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És a nossa Fé!

Falta de jeito ...

No dia em que, finalmente, o Sporting regressa às vitórias o presidente Godinho Lopes menoriza o clube, com a pirraça de levar o presidente do Braga a visitar o Museu, como se um morgado arruinado a mostrar as pratas ao torna-viagem que lhe cobiça a filhota roliça. Levou a resposta que se impunha.

 

Desculpem-me a franqueza. É um bimbo.

 

O que realmente importa neste domingo? Que a gente ganhou, e que renasce a esperança que possamos subir até, até, até ...

Os jornais desportivos, "as verdades a que temos direito"

 

Hoje mesmo, para aí três horas depois do "apito final" no Sporting-Genk, o sítio electrónico do "jornal" "A Bola" abria a sua secção "Sporting" com esta fotografia relativa aos festejos do nosso golo, adornada com o título "Sporting derrotado no minuto 90"! Um acto falhado? Ou, mais presumivelmente, uma pirraça, rasteira provocação a tantos dos clientes do "jornal" e dos seus anunciantes?  (Horas depois, agora na alvorada lusa, o título já está emendado)

 

 

Em registo diverso, mais doloso, o ex-jornal "Record" titula esta fotografia (a qual faz regressar à tal questão da encenação através do "momento fotográfico" que aqui recentemente levantou polémica) "Wolfswinkel com gesto polémico". Mais doloso, repito, pois pode apelar a castigo ao jogador, seja institucional seja moral, junto dos adeptos. Quem viu o jogo viu, com toda a certeza, a pouca vontade celebratória do goleador. Mas também viu que ele estava a saudar privadamente, beijos endereçados e/ou similares. Mas para o "Record" basta um clic adequado, e faz-se um proto-caso ... Pura desonestidade. A lembrar os jornalistas retratados pela pena de Eça de Queirós. Do mais baixo nível.

 

(postal dedicado ao comentador Fernando Albuquerque)

 

Adenda: no facebook encontro esta introdução no youtube em que se comprova, para quem não tenha visto ou jogo ou guardado memória do momento, a desonestidade dos jornalistas do Record e da sua direcção. Basta ver. Inaceitável "peça" de jornalismo:

 

 

Saudações Leoninas

Foi um relativo prazer colaborar no És a Nossa Fé! Agradeço ao Pedro Correia o convite para aqui escrever. E fico a acarinhar a memória de um muito agradável jantar em Alvalade, aquando de uma deslocação a Portugal, onde pude conhecer vários dos co-bloguistas. Gentis.

 

Há várias formas de viver o clubismo. O meu é exarcebado. Motivo de prazer e, também, de humor. Intra-clubístico, inter-clubístico. Aceito (tenho que aceitar) que haja outras formas, cada um como cada qual.

 

Mas há um modo de clubismo que me chateia, desinteressa. O que vive no apelo à unicidade, que reclama o silêncio em prol do clube, como se este fosse majestade. E, pior do que tudo, como se ainda vivessemos em tempos de majestades. Absolutas. Silenciadoras.

 

E aqui, seja lá qual for o assunto sobre que se bote quase sempre logo aparece alguém apelando ao silêncio, até exigindo-o, pelo menos louvando-o. Sportinguistas, ou de outros clubes. Será, acredito, coisa do mundo da bola.

 

Blogo há nove anos. Já tive muitas (demasiadas) picardias in-blog. Mas nunca vi tantas invectivas, tanto elogio do silêncio como aqui. Nunca recebi, ou assisti, a tantas críticas ao facto de se escrever como aqui. E pouco tenho escrito, poucos comentários tenho recebido. É um pouco como se o mundo (dos espectadores) da bola fosse a última das caves dos censores.

 

Anteontem afivelei um sorriso e meti um pequeno texto, inimportante (como, afinal, tudo o que se liga ao futebol o é, que é essa a sua grandeza). Até os nossos putos andam desiludidos, vim partilhar. Logo, mais uma vez, me aparecem sportinguistas e não-sportinguistas resmungando porque se fala. Mesmo nesse pequeno registo, de conversa, mesa de café partilhada entre gente do clube, dos clubes. Como se isso prejudique alguém. Como se isso prejudique o(s) clube(s). Como, também, se o pequeno texto caracterize alguém, ou um grupo. Como, o  que é recorrente aqui, os do Sporting sejam realmente diferentes dos do Benfica ou dos do Porto ou dos de outra coisa qualquer.

 

E não são. Não somos.

 

Vou perorar para outro lado. Para cafés onde não ofenda essas "identidades" tão firmes. Fixas. Vazias, acho eu, mas é só a minha opinião. Porque tudo isto, todos estes, pura e simplesmente me chateiam. E um gajo não bloga para se chatear.

 

Um abraço para todos os co-bloguistas. Tirando este salazarentismo e isto do hiper-clubismo, deshumorado, coisas que lhes são estranhas, foi um prazer ombrear com eles. E com elas.

 

Saudações leoninas.

A selecção de Portugal (III República)

Peço já desculpa, de antemão. Por sair do estrito eixo sportinguista. E pelo pecado do egocentrismo. Mas acabo de ver "partilhado" no facebook um velho postal que coloquei lá no meu blog, há mais de um ano. E pensei que não ficará totalmente mal aqui. Até porque recorda o grande Chirola. E não só. Daí que o repartilhe nesta nossa tertúlia. E, quem sabe, a despertar outras opiniões. Aqui fica: 

 

 

Estava ao sol na praia e lembrei-me disto - uma inutilidade bem digna da inutilidade veraneante -, como se o tempo fosse homogéneo. Não é uma declaração política. Mas o primeiro jogo que vi ao vivo foi em 1975, o meu pai levou-me à central de "Alvalade" e ainda nos estávamos a sentar e já era "golo!!" e ainda me lembro do sorriso dele (afutebolístico que é) com a minha alegria, foi um glorioso Sporting-Olhanense (7-0), marcava muito o Chirola. E a primeira equipa de que me lembro é a que foi campeã em 1973-1974 [ainda a sei de cor:  Damas, Manaca, Bastos, Alhinho, Carlos Pereira (ou Da Costa), Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, Yazalde, Dinis]. E o primeiro Mundial de que lembro é o de 1974 [vi a final, lembro-me do golo a seco da Alemanha; e lembro-me do sururu provocado por Luís Pereira, defesa do Brasil expulso num jogo (ver google)]. Daí que a minha selecção nacional só pode mesmo ser a da III República, pós-1974. Aqui ficam os 23, seleccionados para o campeonato do mundo do apocalipse. À antiga, os números das camisolas indicam a titularidade, claro, que é como deve ser.

 

A grande questão continua a ser a mesma: o Oliveira e o Alves cabem na mesma equipa? Na minha opinião, de treinador de sofá, tenho que meter o Sousa para segurar aquilo. 



1.

 

Vítor Damas

 

 

2.

 

Artur Correia (lateral-direito)

 

3.

 

Humberto Coelho (defesa-central)

 

4.

 

Ricardo Carvalho (defesa-central)

5.

 

Fábio Coentrão (lateral-esquerdo)

 

6.

 

Paulo Sousa (trinco)

 

7.

 

Luís Figo (médio direito)

 

8.

António Oliveira (médio ofensivo)

 

9.

 

Rui Manuel Trindade Jordão (ponta-de-lança)

 

10.

António Sousa (médio-centro)

António Sousa (médio central)

 

11.

 

Paulo Futre (extremo-esquerdo)

 

12.

 

Vítor Baía (guarda-redes)

 

13.

 

António Veloso (lateral-direito)

 

14.

 

Jorge Andrade (defesa-central)

 

15.

 

Fernando Couto (defesa-central)

 

16.

 

Alberto (defesa-esquerdo)

 

17.

 

Shéu Han (trinco)

 

18.

 

Rui Costa (médio ofensivo)

 

19.

 

Cristiano Ronaldo (extremo-direito)

 

20.

 

João Alves (médio ofensivo)

 

21.

 

Fernando Gomes (ponta-de-lança)

 

22.

 

Fernando Chalana (extremo-esquerdo)

 

23.

Jaime Pacheco (médio central)

 

+1

 

Manuel Fernandes (avançado)

 

Treinador

 

Eriksson (no tempo do Benfica) (treinador)

 

 

Adepto

Arquétipo

Os nossos filhos

 

O Litos está por cá (Maputo) pela segunda vez, a treinar o Liga Muçulmana. O campeonato ficou decidido esta semana, felizmente ganhou o Maxaquene, o meu clube por cá. O Litos é um tipo simpático, era presença no nosso núcleo quando ainda o havia, que agora a especulação imobiliária está de tal forma que foi impossível manter a sede onde petiscávamos para amainar as fúrias, tornando-nos assim, ao Núcleo Sportinguista de Moçambique, num conjunto de sem-abrigos, tal e qual a equipa de futebol lá na longínqua Liga e na agora pérfida Europa.

 

Enfim, ontem veio ele, o Litos, dizer que o filho, um catraio de doze anos, lhe perguntou ao telefone, lá de Portugal, se podia mudar de clube. E da mágoa paternal que sentiu. Pois, compreendo-o.

 

Cá em casa não é bem assim. Com toda a certeza que não se vive tanto o Sporting. Nem eu fui jogador do Sporting (e dos bons), nem tenho rapazola com sonhos de se chegar ao que o pai foi ou mesmo a Moutinho ou Carlos Martins, internacionais campeões que ele vê na TV. Por cá habita a minha princesa, já nos seus dez anos, que não tem pinga de paciência para o futebol, e está muito bem assim, que a quero é nas coisas da ginástica rítmica, de um hipotético voleibol ou coisa assim, da natação, chamem-me lá o que quiserem.

 

Mas tem vindo a dita princesa a sportinguizar-se desde cedo, ainda em idade de achar piada ao pai e às coisas dele, a pensar-me digno de algum crédito. Sempre atenta às minhas alegrias, sempre carinhosa nas (cada vez mais) tristezas, "deixa lá pai, é só um jogo" ou mesmo (sportinguista, está visto) "ganhamos para a semana". Pois acontece que nos últimos tempos, e não só pelo incómodo da varicela, fruto do surto escolar que por aí anda, tem ela evitado perguntar-me dos resultados, indagar do andar do campeonato, um notório desinteresse no assunto, elegância (que terá herdado da mãe) e carinho por este velho pai. Alquebrado. E nisso ela dessportinguizando-se.

 

E vou ser franco. Como para ela só quero o melhor do que o mundo tem, talvez seja melhor assim.

E agora, José?

 

Antes do jogo encontrei esta suave brincadeira no facebook - e partilhei-a no meu perfil, que quem ri seus males espanta. Agora, após o jogo, deambulo qual leão expulso de casa, por estas vielas internéticas, fazendo horas para um sofá pouco-conjugal. E encontro aqui o Pedro Correia apelando a uma cura de silêncio aos sportinguistas.

 

Pois discordo. Pois discordo sempre que se apela ao silêncio, em nome de não prejudicar a equipa, e nisso o clube. Se teclar valesse golos o Sporting ganhava jogos, qu'a gente teclaria até nos sangrarem os dedos. Esta ideia de que falar ou escrever influencia o que se vai passar quando 22 tipos andam a correr à volta de uma bola para a meter numas balizas é um eco nas crenças mais básicas da feitiçaria, nas mezinhas, nos ai-jesus que lá vou eu.

 

Sei o que o Pedro Correia quererá dizer. Está irritado (estamos). E farto da língua de pau das desculpabilizações e de alguns notáveis que pertencem à pantomina dos paineis da bola (estamos). Mas o que o Sporting não precisa é de silêncio.

 

É que se isto continua assim, com o futebol a perder e a gente sem sequer falar, mais dia menos dia e ... koniec, como diria o Juskowiak. Vamos mas é falar. Lavar a alma. E encontrar a grandeza de um sorriso.

Até ao lavar do cestos é machamba ...

 

Há alguns dias deixei no És a Nossa Fé! o texto "O fim (de Godinho Lopes)". Nele resmungando sobre o desnorteado final no Sporting do ciclo da pretensa elite socioeconómica, em tempos congregada sob o "projecto José Roquette", os "notáveis". Não sei o que virá a seguir, porventura não serão bons anos. Mas após se ter "dissipado" (uma palavra desresponsabilizadora) o património do clube e gerado um gigantesca dívida, duas presidências devastadoras como a do inconcebível Bettencourt e agora esta, a do beirense Godinho Lopes, não devem deixar grande espaço de manobra.

 

Esta fotografia, colhida no estádio de Alvalade no jogo de ontem com a Académica (retirada do jornal O Jogo, sem autoria identificada), diz quase tudo. Sobre o estado do clube, sobre o sentir dos sportinguistas.

 

Ainda assim, e porque qu'isto é bola, e nela o esférico é redondo e relva é verde, continuo a acreditar que "Este ano é que é!". O título será nosso, pois até ao lavar dos cestos é machamba ...

 

(texto escrito para o blog onde "habito", e aqui replicado)

Este Ano É Que É!

 

Nos anos 70s andava eu no liceu (que já não o era, desde que menosprezado em "escola secundária"). Na minha turma habitava um vizinho meu, futuro colega de curso, benfiquista ferrenho. Também animador da proto-claque benfiquista, nesse tempo em que os adeptos ainda não eram holigões nem tatuados neo-nazis. Era vê-los em dias de jogo dos lampiões a partirem dos Olivais, segunda circular abaixo, até ao bidé deles, por lá muito animados com as coisas do Nené e outros que assim. Um dia o benfica foi jogar a Alvalade, para a Taça de Portugal. E lá foi esse meu então colega, mais a sua simpática turba, minha vizinha. Eu também, mas para outro local na bancada, junto aos nossos, sem nos misturarmos com aquele "pessoal das barracas".

 

E como tal o que ainda hoje recordo foi o que me contaram os outros benfiquistas que ali estiveram com ele, também vizinhos, também colegas, também amigos, nisto das rivalidades da bola, que há quem insista (à falta de melhor vida ou de melhor cabeça, nem sei) em exagerar. E foi o jogo, aquele do Manoooel, em que o nosso possante e algo trapalhão avançado meteu três golos ao Benfica, sem espinhas.

 

Caminhava o jogo bem para o fim, nem cinco minutos faltavam, e na época nem havia isto d'agora dos descontos anunciados, já "Três Secos" nas redes do Galrinha Bento, e os benfiquistas a debandarem. Ali à volta do meu amigo levantavam-se os (nossos) vizinhos num "vamos embora,pá! qu'isto acabou". E ele nada disso, sem se mexer. "Vamos lá embora, pá", insistiam, na pressa de evitar as confusões finais e na azia da quase cabazada. E ele nada, impávido face as movimentações, atento ao jogo, nele embrenhado! "Então?!", invectivaram.

 

"Estou à espera do prolongamento ...", lá respondeu. Ficaram todos.

 

(Deixemo-nos de merdas, de estados de alma. "Este ano é que é!")

O fim

Contradigo-me, ainda ontem aqui fiz profissão de fé em não falar da direcção do clube. Mas as notícias de agora mesmo, com a chegada de um "civil" para gerir o futebol do Sporting e a contratação do treinador que foi despedido quando este presidente chegou ao clube mostram um total desnorte. Insustentável.

 

Uma coisa é a legitimidade formal, que Godinho Lopes tem. Outra coisa é a legitimidade associativa, "política". Godinho Lopes ganhou umas eleições tangencialmente. Fruto da distribuição de votos no colégio eleitoral sportinguista, excessivamente desigual, como o poderá dizer qualquer pessoa crescida em democracia. E fruto da simpática memória que alguns membros da sua lista despertavam, por via dos triunfos que conduziram na última década.

 

Godinho Lopes já não tem essa direcção. Está dizimada. Sem, entre outros, o ex-polícia enriquecido, com práticas inaceitáveis no clube, e os responsáveis do futebol que ele agora decapitou, o presidente está praticamente só se pensarmos na equipa com chegou. Só e desnorteado.

 

E fragilizado. Sensível até a um presidente da Assembleia Geral. Que pode ser uma excelente pessoa e um excelente profissional. Mas que é, em termos públicos, um puro cabotino. Não me esqueço da sua zanga com a anterior direcção, pois não tinha sido convidado para uma qualquer tribuna presidencial. O que arengou na TV por causa disso. Homem sem espelho, sem noção do ridículo próprio. Incomensuravelmente cheio dele próprio. E, obviamente, como Godinho Lopes, desnorteado.

 

Não há condições para que estas lideranças do clube continuem. Não é uma opinião. É uma mera constatação.

 

O meu primeiro postal aqui foi invocando João  Rocha. Que deixou o clube em meados dos anos 80s com enorme património e julgo que sem défice. Amado de Freitas, grande sportinguista, deixou algum défice mas nada gravoso. Sousa Cintra, tão gozado pelos bem-pensantes pela sua maneira de ser, foi crucificado à saída pela pré-falência em que deixou o clube, ao que diziam 5 milhões e 400 mil contos. Depois vieram os notáveis, nomes sonantes oriundos da banca e da construção civil, a gente a que os basbaques chamam de "boas famílias", nada mais do que dinheiro "algo velho" que sabe onde o multiplicar. Agora o clube deve, sei lá, mais de 60 milhões de contos e não tem património. Isto é um estupro. E é exactamente o que a banca e a construção civil fizeram ao país. Arruinaram o país, arruinaram o clube.

 

O que o Sporting precisa? Que a bola entre. E que estes notáveis, este grupo sociológico, sejam afastados. De vez. E não me venham falar do "sportinguismo" como se sacro seja. Principalmente quando o deste conglomerado que escangalhou o clube. E, pior ainda, de gente que escangalhou o país, o vendeu à revelia da lei, torneando as leis, forçando as leis. Influenciando a justiça, esmagando a justiça.

 

No meio disto ... que se lixe a taça!

 

Cidadania mitigada

 

Há muitos anos deixei de pagar as quotas. O momento pessoal ajudou, o começar da vida conjugal e um novo emprego, um contrato a termo certo, então equivalente a incerteza. Mas acima de tudo o pedido de uma quotização anual avançada "a bem do Sporting", então em tão grandes dificuldades financeiras que pedia esse sacrifício aos associados. Ao mesmo tempo que chegava Thomas Skuhravý, jogador caro e que, "se bem me lembro", passou alguns meses em Alvalade tendo, até, conseguido chutar uma vez contra o poste. Achei demais, inadmissível, guardei o cartão de sócio. Depois emigrei e, mea maxima culpa, nunca regularizei a minha situação.

 

Por isso tudo me sinto com uma cidadania sportinguista muito mitigada. Torço, resmungo, festejo. Consumo até, mais do que tudo a publicidade em torno do clube. Mas não pago para ter direito a voto. Por isso mesmo não falo da direcção, das direcções. Mas apetece-me imenso falar. E ainda mais, apetece-me imenso que os sportinguistas de quota em dia o façam. Sem populismos nem revanchismos. Mas, também, sem unanimidades. E muito mais, sem "respeitinho" pelos nomes altissonantes, pelas "soluções inevitáveis". No fundo, olhando a olhando a história do clube.

 

A Glória Ronda Alvalade

Foi sabido hoje que o edifício Metropólis/Interface do Campo Grande (que servirá para os futuros escritórios da Zon) ganhou o Prémio Sil de Arquitectura. A minha amiga arquitecta Joana Cabral, chefe de projecto desta obra, está aqui comigo a jantar em Maputo e concorda, algo contrariada, que o prémio obtido muito se deve ao facto deste edifício ter sido aspergido pelo magnificência e glória da sacra vizinhança.

A questão do treinador

Em comentários a postal recente da Helena Ferro de Gouveia renovei a opinião que venho defendendo desde há algum tempo (e que já repeti neste blog, desde a minha entrada aqui, acontecida na "janela de transferências" de Inverno da época passada). Ou seja, defendo que o treinador do Sporting deve ser Malcolm Allison. Alguns amigos co-bloguistas avisam-me que este já faleceu. Sim, claro, Big Mal já faleceu (ou, pelo menos, faleceu aquele pouco que acontece aos imortais). Mas o que eu, grande dirigente de sofá, continuo  a pensar é que é necessário ir buscar um treinador excêntrico ao meio, tentar repetir o efeito Allison (e que teve o seu avatar explícito em Boloni e implícito em ... Augusto Inácio). Não porque os treinadores portugueses não sejam competentes, como se vê por esse mundo fora, como se vê no campeonato. Mas porque o Sporting está preso do complexo Paulo Bento. Um homem de personalidade muito forte, que terá contado com raro apoio interno, ainda que imperfeito (como a gente bem lembra), mas cujas imperfeições ele foi limando enquanto conseguiu. Para além dele aquele "banco" tem sido uma vala comum de compatriotas, uns mais capazes outros menos. Mas com toda a certeza que bem melhores do que o vale de lágrimas que aquele maldito fosso do estádio tem sido.

 

Ontem Carlos Xavier disse isso mesmo. Que venha alguém de fora. que não conheça os belos e os feios, os bons e os maus. Adianto eu, que seja muito rijo e algo sábio. E que nós não gritemos se não for campeão: porque não vai ser. Se isso acontecer, surpresa! Se isso não acontecer? É o normal, ele que faça melhor para o ano.

 

(Falsa) Adenda: muito se fala do necessário "sportinguismo" nos treinadores. Até pelo "coração de leão" de Sá Pinto (que sempre julguei portista, diga-se, o que não veria como defeito) e pela ascensão agora de Oceano, o "tecnicista" que foi o melhor jogador da sua geração, e que tanto amei ver jogar. Ora o Sporting sempre foi um sítio ingrato para esses adeptos-treinadores (Mário Lino, à boca de bi-vencedor; Rodrigues Dias; Manuel Fernandes; Fernando Mendes; Pedro Gomes; Augusto Inácio, etc.). Deixemo-nos de mitos. O que eu quero é treinadores que façam sportinguistas. Não quero treinadores sportinguistas.

 

(Vera) Adenda: agora que o inevitável aconteceu repito o "Viva Sá Pinto!" que aqui deixei há alguns dias. Foi bom, disfrutei-o, o que aconteceu o ano passado. Porventura com dedo(s) de Domingos. Obrigado a este também. Então "Viva Domingos!". E "siga a marinha".

Um Grande Momento no Sporting

 

A "espuma dos dias", neste caso alguns resultados menos positivos no futebol sénior, estará a enublar o grande momento que o Sporting está a viver. A atribuição do nome de João Rocha, o Grande Presidente que o clube teve, não é apenas uma mais do que justa homenagem. Será também uma reparação de algum menor cuidado que no clube se teve para com o seu sempre Presidente. Mas, mais do que tudo, serve para olhar para a sua obra e fazer recordar o seu entendimento do que era o Sporting - muito mais do que um clube de futebol. Estreei-me neste blog evocando-o e invocando-o. Saúdo agora esta decisão.

 

 


Joao Rocha, o Presidente dos Sportinguistas. por f529022408

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