três pontos (e admitindo que tudo o resto se mantém igual) para isso deixar de ser verdade: o Sporting também só passará então a depender de si próprio para ser campeão e com vantagem de um ponto sobre o Benfica. Ou seja, a dependência do Benfica apenas dos seus próprios resultados para ser campeão implica voltar a fazer o Sporting depender apenas dos seus próprios resultados para ser campeão. Por isso, força Benfas, dá cabo deles!

 

Saímos vivos (mais ou menos)

Lá terminou o ciclo terrível iniciado no fim de Setembro (incluindo um jogo com o Barcelona, dois com a Juventus, um com o Porto e outro com o Braga) e terminou como começou: com um empate merdoso.

Mas não foi tudo mau: fizemos a tal "gracinha" frente à Juventus, "despachámos" o Rio Ave e o Chaves (quer dizer, no caso do Rio Ave não foi bem despachar) e aguentámo-nos sem perder com o Porto, quatro dias depois de jogar com o Barcelona. As coisas melhoraram, mas o padrão do Jorge Jesus não se alterou: "bater o pé" aos grandes da Europa, mostrar dificuldades com os pequenos, chegar para os grandes de cá e mostrar dificuldades com os semi-grandes de cá.

No final, saímos vivos das três competições que interessam: campeonato, Liga dos Campeões/Liga Europa e Taça de Portugal. Vivos, mais ou menos: dos titulares, qualquer dia só sobra o Rui Patrício sem lesões musculares. Felizmente, a coisa pára agora duas semanas. Esperemos que chegue para limpar o estaleiro.

{ Blog fundado em 2012. }

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